Deixando a emoção de lado

Procurando expurgar a emoção dos comentários:

1. Geraldo Ackmin não é um novo Fernando Collor. Não há sinais de desmandos no plano administrativo em São Paulo. Justamente por isso, ficou totalmente à vontade para levar a discussão para o plano ético, no qual se saiu muito bem. No plano nacional e internacional, seu conhecimento é obviamente insuficiente.

2. As explicações de Lula sobre os escândalos são claramente insuficientes. Mas falar em seu despreparo é exagero. Sua visão sobre a Bolívia é muito mais sofisticada do que o primarismo de “fazer valer os contratos” que Alckmin propõe. Fazer valer como: invadindo a Bolívia? Lula, hoje em dia, tem uma influência internacional maior do que Fernando Henrique jamais sonhou ter. Todo o prejuízo de imagem de Lula decorre dos escândalos internos do seu governo. Justamente por isso, privilegiou a discussão dos temas econômicos e comerciais.

3. Está-se comparando os dois candidatos entre si. Mas ambos não têm noções maiores sobre projetos nacionais, estratégias de desenvolvimento, política econômica. Passaram ao largo da questão de juros, ou então saíram com explicações sofríveis, tipo “os juros são altos porque os gastos públicos são elevados. Não se deve esperar de nenhum dos dois candidatos fôlego para a virada na economia de que o país necessita.

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