Ping Pong

Mudam os procuradores, os métodos continuam os mesmos.

Luiz Francisco e Guilherme Schelb recorriam a uma artimanha quando se tratava de atingir o “inimigo”. Passavam alguma informação em “off” para a imprensa, sem apresentar nenhuma prova. O jornal publicava, baseado em “fontes em off”. Com base na matéria, os dois procuradores entravam com pedidos na Justiça contra os adversários.

Nenhuma diferença com o procedimento do procurador Mário Lúcio Avelar. Sai uma matéria em jornal dizendo que Nagi Nahas teria depositado dinheiro na conta do tal do Freud. Não há provas, testemunhas, apenas uma relação de nomes de empresas e bancos que qualquer um poderia forjar. Nahas solta um anúncio desmentindo os dados, dizendo que jamais recebeu dinheiro da Telemig ou operou com o banco mencionado.

Pouco importa. Com base na notícia plantada, o procurador planta um pedido de quebra de sigilo, a imprensa repercute o pedido plantado devido à nota plantada. E, nessa plantação total, vai se fazendo jornalismo e justiça.

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