Bolsonaro prega fim da discriminação e da ideologia de gênero

Foto Agência Brasil/José Cruz

Jornal GGN – No discurso após o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro, em discurso rápido, anunciou que fará reformas estruturantes e criará ‘um círculo virtuoso de confiança na economia’. Pediu apoio do povo unido e do Congresso para ‘reconstruir o país’. E afirmou que os desafios serão vencidos ‘com a sabedoria de ouvir a voz do povo’.

Pediu apoio do Congresso para ajudar a restaurar e reerguer a ‘pátria’, ‘libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica’. Aliás, este foi o mote da campanha. Em seguida se propôs a unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a ‘nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores’. E bradou que o Brasil ‘passará a ser um país livre das amarras ideológicas’.

A expectativa era de que baixasse o tom quando empossado, clamando por união. Mas não. Bolsonaro reafirmou no seu discurso o mesmo tom da campanha, reafirmando pontos controversos como porte de armas, apoio à ação dos policiais e das Forças Armadas, redirecionamento da política externa e passou rapidamente por mudanças na educação.

Mesmo dizendo que reafirma seu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão, coloca, logo depois, a vontade dos brasileiros que querem boas escolas ‘capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política’ e dá uma nova estocada na sua bandeira maior, o porte de armas, dizendo que os brasileiros ‘sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime’.

Disse que pretende autorizar o porte de arma por meio de decreto presidencial. E afirmou que o cidadão merece ‘dispor de meios para se defender’, mas emendou que isso ‘respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legítima defesa’.

Na economia, Bolsonaro garantiu que serão feitas reformas estruturantes necessárias para a sustentabilidade das contas públicas. ‘Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para permitir abrir os nossos mercados para o cenário internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico’. Destacou a importância do agronegócio para o país. “O setor agropecuário terá papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”, disse. 

Garantiu ter montado uma ‘equipe técnica, sem o tradicional viés política, que tornou o Estado ineficiente e corrupto’. Defendeu um pacto nacional entre sociedade e os Três Poderes e afirmou que sua prioridade ‘é revigorar a democracia brasileira’. E, no tempo que ali começa, ‘o Brasil será visto como país forte, pujante, confiante e ousado’.

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Confira a íntegra do discurso:

Senhoras e Senhores,

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados, que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança.

Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

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Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à “ORDEM E AO PROGRESSO”.

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico aos policiais para realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou nosso estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no compromisso de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

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Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Da mesma forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostraram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e Senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

DEUS ACIMA DE TODOS!

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8 comentários

  1. Poderia ser pior. O

    Poderia ser pior. O sujeito,sabedor de quanto mais fala mais se lambuza,falou pouco,o suficiente,ainda assim,para falar muita bobagem.

    Não existe governo sem viés ideológico. Isso é coisa para a zumbizada.Se a educação neste país tivesse qaulquer viés minimante ideológico de esquerda,como o sujeito diz,jamais,jamais,uma figura como ele teria sido eleita presidente da república.

    Também,dizer que fará reformas estruturantes na economia sem especificar quais,aliás como em sua campanha,é mais do mesmo,ou seja,nada.

    É incrível como essa gente se mantém viva politicamente com este discurso vazio de restaurar e reerguer a pátria.Que restauração é essa? Só se restaura o que foi destruído e,as únicas coisas destruidas neste país vieram no pós golpe que derrubou a presidenta Dilma e a bandalheira criada nos direitos sociais,coisa logo seguida por ele em seu primeiro ato,tirando já na primeira canetada, R$8,00 de cada brasileiro que recebe o salário mínimo,ou seja,tirou pelo menos o arroz da boca do povo.

    Esses fantoches do capital internacional ficarão de quatro enquanto o povo brasileiro não entender que foi e que continua a ser manipulado,que é muito fácil acertar as contas públicas não gastando nada e deixar um enorme passivo para todas as gerações futuras,passivo que,não fossem os breves anos dos governos populares,seriam ainda maiores,com a fome,a desnutriçao,a falta de moradia,de água e esgotos tratados e todas as consequências disto,como maiores gastos com saúde e segurança,para fficar somente nestes dois.

    Essa gente vai se esbaldar brincando de governar. Não discutiram isso antes das eleições,agora,necessariamente terão de fazê-lo,e o farão da pior forma possível,testando com os brasileiros.

    Gente que não tem e nem nunca teve capacidade de discutir,fará o que tem de pior. Os lobistas estão lá,todos a disposição para vender os espelhinhos em troca de nosso ouro.

    Foi assim que o país começou. Não é assim que precisa acabar.

     

  2. “reerguer a ‘pátria’,

    “reerguer a ‘pátria’, ‘libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica’.”

    Putz, isso sim é que é um cara honesto.

    Aquele papo de laranjas com ele e sua família, tudo ficção.

    Queiroz nunca existiu.

    Petulância  pobre querer ter dinheiro em aplicações finançeiras.  No máximo aquela poupançazinha que gera uma merreca depois de anos.

    Quanto a submissão ideológica, pura cafonice dos “marxistas”.

    Chic é  ser capachos  e submissos aos interesses dos americanos, mas aqueles mais próximos ao polo norte.

