O mundo tenebroso das novas festas infantis, por Lais Fontenelle

Decoração clichê, babás em aventais, onipresença de games — tudo remete a consumo e desumanização em certos bufês. E é possível piorar: moda, em certas classes, é aniversário em limusine. Mas surgem, também, alternativas

Do Outras Palavras

O tenebroso mundo das “novas” festas infantis

por Lais Fontenelle Pereira

Bolo, balão, brigadeiro, amigos, familiares e parabéns. Onde encontramos todas essas coisas? Em festas de aniversário, especialmente nas de crianças, é claro! Infelizmente essa afirmação já não é tão óbvia assim nos dias atuais, quando as festas, nas classes médias e elites, ganharam espaços e formatos bem singulares – na maioria das vezes inadequados para os pequenos e massificados pelo mercado.

Sem tempo de preparar as festas dos filhos com a devida atenção os pais, hoje, acabam recorrendo a um mercado extremamente rentável de festas infantis customizadas que fazem tudo sob medida para o aniversariante. Os preços começam de aproximadamente R$ 2,5 mil e chegam até a espantosa soma de R$15 mil, segundo reportagem do ano passado.

Comecei a refletir sobre esse fenômeno no final dos anos 90, por ocasião do boom das festas em bufês. Nelas, a única coisa que remete ao aniversariante e à infância é, muitas vezes, o convite com a assinatura da própria criança. Ao chegar, você se depara com um baú onde deve “depositar o presente ao homenageado” – é esse o verbo usado pela recepcionista que fica na entrada. Depositar o presente, sem se esquecer de anotar seu nome no embrulho, para a criança saber, quando chegar em casa e abrir seu baú cheio de presentes, muitos repetidos, quem foi o “ coleguinha remetente”. Aquela delícia de dar o presente, escolhido a dedo ou feito com as próprias mãos; e de receber, desembrulhar e agradecer parece estar fora de moda.

A festa se desenrola, na maioria das vezes, em horário e com músicas, comidinhas ou brincadeiras nada adequadas à faixa etária convidada. No decorrer da comemoração, o pequeno aniversariante é estimulado, incansavelmente, por animadores que a todo momento nos fazem lembrar que hoje é o seu dia – e não do personagem famoso, geralmente licenciado, estampado nos quatro cantos do salão tentando roubar a cena das crianças.

A decoração em geral não foge ao padrão princesas para as meninas e super heróis para os meninos – como dita Walt Disney. Enquanto isso os pais, aqueles que conseguiram acompanhar seus filhos, ficam geralmente tomando uma bebidinha e jogando conversa fora, num merecido momento de descontração. Mas quem acompanha as crianças nas festas são, muitas vezes, as ditas folguistas – as babás de fim de semana –, que formam um séquito de branco de olhos atentos nos pequenos

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No fim da festa, a criança geralmente volta para casa exausta com tantos estímulos sonoros, visuais e gustativos, e um saco cheio de presentes, com uma ressalva para as famílias que pedem doações para crianças carentes no lugar de presentes ao homenageado. Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?

É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.

Festas das elites

Mas isso não é tudo. O ano de 2011 marcou o início das festas sobre rodas. Meninas entre 6 e 11 anos, das elites de grandes centros urbanos, começaram a cobiçar festas que acontecem dentro de limusines locadas, geralmente cor de rosa. As mães das pequenas “noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.

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Foto: Daniel Carvalho

A festa pode esgotar-se ali mesmo – sem espaço para troca ou movimento –, mas muitas vezes prolonga-se com uma ida a um cabeleireiro ou spa infantil, onde as convidadas podem pintar as unhas, maquiar-se ou exibir penteados arrojados. Exercitam assim o consumismo, valores materialistas e a sexualidade precoce.

E os meninos, peças fundamentais no exercício da brincadeira, e amigos queridos da aniversariante? Ficam de fora, como manda o figurino e o sexismo – desde a mais tenra idade. O sucesso dessas festas foi tão grande que a moda se reinventou e hoje atinge o público adolescente e o adulto com as famosas Festbus, que acontecem dentro de ônibus – transformados num grande salão de festas com pista de dança itinerante.

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Já no ano passado o maior hit das festas infantis foram as chamadasfestas do pijama, antes reconhecidamente caseiras – quando um grupo seleto de amigos passava a noite na casa do aniversariante. Hoje, mercantilizadas e abocanhadas pelo mercado infantil, têm decoração personalizada, com brindes que podem ir de pijamas e cobertores até tendas ou sacos de dormir, feitos sob medida para os convidados. Estes, depois de passarem horas navegando individualmente em seustablets, adormecem na casa do amigo e levam os “mimos” para casa.

