Elementos para discutir o secularismo e a satisfação social

Enviado por Gui Oliveira

do Instituto Humanitas Unisinos – IHU

Publicado em 23 de dezembro de 2008

Sociedades sem Deus: por que os países menos religiosos são os mais satisfeitos socialmente. Entrevista especial com o sociólogo Phil Zuckerman

O que seria de nossas sociedades se Deus simplesmente não existisse para grande parte da população? Essa foi uma das perguntas que o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman certamente tinha em mente ao dar início à sua mais recente pesquisa, que o levou a morar por mais de um ano na Escandinávia, especificamente na Dinamarca e naSuécia. Na bagagem, levava uma pergunta desafiante: como esses dois países, considerados os menos religiosos do mundo em todas as pesquisas prévias, podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social (em resumo, “contentment”, contentamento, satisfação, como ele chamou no subtítulo de seu livro)?

Zuckerman tinha ainda outro objetivo, mais localizado. Segundo ele, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, a maioria de seus conterrâneos norte-americanos “pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada”, ou que “sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade”. Assim, entrevistando 150 cidadãos dinamarqueses e suecos, ele quis mostrar que, mesmo sem Deus, “é possível que uma sociedade seja forte, saudável, moral e próspera”.

O resultado de sua viagem foi recém publicado em livro, pela New York University Press, intitulado “Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment” [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação].

Phil Zuckerman é sociólogo, com mestrado e Ph.D. em Sociologia pela Universidade do Oregon. Atualmente, é professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia. Também é autor de “Sex and Religion” (Wadsworth, 2005), “Invitation to the Sociology of Religion” (Routledge, 2003), “Du Bois on Religion” (Alta Mira Press, 2000) e“Strife in the Sanctuary: Religious Schism in a Jewish Community” (Alta Mira Press, 1999), dentre outros. Em sua página no sítio do Pitzer, está publicado um dos principais artigos de Zuckerman, intitulado “Atheism: Contemporary Rates and Patterns” [Ateísmo: Taxas e Padrões] em que ele analisa detalhadamente diversos dados sobre o ateísmo contemporâneo (em inglês). Esse texto faz parte do livro “The Cambridge Companion to Atheism”, organizado por Michael Martin (Cambridge University Press, 2007).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como você realizou a sua pesquisa na Escandinávia? Qual foi a sua intenção e as suas principais descobertas?

Phil Zuckerman – A maioria dos norte-americanos pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada – e que, sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade. Eu quis mostrar que isso não é necessariamente verdade. Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera.

Há mais ou menos quatro anos, a Cambridge University Press [editora universitária] me pediu para escrever umcapítulo de um livro a respeito de quantos ateus existem no mundo. Então, eu passei cerca de seis meses procurando por todas as pesquisas nacionais e internacionais que eu pudesse encontrar. No fim, as pesquisas mostraram que aDinamarca e a Suécia são, talvez, os países mais irreligiosos do mundo. Muitas pessoas, na Dinamarca e na Suécia, dizem acreditar em Deus, mas muito poucas dão importância a essa crença. Muito poucas pessoas rezam a Deus, ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real, ou acreditam que a Bíblia é divina. Esses países têm os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno etc. Além disso, têm os menores índices do mundo em termos de participação semanal na igreja. E mesmo assim, apesar de tudo isso, estão entre as sociedades mais prósperas, igualitárias, civilizadas e humanas da Terra. Quando olhamos os níveis de sucesso social, da alfabetização à expectativa de vida, da igualdade de gênero aos padrões ambientais, da saúde à democracia, da criminalidade aos cuidados com os mais velhos e com as crianças, as nações da Dinamarca e da Suécia estão no topo da lista.

Em resumo, a Dinamarca e a Suécia provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Eu quis que os meus conterrâneos norte-americanos soubessem disso.

Para entender melhor a falta de religião na Escandinávia, assim como melhor compreender a cultura de lá, eu vivi naDinamarca durante 14 meses, em 2005-2006. E, durante esse tempo, eu realizei 149 entrevistas em profundidade com dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Essas entrevistas me permitiram ir mais fundo do que os dados das pesquisas e realmente tentar entender o secularismo escandinavo.

Minhas descobertas principais: dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares. E, mesmo que eles não tenham crenças religiosas fortes, geralmente são muito satisfeitos. Não acreditam na vida após a morte, mas mesmo assim eles ainda levam vidas repletas e valiosas. E não acham que exista um “significado religioso último” para a vida, e mesmo assim eles ainda aproveitam o seu tempo aqui na Terra e fazem o melhor que podem com ele. Finalmente, eu tentei entender por que essas nações são tão contrárias à religião e em que sentido elas são diferentes dos Estados Unidosno que se refere à religião e à cultura política.

IHU On-Line – Em que sentido a falta de religião está ligada à satisfação das sociedades da Dinamarca e da Suécia?

Phil Zuckerman – A Dinamarca está no topo de todas as pesquisas internacionais que se referem à felicidade. A Suéciatambém está bem lá em cima. Os dinamarqueses e os suecos parecem ser pessoas razoavelmente satisfeitas. Isso está ligado à falta de religião deles? É difícil dizê-lo. É ainda mais difícil prová-lo. Eu não acho que uma falta de religião, por si só, faça com que os dinamarqueses e os suecos se sintam felizes ou satisfeitos. Pelo contrário, nós só temos que notar que a falta de religião ou a falta de uma conexão forte com Deus parece não levar ao desespero, à depressão, à tristeza ou à apatia. Em outras palavras, a falta de uma fé forte não causa necessariamente a felicidade, mas também não é uma barreira ou um impedimento.

IHU On-Line – Você não concorda que, de certa forma, essas sociedades alcançaram esse bem-estar social por um substrato cristão de raízes antiqüíssimas? O inconsciente coletivo cristão que acompanhou o desenvolvimento dessas sociedades não teve importância nesse sentido?

Phil Zuckerman – Definitivamente. Não se questiona que certos valores cristãos, ao longo dos séculos, ajudaram a dar forma a esses estados de bem-estar social. Não se questiona que os ensinamentos de Lutero tiveram o seu papel, assim como a visão religiosa de Grundtvig [1]. Entretanto, devemos ser cuidadosos por diversas razões. Primeiro, aqueles que construíram o estado de bem-estar social tendiam a ser democratas sociais seculares, que eram, muitas vezes, anti-religiosos. Não foram os dinamarqueses e suecos fortemente religiosos que construíram o estado de bem-estar social. Então, parece um pouco injusto dar muito crédito ao cristianismo, quando foram os dinamarqueses e suecos seculares que verdadeiramente criaram as nações modernas e prósperas da Dinamarca e da Suécia que nós hoje admiramos.

IHU On-Line – Em uma sociedade religiosa, os valores humanos estão baseados em uma concepção que vai além do próprio humano, chegando a Deus. Em que estão baseados os valores humanos em uma sociedade irreligiosa?

Phil Zuckerman – Simples: no valor fundamental da vida humana. Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo. Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.

IHU On-Line – Podemos assumir que uma sociedade irreligiosa não é a garantia do inferno na terra. Porém, quais seriam suas principais limitações e problemas sociais? Quais seriam suas causas?

Phil Zuckerman – Nenhum país é livre de problemas. Nenhuma sociedade é livre de quaisquer erros ou fraquezas. Sim, existem problemas na Dinamarca e na Suécia. Mas eu diria que, independentemente de quais sejam esses problemas, eles comumente são piores em qualquer outro lugar. Quais limitações ou problemas podem surgir em sociedades seculares? Eu não posso dizer com certeza. Eu não tenho resposta.

IHU On-Line – Em seu livro, você afirma que uma “sociedade sem Deus não é apenas possível, como também pode ser moral, próspera e completamente agradável”. Essa é apenas uma constatação ou também uma sugestão? Sua intenção é defender e propor uma sociedade ateísta?

Phil Zuckerman – Eu não tenho nenhum desejo de propor uma sociedade ateísta. Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião – como qualquer criação humana – pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo. Eu não estou recomendando que as sociedades se tornem seculares. Eu estou simplesmente tentando mostrar ao mundo que o secularismo não é um mal em ou além de si mesmo, que a religião não é o ÚNICO [sic] caminho para se criar uma sociedade saudável e que precisamos reconhecer que as nações mais religiosas hoje são as mais caóticas, miseráveis e corruptas, e a tendência é que as sociedades menos religiosas hoje sejam as mais estáveis, seguras e humanas. As pessoas podem fazer o que quiserem com essas informações.

IHU On-Line – Na sua opinião, qual a explicação para a grande maioria da população que se considera religiosa em países como o Brasil? Seríamos menos “satisfeitos”?

Phil Zuckerman – Eu não sei se as pessoas são menos satisfeitas e contentes no Brasil por si sós (todo brasileiro que eu já conheci era muito feliz e satisfeito!). O que eu sei é que, no Brasil, vocês têm taxas de pobreza e de criminalidade mais altas, níveis muito altos de desigualdade, de corrupção política, um sistema de saúde mais pobre, uma igualdade de gênero mais fraca etc. Vocês têm centenas de milhares de desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crianças pedindo comida etc. Claro, vocês também têm Milton Nascimento e Os Mutantes. Então, quem pode reclamar?

IHU On-Line – E nos EUA mesmo, país plenamente “satisfeito” em termos sociais, como o senhor explica a grande expansão de seitas cristãs?

Phil Zuckerman – Explicar a religião nos EUA é um assunto de grande importância – e eu abordo isso no meu livro. Em poucas palavras, os altos índices de religiosidade nos EUA têm a ver com o seguinte: a religião é pesadamente comercializada e agressivamente “vendida” aqui. Nós também temos altas taxas de pobreza, de criminalidade e de desigualdade, nós também temos altos índices de diversidade racial e étnica e um excesso de comunidades imigrantes – tudo isso contribui com a nossa forte religiosidade aqui nos EUA.

IHU On-Line – Em seu livro, você diferencia o ateísmo ditatorial e o democrático, assim como a religiosidade ditatorial e a democrática. Em que se fundamenta essa diferenciação?

