Um ministro inconveniente

Causou espécie no Futurecom o comportamento do Ministro das Comunicações Hélio Costa. Positivamente, não tem nenhuma compostura pública.

Começou o seu discurso fazendo propaganda política explícita e inconveniente, falando de queda preço de cimento, arroz. Depois, desancou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na frente do seu presidente. Sobre as políticas públicas de seu ministério, nada.

Sobre os impasses em torno da licitação do WinMax (o sistema de banda larga de baixo custo) – hoje em dia há empate no conselho da Anatel sobre as regras da licitação – mandou um recado-convite dizendo que o próximo conselheiro que escolherá desempatará o jogo.

Depois, desancou a “The Economist”, por críticas que fez a ele, desqualificando-a pelo inominável crime de ter chamado seu Ministério de Telecomunicações.

Na sala dos palestrantes converso com um senhor que é representante do Eximbank de um país com grandes investimentos no Brasil, que se dizia escandalizado com as críticas que o próprio Ministro fazia às agências reguladoras. “Como podemos ter confiança nas políticas públicas daqui?”, me indaga com ar desolado, em um português claudicante.

Lula é Bolsa Família. Mas Lula também é Hélio Costa.

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