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Eletronuclear

Omissão do BNDES e do Governo está pondo em risco o Programa Nuclear Brasileiro

do Clube de Engenharia

Omissão do BNDES e do Governo está pondo em risco o Programa Nuclear Brasileiro

A Eletronuclear precisa pagar até a próxima sexta-feira (15) ao BNDES mais R$ 30 milhões de juros para amortizar sua dívida junto ao banco pelo empréstimo para a construção de Angra 3, prejudicada pelas interrupções das obras de construção civil que refletiram no atraso na montagem da usina.  Ao fazer este pagamento, a empresa compromete completamente o seu fluxo de caixa, porque o que arrecada com as usinas Angra 1 e Angra 2 não dá para fazer frente a todos os seus compromissos e mais as despesas de manutenção dos equipamentos de Angra 3. E ainda salários, impostos, compra de combustível e contrapartidas com municípios. Só há combustível para mais alguns meses. Isso significa um caos total no sistema de geração de energia brasileiro. Sem a geração nuclear, com reservatórios baix os e com as novas hidrelétricas operando a fio d'água, poderá haver um novo apagão, já que se espera que a economia do país retome seu giro de crescimento.

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Almirante Othon: Não há dúvida de que a Lava Jato serviu aos EUA

Jornal GGN - Othon Pinheiro, considerado o pai da energia nuclear no Brasil, está com 78 anos e foi condenado a 43 anos de prisão pela Lava Jato no Rio de Janeiro. A lista de serviços prestados ao País foi simplesmente escanteada na ação penal que levou o almirante a uma tentativa de suicídio, no momento em que o Ministério Público Federal decidiu arrastar até sua filha para o processo. 

Em entrevista exclusiva ao deputado federal Wadih Damous (PT), Othon Pinheiro disse que não tem dúvidas de que sua condenação serviu aos interesses dos Estados Unidos, que se sentiu "afrontado" com a política energética encampada pelo governo brasileiro nas últimas décadas. 

Ele também comentou sobre os "absurdos" que sofreu durante a prisão imposta pela Lava Jato e deixou claro que, apesar de todas as arbitrariedades, ele segue com o desejo de continuar trabalhando para levar energia elétrica barata para os cantos mais isolados.

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Ciro Gomes promete anistiar o Almirante Othon, se chegar à presidência em 2018

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Em video divulgado pelo canal do Brasil 247 no Youtube, Ciro Gomes aparece falando da política internacional brasileira e comenta, por volta dos 3 minutos, que pretende anistiar o almirante Othon Pinheiro, responsável pelo programa nuclear nacional, da sentença imposta pela Lava Jato.

Ciro disse que "o almirante está hoje com a pena quase perpétua, algo muito estranho. Se eu chegar à presidência da República, vou mandar examinar esse assunto. E vou pensar em anistiá-lo, porque é o grande cérebro do programa nuclear brasileiro. Eu vou substituir a pena dele por serviços comunitários, se ele tiver feito merda, mas esse cérebro o Brasil quer de volta pelo seu esforço."

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Xadrez de como a Lava Jato protegeu Michel Temer, por Luís Nassif

Peça 1 – a teoria do fato, o supérfluo e o essencial 

As denúncias feitas pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, em função de manipulações nas licitações da Eletronuclear, têm características polêmicas.

Como se sabe, o método de investigação do MPF é chamado de “teoria do fato” (não confundir com teoria do domínio do fato), que nada mais é do que a tática de definir uma narrativa inicial do crime, para poder organizar melhor os elementos levantados na investigação.

A teoria do fato da Eletronuclear foi que o Almirante Othon direcionava licitações para as empreiteiras em troca de pagamentos feitos através do pagamento de serviços não realizados por empresa de sua propriedade e das filhas. Ponto.

Ficou aí e daí não saiu nem quando os fatos começaram a apontar em direções mais elevadas.

Como se sabe, ninguém é alçado ao comando de uma grande estatal sem ter um padrinho político. Principalmente quando se dispõe a fazer negócios.

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Caminho alternativo da Lava Jato para derrubar Temer passa por Angra 3

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - A delação da JBS não é a única carta na manga que a Lava Jato dispõe contra Michel Temer. Mesmo que o presidente consigo criar uma narrativa que abafe o escândalo revelado na gravação de Joesley Batista, ainda terá de explicar suas relações com o coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, mais conhecido como Coronel Lima. Amigo de Temer desde a década de 1980, ele é o caminho alternativo da Lava Jato para derrubar o peemedebista.
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Damous defende Almirante Othon e pede comutação de pena

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Nesta semana, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) fez uma defesa do Almirante Othon na Câmara dos Deputados, afirmando que o cientista é um “herói brasileiro” e pedido a comutação de sua pena. 
 
Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, foi condenado em agosto do ano passado a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisão e organização criminosa durante as obras da usina nuclear de Angra 3. 
 
De acordo com as investigações, Othon teria cobrado propina em contratos com as empreiteiras Engevix e Andrade Gutierrez. Em sua defesa, Damous ressalta que o almirante tem 78 anos e que a pena de 43 anos é de “prisão perpétua”. 

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Lava Jato do Rio denuncia executivos por corrupção em obras de Angra 3

 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco ex-executivos da Eletronuclear e mais dois sócios da VW Refrigeração, nesta quinta-feira (23), por suposta lavagem de dinheiro de R$ 2,38 milhões, relacionados à construção da usina de Angra 3. 
 
Acusados de ocultarem a origem dos recursos destinados às obras da usina nuclear, os investigadores da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro afirmaram que foram feitos, pelo menos, 27 saques não identificados e depósitos entre os anos de 2010 e 2016 na conta dos executivos, que já se encontram presos preventivamente, em Bangu 8.
 
A nova denúncia é um desdobramento de anterior relacionada à corrupção e lavagem de dinheiro. Isso porque a apuração inicial dava conta de favorecimento ao superintendente da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos. A nova investigação, de uma fraude que somaria mais de R$ 2,3 milhões, segundo os cálculos da força-tarefa do Rio, contemplaria também outros ex-diretores.
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Advogados são barrados em visita ao almirante Othon, por Emanuel Cancella e André de Paula

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Por Emanuel Cancella e André de Paula

Nesta terça, 7 de março, por volta das 14h, os advogados André de Paula, membro da Anistia Internacional, e Emanuel Cancella dirigiram-se às instalações militares dos Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro, com a intenção de visitar o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Segue o relato da visita frustrada:

Fomos muito bem recebidos por todos os recrutas e oficiais, mas depois de nos identificarem e nos fornecerem os crachás de visitantes, chegando a autorizar a entrada de nosso veículo, fomos informados de que a visita ao almirante estava desautorizada, por ordem de um desembargador e do próprio almirante Othon.

A informação foi repassada pelo capitão de Corveta Ribeiro. Estranhamos a negativa, pois é prerrogativa dos advogados a visita a presos em estabelecimentos civis e militares. O advogado do almirante, Fernando Fernandez, procurado hoje por André de Paula e Emanuel Cancella, alegou desconhecer a proibição.

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Eletronuclear procura chineses para concluir Angra 3

 
Jornal GGN - Para tentar concluir a usina nuclear de Angra 3, a Eletronuclear assinou um memorando com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para realizar estudos para retomar as obras da unidade. 
 
Devido ao abandono das obras pelas empreiteiras que foram contratadas e são investigadas pela Operação Lava Jato, o projeto está parado desde 2015.

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As duas histórias do Almirante Othon, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil

As duas histórias do Almirante Othon

por J. Carlos de Assis

Há duas formas de contar a história do almirante Othon Luiz Pereira da Silva, o herói do programa nuclear brasileiro condenado a 43 anos de prisão por um juiz entreguista e vaidoso cujo nome não vale a pena mencionar. A primeira é simples e direta: o Almirante, segundo o juiz, é um cleptomaníaco pervertido que não suportou a tentação de pegar uma propina da Andrade Gutierrez, construtora de Angra 3, no valor divulgado de 4,5milhões de reais. Assim, por esse ato de corrupção explícita, atirou no lixo os registros de uma notável carreira militar e de uma carreira científica ainda mais destacada, relatadas com inigualável acuidade pelos jornalistas Mauro Santayana e Luís Nassif em vários sites na internet.

A outra história é a seguinte. O Brasil, país ainda em desenvolvimento, se meteu, à revelia e contra as imposições dos Estados Unidos, a desenvolver um programa nuclear de primeiro mundo do qual resultou uma tecnologia de ponta em centrífugas para gerar urânio enriquecido, um produto nuclear ultrasensível. Para o comando dessa tarefa designou o Almirante Othon, por sua notória especialização na área. Ele saiu-se maravilhosamente bem. Os americanos, através da Agência Internacional de Energia Atômica, quiseram bisbilhotar as centrífugas já que, com todo o potencial científico que tem, dispõem de uma tecnologia de enriquecimento menos eficiente. O Brasil recusou-se a abrir a exibir a tecnologia das centrífugas e os norte-americanos, pacientes como são, decidiram ficar de tocaia.