Phil Zuckerman – Simples: o ateísmo é forçado sobre a população ou não? Na antiga URSS, a religião se tornou virtualmente ilegal, e as pessoas que eram fortemente religiosas enfrentaram todos os tipos de punições possíveis, incluindo a tortura e a prisão. Esse também foi o caso da Albânia. E da Coréia do Norte. Se uma sociedade é regida por fascistas que impõem o ateísmo sobre uma população relutante, ele não é orgânico. É forçado. Entretanto, se olharmos os países democráticos onde a religião é simplesmente abandonada pelas pessoas livremente ao longo do tempo e sem nenhuma coerção governamental (como na Grã-Bretanha, nos Países Baixos, na Escandinávia etc.), então podemos dizer que esse é um secularismo mais orgânico, verdadeiro, livre e honesto.

IHU On-Line – Não se poderia ler em seu livro um pouco de “preconceito” com os ateus, afirmando que eles são “bons”, e um pouco de “obviedade” com os religiosos, por mostrar que eles também são humanos e têm o direito de errar, inclusive socialmente?

Phil Zuckerman – Eu não tenho certeza do que você quer dizer com essa questão. Eu não sei se os ateus são “bons”. Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres – e as nações mais religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas. Os leitores podem fazer o que quiserem com essa informação. E eu sei que as pessoas relativamente não-religiosas que eu conheci e/ou entrevistei na Escandinávia estavam entre as pessoas mais gentis e mais humanas que eu já conheci – e tudo sem muita fé em Deus.

Notas:

1. Nikolai Frederik Severin Grundtvig (1783-1782) é uma das personalidades mais importantes na história da Dinamarca. Professor, escritor, poeta, filósofo, historiador, pastor e político,Grundtvig teve grande influência na história dinamarquesa. Os escritos de Grundtvigcontribuíram para o surgimento do nacionalismo dinamarquês, a formação de cultura democrática e o desenvolvimento econômico. Convertido ao luteranismo em 1810, publicou“Kort Begreb af Verdens Krønike i Sammenhæng” [A crônica do primeiro mundo], de 1812, uma apresentação da história européia em que tenta explicar como Deus se faz presente na história humana e no qual critica a ideologia de diversos expoentes dinamarqueses.  Em 1825, publicou “Kirkens Gienmæle” [A réplica da igreja], uma resposta à obra de H. N. Clausen sobre o protestantismo e o catolicismo. Para Clausen, apesar de a Bíblia ser a principal base do cristianismo, ela era uma expressão inadequada de seu sentido global. Grundtvig chamouClausen de professor anticristão e defendeu que o cristianismo não era uma teoria para ser derivada da Bíblia e elaborada por estudiosos, questionando o direito dos teólogos de interpretar a Bíblia. Por causa disso, foi proibido de pregar pela Igreja Luterana durante sete anos. Entre 1837 e 1841, publicou “Sang-Værk til den Danske Kirke” [Obra musical para a Igreja dinamarquesa], uma rica coleção de poesia sacra. No total, Grundtvig escreveu ou traduziu cerca de 1.500 hinos. A partir de 1830, deu origem ao movimento “Folkehøjskole” [alta escola popular] da Dinamarca, que influenciou a educação de adultos nos EUA na primeira metade do século XX, por meio de um tipo singular de escola, dopara o povo. As reflexões de Grundtvig sobre educação eram norteadas por cinco idéias centrais: a palavra viva (det levende ord), iuminação para a vida (livsoplysning), iluminação do Povo (folkeoplysning), dialógo equilibrado (Vekselvirkning) e as pessoas comuns acima das educadas (folket overfor de dannede).

(Reportagem de Moisés Sbardelotto)

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

28 comentários

  1. A religião tem sido usada a

    A religião tem sido usada a milênios como instrumento para conformar o povo dominado, incentivando-o a renunciar a felicidade que poderia alcançar em sua breve vida na terra, em troca dos grandes benefícios que alcançarão em sua vida eterna no paraíso. Principalmente as religiões cristã e muçulmana. 

    Talvez seja porque nessas nações as pessoas façam por elas próprias  o que deve ser feito para  melhorar  suas vidas, e não ficam esperando a misericórida e a benção divina.

    “Espero em Deus porque ele é brasileiro

    Prá trazer o progresso que eu não vejo aqui”

                (Raul Seixas – conversa pra boi dormir)

     

  2. NassifConcordo, apesar de

    Nassif

    Concordo, apesar de saber que os escandinavos são um povo milenar e que no passado os Vikings eram politeistas que veneravam Valhalha, Valkirias, Thor, Odin e outros deuses da mitologia nordica.

  3. . Tudo o que eu sei é que as

    . Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres

    Basteado em que ele diz saber isto? Em uma pesquisa tendenciosa que omite os dados de infelicicdade maquetas naçoes? 

    Basta ver o nivel de alcoholismo, suicidio e desintegraçao familiar existentes la. Basta ver como ele nao é levado a serio pelos académicos de seu país para entender a superficialidade de seu trabalho. E maís, atribuir a Deus o problema da nossa indiocicracia é ridículo. Nao que Deus necessite ser defendido, pois não necessita agora atribuir a crença nele pelos desvios morais de uma sociedade chega a ser ridículo. Artigo casuístico e mal intencionado, no mínimo.