O velho colchão de dobrar, guardado embaixo da cama ou em cima do armário da casa da vovó saiu de moda, assim como também ligar para mãe que está recebendo os amigos para saber como estão as crianças ou simplesmente agradecer o pernoite. A comunicação entre pais fica restrita a seus filhos via whatsapp, denunciando a perda do sentido de coletividade e comunidade. E quem entretém as crianças são geralmente animadores contratados, com atividades tipo guerra de travesseiro.

Em pouco tempo, este tipo de festa tornou-se a principal escolha de meninas entre 6 e 11 anos – como previu uma empresa carioca pioneira em festas para crianças que criou, inclusive, uma cartela de opções para o que chama de minisleep. Ideias para lá de “criativas” compõem o cardápio da empresa: festas de culinária, festas em sítios, focadas em futebol e onde mais sua imaginação e recursos financeiros puderem alcançar. Outra empresa focada nesse mercado inventa o que seu desejo mandar para a festa dos seus filhos, sem que você precise sequer sair de casa e desde, claro, que possa pagar por isso.

Vale dizer que até o singelo bolinho na escola ganhou novos contornos, estimulados pela própria instituição de ensino – que deveria ter o papel de fomentar outros valores e formas de homenagear o aniversariante. Hoje, o famoso “parabéns” em sala de aula pode ser acompanhado por uma roda de presentes, enviados pelas famílias para o “dono do dia”, que sai da escola com um saco de 15 presentes ou mais, sendo que, muitas vezes, nenhum tem a autoria do amigo. Presente feito coletivamente na escola, cantoria de músicas ou algo que o valha parecem valores esquecidos, numa sociedade que mercantilizou as datas comemorativas e tem ensinado às crianças que, para ser, é preciso ter.

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Mudaram, portanto, os valores, e não apenas os locais das festas. O que é transmitido para as crianças quando seu aniversário é festejado dentro de salões de beleza ou limusines? O que elas vão querer na festa de quinze anos ou no dia do casamento? O que pensar de famílias que se endividam o ano inteiro para isso e que, quando a festa acaba, já querem saber da criança o que ela pretende ter na festa do ano que vem?”.

Cabe aos pais essa reflexão, numa tentativa de reinventar, criativamente, a comemoração do aniversário de seus filhos, de uma forma mais sustentável e que valha a pena rememorar no futuro. E, claro, às escolas cabe a reflexão sobre o lugar social que ocupam na vida dessas famílias – lugar que deveria ser de formação para cidadania e não de bufê infantil.

Mas, nem tudo está perdido. A tendência contrária são as comemorações ao ar livre, em parques, com a criançada correndo solta atrás da bola, entre as árvores. Foi reconfortante receber um convite da festa de aniversário do filho de amigos, feito pela própria criança. A comemoração foi no Jardim Botânico do Rio. Lá, tive a chance de entregar o presente na mão da criança e lanchar delícias feitas pelas tias e avós. Tudo muito original, com o lugar decorado por um grande mural de fotos dos momentos vividos no último ano pelo aniversariante e seus amigos, que ali estavam. No fim, o “dono do dia” carregava um saco não tão grande de presentes, mas um enorme sorriso no rosto. Ele pode partilhar, com pessoas importantes na sua vida, conquistas e atividades que ficarão na memória. E o brinde foi um cd, gravado pelo seu pai e ilustrado pelo irmão mais velho, com suas músicas preferidas. Isso, sim, merece ser festejado!

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27 comentários

  1. Salão de beleza infantil

    Há cerca de 2 anos, fui a um aniversário desses, no salão festas de um condomínio de classe média alta, tudo à caráter como descrito, animadores, palhaços, DJ nas picapes, luzes de balada, etc. Mas o que chamou minha atenção foi um autêntico salão de beleza completo , com cadeiras infantis, espelhos, etc e duas cabelereiras fazendo o cabelo das (muitas) meninas, que formavam fila atrás das cadeiras aguardando a vez (a aniversariante fazia 5 anos, todas na mesma idade). Todas sairam da festa penteadas como adultas. Nunca tinha visto, sequer imaginava que existisse isso. Sou do tempo do bolo com Q-Suco de groselha e língua de sogra. 

