Trivial de Garrincha

Por Evandro Duarte

Olá, nassif!

Hoje completam-se 27 anos sem Garrincha, o anjo de pernas tortas – considerado por muitos o maior do mundo até hoje. Vale uma lembrança, não?

Por Marco Nascimento

A família do meu pai veio da cidade de Pau Grande para o Rio. Foi onde meu avô, paraense, conheceu minha avó, filha de italianos. Ambos trabalhavam na fábrica de tecidos América Fabril. Minha avó, Hilda, trabalhava nos teares. Meu avô, Oscar, desenhava os padrões a serem impressos nos panos.

Seu Oscar desenhou o emblema do Sport Club Pau Grande, o primeiro clube pelo qual Garrincha jogou. E não só isso. Minha tia avó Nicolina, irmã da D. Hilda, foi professora primária do Mané.

Ao se casarem meus avós vieram para o Rio. Meu avô seguia trabalhando para a América Fabril que tinha uma filial no bairro do Andaraí, onde foi morar com a mulher e com os seis filhos que tiveram em uma casa das muitas vila operárias da região.

Algum tempo depois veio outra parte da família, entre eles um primo, Zico (nada a ver com o galinho), foi trabalhar na Imprensa Nacional, que imprimia o diário oficial, e morava lá com tia Nicolina.

Em 1962, após ganhar o bicampeonato mundial no Chile, Garrincha foi ao edifício onde funcionava a Imprensa Nacional na Praça Mauá (atualmente é o prédio da Polícia Federal). Foi visitar alguns amigos, entre eles alguns que estiveram envolvidos na sua transferência para o Botafogo, especialmente uns tais Seu Arati e Seu Mariano, dono da barbearia da Imprensa.

Completamente cercado por uma pequena multidão de admiradores, Garrincha distribuía autógrafos em notas de 1 Cruzeiro. Ao ver tia Nicolina, hesitou, pediu-lhe a bênção e acabou dando-lhe também um autógrafo. A ex-professora sorriu ao ver a nota comentando, “a letra continua péssima, hein, Mané?”

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