     Ainda estou procurando entender é o “reerguer a pátria”.

    Será aquela cujo hino diz “deitado eternamente em berço esplêndido”?

    E antes que eu me esqueça… quanto a “vontade soberana do povo” que o digam Lula que foi impedido de participar das eleições e a Dilma, arrancada da cadeira presidencial por um golpe em conluio com uma mídia fajuta, congressistas corruptos e um judiçiário mais sujo que pau de galinheiro.

  3. Símbolos e marketing
    Há coisas que precisamos aprender com os atuais dirigentes do governo federal. Vamos começar com o uso dos símbolos para vender a ideia da simplicidade versus ostentação. Discursos curtos, terno feito em Duque de Caxias e esferográfica comum.

  4. Mais do mesmo

    Bolsonaro reafirmou tudo o que pretende. Nada de metamorfose. Os jornais e mídia televisiva,  tentarão dourar a pílula, que  no entanto é transparente  e amarga.  Tentarão transformar suas palavras afirmando que não significam o que significam, e tentarão nos colocar no modo de negação da realidade. Até quando???

  5. tsc tsc tsc

    quanto tempo será q durará esse flagelo, Dels?! Nem vc parece que sabe, né?! Vê se manda um asteróide de 8 mi e 600 mil km² com dois anexos, um para portugal e outra para a florida e comece tudo do zero outra vez

  6. JÁ ESTAMOS VITIMADOS PELO PIOR BANDIDO

    Tenho 68 anos, morei em Assis-sp e Lins-sp, Maringá-PR, e /São Paulo-capital.   Viajei por vários Estados, sempre sem nenhuma arma. E nunca fui importunado por ninguém da bandidagem.   Só quem  ameaça agora são os bandidos Boçal e Moro assassino do teori e da marisa leticia.  E garanto que milhõesde pessoas são e vivem como eu, trabalhando, viajando, sem que bandidos incomodem.   Mas os idiotas do eleitorado do boçal se acham ameaçados graças à fantasia (ou seria fantasmagoria?) criada pelos boçais cafajestes a serviço dos interesses da industria armamentista, tanto brasileira como americana.    E o interessante é que esses idiotas bolsonariados pela bolsonarice mais rasteira acham que vão fazer frente a bandidos que os incomodarem (se  é que algum dia encontrarão algum por aí  – fora, claro, seus políticos e juizes prediletos, esses sim bandidos)  E os idiotas acham que com uma arma de merda vão poder enfrentar a surpresa de um eventual assalto de bandido sozinho ou vão encarar um arrastão de vários bandidos……..vão é perder a arma e levar um tiro no meio da cara para largarem mão de serem bestas.   Bem, até que essa última hipótese não é má ideia…..pelo menos assim a patria amada idolatrada salve salve fica livre de muitos idiotas……..que só servem mesmo para lamber o rabo do boçal e sua quadrilha……..Ah….e um detalhe a mais: e os idiotas dos evangélicos, tão crentes no seu deus……não confiam em deus nenhum e se fiam numa arma de merda que lhe será tomada na boa……..e se deus resolver castigá-los por isso hein???????????? E ATENÇÃO INSTITUTOS DE PESQUISA: QUE TAL FAZEREM UMA PESQUISA PARA SABER QUANTOS BRASILEIROS JÁ FORAM UM DIA AMEAÇADOS CONCRETAMENTE POR UM ASSALTANTE, UM BANDIDO?   NÃO VALE INCLUIR OS ASSALTOS DA BANDIDAGEM BOLSONÁRICA E MOROSA…….    FAÇAM ESSA PESQUISA SOBRE QUANTOS DE FATO ESTIVERAM FRENTE A FRENTE COM UM BANDIDO E SE SURPREEENDERÃO PELA FANTASMAGÓRICA POSTURA DE GOVERNANTES IMBECÍS…..DE UM MINISTRO JUSTICEIRO QUE QUER ENGANAR CADA VEZ MAIS O POVÃO IDIOTIZADO A COMPRAR ARMA PARA ENRIQUECER CADA VEZ MAIS A INDÚSTRIA ARMAMENTISTA…

  7. ALO NASSIF, SUGIRA A INSTITUTOS DE PESQUISA

    Sugira que institutos de pesquisa façam pesquisa nacional para saber de fato quantos por cento da população brasileira já se viu diante de um assalto, de um marginal, se viu em perigo de ser assassinado ou roubado.   Mas não vale repetir a lavagem cerebral que programas como o do Datena fazem na população, criando um medo irreal.     E que perguntem se de fato as pessoas acreditam que ficarão mais seguras com uma arma para se defenderem.     E que essa pesquisa ouça pessoas nas grandes cidades, onde o risco de violência teoricamente é maior, assim como nas pequenas cidades, em todos os estados.l    Particularmente, já morei em cidades médias, grandes e na metrópole São Paulo……e nunca me vi em situação de algum risco de assalto;   Pergunte também se as pessoas percebem quem ganha com a venda de armas, a meu ver a indústria armamentista e os próprios bandidos que tomarão armas novas graças a ataques surpresa em que cidadãos comuns não estarão tão vigilantes……..É preciso desmistificar, com uma pesquisa dessa, a mentira do boçal e de seu ministro criminoso………

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