O RDD e a “elite branca”

Quando não há competência, é só recorrer à truculência:

O Globo Online, 14/08/2006: Lembo: “O RDD sempre foi solicitado pela sociedade e os especialistas em segurança perceberam a força desse sistema para isolar os criminsosos. O experiência do RDD em outros países foi positiva”.

Folha, de 11/11/2006: ” O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), disse ontem em Ribeirão Preto (314 km de SP) que não está preocupado com a greve de fome dos detentos. “Aos domingos, as famílias visitam os presos e levam os jumbos [alimentos]. Greve de fome com jumbo na cela é bastante razoável. Até eu faria”, afirmou. No RDD , porém, as famílias só podem enviar alimentos aos presos em ocasiões especiais, como Natal e Páscoa. Lembo afirmou, ainda, que os presídios de São Paulo possuem disciplina. “O que houve na crise do PCC foi a perda da disciplina. Hoje, não quero dizer que o problema está equacionado, mas há disciplina.”

Folha, 26/08/2006: “O ministro (Márcio Thomaz Bastos) defendeu ainda o sistema de isolamento de presos, o RDD , medida criticada pelo PCC. “Eu acredito que nosso sistema penitenciário federal vai estabelecer um novo paradigma (…). O sujeito vai para lá e se desliga de vez de sua quadrilha, porque fica isolado”, afirmou”.

Estadão, 17/08/2006: “Dois dias após o Primeiro Comando da Capital (PCC) ter seqüestrado um jornalista para obrigar a TV Globo a exibir um vídeo em que acusa o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) de ser inconstitucional, três desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) acolheram a “tese” da facção criminosa. Ao conceder um habeas-corpus impetrado pelo líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, os três magistrados invocaram a inconstitucionalidade do RDD para embasar seus respectivos votos”. Em editorial, o jornal acusa o TJ de acabar “fazendo o jogo da facção criminosa”.

Folha, 08/08/2006: “Uma das sugestões (do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Rebello Pinho) é ampliar o isolamento deles no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) de dois anos para quatro anos”.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora