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Economia

Lava Jato devolve R$ 654 mi à Petrobras e funcionários protestam contra Moro

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - A Petrobras informou nesta quinta (7) que recebeu a devolução de cerca de R$ 654 milhões, recuperados por meio de acordos de colaboração celebrados com pessoas físicas e jurídicas no âmbito da Lava Jato. Com isso, o total de recursos transferidos à estatal desde o início da operação atinge o montante de R$ 1,476 bilhão.
 
A estatal promove na sexta (8) um evento em homenagem ao combate à corrupção que contará com a presença do juiz Sergio Moro. Funcionários da estatal protestaram contra a participação do magistrado e divulgaram uma nota pública afirmando que as perdas para a economia nacional com a Lava Jato superam os ganhos propagandeados pela força-tarefa.
 
"Com a justificativa de recuperar o dinheiro roubado dos cofres públicos e punir poderosos, a operação avança gerando um rastro de destruição econômica que não é compensada por seus supostos benefícios", dispararam.
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O Banco Mundial como ator intelectual, por João Márcio Pereira

Por João Márcio Mendes Pereira*

Conhecimento, poder e indução política: o Banco Mundial como ator intelectual

Na Plataforma Política Social

Nos últimos dias, o Banco Mundial divulgou o relatório intitulado “Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, com diversas prescrições sobre o que as autoridades brasileiras devem fazer em matéria de ajuste fiscal. Com ampla repercussão nos grandes veículos de comunicação e reações contrárias nas mídias sociais, o relatório trouxe para o centro da cena pública o debate sobre o Banco e sua atuação no país. A projeção midiática de suas prescrições deve ser entendida no quadro maior de disputa política em torno da natureza, intensidade e duração do “ajuste”, bem como a forma de conduzi-lo.

Não surpreende que os principais veículos de comunicação tenham dado tanta repercussão ao relatório. O Banco Mundial é um ator político de primeira ordem no cenário internacional, dispondo de mais de 12 mil funcionários e imenso aparato de produção de intelectual. Apesar do histórico pouco animador em matéria de criação de conhecimento inovador em Economia, o Banco desfruta de legitimidade como fonte de dados, disseminador de ideias, produtor de análises comparativas e guia em matéria de políticas de desenvolvimento.

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Fome, desemprego e perda de direitos históricos, aponta Lula sobre o pós golpe


Lula inicia a terceira etapa da Caravana Lula pelo Brasil na próxima segunda-feira (4) / Foto: Ricardo Stuckert

Por Beatriz Pasqualino
 
 
Em entrevista exclusiva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre as consequência do golpe para o país
 
Do Brasil de Fato
 
Ouça a matéria:

Fome, desemprego e perda de direitos históricos. Esses são alguns exemplos do impacto do golpe na vida dos brasileiros, na avaliação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato. Para reverter esse cenário, Lula afirma que vai convocar um referendo revogatório, caso se candidate e seja eleito em 2018. Sobre as eleições presidenciais, ele dispara: “Eu não precisava ser candidato a presidente. Eu já fui, já fui bem sucedido. Mas eles cutucaram a onça com vara curta e a onça vai brigar”. Na entrevista, Lula volta a denunciar o papel da Rede Globo na perseguição política contra ele, em aliança com o Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. 

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Mídia negociou com Cunha para barrar democratização dos meios, diz Dilma

Jornal GGN - Em entrevista exclusiva ao Tijolaço, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que a democratização dos meios depende de regulação econômica da imprensa e, para evitar que o Congresso discutisse uma lei nesse sentido, os principais grupos de mídia negociaram uma espécie de trégua com Eduardo Cunha. Isso serviu para reduzir as críticas ao passado do deputado e, consequentemente, abrir caminho para que ele chegasse à presidência da Câmara.

 

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Hipocrisias no IR e a capacidade de pessoas com deficiência, por Eugênia Gonzaga

Por Eugênia Augusta Gonzaga

Imposto de Renda, hipocrisias e a capacidade de pessoas com deficiência

Já é bastante conhecido o fato de que a tabela do Imposto de Renda (IR) não é corrigida desde Dilma, Lula, FHC, uau... faz tempo. Sendo assim, cada vez mais e mais pessoas precisam declarar/recolher IR. O exemplo mais absurdo comumente citado são os(as) empregados(as) domésticos(as) que recebem na faixa de R$ 2.000,00 (dois mil reais) e que agora precisam declarar IR. Ops!! Qual empregado(a) doméstico(a) recebe isso formalmente?

Bem poucos(as), pois se forem registrados(as) com salários menores, todos(as) ganham: patrões(oas) e eles(as) recolhem contribuições menores ao INSS e ao FGTS. Se ficarem doentes (gravemente), obviamente irão ter uma aposentadoria ou auxilio-doença em valores baixos, mas ninguém está muito preocupado(a) com isso. E como até mesmo o desconto no IR do(a) patrão(oa) – em razão dos recolhimentos ao INSS que realiza – é limitado, ele(a)a não se beneficia em nada se registrar um(a) empregado(a) doméstico(a) com o valor real.

