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Banco Central

Política monetária sem compulsórios, por Felipe Rezende

Jornal GGN - Felipe Rezende, diretor do programa de finanças e professor associado do Bard College e Levy Economics Institute, Nova York, publicou artigo no Valor desta sexta (8) defendendo que o modelo atual de recolhimento obrigatório ao Banco Central seja alterado para eliminar os depósito compulsórios, contribuindo, assim, para a diminuição do spread bancário no Brasil, que "é um dos maiores do mundo".

Segundo ele, "embora no modelo atual os principais instrumentos de execução da política monetária utilizados no Brasil sejam os depósitos compulsórios e as operações compromissadas, é fundamental a revisão das alíquotas e sua eventual eliminação."

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Brasilianas: as razões do endividamento público no Brasil, por Fernando Nogueira da Costa

 
 
O que é, e o que deveria ser o equilíbrio das contas do Estado brasileiro?
 
Entenda as razões do endividamento público no Brasil e o que é, e o que deveria ser o equilíbrio das contas do Estado
 
Do Brasilianas
 
Entenda as razões do endividamento público no Brasil
 
por Fernando Nogueira da Costa
 
Entre 1997 e 2008, o resultado primário superavitário cresceu – puxado pelas receitas – de 0,2% do PIB para 2,7% do PIB, embora no mesmo período a despesa primária tenha crescido de 14,1% do PIB para 16,3% do PIB. Entre 2008 e 2016, em uma conjuntura dominada por crises econômicas internacionais e nacionais, a despesa cresceu mais 3 p.p. do PIB (sendo 2 p.p. em benefícios sociais e 0,8 p.p. em subsídios), e a receita despencou 2,4 p.p. do PIB.
 
Quanto às despesas com pessoal e encargos pessoais, em todo os oito anos do governo Lula, cinco ficaram em 4,3% do PIB e nos outros três, quando o PIB menos cresceu, foram 2003 com 4,5%, 2006 com 4,4% e 2009 com 4,6%. Durante o primeiro mandato da Dilma caíram de 4,1% em 2011 para 3,8% do PIB em 2014. Como reflexo da queda do denominador PIB em -7,2% no biênio 2015-2016, o patamar voltou para 4,1% em 2016.

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O relacionamento entre Tesouro e Banco Central, por Fernando Nogueira da Costa

 
 
 
O que é e como deveria ser o relacionamento entre Tesouro Nacional e Banco Central do Brasil? 
 
(Fernando Frazão/Agência Brasil)
 
Do Brasilianas
 
Por Fernando Nogueira da Costa
 
Um Banco Central (BC) não deve ter como preocupação principal o resultado de seu balanço patrimonial, mas sim pautar sua atuação para assegurar o poder de compra da moeda nacional e um sistema financeiro que ofereça crédito, segurança aos clientes, e um sistema de pagamento contemporâneo. Nesse sentido, a institucionalidade do tratamento a ser dado a resultados positivos ou negativos, em seu balanço patrimonial, pode garantir que o BCB tenha foco para atuar em suas funções clássicas. Entretanto, na visão holística desenvolvimentista, a política monetária deve se coordenar com a política fiscal, a política cambial e o controle de entrada e saída de capital. Elas não podem atuar em sentido antagônico, seja na busca da estabilidade inflacionária, seja na perseguição da retomada do crescimento econômico e do emprego. 
 
Avaliando a natureza de um resultado positivo no balanço patrimonial do BCB, os ganhos oriundos do diferencial entre os juros ativos e passivos diferem daqueles que são fruto de oscilação cambial. Sendo o país, atualmente, credor externo em dólares, há ganho em reais quando a moeda nacional se deprecia. No primeiro caso, o resultado positivo está ligado a uma decisão anterior de emissão de títulos de dívida pública por parte do Tesouro Nacional (TN), o que torna coerente a transferência desse resultado a ele para abatimento dessa dívida pública. No segundo caso, é também o caso da transferência ao TN – igualmente para o abatimento da dívida pública –, porque em períodos futuros de desvalorização das reservas cambiais, com consequente resultado negativo para o BC, poderá este contar com cobertura desse resultado por parte do TN. 
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Brasilianas: o desafio de desalavancar a economia, segundo Felipe Rezende

Há uma imensa dificuldade da análise econômica brasileira em aprender com os próprios erros.

Na entrada do Real, em julho de 1994, a redução da inflação provocou um boom nas vendas do comércio. Milhões de pessoas, de repente, ganhavam poder de compra. Houve um processo de alavancagem (endividamento) das empresas, para atender à nova demanda.

