O ABN Amro entra na disputa – 2

Quando entra no universo dos números reais, o jogo é outro. Gestão de despesa é um processo permanente. No governo Covas havia reuniões mensais com os secretários trabalhando em cima de metas objetivas.

Esse modelo deixou de existir na gestão Alckmin. Praticamente cessaram as reuniões do secretariado e a cobrança diuturna por racionalização de despesas. A própria troca do chefe da Casa Civil, Antonio Angarita, que tinha a cabeça na gestão, por Arnaldo Madeira, foi uma demonstração clara da mudança de estilo.

Meses atrás conheci o sistema de informações que Nakano montou na Secretaria da Fazenda (que ele deixou em 2002). É um banco de dados Oracle com um BI Discovery. Com ele é possível cruzar qualquer dado de qualquer secretaria do Estado.

Covas conseguiu reduzir substancialmente as despesas meramente unificando todos os contratos de serviços em um banco de dados e definindo regras que permitissem comparar cada um. Nakano montou um sistema de informações que poucas empresas privadas possuem. Quando indaguei do pessoal da Fazenda (este ano) quem do governo utilizava os dados para planejamento, a única Secretaria era a da Saúde. E a Educação, que tem o primeiro ou segundo orçamento do Estado? Nada. E a Casa Civil e o governador? Nada.

Em suma, ao entrar na campanha, o ABN Amro visou tomar o partido do mercado contra um economista que não reza por sua cartilha. Acabou acertando o candidato do mercado.

Desde o início do Blog venho alertando para que essa imagem de gestor não correspondia ao perfil administrativo de Alckmnin. Vão alimentando, alimentando, até o momento em que possa parecer ameaça a interesses estabelecidos, por conta do pensamento de Nakano. Aí o super-gerente é colocado no patamar original, com o velho recurso de dados maquilados com dados reais.

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