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Bolsonaro admite que não sabe Economia e é corrigido por Mariana Godoy

Jornal GGN - O deputado Jair Bolsonaro (PSC), pré-candidato a presidente da República em 2018, admitiu durante entrevista à jornalista Mariana Godoy que não "entende" de Economia e ainda avaliou que é "exagero" cobrar esse tipo de conhecimento de um presidenciável.

As frases foram disparadas quando um telespectador perguntou a opinião de Bolsonaro sobre o "tripé macroeconômico" (câmbio flutuante, meta de inflação e meta fiscal). Depois de um sorriso amarelo, ele respondeu: "Quem vai falar de economia por mim é minha equipe econômica do futuro."

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A tolice das entrevistas sobre esse tal do “mercado”, por Luis Nassif

No governo Ernesto Geisel, Golbery do Couto e Silva recebia alguns poucos jornalistas. E as entrevistas saíam como “fontes” do Palácio. Aí os setoristas descobriram o Sargento Quinsan, uma espécie de ajudante menor de Golbery. Passaram a conversar com ele e as conversas eram atribuídas igualmente a “fontes do Palácio”.

Hoje em dia, o Quinsan da imprensa é o tal do “mercado”.

O Vinicius Torres Freire, da Folha, publicou um bom artigo desmistificando essas manipulações.

Primeiro, há enorme confusão em tratar qualquer empresário como fonte do mercado. Por mercado, entenda-se o setor financeiro da economia.

Há um primeiro nível, o chamado clube dos bilionários, integrado por famílias tradicionais e pelos bilionários recentes, todos com com viés internacionalista.

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Globo: Lava Jato destruiu empresas brasileiras aqui e na África e gerou 1 milhão de desempregados

Jornal GGN - É destaque na Coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, o que até as pedras já sabem: a Lava Jato destruiu parte da indústria nacional de construção, gerou 1 milhão de desempregados desde seu início e, durante o governo Temer, propiciou a abertura de portas para investidores estrangeiros e fez retrair os negócios na África. E a China lidera a lista de beneficiados, com 19 negócios no País que somam quase 7,5 bilhões de dólares. 
 
Nesse valor, nem está computada a participação das chinesas Sinopec e CNODC nas rodadas do pré-sal, na semana passada.
 
Gois escreveu expressamente que a "Lava Jato ajuda" a pesar nessa balança para o lado dos estrangeiros em detrimento das empresas nacionais que foram "aleijadas" pela operação.
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Efeitos da entrega do Pré-sal para a economia, por Dom Cesar

 
Do blog do Romulus
 
 

Por Dom Cesar [*]

([*] Nota: "Dom Cesar" é "agente duplo" do Blog - um executivo de uma multinacional da indústria do petróleo com o "grave defeito" de ser um brasileiro que ama o seu país!)
 
O resultado da MP 795 seria uma renúncia fiscal direta de 1,3 trilhões de reais até 2040 - e não 1,0 trilhão como sugeriu a assessoria parlamentar do Congresso. Somando a renúncia fiscal direta com a indireta (1,99 trilhões de reais) o montante atingiria 3,3 trilhões até 2040 (!)
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Bolsonaro estuda como agradar o mercado financeiro na campanha de 2018

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Jair Bolsonaro (PSC), que vem crescendo nas pesquisas de opinião para as eleições de 2018 e já divide o segundo lugar com a ex-senadora Marina Silva (Rede), está reformulando o discurso econômico e promete estudar um plano de governo que agrade empresários e investidores. Segundo reportagem da Folha, Bolsonaro tem se consultado com gurus do mercado e tenta se distanciar da "farda de militar estatizante".
 
Hoje, Bolsonaro diz que, na ditadura, "a única alternativa eram as estatais. Quem iria fazer Itaipu? Ninguém. Hoje em dia, ao privatizar, você diminui muito a questão da corrupção."
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Em ano Temer, país tem 13,6 milhões de desempregados e 1/3 do aumento global

Brasil supera todos os cenários críticos do mundo: a taxa de pessoas sem emprego este ano é mais do que o dobro da média em comparação a países emergentes (5,7% neste ano) e também em comparação a todos os países (5,5%)
 
 
Jornal GGN - Em relatório sobre as perspectivas sociais e de empregabilidade no mundo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimou o aumento da taxa de desemprego no Brasil: 12,7% em 2017. São mais 1 milhão e 200 mil desempregados no país este ano.
 
O número de pessoas sem trabalho no país aumentou quase um ponto percentual em relação ao último ano, segundo as estimativas da OIT, o que deve gerar 13,6 milhões de desempregados até o fim de 2017. Com o aumento, os cálculos são os piores para o cenário nacional até 2018. O relatório aponta que em 2018 irão totalizar 13,8 milhões no grupo daqueles que não estarão sem emprego. 
 
De acordo com o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, que apresentou o documento, a crise econômica, não só no Brasil, como na América Latina, e o aumento do descontentamento social são alguns dos motivos para o quadro, além da falta de ofertas de trabalho.
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Após Lava Jato, irmãos Batista vendem quase metade de R$ 50 bilhões da JBS


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Após o escândalo envolvendo a JBS e o grupo J&F, os empresários irmãos Wesley e Joesley Batista venderam quase a metade do império de seus negócios para tentar salvar parte de suas ganâncias. Em uma somatória de mais de R$ 50 bilhões, cerca de R$ 24,4 bilhões já foram arrecadados pela família com a venda de negócios, enquanto outras empresas ainda pertencentes aos Batista atingem R$ 26,4 bilhões. É o que traz levantamento feito pela Folha de S. Paulo, em reportagem deste domingo (01).
 
Entretanto, a fonte dos cálculos - os próprios empresários - pode trazer números nem tão reais: enquanto em meio à crise envolvendo a JBS no Judiciário e suas negociações, tanto a nível nacional como internacional, o frigorífico está sendo sbavaliado por investidores, o comprador da fabricante de celulose Eldorado pode ter oferecido mais do que ela vale.
 
As estimativas são de que como grande parte da cartela de recursos da JBS vem dos Estados Unidos, com 51% de representação no mercado de compradores, e o próprio Brasil com 13%, a estratégia dos irmãos Batista foi a de vender parte das empresas, antes que as autoridades norte-americanas pudessem provocar mais estragos à imagem junto a investidores.
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Governo Temer crava frustrações dos que apoiavam Meirelles, por Paulo Kliass

 
Foto: Lula Marques/Agência PT
 
Por Paulo Kliass
 
 
Do Portal Vermelho
 
A semana já começou quente para Michel Temer e sua equipe. A janela de oportunidade que teria sido a possibilidade de ganhar um folegozinho básico no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU escorregou-lhe por entre os dedos. Assim como ocorreu no ano passado, o conhecido protagonismo com que são agraciados os ocupantes da Presidência da República naquele importante e esperado evento não foi aproveitado pelo atual ocupante do cargo.
 

Em 2016 os motivos estavam associados à incerteza generalizada percebida pelo ambiente diplomático internacional quanto à natureza do “golpeachment” que vinha de ter sido implantado em nossas terras. Naquele momento, em Nova York, Temer mal conseguia esconder o profundo abismo que separava o seu discurso a respeito de uma suposta normalidade político-institucional e a evidência da natureza inconstitucional do golpe jurídico-político-midiático que o havia recém conduzido ao Palácio do Planalto.

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Temer e seu governo se destroem para destruir o país, por Janio de Freitas

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Para impor uma agenda de retrocessos que marca seu governo, Michel Temer precisa de apoio do Congresso em um momento em que está muito frágil graças à falta de apoio da sociedade, à crise econômica e denúncias por corrupção. Para conseguir resolver apenas um de seus problemas, a primeira denúncia por corrupção a reboque da delação da JBS, Temer teve de desembolsar R$ 2 bilhões em emendas.
 
O que será preciso fazer para aprovar um decreto de extinção de reserva natural na Amazônia, ajustar o rombo nas contas em R$ 20 bilhões e se livrar da nova denúncia da Procuradoria Geral da República? Para Janio de Freitas, Temer vai destruir o governo para destruir o País.
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A economia de um padeiro real e a “confiança” na quadrilha de Temer, por J. Carlos de Assis

Por J. Carlos de Assis

                Se por alguma razão os clientes reduzirem a quantidade comprada de pão, só um padeiro louco vai ampliar os investimentos na padaria para produzir mais pão. Também não aumentará o número de empregados. Digamos que a quadrilha de Temer faça discursos bonitos no sentido de obter a confiança dos padeiros a fim de que produzam mais pão e empreguem mais gente. Naturalmente a comunidade dos padeiros, atingida simultaneamente pela queda do consumo, de forma alguma poderá evitar a contração de produção e emprego.

                A queda eventual do consumo  é um fenômeno cíclico do capitalismo. Há muitas explicações para isso, desde as materiais – um descompasso entre produção de máquinas e produção de bens de consumo – às financeiras: ultimamente as mais comuns, dada a financeirização geral da economia mundial. Em qualquer hipótese, a queda do consumo é um processo inexorável. E contra ele só há um remédio: o gasto público chamado autônomo. Sim, autônomo. Significa que não é financiado por receita de impostos, mas por déficit público.

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