Os vôos e os cortes

Do leitor André

Nassif:

Com a crise nos aeroportos a turma do corte de gastos enquistada no mercado financeiro provou do próprio veneno. Com mais de R$1,7 bilhão retido nos fundos especificamente arrecadados para a melhoria da segurança de vôo e contingenciados para produzir superávit primário, houve um total descasamento entre o enorme crescimento do tráfego aéreo e os investimentos nas torres, para as quais há 20 anos não se faz concurso para controladores alem de pagar-se pífios salários para o contingente sobrecarregado que cuida da vida de milhões de passageiros.

Quando o corte de gastos é em um posto de saúde de Itaquera, os fiscalistas do mercado nem se abalam. Agora afeta pelo menos marginalmente o cotidiano deles. Corte de gastos é isso ai.

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