    Ele diz que as sociedades atéas (se é que elas de fato existam) são mais morais, qual é o padrão de moral que ele utiliza para fazer esta aferição? O padrão ateu, humanistico, secularista, cristão ou o amoral? 

    Por favor não quéram induzir os leitores de maneira tão manipuladora utilizando os mesmo meios que a de globo utiliza para lavar os cérebros de seus seguidores.

    • dados

      Basta ver o nivel de alcoholismo, suicidio e desintegraçao familiar existentes la

      mostre esses dados aqui, então.

       

       

      “alcoholismo”    “indiocicracia”   — parece que copiou de um texto em espanhol.

      • Meu amigo, alguma

        Meu amigo, alguma discriminação de sua parte para os de fala hispana? Estamos proibidos de comentar? não creio. Gostaria que vc dominasse o espanhol pelo menos como domino o português . Quanto aos dados, da mesma forma que ele não foi descritivo, eu também não fui mas é só o amigo pesquisar na OMS, União Européia se Saúde e etc…., aliás já apareceu alguns outros aqui fornecendo os dados. Perdão se critiquei sua religião.

        • 1) Não tenho nada contra o

          1) Não tenho nada contra o espanhol, mas se copiar textos, coloque o link para a origem do texto.

           

          2) “Gostaria que vc dominasse o espanhol pelo menos como domino o português”

          Então escreva em português.

           

          • Ok, professor de Deus e

            Ok, professor de Deus e revisor da língua portuguesa. 

    • Vamos aos dados

      Conforme escrevi em outro comentário, o trabalho “World Happiness Report 2013” classifica a Suécia (5o lugar) e a Dinamarca (1o lugar) entre os países cujos povos se declaram mais felizes no mundo. Este é um trabalho estatisticamente controlado, que de fato parece merecer mais confiança do que a amostra qualitativa realizada pelo Prof. Zuckerman, embora confirme as impressões daquele pesquisador.

      Quem dera a Globo usasse com seus telguiados a mesma honestidade de idéias que no geral prevalece aqui no blog, inclusive neste post e em suas discussões.

      Convido-o a apresentar dados ou mesmo trabalhos qualitativos que enriqueçam, mesmo que refutando, o que se está colocando aqui.

  4. Interessante esta

    Interessante esta pesquisa.

    Outro dia garrafeando a respeito do papel da igreja sobre a evolução tecnológica do mundo, chegamos à conclusão de que realmente a religião engessou a evolução científica tornando-a bem mais lenta. Mas por outro lado, ela serviu para lapidar o instinto animal dos humanos no sentido de um maior respeito pela vida. Então ela formatou sim as sociedades lapidando excessos. Este artigo confirma nossa conclusão de então, pois os países descritos, e todos os outros onde ó efeito da religião é menor, o índice de suicídios é bem maior. Na média o bem estar melhora, mas a felicidade não e então o despreso pela vida se salienta.

    E por este artigo vê-se realmente que o verdadeiro efeito da religião é sobre o egoismo humano, tanto dando aos seres espaço para serem indiferentes às coisas ruins, deixando-as nas mãos de Deus, tornando-se socialmente indolentes, como também turbinando a ganância dos menos crentes, ou mais espertos, para explorar os idolentes. O egoísmo é então a matéria prima da religião, e o motor que constrói a injustiça social.

    Mas o artigo não tratou da espiritualidade das sociedades. Entendo que o comportamento moral é muito mais formatado pela espiritualidade do que pela religiosidade. Por isso nestes países descritos o efeito da religião é pequeno mas as regras morais são rígidas e determinadas pela espiritualidade deles.

  5. Isso tudo é muito relativo. A

    Isso tudo é muito relativo. A maioria não sabe o que é ser cristão ou ter uma forte ligação com um deus. Vide:

    pessoas que se passam por pastores para faturar muito e fácil;

    assassinos e bandidos impiedosos que se passam por cristãos, depois de presos;

    judeus e mulçumanos que interrompem o metralhar várias vezes ao dia para rezar, e finalmente mas não por ultimo,

    até mesmo torturadores querem ser cordeirinhos cristãos.

     

     

  6. Se o homem foi feito à imagem

    Se o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e a humanidade é essa gracinha que a gente vê…

    O que dizer d’Ele?

  7. Para mim está claro que

    Para mim está claro que sociedades culturalmente avançadas são muito mais tolerantes, humanas e prósperas. Mas aqui entre nós, acho que um bom pesquisador poderia aproveitar a hipótese levantada pelo autor para chegar à seguinte constatação: O Brasil, ao menos nos últimos vinte anos, vem se tornando uma sociedade mais intolerante e violenta, ainda que tenha havido redução relativa das desigualdades com Lula e Dilma, e em que pese a pesada herança repressiva na polícia e na justiça deixada pela ditadura, devido ao crescimento da religião principalmente dos segmentos chamados neo-pentecostais. Confesso até que já vinha suspeitando disso há um bom tempo. Porque a intolerância crescente nesses segmentos só pode gerar violência. E a intolerância decorre da ignorância da qual desgraçadamente se aproveita o movimento evangélico. Ao bloquear o debate, os evangélicos não raro recorrem à violência para tentar impor a sua fé, como já aconteceu comigo, o que me deixou perplexo e muito assustado por certa vez ter me declarado ateu em público. O que, claro, deixei de fazê-lo por temer o pior! Enfim, acredito que a chave para a resolução dos nossos problemas está na cultura e não na religião. Pois sem cultura não há desenvolvimento econômico e social que perdure!