    • Cara! aconteceu o mesmo

      Cara! aconteceu o mesmo comigo. Levamos nossa sobrinha-neta, 5 anos, na festinha da melhor amiga do mundo dela. Havia lista de inscrição para as “atividades”. Como assim “lista de inscrição” ? Como assim “atividades” ? Fomos informados que era para deixar tudo organizado e as crianças não fizessem bagunça. Claro que nem perdi meu tempo de perguntar porque as crianças não podiam fazer bagunça numa festa de, e a principio para, crianças. Sentei-me num canto e às 21:53h fomos avisados pelo som que a “festa” se encerraria às 22:00h. O bom que foi que não vimos uma criança sequer, incluindo a nossa, fazer aquela pirraça para ficar mais um pouco. Só não me lembro se as luzes foram apagadas às 22:03h. 

      • Espera la, ambos, que acabei

        Espera la, ambos, que acabei de lembrar uma coisa:  quando o espaco eh alugado -e especialmente em um fim de semana- as horas pre-contratadas NAO podem falhar pois pode ter uma festa alem da primeira.  Ja fui tocado de Hiltons por causa disso -nao “eu”, “minha” Turma de Importantissimos Negocios”.

        Isso dito, nao eh justo nem completamente sao fazer isso com criancas.  De fato, eh insano mesmo.  A  coisa toda eh de bregacidade aa prova de canhao…

  2. Tenebrosas festas

    Virou isso ai, mesmo. Festa de criança, cheia de adultos (vai a familia toda) e com garçons servindo vinho e tudo o mais.  Quando disse aos meus cumpadres que a festa do meu filho seria so para as crianças e com brincadeiras simples, sem animadores, eles quase cairam para tras. Anos antes, gastaram o que não podiam para fazer a festa de um ano do filho deles para mais de cem pessoas! Alias, eles nunca mais repetiram essa bobagem. Festa para crianças pequenas em que a criança mais se chateia que outra coisa, cheio de parafernalia desnecessaria é o maximo que a nossa sociedade de consumação conseguiu erigir.

  3. Pobre brega é

    Pobre brega é brincadeira???

    Por mais dinheiro que tenha vai continuar com manias de pobre… e do pior tipo: o canalha!

    Até que os preços aí não estão tão altos… onde moro tá rolando festas de 40, 50 e até 80 mil eu já ouvi falar. No caso, pra debutantes ou de casamento, mas, na minha ótica… êta desperdício dos diabos!

  4. Liberdade significa

    Liberdade significa LI-BER-DA-DE. Cada um faz a festa que quer, que se sente mais à vontade, que sonhou fazer etc. Perder tempo criticando a LIBERDADE de cada um fazer a festa como bem entende e sem perturbar ninguém, revela uma personalidade interventora atroz…. ou talvez inveja.

    • Será liberdade??

      Liberdade para você é seguir o que está na moda?? Seguir a sugestão de uma empresa de acordo com as condições que esta empresa tem a oferecer e ao quanto quer lucrar? Liberdade é deixar seus filhos prá lá brincando enquanto você pode tomar sua cervejinha sem eles te incomodarem ? 

      Ou liberdade será ter dinheiro suficiente para contratar um caro buffet e mandar a mensagem a todos os pais de coleguinhas de seus filhos que você está muito bem de vida e em dia com as modernidades da vida?? Claro liberdade também é poder não se preocupar em conviver com seus filhos e seus colegas – de manhã na escola, de tarde ne frente da tv e do tablet e computador, e no dia da festa vigiado por adolescentes sem nenhuma experiência com crianças… E sim! Liberdade é poder escolher entre a decoração de Minie ou a das tartarugas ninjas! 

      Meu caro seu comentário revela mais sobre você do que você mesmo imagina… E ficou claro como você deve passar pelo menos 12 horas na frente da TV e o resto do dia no Facebook e assim fica “atualizado” , livre e independente. Tenho pena dos seus filhos, se é que você tem filhos…

      • Muito comentário de quem parece não ter “experiência” …

        1. Quem disse que seguir o que está na moda é errado? 

        2. Qual é o problema da empresa de buffet ter lucro?

        3. Por que as crianças não podem brincar entre elas? É um crime as crianças brincarem sem os pais no dia do seu aniversário?