No final do ano, a economia bateu no seu limite. A impudente apreciação cambial provocou uma crise nas exportações, especialmente no agronegócio, que começou a se espalhar pela economia.

Começa, então, uma volta ao patamar anterior.

Trata-se de um processo que tem que ser tratado gradativamente, dando tempo para a empresa ir desovando o estoque adicional e quitando seus financiamentos.

Nos dois momentos – 1995 e 2015 -, em vez de um processo gradativo, o Banco Central promoveu um choque de juros e de crédito. As empresas que vinham crescendo mais rapidamente, ficam presas ao endividamento. Os juros explodem, não conseguem renegociar o prazo da dívida e acabam batendo no paredão da falta de liquidez. Atrás dela, vêm os fornecedores e a cadeia produtiva em geral.

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A patifaria da financeirização contra o consumidor brasileiro, por J. Carlos de Assis

A patifaria da financeirização contra o consumidor brasileiro

por J. Carlos de Assis

Um amigo comentou meu último artigo sobre o assalto dos bancos à própria clientela, com cumplicidade de lojas, mediante artifícios de financeirização. Acrescentou os seguintes argumentos aos meus, mostrando que a vigarice é infinita. Eis o passo a passo: negocia-se entre bancos e fabricantes um pacote de 100 aparelhos de alguma coisa. Em média, 20 são vendidos à vista e 80 a prazo, conforme esclarecimento de um vendedor.

As vendas à vista subsidiam o financiamento de todos os aparelhos. Os bancos sempre ganham pela venda das 100 unidades, pois o preço de venda tem obrigatoriamente que ser o mesmo, em qualquer loja, à vista ou a prazo. O comprador é “obrigado” (ou induzido) a comprar a prazo e, dessa forma, pagar os juros embutidos no preço. Se comprar à vista melhor ainda: o banco encaixa a grana de uma única vez, com os juros.

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Endividamento e comprometimento da renda das famílias, por Fernando Nogueira da Costa

Uma melhora no perfil do endividamento familiar é associada ao aumento de participação de modalidades com prazos mais longos e juros e prestações menores. Análise de dados do BC permite a conclusão de que há recursos para um novo ciclo de dívidas para consumo

do Brasil Debate

Endividamento e comprometimento da renda das famílias

por Fernando Nogueira da Costa

Hyman Minsky é conhecido como o grande teórico dos passivos. O que significa isso?

Ele tratou das decisões de portfólio de maneira original. Focalizou, conjuntamente, como escolher e reter ativos – formas de manutenção de riqueza –, referente à economia de mercado de capitais, e como financiar a retenção ou a propriedade desses ativos, referente à economia do endividamento. Focou também o lado dos passivos.

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Esqueceram a taxa de juros, por Paulo Kliass

no Portal Vermelho

Esqueceram a taxa de juros

por Paulo Kliass

Em meio a esse verdadeiro desastre em que está se transformando a realidade social e política em nosso país, uma coisa é preciso que seja reconhecida. O comando da equipe econômica de Temer tem sido absolutamente exitoso em seu objetivo estratégico. Eles estão conseguindo destruir as bases de nossa estrutura produtiva e de nossas relações no âmbito da economia.

Ao levar a cabo a diretriz do austericídio, Meirelles promoveu a combinação perversa de uma política monetária de arrocho inigualável no mundo com uma política fiscal também prá lá de restritiva. Assim, tudo o que o governo do golpeachment tem para oferecer aos brasileiros se resume ao binômio: i) manutenção generalizada de juros elevadíssimos; ii) redução da capacidade de implementar políticas públicas a favor da maioria excluída pela obstinação com o corte de verbas do orçamento.

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Os dilemas do Banco Central e do jornalismo econômico, por Luis Nassif

No XXII Congresso de Economia, em Belo Horizonte, participei de uma mesa redonda sobre Jornalismo Econômico com dois velhos colegas,  João Borges, da Globonews, Cláudio Conceição, da revista Conjuntura Econômica, e um colega recente, Fernando Brito, do blog Tijolaço.

No debate, João Borges propôs um desafio interessante. Me nomeou presidente do Banco Central e se colocou no papel de entrevistador, perguntando o que eu faria com os juros.

Dei uma explicação mais longa, mostrando como, na minha opinião, deveria ser a política econômica, casada com a Fazenda, o Planejamento, o Banco Central e a Casa Civil, para um choque de investimentos públicos na economia. Mas esse choque necessitaria um presidente com dimensão de estadista. Posto que o atual presidente da República é pequeno, obviamente, não haveria condições políticas para as mudanças.

