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FHC na “Época”

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Do leitor José Maia, sobre a entrevista de Fernando Henrique Cardoso para a revista Época:

FHC: “O Lula nunca me convidou para tomar um café. Ele tem algo que o trava em relação a mim.” Ora, o Príncipe palpita e critica Lula desde que passou a faixa. Se apropria do feito pelo Lula, como política do seu governo. Imagine tendo tomado um café com o Lula! Compreende-se que PSDB-PFL digam isso para enganar o eleitor. Mas quando o Príncipe diz, é vaidade pessoal. Na segunda parte da frase tem uma insinuação de extrema maldade. É preconceituosa e intelectualmente desonesta. O Príncipe não suporta Lula não ser sombra dele. E sem ser sombra, não ser um desastre. Fez melhor. Já pensou o FHC dizendo hoje que foi o mentor do governo Lula, porque tomou dois cafés com o Presidente! E as imagens do encontro na propaganda eleitoral provando a sombra de FHC. FHC já insinuou impedimento para um segundo mandato, caso o Lula se reeleja. Citou Clinton. Imagine como FHC escreveria essa história em seus livros. É melhor que ele escreva: “O Lula nunca me convidou para tomar um café”.

Nesta entrevista, enfim, ele diz que talvez não exista outra política econômica possível. É mais honesto. Não se iluda, nós brasileiros estamos cansados de desonestidade intelectual. O quanto já se escreveu sobre a descontinuidade das políticas no Brasil. Cadê o elogio para a continuidade? Não o elogio com “diminuição” implícita, com se fez! O PT obrigou o FHC a fazer alianças inimagináveis, apenas para ser oposição. Para a platéia. Pensei que o PSDB fosse ser diferente. Mas foi igual. Deixou o Lula sem saída. Assim como pensei que o PT seria diferente no campo ético. A soberba dos PSDBistas rachou esta união que poderia ter feito muita diferença para o Brasil. Agora, fora dos partidos, o FHC está sendo uma decepção como ex-presidente intelectualmente preparado. Mostra-se egoísta, vaidoso e raivoso. Nunca imaginei. Jamais deu uma sugestão que fosse desinteressada, que não fosse pela mídia, que não pretendesse caracterizar o caráter “autoral” e portanto, “superior”, “próprio”.

‘Trecho: “Para comandar, você precisa saber para onde vai. Mas a sensação é que eles não sabem. O projeto deles é o nosso. Talvez nem haja outro, porque a História não tem projeto novo a todo momento.” Para FHC, não seguir o que ele pensa, é não saber para onde vai. O Lula é um desastre no detalhe, mas soube dar a direção. É inaceitável que gente como FHC, com compromisso acadêmico, não seja mais correto, intelectualmente. Quando a imprensa quer bater no Lula, quer dar manchetes debochantes, não discute a direção, pega o detalhe.

Trecho: “Depois da transição pacífica que fizemos, pensamos que o PT iria caminhar para uma convergência. Mas eles tomaram a decisão oposta. Quem definiu que o PSDB era o inimigo principal foram eles. Foram fazer as alianças que fizeram com o outro lado.” Se auto-elogiar por uma transição pacífica? Ficou claro logo em seguida, que convergência para FHC / PSDB era passar para a população que o PSDB continuava “governando” na sombra.

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