Tragédias da paixão

Eu, que tenho filhas e neta de 7 e 8 anos, até fico arrepiado. Mas constato que o conceito clássico de pedofilia, de considerar qualquer relação com menor como pedófila, está mudando.

A tragédia do professor de piano gaúcho e sua aluna de 13 anos está longe de ser pedofilia. A menina tinha 13 anos, 1,80 metro, jogadora de vôlei. É evidente que não possuía discernimento de um adulto. Mas é evidente que o sentimento do professor estava longe da tara lúbrica dos que pegam crianças indefesas, montam tráfico de crianças e de imagens. Era uma paixão entre uma pessoa de 31 anos e uma menina-moça de 13 anos, que foi até às últimas conseqüências: a morte de ambos.

Anos atrás, uma professora americana foi condenada por pedofilia, por sair com um aluno menor de idade. Cumpriu a pena, voltou e continuou o namoro com o menino, agora maior de idade.

Na cerimônia do Bar-Mitza, o judaísmo considera que, aos 13 anos, o menino virou rapaz, com discernimento. Na sociedade contemporânea, as meninas-moças de 13 anos são radicalmente diferentes daquelas da minha geração. Não tem ainda o discernimento de uma moça de 21 anos, é certo, mas não são mais meninas.

Tremo e suo frio, só de pensar nas minhas menininhas, mas com 13 anos elas não serão mais menininhas.

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