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Política Monetária

Tema

Política Monetária
Como as decisões da taxa básica de juros e alterações monetárias afetam o desenvolvimento do país e a vida dos brasileiros

MPF vai à Justiça contra bloqueio de contas bancárias com CPF irregular

da Agência Brasil

MPF vai à Justiça contra bloqueio de contas bancárias com CPF irregular

Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) ajuizou ação civil pública contra o Banco Central (BC) para que a autarquia impeça o bloqueio ou cancelamento de contas correntes de clientes que estejam com CPF irregular por não terem declarado Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Levantamento feito pelo MPF identificou quase 320 mil bloqueios feitos por três bancos em todo o país.

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Governo Central teve maior déficit primário da história no primeiro semestre

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
Jornal GGN - O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, teve o maior déficit primário da história no primeiro semestre, com um resultado negativo de R$ 56,092 bilhões entre janeiro a junho.
 
No mesmo período do ano passado, foi registrado déficit de R$ 36,447 bilhões. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, estão a antecipação de precatórios e o fraco desempenho das receitas. 
 
O déficit primário corresponde ao resultado nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No mês de julho, o déficit ficou em R$ 19,798 bilhões, o pior resultado para o mês desde 1997, quando começou a série histórica. 
 
O Tesouro Nacional apontou o pagamento de R4 20,3 bilhões em precatórios, em maio e junho, como o principal fator do resultado negativo nas contas públicas. No mesmo mês do ano passado, foram pagos R$ 2,2 bilhões.

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Moro não consegue congelar 94% do que calculava de Lula

Quantia foi vasculhada, sem sucesso, nas quatro contas do ex-presidente e até um carro de mais de 30 anos ficou de fora do bloqueio
 

Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
 
Jornal GGN - Ao decidir bloquear as contas e bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, conseguiu congelar apenas 6% da quantia que previa para a condenação de Lula. O magistrado do Paraná também dispensou reter o carro do lider petista, por ser uma caminhonete antiga, de 1984.
 
No despacho que integra o processo que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz federal pediu o sequestro de três apartamentos de Lula em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, sendo um deles a própria residência do ex-presidente, e pediu ao Banco Central que congele um limite de até R$ 10 milhões em contas encontradas relacionadas a ele.
 
O pedido de Moro ocorreu no dia 14 de julho e tramitava em segredo de Justiça. Seria uma forma de reparação de danos à Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. Mas ao vasculhar as quatro contas bancárias de Lula, o Banco Central conseguiu detectar pouco mais de 6% do limite imposto pelo magistrado: 606.727 reais e doze centavos.
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18 anos depois, o caso do Banco Marka

18 anos depois, o caso do Banco Marka

Caro Nassif,

Estava relendo seu artigo publicado no longínquo 06/05/1999, “O BC e o Banco Marka”, onde você analisou  as operações realizadas pelo Banco Central em 14/01/1999, época da rumorosa mudança da política cambial.

Ressalto a precisão da sua análise e conclusões, no que se refere ao Banco Fonte Cindam (não estou me ocupando aqui da outra instituição).

A propósito, decorridos  dezoito anos daquele marcante e indelével episódio, no último dia 21 de junho de corrente ano a 3a. Turma do Tribunal Regional Federal da 1a. Região reconheceu a legalidade das aludidas operações realizadas e deu provimento às apelações feitas por nós, pelo Banco Central do Brasil, pela BM&F e outros, nos termos do elucidativo voto do eminente Desembargador Ney Bello.

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Banco Central: atividade econômica caiu 0,51% em maio

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
Jornal GGN - Divulgado nesta sexta-feira (14), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado mostra uma queda de 0,51% na atividade econômica em maio na comparação com abril. 
 
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 1,4%, na série sem ajuste e de 0,04% com ajuste. Nos 12 meses encerrados em maio, o recuo foi de 2,23%, e, no ano, de 0,05%, nos dados sem ajuste.
 
O IBC-Br avalia a atividade da economia com informações da indústria, comércio e serviços e volume de impostos, e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. 

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As relações de Palocci e do BTG Pactual, por Luis Nassif

Não tenho motivos pessoais para gostar de Guido Mantega. Pequeno, mesquinho, inseguro, foi o primeiro Ministro da Fazenda, desde que iniciei a carreira de jornalista econômico, a me colocar na lista negra. Ele e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.

Mas não bate bem esta história de Antônio Pallocci, de que Mantega montara uma central de vazamento de informações financeiras.

Vamos entender um pouco mais esse jogo.

Desde que se criou o chamado Open Market brasileiro – venda diária de títulos públicos e privados – há vazamentos de informação. No governo Sarney, Maílson da Nóbrega tinha um esquema de vazamento de informações, não apenas no Banco Central, mas na Receita Federal – que dispunha de um índice de correção.

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