O Instituto e FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entra em contato para explicar as acusações de que o Instituto recebeu verbas públicas pela Lei Rouanet.

Segundo ele, há duas espécies de arquivos presidenciais: aqueles atos oficiais que ficam no governo; e os papéis pessoais que vão com o presidente. Nos EUA há a previsão de uma verba anual de alguns milhões de dólares para ex-presidentes organizarem seus arquivos. Aqui, não. Daí a necessidade de cada ex cuidar dos seus papéis, algo que apenas José Sarney está fazendo, além dele.

Ele refuta a insinuação de que os recursos estejam sendo utilizados para outros propósitos que não os de preservar o arquivo. Diz que há uma auditoria permanente da Price Watherhouse sobre as aplicações. Esclarece que jamais utilizou em proveito próprio um tostão sequer do instituto. Pelo contrário, diz FHC, acabou transferindo nele sua biblioteca pessoal.

Rebate a informação de que teria pedido contribuições para o Instituto enquanto era presidente. Segundo ele, o famoso jantar em que reuniu empresários, limitou-se a sondá-los para saber se teriam interesse em contribuir. Mas as contribuições, mesmo, foram efetivadas apenas após o fim de seu mandato.

Na conversa não chegou a falar da possibilidade de tornar pública a prestação de contas do Instituto. Mas essa possibilidade já havia sido aventada por um assessor, que primeiro fez contato comigo, insistindo que FHC iria acatar a sugestão aqui colocada.

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