O processo 1844/192

Com base em informações da leitora Maria da Conceição Quinteiro

Na 38º Vara do Trabalho de São Paulo corre o processo de número 1844/192. Tem como réus um casos de idosos, ambos com 79 anos, doentes, com enormes gastos com doenças crônicas. O marido é um homem rústico, ingênuo, trabalhador incansável. Três infartos e ainda trabalha no bar que lhe garante parte do sustento. Tem poucos imóveis, uma casinha com um cômodo e cozinha no fundo da sua, que é alugado para completar o orçamento. Sua esposa, quase cega e com sérias dificuldades para se locomover, precisa da assistência permanente de outra pessoa.

No passado, um empregado entrou com uma ação trabalhista para receber duplicadamente o que já havia recebido. Esse senhor, honesto ,ingênuo e burro, havia acertado as contas e nunca pediu um recibo

Anos depois foi intimado pela Justiça do Trabalho, contratou um advogado que lhe comeu o quanto quis e ainda o tapeou, dizendo que estava tudo acertado. Na semana passada, o casal de velhos soube que está com os bens penhorados, os dois aluguéis que recebiam têm que ser pagos na justiça.

Em 1° de maio de 2006 a dívida com o empregado (que trabalhava no balcão) ascendia a R$ 837.513,59. Supondo-se que o salário de um balconista de um pequeno bar seja de R$ 600,00, a indenização corresponderia a 107 anos de salário.

E são devidas por um casal de velhos, que T um bar capaz de ser tocado por apenas um empregado.

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