Nogueira Jr no FMI

Ontem mencionei o papel relevante do grande negociador brasileiro Otávio Paranaguá, representante do país no FMI durante muitos anos.

Parece premonição. A indicação de Paulo Nogueira Baptista Jr para o cargo rompe com um período anódino, de economistas tecnicamente competentes, mas com ambição de fazer carreira nos próprios organismos internacionais. Eram “mais um”.

Paulo tem luz própria e pertence a uma ilustre família de diplomatas. Seu pai, o embaixador Paulo Nogueira Baptista, tem uma folha admirável de serviços prestados ao país. Fez parte de uma geração histórica do Itamaraty, comprometida com um projeto de desenvolvimento autônomo para o país.

Aliás, quando Paulo Nogueira era embaixador brasileiro na ONU, se não me engano, fui para Nova York com uma comitiva de jornalistas. Atravessamos o oceano e, em seguida, ainda sonados, fomos convidados a uma recepção na casa do embaixador. Aguentei firme até meia noite, depois afinei.

Na sequência, chegaram ao encontro Tom Jobim, casado com uma parente de Paulo Nogueira, e tocou até às quatro da manhã.

Foi um dos dias mais aziagos da minha vida.

PS — Atenção, leitores que lêem de supetão: aziago porque fui dormir antes do Jobim chegar.

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