Rui, o Homem e o Mito – 2

A pesquisa em si vale mais como curiosidade jornalística. Foi montado um júri com 33 personalidades. O escritor Fernando Bonassi votou no escritor Graciliano Ramos, que recebeu o voto do conterrâneo Renan Calheiro. O artista e comunista Ferreira Gullar votou no arquiteto e comunista Oscar Niemayer. O historiador e sociólogo Roberto Da Matta votou no historiador e sociólogo Joaquim Nabuco. O sociólogo Fernando Henrique Cardoso votou no pensador José Bonifácio, e assim por diante. A escritora Ligia Fagundes Telles no crítico literário Antônio Cândido. A religiosa dona Zilda Arns votou em Dom Hélder Câmara. O geneticista Fernando Reinach votou na pesquisadora Johanna Döbereiner.

Dos 33 eleitores, quatro votaram em Rui: dois advogados (Dalmo de Abreu Dallari e Miguel Reale Jr.) um sociólogo (Bolívar Lamounier) e um historiador econômico (Gustavo Franco).

Os critérios de escolha não foram muito claros. No fundo, foi uma enquete. Apesar da inegável importância de Machado de Assis como escritor, um Alberto Torres, Gilberto Freyre ou Sérgio Buarque ajudaram muito mais na compreensão do Brasil.

Que Rui foi um dos arquitetos da nacionalidade, não tem como se negar, assim como os imensos Joaquim Nabuco e José Bonifácio, Dom Pedro 2 e Getúlio Vargas –que recebeu apenas um voto, mostrando que, no fundo, cada jurado escolheu o “seu” brasileiro predileto.

De qualquer forma, é uma boa oportunidade para se voltar a discutir Rui.

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