O papel da mídia – 2

Quando topei montar o Blog, sabia de antemão da excelência dos leitores. Agradeço bastante as observações postadas na matéria anterior.

Mas vamos a alguns pontos que não são ainda muito claros. Como muitos leitores observaram, a grande mídia obedece a uma lógica econômico-financeira também. Nos anos 30, Ortega y Gasset já tinha estudos muito interessante sobre esse papel da mídia de massa.

Vamos analisar a notícia, então, como produto. Cada produto, em qualquer campo, pode ter características diversas, inclusive como posicionamento de mercado. Mas possui características intrínsecas, que não podem ser desrespeitadas, sob pena de se perder público.

Há um tipo de jornalismo sensacionalista, há o jornalismo de entretenimento, há o show de TV. No caso do jornalismo de opinião, uma das qualidades intrínsecas é a credibilidade. Não há como fugir disso. Pode-se mudar a natureza, tornar-se um veículo sensacionalista, e disputar o mercado nessa faixa, não na faixa da opinião.

Uma das características da credibilidade é a sobriedade. E aí se entra no nó: como casar credibilidade/sobriedade com a necessidade de vender o produto notícia? Como evitar que não se transforme em algo chato e insosso.

Eu diria que a fórmula é fácil de definir, e difícil de implementar: com talento, com pauta criativa, com rigor na apuração. “Cria” notícias quem não tem fôlego suficiente para pensar pautas criativas, com texto atraente e enfoques originais.

Por isso mesmo, em plena era da Internet, as armas do jornalismo convencional estão na recuperação do exercício objetivo dos valores jornalísticos.

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