O desastre da TAM

O desastre que se abateu sobre a imagem da TAM, nesses dias, destrói completamente a obra do Comandante Rolim. Não foi por falta de aviso. Há meses alertei aqui para o desastre que se avizinhava. Era evidente a desmontagem da empresa por uma gestão sem nenhuma visão estratégica, preocupada apenas em economizar vinténs em cima do bem-estar dos passageiros.

Era visível a deterioração dos serviços, a arrogância, a falta de atenção com os passageiros, as equipes de bordo cada vez mais jovens e menos treinadas, a desatenção com cuidados básicos, como a manutenção da TV de bordo em níveis insuportavelmente elevados.

Pouco tempo depois de minha coluna, o presidente da Fundação Dom Cabral alertou para o mesmo fenômeno, de uma empresa se desmanchar no momento de maior rentabilidade da sua história (por conta da concentração no mercado aeroviário) por não ter profissionalizado a gestão, e pela falta de discernimento dos controladores em escolher seus executivos.

A TAM vai permanecer grande por mais algum tempo, até porque empresas aéreas demoram a desaparecer e ela goza dos privilégios do quase monopólio. Mas a perda de valor que ela sofreu, com a trinca na sua imagem, não tem campanha publicitária que resolva.

O Comandante Rolim não merecia que a empresa passasse por isso.

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