Gerdau e a Qualidade

A eventual indicação de Jorge Gerdau para um Ministério de Lula – de preferência, um ministério que possa atuar sobre a gestão de todos os demais – significaria um salto extraordinário no ponto mais fraco do atual governo: a gestão pública.

Gerdau é um dos pais dos programas de qualidade na área privada e pública do país. O Movimento Gaúcho pela Qualidade e o Movimento Fluminense pela Qualidade empolgaram milhares de empresas de todos os tamanhos e órgãos públicos.

Coube a ele convencer o então presidente eleito Fernando Collor a abraçar a idéia. Na gestão Luiz Carlos Bresser Pereira no Ministério da Administração, passei bom tempo buzinando na orelha do Ministro para abraçar a idéia. Bresser-Pereira só se convenceu quando assistiu a uma cerimônia de premiação do Prêmio Gaúcho de Qualidade.

Imediatamente convidou um grupo de pessoas para integrar o Prêmio de Qualidade do Setor Público. Convidou-se e fui obrigado a aceitar, depois de ter recusado fazer parte do Conselho da Reforma do Estado, também na sua gestão.

Faziam parte do Conselho outros guerreiros da Qualidade, o Antonio Maciel, na época na Ford, o Mangels, o Élcio de Lucca, da Serasa. Esse pessoal, ao lado do Musa, ex-Rhodia, do Carlos Salles, ex-Xerox, do Falconi a Godoy e tantos outros, mudaram a face do país com os programas de qualidade. Primeiro, espalhando a boa nova nas suas empresas, depois nas pequenas empresas, depois na área pública.

No final do governo Fernando Henrique Cardoso, por iniciativa de Gerdau, o Conselho foi transformado em uma OSCIP, o Movimento Brasil Competitivo, com recursos do governo e da iniciativa privada, incumbida de levar programas de gestão para a área pública.

As duas últimas contribuições de Gerdau têm sido para a Previdência e para o Bolsa Família. Na Previdência, sua ajuda tem sido essencial para o que o Ministro Nelson Machado leve a cabo a primeira reforma gerencial consistente da Previdência, provavelmente em toda a sua história. No governo FHC houve algumas tentativas pontuais, mas que não tiveram prosseguimento.

Em relação ao Bolsa Família, no ano passado, o Ministro Patrus Ananias veio me visitar. No meio da conversa lhe falei dos ganhos que os programas de gestão pela qualidade permitiam. E aconselhei-o a procurar Gerdau e o MBC. Um mês depois o Ministro me telefonou dizendo que já tinha assinado um convênio com o MBC.

O Bolsa Família hoje é o principal exemplo de que modelos de gestão e indicadores de acompanhamento, são ferramentas indispensáveis para dar eficiência ao social.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora