Satchmo e e a multi-etnia

Enviado por: Wilson

Nassif, este debate foi uma beleza. Um dos melhores que já fizemos aqui em seu blog. Vamos comemorar este feriado, já que ele existe, com aquela uma boa roda de música, como aquelas de sua casa que vocês nos descreveu. Aí vai um link do Ytube. Não é música brasileira, mas é um dos grandes figuras do mundo no século XX. Louis Armstrong toca When the Saints Go Marching in .

O primeiro fato para o qual chamo a atenção é a alegria contagiante da banda de Satchmo, acho que o jazz perdeu um pouco deste espírito de festa, de confraternização entre as pessoas.

O segunda, que é o motivo deste post, é a mistura de pessoas de todas as origens nesta banda. No início tocam Trummy Young à esquerda com o trombone (no Brasil ele talvez fosse um mulato), Satchmo no centro e o branco Barney Bigard na clarineta. Na sena em que cantam, de novo está Trummy à esquerda, um trumpetista que não sei identificar, a loirinha é muito parecida com June Christy (mas digamos que seja uma irlandesa ruiva, pronto!), talvez o apresentador ao fundo, Satchmo e o sujeito grandão com um trombone é Jack Teagarden, de origem indígena. Os bateristas aloprados tocando juntos são o negro Cozy Cole e o branco Barret Deems. Ok, faltou um amarelo, mas na platéia, segundo informações que consegui, tinham vários.

Bem, pessoal o que quero dizer com este exemplo é que todos formamos a cultura brasileira, de alguma forma todos devemos estar unidos na luta contra o racismo, seja contra quem for. Mas não haverá união, conscientização e avanços se um grupo se auto-intitular mais brasileiro do que os outros, como algumas alas do MN dizem, é um erro básico, vão ficar sozinhos. Cada grupo no seu canto não fará um país melhor, podem apostar nisso.

Um abraço a todos.

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