O brasileiro do século

Uma das armas de que se valia Rui Barbosa para impor suas idéias a Deodoro da Fonseca era recorrer à figura do inimigo externo. Quando os demais ministros contestaram os enormes privilégios concedidos ao banqueiro Francisco de Paula Mayrink (de que Rui Barbosa se tornaria sócios posteriormente), eis trecho da carta que mandou a Deodoro:

“O Banco Nacional (do Conde de Figueiredo, rival de Maytink) já ousa levar os seus emissários até a presença do chefe do Estado e conta abalar-me a confiança dele. Para que eu prossiga, pois, é essencial saber eu definitivamente se o meu velho chefe, a quem pertence a minha dedicação e a minha vida, mantém para comigo o pacto da confiança absoluta e dá-me, na luta contra esse inimigo, a autoridade ilimitada de que eu preciso a bem do Governo, da República e da pátria. Nesta hipótese estou pronto para tudo e irei com o chefe glorioso da revolução até o extremo limite do sacrifício, sem me importarem hostilidades, quaisquer que forem. Mas, não sendo assim, o cálice é amargo demais, e a minha posição não será dignamente sustentável”.

É o brasileiro do século, segundo algumas versões.

Outros post sobre Rui Barbosa neste Blog:

Rui, o Homem e o Mito – 1

Rui, o Homem e o Mito – 2

O Jurista Rui

O diplomata Rui- 1

O economista Rui

O intelectual classe média

A obra econômica de Rui</a


O John Law brasileiro

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora