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comandante othon

Tenho que ficar vivo e lutar, diz Othon ao ser solto da Lava Jato

 
Jornal GGN - Após quase dois anos detido em um processo penoso da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, agora solto, trouxe traumas de seu isolamento em uma cela, em duras condições. Para ele, os culpados de sua detenção foram os "interesses internacionais".
 
Othon foi condenado em primeira instância a uma das maiores penas da Lava Jato: 43 anos de prisão por supostamente ter cometido cinco crimes - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, embaraço às investigações, evasão de divisas e participação em organização criminosa.
 
Considerado o pai do programa nuclear no Brasil e um dos mais importantes cientistas nucleares no país, teve que aprender a comer com as mãos e chegou a tentar suicidio quando lutava, sem mais esperanças, aos 77 anos, por sua liberdade. Com a idade, os 43 anos de prisão seriam equivalentes a pena perpétua.
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Xadrez de como a Lava Jato protegeu Michel Temer, por Luís Nassif

Peça 1 – a teoria do fato, o supérfluo e o essencial 

As denúncias feitas pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, em função de manipulações nas licitações da Eletronuclear, têm características polêmicas.

Como se sabe, o método de investigação do MPF é chamado de “teoria do fato” (não confundir com teoria do domínio do fato), que nada mais é do que a tática de definir uma narrativa inicial do crime, para poder organizar melhor os elementos levantados na investigação.

A teoria do fato da Eletronuclear foi que o Almirante Othon direcionava licitações para as empreiteiras em troca de pagamentos feitos através do pagamento de serviços não realizados por empresa de sua propriedade e das filhas. Ponto.

Ficou aí e daí não saiu nem quando os fatos começaram a apontar em direções mais elevadas.

Como se sabe, ninguém é alçado ao comando de uma grande estatal sem ter um padrinho político. Principalmente quando se dispõe a fazer negócios.

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A anarquia dos poderes e a entrega de segredos do Brasil para a CIA, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A anarquia dos poderes e a entrega de segredos do Brasil para a CIA

por J. Carlos de Assis
 
Anarquizado institucionalmente, o Brasil virou a casa da mãe Joana sob  ditadura de um Judiciário que se aproveita do caos para prevalecer sobre direitos de cidadania, ignorando solenemente prerrogativas do Executivo e do Legislativo. Estes poderes, por sua vez – o senador Requião chama todos os três de “proderes” – capitularam à anarquia judiciária e tentam a suprema vilania de impedir a votação da Lei do Abuso do Poder, proposta pelo próprio perjurado Renan Calheiros, antes de negociar a aprovação já da PEC da Morte.

Tendo concentrado em si todo o poder do Judiciário - do poder de prender sem provas ao poder de condenar sem o devido processo legal  -, Sérgio Moro é o dono de fato da república da mãe Joana. Em nome do combate à corrupção, tese ressuscitada da velha UDN golpista, o juiz de Curitiba, que iniciou sob aplausos merecidos o processo de limpeza da política brasileira, acabou extrapolando de limites legais para se tornar, na prática, um agente da CIA capaz de entregar provas contra a Petrobrás a potências estrangeiras.

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