  8. OS ESCANDINAVOS LIDERAM CONSUMO DE ANTIDEPRESSIVOS (DADOS OCDE)

    SATISFAÇÃO SOCIAL: “EXTERNO” X INTERNO

    São analises questionáveis. Qualquer um busca o melhor “padrão externo de vida” com o propósito maior de sentir-se bem (é uma medida interior). Estar “satisfeito com o padrão de qualidade de vida” não necessariamente significa que a pessoa SENTE-SE feliz (interiormente) com seu jeito de viver. 

    Prova disso é o que revelava matéria da BBC* em 11/2/2014: “…os escandinavos que consomem mais antidepressivos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”

    *Escritor gera polêmica ao questionar ‘paraíso’ escandinavo – Alvaro A. Ricciardelli – Da BBC Mundo

    Atualizado em  11 de fevereiro, 2014 – 17:08 (Brasília) 19:08 GMT

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140211_escandinavia_mitos_polemica_lgb.shtml

    RELIGIÃO X ESPIRITUALIDADE SEM “RÓTULOS” ; EXTERNO X INTERNO

    E sobre a questão “secularismo” x “religião” poder ser polarização simplista e superficial. É uma analise extremamente questionável. Muitas pessoas buscam desenvolver sua espiritualidade, acreditam que o Universo funciona segundo Leis de harmonia que também regem nosso “universo interior”. Para elas existiria uma Força Central da Vida, que alguns chamam de Deus e outros não. E acreditam que essa “força” habita em cada ser como uma semente de desenvolvimento infinito. Não se definem como religiosas externamente mas cultivam muitos dos valores abraços por religiosos, vivendo-os de forma mais autêntica, aliás como o próprio sábio Jesus ensinou “quando orardes não faça como os hipócritas que buscam exibir-se, faze-o em secreto…”.

    • Comentário fora de contexto!

      Esse comentário não valeu para nada.

      O livro mostra simplesmente que a religião não é necessária para se ter uma sociedade funcional, organizada e próspera. Ponto. ninguém falou de busca pela felicidade pessoal.

      Não é necessário ser religioso para se ter um comportamento moral. O comportamento moral deriva da vida social, da necessidade do olhar do outro sobre nossa vida, como diz Satre: “O inferno são os outros”.

      Se eles tomam muito anti-depressivos é irrelevante. O julgamento de se isso é bom o ruim depende de cada um. Algumas pessoas dirão que anti-depressivos são melhores do que o ópio que é a religião. Outros podem pensar diferente (e se ofender com a comparação ópio=religião).

  9. Conceitos confusos

    …”as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres…”

    Essa conclusão não tem NADA  a ver com o teor da análise desennvolvida na entrevista nem com o “excepcionalismo escandinavo”.

    A sociedade escandinava é excepcional devido ao capital social que ela acumulou por fatores geográficos, históricos e culturais, inclusive religiosos. A religião é uma poderosa ferramenta de construção de capital social, portanto contribui para reforçar os laços de solidariedade e cooperação em uma sociedade.

    Já a apropriação do espirito religioso por um bando de instituições corruptas organizadas como igrejas ou seitas, com o objetivo de reforçar a exploração economica e politica é um fenomeno independente da religião, é fruto da falta de educação e da corrupção generalizada dos legisladores que fazem vistas grossas para essa exploração.

  10. Não se conhece a realidade de

    Não se conhece a realidade de um pais fazendo entrevista com apenas 70 cidadãos desse mesmo pais.  Para se saber se escandinavos sao felizes , ou tristes, carece viver com eles.  E, sobretudo, como eles.

     

     

    Carece perguntar: o secularismo fez de suecos e dinamarses cidadaos mais solidários com outras etnias e povos. Sobretudo, os fizeram menos racistas?

    • Felicidade

      Conforme escrevi em outro comentário, o trabalho “World Happiness Report 2013” classifica a Suécia (5o lugar) e a Dinamarca (1o lugar) entre os países cujos povos se declaram mais felizes no mundo. Este é um trabalho estatisticamente controlado, que parece merecer mais confiança do que a amostra qualitativa realizada pelo Prof. Zuckerman.

      Sobre racismo, não consegui uma informação tão clara e confiável, mas os relatos de tolerância e espírito de solidariedade locais deste autor batem com as impressões que me foram narradas por uma amiga dinamarquesa e com as informações que aparecem no livro “Um país sem excelências e mordomias”, da jornalista Claudia Wallin. Mas de fato esta parte fica carente de confirmação mais sólida, até por que não se sabe (pelo menos eu não sei) como esta onda neonazista da Europa está se comportando por lá.