        Me desculpe, mas eu acho que quem não tem filhos (ou talvez já sejam crescidos) é você! Eu tenho uma filha e conheço muito bem a dinâmica das festas infantis. Eu até acho que a autora do post acerta ocasionalmente ao criticar certos exageros (e também lamento que alguns pais gastem os tubos com tais festas sem terem reais condições, mas cada um escolhe o que faz com seu dinheiro), mas o fato é que as crianças se divertem muito com os animadores e os brinquedos que a infraestrutura dos buffets oferece. E digo por experiência própria que o fato de se usar um buffet para a festa de aniversário não diz absolutamente nada sobre se os pais brincam com a criança ou dão atenção a ela no restante do tempo – afinal, só se faz aniversário uma vez ao ano, não é? O que interessa mesmo são os outros 364 dias. E nada impede que pais mais criativos u esforçados fujam da mesmice da decoração de Frozen ou Ben 10 (pensando bem, realmente você não tem filhos pequenos, porque citar as tartarugas ninjas é tão anos 90 rsrsrsrsrs) e produzam uma decoração diferente – minha filha é fascinada pelo filme “Yellow Submarine” dos Beatles, então esse foi o tema da última festa dela – em um buffet, mas decorado com material que nós três (pai, mãe e filha) elaboramos juntos. No entanto, agora eu nem vou dormir à noite porque descobri que sou um “consumista alienado” …

        • Me desculpe, mas eu acho que

          Me desculpe, mas eu acho que quem não tem filhos (ou talvez já sejam crescidos) é você!

          Como se o fato de o colega não ter filhos fosse parâmetro para validar ou não a opinião dele…

      • Comentário de quem tem uma

        Comentário de quem tem uma personalidade patrulhadora. Porque as pessoas não podem fazer uma festa do jeito delas? Porque tem de ser do jeito que VOCÊ acha certo?

        DEIXE AS PESSOAS EM PAZ!!!

        “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós….”

    • Espero que você não esteja

      Espero que você não esteja falando sério. Pra começo de conversa, a “liberdade” é um dos conceitos mais complicados e mais mal utilizados que nós temos provavelmente ao longo de toda a história. E não seria diferente hoje. E de nenhuma maneira ela teria algo a ver com uma sociedade que é o tempo todo pressionada e pautada pelos padrões de consumo. Confudir isso com liberdade ou é má fé ou desconhecimento. Liberdade não tem quase nada a ver com isso, chega a quase ser algo oposto. 

  5. pára! festa de criança é bom demais!
    vantagens:
    voce ocupa seu tempo no final de semana.
    a patroa não precisa cozinhar.
    voce bebe e come por conta dos outros.
    voce encontra gente interessante e ainda mete pau no lula.
    voce fala do seu time e mete o pau no adversario.
    voce proveita e mete o pau no pais, bom mesmo é miami.
    aproveita para se ver livrar da filharada por umas horas e da patroa também.
    faz o social.
    puxa o saco do bacana, quem sabe vai precisar dele no futuro, a crise está braba.

    e tudo isso por uma mixaria de presente de 30 paus.

    vale a pena ou não vale?

  6. pedalinhos

    Tudo se copia, A globo ta fazendo escola, temos agora alguem reclamando de fazer festa infantil.como se isto fosse alguma coisa absurda e ate criminosa.

    Se a pessoa tem condições, que fassa, pois é livre para isto.

    A gente critica a globo e seus materia tendenciosas e aparece este post.

  7. Que artigo mais pé no saco
    O blog critica tanto o conservadorismo na politica, e vem um artigo como este criticar os costumes das pessoas que em nada prejudica ninguém. Pelo contrário: Gera empregos. Se eu tivesse dinheiro, daria mesmo uma festa de arromba pra minha filha, buffet, ou que for. Que pecado há nisso? Se o personagem é licenciado, qual o problema? Minha filha não pode gostar de Pocoyo, Peppa Pig ou Peixonauta? Note que o ultimo, inclusive, é produto nacional. A vida é livre para eu fazer o que eu quiser, respeitando os direitos individuais dos outros. Tenho direito, inclusive, de seguir o que está na moda. E sejam felizes. A autora provavelmente escreveu a critica ao consumismo usando seu MacBook ou algo que o valha. Mas ok, a opinião dela. Só não concordo e acho que beira a hipocresia.

  8. Perfeito

    O mundo dos eventos foi contamido pela ostentação, nada é feito para o prazer do aniversariante e sim dar satisfação para sociedade.

    Os exageros que chegam ao mal gosto não está somente em eventos infantis ou juvenis, está inclusive no de adultos. Gastos desnecessários, exageros em decoração, isso quando o buffet não economiza no A&B.

    Trabalho com eventos e seu como é esse mundo e eu nunca de forma alguma faria um evento desses e nem daria para pessoas que gosto.

    A maioria dos eventos infantis e juvenis são do agrado e sonho da mãe e não dos filhos.

     

    Sol

  9. Pra que tanto mimimi?

    Pra essa galera do “ain, cada um faz o que quiser”: o texto não critica o direito em si de as famílias promoverem uma megafesta pros filhos, mas o exagero na parafernalha do evento, só isso!

  10. + comentários

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