FHC e a Nação

Nesses anos todos, a noção da Nação como centro foi desqualificada por uma leitura simplificada e um internacionalismo rastaqüera. Fernando Henrique se tornou praticamente o mentor maior desse grupo, muito mais por emulação do que pelo que pensa.
Veja o que pensa sobre Estado, Nação e impostos.

FHC – Nos não estamos contente com a falta de crescimento, precisamos crescer mais. Mas o país não se desorganizou com o processo violento que foi a globalização. A agricultura se modernizou totalmente.

LN – Mas quando se pega a herança desses dez anos, aumento de carga tributária.

FHC – Mas não são dez anos, são cem anos. Aumento de carga tributária. Essa coisa é choradeira. Está mal gasta porque paga juros e déficit. Mas um país como o Brasil tem que ter uma carga de 30% se não tem educação, saúde.

LN – Não tem pequena empresa que sobreviva com essa carga tributária.

FHC – Ué, distribua melhor. Como vai ter um estado moderno em um país pobre, sem tributo.

LN – Mas a parte mais rica do país se refugiou nos fundos “off-shore”. Pega o mercado financeiro, os bônus são pagos lá fora.

FHC – Eu não posso defender uma carga tributária injusta como a nossa, em cima de consumo. Carga tributária do México é 16% do PIB. Sobrevivem com petróleo, mas o Estado não pode fazer nada. Que país da América Latina tem BNDES?

LN – Tem 50 anos de visão estratégica.

FHC – Mas continua se adaptando ao tempo. O Brasil nunca perdeu a noção de nação e de Estado, gente. Nunca. Há cinqüenta anos eu dizia o que você está dizendo hoje a mim.

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