O imposto sobre exportações

A proposta não é nova, já foi aventada algumas vezes aqui e integra as preocupações de todos os analistas que estõ observando os estragos que o câmbio está produzindo no parque industrial brasileiro.

Hoje, no “Valor”, Michal Gartenkraut avançou nas propostas: um imposto de exportações sobre commodities que sofreram grandes valorizações, cujos recursos poderiam ser canalizados para projetos do próprio setor, de ampliação de exportações.

Lula está demorando demais em enfrentar essa questão. Quanto mais a situação internacional der folga nas contas externas brasileiras, maior será a destruição das empresas e do emprego interno.

Dia desss, o Otávio de Barros, do Bradesco, apresentou um levantamento junto a 1.200 empresas, demonstrando que todas estão mudando profundamente seu processo produtivo. Não explicou o tipo de mudança. No fundo, para sobreviver, as empresas estão recorrendo maciçamente a insumos importados, caminhando cada vez mais para transformar a economia em uma maquiladora, como no México.

Esses doze anos entrarão para a história com a definição clássica de Rubens Ricúpero, o “suave fracasso”. O país está como o sapo que é colocado em um caldeirão de água que é esquentado gradativamente. Ele nem se dá conta de que vai morrer, porque o aumento do calor é gradativo.

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