Uma corrente que segura também atropela

Aécio Neves foi vítima do seu desejo neurótico de controlar ferozmente a própria imagem. Se convivesse com as críticas (como Lula, por exemplo) ele provavelmente teria suavizado seus hábitos e modificado sua forma de se comportar.

Acostumado à ausência de críticas ele se tornou uma besta fera incontrolável. Quando a represa de notícias se rompeu, o lixo acumulado dele era comparável àquele da Samarco. O resultado aí está: num dia ele era Senador e presidente do PSDB; no outro se tornou um bebum chorão desesperado que não tem condições nem mesmo de lutar pela sua liberdade.

A ascensão, glória e queda de Aécio Neves me lembra muito o cachorro de um amigo de infância.

O moleque criou o cachorrinho dele sempre amarrado numa corrente no quintal. De vez em quando via aquilo e dizia:

“Solte um pouco esta porra de cachorro. Ele precisa aprender a se virar sozinho na rua, senão acabará sendo atropelado”.

Meu amigo não me deu ouvidos:

“O cachorro é meu, faço o que eu quiser.”

“Então tá… “

O resultado foi trágico. Na primeira vez que conseguiu fugir o cachorro foi esmagado por um caminhão. Com ajuda da irmã, Aécio Neves prendia seu cachorro (a verdadeira personalidade) numa corrente, quando ela arrebentou… Que isto sirva de lição para alguns dos amigos dele que são donos de empresas de comunicação

 

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