  11. isso é para matar os ateus

    isso é para matar os ateus radicais aqui do blog:

     

    Evangélicos turbinam projeto da ‘terceira via’

    José Roberto de Toledo

      Se o 2.º turno da eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB) seria eleita presidente graças, sobretudo, ao voto dos eleitores evangélicos. É o que revela a pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

     

    Há empate técnico entre Marina e Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, entre os católicos: 42% a 40%, respectivamente, na simulação de 2.º turno. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar de serem o maior contingente do eleitorado (63%), os católicos teriam impacto quase insignificante no resultado da eleição, pois dilmistas católicos anulariam marinistas da mesma fé.

     

    O voto decisivo seria dos evangélicos. Com 22% do eleitorado, eles têm praticamente o dobro de preferência por Marina. Na média, 53% dos eleitores pentecostais, de missão e de outras denominações evangélicas declaram voto na candidata do PSB, ante apenas 27% que dizem preferir a atual presidente.

     

    Os 15% de eleitores que não são católicos nem evangélicos (ateus, agnósticos, outras religiões) também pendem mais para o lado de Marina. Mas, além de terem um peso menor, a distância que separa Dilma da sua principal adversária é menor entre eles: 27% a 45%. É um grupo heterogêneo e, entre eles, não há líderes com a influência de pastores e bispos entre os evangélicos.

     

    Não é novidade a preferência do eleitorado evangélico por Marina. Em 2010, Dilma não venceu no 1.º turno por causa de campanha movida por pastores e seguida por padres. O motivo: a hipotética defesa da legalização do aborto pela petista. A maior parte dos eleitores que abandonaram Dilma migrou para Marina, dobrando seu eleitorado na reta final.

     

    Dilma negou defender o aborto, mas não adiantou. Só foi recuperar parte dos eleitores evangélicos quando se revelou que a mulher de seu adversário no 2.º turno, José Serra (PSDB), fizera um aborto quando jovem.

     

    O eleitor evangélico sempre desconfiou da presidente. Em maio, uma nova onda tomou a internet quando o governo Dilma regulamentou a execução de abortos autorizados pela lei (casos de estupro, por exemplo) na rede de hospitais públicos do SUS. A reação foi tão grande que o governo voltou atrás.

     

    A intenção de voto em Dilma entre os evangélicos cai desde então. Era 39% em maio, é 27% agora. Entre os católicos, no mesmo período, a intenção de voto na presidente oscilou muito menos, de 42% para 39%.

     

    Já a entrada de Marina na corrida eleitoral provocou uma revolução no eleitorado evangélico. No começo de agosto, Eduardo Campos, então candidato do PSB, tinha 8% de intenções de voto entre eleitores dessa fé – a mesma taxa do Pastor Everaldo (PSC). Marina já entrou com 37%, abrindo uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma.

     

    O impacto foi tão grande que pulverizou as intenções de voto no até então mais notável candidato evangélico. O pastor caiu de 3% para 1% no eleitorado total, e de 8% para 3% entre evangélicos. Everaldo é líder religioso e tem o apoio de outros pastores, como Silas Malafaia.

     

    Em nenhum outro segmento do eleitorado Marina tem uma vantagem tão grande sobre Dilma do que entre os evangélicos. Nem entre os jovens, nem no Sudeste, nem entre os mais escolarizados, nem entre os mais ricos. Isso não significa que a maioria dos eleitores de Marina seja evangélica – tem 56% de católicos. Mas Marina está abaixo da média nesse segmento, e fica sete pontos acima entre os evangélicos.

     

    A candidata do PSB trocou a Igreja Católica pela Assembleia de Deus em 1997. Ela costuma evitar a mistura religião e política no seu discurso, mas às vezes derrapa. Questionada no Jornal Nacional sobre seu fraco desempenho eleitoral no Estado de origem, o Acre, Marina disse: “Ninguém é profeta em sua própria terra”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

     

    • Religião é bom?

      Se isso for religião verdadeira, pode me chamar de ateu

       

      Publicado no Guardian.

      ADVERTISEMENT

      POR GILES FRASER

       

      O que há com a religião e a violência? Um homem se serve da cabeça de outro, em nome de Deus… Se esta é a religião verdadeira, podem me considerar um ateu. Mas esta é a religião verdadeira, ouço dizerem. A história da crença religiosa é uma história de violência horrenda: intolerância para com os outros, queimadas, linchamentos, guerras religiosas nas quais milhões morrem, torturas, perseguição. É fácil enxergar o apelo imaginado por John Lennon de um mundo sem religião.

      Então, por que a religião muitas vezes não tem a força moral suficiente para resistir à sua própria capacidade para a violência? Em seu núcleo, a religião é aquela categoria de crença em que o mundo não gira em torno de mim, mas em torno de algo outro que não eu. É uma espécie de revolução copernicana onde os seres humanos não são o centro de todas as coisas. Isso não apenas é característico, mas essencial dela.

      Há, porém, dois caminhos que este pensamento pode seguir. Ele pode seguir o caminho da humildade, um motivo para admitirmos que há tanta coisa sobre o mundo que não podemos conhecer, uma base para o sentimento de admiração daquilo que está além de mim, de que isso não pode ser recolhido para dentro de meus próprios planos e esquemas mentais.