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Pai do programa nuclear brasileiro, Othon Luiz Pereira é condenado

 
Jornal GGN - O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pereira da Silva, foi condenado em desdobramento da Operação Lava Jato a 43 anos de prisão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, embaraço às investigações, evasão de divisas e participação em organização criminosa. A decisão foi do juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.
 
Considerado o pai do programa nuclear brasileiro, o almirante foi acusado de receber R$ 4,5 milhões por meio de propina, segundo a denúncia do Ministério Público Federal, que indicava o recebimento de 1% em cima dos contratos firmados entre a Eletronuclear e as empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, para a construção da Usina Nuclear Angra 3, no complexo nuclear de Angra dos Reis.
 
O nome do almirante apareceu na delação premiada de Danton Avancini, diretor da Camargo Correia, que lhe teria feito três pagamentos. Considerado o "pai" da energia nuclear no Brasil, foi presidente da Eletronuclear, Eletrobrás Termonuclear, empresa sediada no Rio, responsável pela construção e pelo gerenciamento das usinas nucleares brasileiras.
 
Além do ex-presidente da empresa, também foram condenadas mais 12 pessoas por envolvimento com o desvio de recursos públicos da construção de Angra 3, incluindo a sua filha, Ana Cristina da Silva, condenada a 14 anos e 10 meses de prisão pelos mesmos crimes do pai. Doze dos 13 réus foram condenados a pena de regime fechado.
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Funcionários da Eletronuclear são presos na Operação Pripyat

Jornal GGN – Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (6), na Operação Pripyat, que investiga desvios de R$ 48 milhões em contratos da Eletronuclear, entre os anos de 2008 e 2014. Entre eles, seis funcionários da empresa estatal.

De acordo com o procurador da República, Lauro Coelho Junior, os presos eram altos funcionários da subsidiária da Eletrobras, e operacionalizavam financeiramente a organização criminosa. “Somente pela construção da Usina de Angra 3, a Andrade Gutierrez recebeu da Eletronuclear R$1,202 bilhão. Cerca de 2% iam para o núcleo político da organização, 1% para Othon Luiz e 1,5% para os diretores que foram presos hoje”, disse.

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Ex-presidente da Eletronuclear volta a ser preso na Lava Jato

Jornal GGN - O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, voltou a ser preso na Lava Jato, numa operação de estréia da força-tarefa recém criada no Rio de Janeiro, para tratar de crimes cometidos em obrs de Angra 3.

A Polícia Federal cumpre 35 mandaddos no Rio e em Porto Alegre, na operação denominada "Pripyat" - nome de uma cidade da Ucrânia, próxima de onde ocorreu o desastre de Chernobil.

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STF vai decidir se reverte fatiamento da Lava Jato

Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal voltou a debater a reversão (ou não) do fatiamento da Operação Lava Jato. Atualmente, as investigações sobre corrupção na Eletronuclear correm sob condução da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro e os ministros discutem se devem reencaminhar o caso ao juiz Sérgio Moro.

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A Lava Jato e o desmanche nacional, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Desmanche nacional

O atraso dos cronogramas e a possível inviabilização dos programas de modernizações das forças armadas é um dos efeitos colaterais do modo como a troika Poder Judiciário, Ministério Público Federal e Polícia Federal estão combatendo a corrupção.

A Construtora Norberto Odebrecht, através da Odebrecht Defesa e Tecnologia, controla as empresas responsáveis pela fabricação do submarino nuclear brasileiro, é um dos principais alvos da Lava a Jato e da sua sanha aniquiladora. Extrapolar do indivíduo a punição para que atinja o seu patrimônio, além das multas justificadas, relembra a antiga prática de salgar o solo que pertencia ao condenado, para que nada mais nascesse ali.  

O Vice Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que liderou o programa brasileiro para domínio do ciclo do enriquecimento do urânio, está preso por acusações, que antes de uma condenação transitada em julgado, não leva ninguém para a cadeia. Sem ele dificilmente o Brasil hoje teria condições próprias de fabricar combustível a partir do urânio.

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