Toneleros e a vó Martha

Já contei uma vez, mas não resisto a recontar.

Depois do atentado da Rua Toneleros (em que a última pessoa que cumprimentou Carlos Lacerda, quando saiu do Colégio Marista, foi meu ex-professor irmão José Gregório), a primeira coisa que Lacerda fez foi telefonar para minha avó Martha, em Poços de Caldas.

Interurbano naqueles tempos demorava. Ligou para o 795 (não sei nem o telefone atual de casa mas lembro os telefones da família na época) e disse que devia sua vida a minha avó. Mais especificamente, ao Salmo 90 com que ela o presenteou, e que ele guardou na carteira até a morte.

Na biografia sobre ele, escrita pelo Cláudio Lacerda, atribui-se o presente do Salmo 90 erroneamente a um tal de Monsenhor Mesquita, de Minas. Talvez pelo fato da casa do meu avô ficar em cima da Farmácia Central, do meu pai, e dos Doces Mesquita, do meu tio.

PS — Até os 14 anos meu apelido era Lacerdinha. Depois, desvirtuei.

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