      Mas também, e em total contrariedade, a religião pode ter a crença de que somos destinados a (e que temos o acesso especial para) algo mais elevado e além de nós mesmos, que ela pode, em si, servir para nos fazer sentir mais poderosos, mais virtuosos, mais em contato com a verdade – exatamente o oposto da revolução copernicana do espírito.

      Ser exclusivamente aliado da verdade é sempre uma forma útil de justificar a própria violência, por tudo o que está sendo feito em nome de algo mais, algo diferente de mim. Como se fosse feito por Deus.

      Sempre defendi haver diferença entre a boa e a má religião. Porém, estou ciente – e preocupado – de que o problema com esta distinção é que a boa religião pode servir para dar à má religião um bom nome. Esta é uma queixa dos ateus contra os crentes liberais: estes fornecem uma camuflagem ideológica para os seus irmãos mais mortíferos, e, ao assim fazerem, mantêm a má religião existindo. Contra isso, continuo afirmando que a maneira mais eficaz de nos livrarmos da má religião – e com isso quero dizer, principalmente, a religião violenta – é desafiando-a em seus próprios termos, em vez de insistir na erradicação da religião por si.

      De qualquer forma, não creio que a erradicação seja possível. A velha tese moderna de que o progresso científico iria nos fazer, cada vez menos, religiosos provou estar inteiramente infundada. A religião irrompeu no século XX.

      Na realidade, em termos numéricos o cristianismo, por exemplo, cresceu mais no século XX do que em qualquer outro século. Além do mais, o que seria a erradicação da religião se não outra fonte para novas oportunidades de violência?

      No começo desta semana, o grande mufti Sheikh Abdulaziz Al al-Sheikh, alta autoridade religiosa da Arábia Saudita, disse que o Estado Islâmico e a al-Qaeda são “os inimigos número um do Islã”. Pense por alguns instantes nestas palavras. Estas palavras não são pouca coisa.

      O grande mufti na Arábia Saudita não é a mesma coisa que um religioso liberal de esquerda com que estamos acostumados: a Arábia Saudita é o lar espiritual do islamismo wahhabista, ramo do Islã que se inspira no religioso do século XVIII chamado Muhamed Ibn Abd al-Wahhab, normalmente associado como sendo o progenitor ideológico do fundamentalismo islâmico. Ainda assim, o Estado Islâmico e a al-Qaeda não tem nada que ver com o Islã, diz o grande mufti.

      Estas coisas estão longe de serem suficientes. Mas já são um começo. Se a crença religiosa quiser recuperar o seu lugar na mesa da humanidade civilizada, terá um bocado a realizar a respeito de seus próprios pecados e fracassos.

       

      http://www.diariodocentrodomundo.com.br/se-isso-for-religiao-verdadeira-pode-me-chamar-de-ateu/

  12. A religião é dominada por

    A religião é dominada por desumanos capitalistas e sedentos de poder. Sempre tiram proveito dos mais fracos. Subjugam e amedontram. Esse é o método. Mas serve de ópio para muitos, então o índice de suicídios não se avoluma. Muitos se sentem confortáveis em acreditar, e isso é o que importa num momento de muita dor, aflição. Eu, pelo menos, que não acredito em deuses, sinto falta, nesses momentos  de perda de alguem muito querido, de acreditar que exista o lado de lá e tais. Mas, ai, olho para o mundo e vejo a injustiça, a barbárie cometida pelos “deuses” e fica impossivel acreditar que exista a tal da justiça divina. Mas cada pessoa sabe o que é bom para ela, então, nada contra  quem acredita em algo superior, desde que não seja o dono da religião, porque esse……..$$$$$$$$$$$$$$$.

  13. Mais alguns dados e considerações

    Animado pelos comentários e buscando contribuir para pelo menos diminuir certas dúvidas suscitadas pelo artigo, fui buscar alguns dados adicionais em outro trabalho do Prof. Phil Zuckerman (Ateísmo: taxas e padrões contemporâneos. Cambridge Press, 2007) e no “Relatório Mundial de Felicidade 2013” (J. Sachs e outros, 2013). Com base nestes estudos, tem-se abaixo a ordem dos países nórdicos no ranking dos “menos religiosos” seguida (entre parêntesis) da colocação destes mesmos países no ranking dos “mais felizes”.

    1. Suécia (5)
    3. Dinamarca (1)
    4. Noruega (2)
    7. Finlândia (7)
    28. Islândia (9)

    Ou seja, não só se confirma a liderança das sociedades escandinavas em termos de secularismo como se deduz que o elevado estágio de bem-estar material e social desta região acontece associado a percepções subjetivas de satisfação por parte da população privilegiadas no contexto mundial.

    Se os nórdicos se suicidam muito ou tomam muito remédio “tarja preta” não apurei, mas caso isto de fato aconteça não está resultando em infelicidade estatisticamente perceptível por lá.

  14. A constatação a que chega o
    A constatação a que chega o entrevistado de que os paises menos religiosos sao os mais felizes deve ser entendida como um mero indicativo ou reflexo daquilo que eh bem caracteristico dos paises escandinavos, ou seja somos felizes pq apresentamos melhores indices de desenvolvimento humano e social , somos felizes pq apresentamos uma sociedade justa e com grande preocupacao de distribuicao equitativa de renda, e nao o inverso, ou seja, por sermos uma.sociedade ateia ou secular somos mais felizes. Muita calma nessa hora, não misturem os as coisas!

  15. A constatação a que chega o
    A constatação a que chega o entrevistado de que os paises menos religiosos sao os mais felizes deve ser entendida como um mero indicativo ou reflexo daquilo que eh bem caracteristico dos paises escandinavos, ou seja somos felizes pq apresentamos melhores indices de desenvolvimento humano e social , somos felizes pq apresentamos uma sociedade justa e com grande preocupacao de distribuicao equitativa de renda, e nao o inverso, ou seja, por sermos uma.sociedade ateia ou secular somos mais felizes. Muita calma nessa hora, não misturem os as coisas!

  16. Atendendo seu pedido Gui

    Atendendo seu pedido Gui Oloveira reproduzo aí a reportagem da BBC

    COMPORTAMENTOPaíses mais ‘felizes’ têm maiores taxas de suicídio, diz estudo  Países em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos. Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros. Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu. O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization. Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos. Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos. Paradoxo Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade felizes têm índices de suicídio altos. Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca. A nova pesquisa concluiu que várias nações – entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça – apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio. Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes. Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos. Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país. A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes.

    • Valeu!

      Obrigado, Paulo Renato.

      Esta questão dos índices de suicídio é realmente instigante. Lendo alguns trabalhos sobre o tema de que tratamos aqui, constatei que é um assunto que soa paradoxal para muitos e desafia a racionalidade: de fato os países com maiores índices de satisfação social e secularidade são os que apresentam maiores índices de suicídios, e vice-versa. Além da explicação que aparece no artigo transcrito por você, situada no campo da psicologia, uma outra possível – de raízes mais culturais – é a proibição do suicídio em todas as religiões judaico-cristãs, no islamismo, no budismo e no hinduísmo; como os países mais socialmente avançados são também os menos religiosos, a menor influência desta interdição sociocultural pode resultar em aumento dos casos.

      Independentemente deste aparente paradoxo, contudo, as estatísticas disponíveis demonstram que não há motivo para rejeitar a constatação de que elevados níveis de bem-estar material (renda, educação, moradia, saúde, etc.) estão claramente associados a maiores índices de satisfação dos indivíduos com a vida (ou felicidade), ou seja, que aspectos negativos pontuais e mal explicados – como os maiores índices de suicídios – não têm relevância demográfica suficiente para influenciar a percepção predominante de qualidade de vida.

      Está claro também que elevados índices de satisfação social estão correlacionados com baixas taxas de religiosidade, o que não significa – como destaquei na resposta acima ao comentário do Leonardo – que a não-religiosidade cause o bem-estar. O que parece existir é o inverso (Zuckerman, P. Ateísmo: taxas e padrões contemporâneos. Cambridge Press, 2007. Pág. 22): a felicidade social é que seria causa da menor religiosidade.

      Ao fim e ao cabo, acho que podemos concordar em que: a) não procedem as afirmações de líderes religiosos de que a religiosidade é condição obrigatória para que uma nação viva em ordem, paz e prosperidade; e b) se os religiosos desejam sinceramente que seus povos progridam e sejam mais felizes, devem estar prontos para aceitar que em consequência disto a religião ficará cada vez mais no lugar de questão de foro íntimo e prática de grupos específicos do que na posição de elemento social, político e até midiático central que hoje ocupa.

  17. A constatação a que chega o
    A constatação a que chega o entrevistado de que os paises menos religiosos sao os mais felizes deve ser entendida como um mero indicativo ou reflexo daquilo que eh bem caracteristico dos paises escandinavos, ou seja somos felizes pq apresentamos melhores indices de desenvolvimento humano e social , somos felizes pq apresentamos uma sociedade justa e com grande preocupacao de distribuicao equitativa de renda, e nao o inverso, ou seja, por sermos uma.sociedade ateia ou secular somos mais felizes. Muita calma nessa hora, não misturem os as coisas!

    • Claro

      Perfeito, Leonardo. O que aparece nas informações é uma correlação e não uma relação de causa e efeito. Permite concluir que não é obrigatório que uma sociedade seja religiosa para que seja organizada, próspera, estável e satisfeita, mas não que a secularidade social cause o bem-estar. Na verdade, com base em estudos históricos e sociológicos de outros autores, o que o Prof. Zuckerman acaba concluindo é a causalidade inversa, ou seja: a satisfação social favorece a prevalência da não-religiosidade. Opostamente, segundo ele, a insatisfação social contribui para a proliferação da religiosidade.

      • Exatamente GUI! Devemos
        Exatamente GUI! Devemos inferir essa questão da causalidade inversa. Miremos os exemplos da Síria,Libia,Iraque, Norte da Africa,Afeganistão, enfim,paises mergulhados no caos social ,econômico,
        E que se tornam terra propicia para o surgimento do fundamentalismo religioso.

  18. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome