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A reunião em Adis Abeba existiu, a despeito da grande mídia

Jornal GGN - A proibição vinda do juiz de Brasília de que Lula fosse à reunião da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, caiu como uma bomba na grande mídia. 
 
A revista Veja, com um de seus articulistas, entrou no tema de forma desrespeitosa, como sempre. Augusto Nunes negou a realização da 30ª Cúpula da União Africana, para a qual Lula teria ido como convidado, confundindo tudo com a reunião da FAO, no Sudão, que ainda ocorrerá. 
 
Nunes não checou os fatos, demonstrando total desrespeito com a verdade e com a decência. O articulista cravou um "Lula mente mais do que respira", na costumeira verborragia atacando o ex-presidente. Deixou no ar e, quando finalmente caiu em si, retirou o post do site da Veja.

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Condenada a Lula: a mídia armadilhada, por Túlio Muniz

Foto Ricardo Stuckert

Condenada a Lula: a mídia armadilhada.

por Túlio Muniz

Posterior à condenação questionável – para dizer o mínimo – de Lula pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região, inaugura-se uma nova fase imprevista pelos  controladores da mídia golpista brasileira.

Se até aqui o martelar de acusações contra Lula se baseou na concepção nazi-fascista de que “uma mentira repetida mil vezes se tornará verdade”, a mídia pode ter se armadilhado no viés dessa mesma concepção: a “verdade” resultante das “mentiras”, ou seja, da falta de provas concretas, necessitará de tal atenção e repercussão que podem vir a desconstruir a si mesma, revelando-se enquanto farsa.

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Revista Época e o seu jornalismo contra Lula: tragédia ou farsa?, por Camilo Vannuchi

Revista Época e o seu jornalismo contra Lula: tragédia ou farsa?

por Camilo Vannuchi

em seu Facebook

Li a Época. Coloquei as crianças pra dormir e fui lá me reconciliar com o tempo perdido e, de alguma forma, tentar me redimir por criticar sem ler. Na verdade, havia feito uma única crítica à capa, desproporcional, logo cedo, assim que recebi a imagem, enviada por um amigo, com o comentário sobre a data equivocada na legenda. De fato, a foto não é de 1974, mas do início de 1979. Pelo menos até novembro de 1978 ela não foi feita. Lula tinha apenas bigode em fotos tiradas até outubro de 1978 que tenho comigo. E Sandro, o caçula na foto, nasceu em meados de 1978. O fotógrafo deve ter feito a imagem no início da campanha salarial de 1979, aquela que repercutiu nacionalmente e levou Lula a discursar sobre uma mesa, sem equipamento de som, no estádio de futebol da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Foi o ano em que o presidente do sindicato consolidou sua liderança política e decidiu, coletivamente, fundar um partido dos trabalhadores.

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Delegado da PF diz que só é verdadeira notícia que sai no jornal, por Luis Nassif



A Folha foi buscar em Curitiba, um delegado especializado em crimes cibernéticos, que dá a receita para averiguar a veracidade da notícia: conferir se ela saiu em grandes jornais.

As notícias falsas de maior impacto da última década surgiram nos jornais. Exemplo:

* o grampo sem áudio, da conversa entre Gilmar Mendes e o ex-senador Demóstenes Torres, capa da Veja, e que custou a cabeça do delegado Paulo Lacerda;

* o suposto grampo em uma sala do Supremo;

* os dólares de Cuba, que teriam sido transportados em garrafas de rum para a sede do PT em São Paulo;

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O Ministério Público está se apequenando, por Afranio Silva Jardim

O Ministério Público está se apequenando. Eu previ e adverti que iríamos chegar a esta situação nefasta

por Afranio Silva Jardim

Lamentável. Hoje encontramos textos, nos principais blogs e sites da internet, expondo alguns membros do Ministério Público Federal a críticas contundentes e mesmo ofensas antes inimagináveis.

Como diz o ditado popular: "estão experimentando do próprio veneno". Buscaram os holofotes e a notoriedade fácil, usaram o processo penal como forma de autopromoção e correram freneticamente para as "famosas" entrevistas coletivas. Voluntarismos e vaidades expostos publicamente.

Como se sabe, houve uma estratégia muito bem estruturada para convencer a opinião pública de que os fins justificam os meios, vale dizer, para combater a corrupção, temos de usar regras especiais, temos de flexibilizar alguns direitos fundamentais da cidadania. Foram feitos “acordos” com os principais meios de comunicação de massa para respaldo de suas atividades persecutórias, algumas de legalidade altamente questionáveis. Leia mais »

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Retrospectiva 2017 - Os assuntos que você não viu na mídia, por João Filho

Foto: Blog do Bispo Edir Macedo
 
 
Por João Filho
 
 
2017 VAI CHEGANDO ao fim de forma melancólica para o Brasil. Foi um ano em que os homens que tomaram o poder em Brasília sacramentaram as mesmas políticas públicas rejeitadas reiteradamente pelo povo nas urnas.
 
Em vez de fazer uma retrospectiva dos principais acontecimentos do ano, resolvi fazer uma que traga alguns assuntos que foram estrategicamente esquecidos pelos conglomerados de mídia do país. Como acontece todos os anos, assuntos de grande importância não ganham o merecido destaque e acabam morrendo em notinhas de rodapé.
 
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Nem esperança nem equilíbrio, por Paula Cesarino Costa

Fotor Agência Taboo
 
Jornal GGN - A ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa, abordou as recentes operações policiais em cima de supostas irregularidades em universidades públicas. As reações dos leitores foram contundentes, atacando a Polícia Federal, o Ministério Público e seus métodos. A reclamação geral é de que a Folha só reproduziu a versão da acusação, não dando espaço para os acusados se posicionarem. A queixa é de que o jornal se rende à pauta contra a universidade pública.
 
Paula lembra que tais ações espetaculosas, com policiais fardados e armados em campus universitário, remete à ditadura militar. Coloca em evidência as operações policiais que ocorreram desde fins de 2016 até agora. 

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Abusos e amadorismo da mídia para cobrir as truculências da Polícia Federal, por Luis Nassif

Paula Cesarino Costa é uma ombudsman à altura dos melhores que a precederam, como Marcelo Beraba e Mário Magalhães.

Sua crítica de hoje, ao espaço dado às operações policiais contra Universidades, permite levantar uma característica não muito nova, mas que se estratificou nos últimos anos: a incapacidade dos jornais de se renovarem. Nos programas de qualidade existe o método PDCA, ou Planejar, Fazer, Checar e Agir. Trata-se do bê-a-bá da qualidade.

Os jornais, que tratam a questões da eficiência, da qualidade como palavras mágicas, são incapazes de reavaliar procedimentos básicos. No caso, como se comportar ante uma denúncia da polícia.

Desde o caso Escola Base já se sabia do risco de se fiar na palavra de um delegado - ou de um procurador, ou de um juiz, ou de um repórter quando acha que conseguiu o grande furo.

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Pitaco da carapuça

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A rejeição da especulação financeira pela China, por J. Carlos de Assis

A rejeição da especulação financeira pela China

por J. Carlos de Assis

A prostituta da liberdade de imprensa no Brasil, que tem se dedicado agora a atacar a suposta falta de credibilidade das redes sociais, não se dignou informar à sociedade brasileira sobre as decisões de extrema relevância adotadas pelo 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, que estabeleceu os rumos para a China até 2035 e 2049. Talvez a Rede Globo ache que a segunda economia no mundo, caminhando celeremente para o primeiro lugar, não merece ser acompanhada pelos brasileiros, não obstante sejamos seu primeiro parceiro comercial.

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O duro acerto de contas da mídia com ela mesma, por Luis Nassif

Fala-se muito na ausência de Estadistas nos diversos poderes da República e nos diversos partidos políticos. Por tal, definem-se aquelas pessoas com visão clara sobre um futuro incerto, que se propõem a construir as bases para a nova era, desviando-se das armadilhas do curto prazo.

Faltou Estadista na mídia.

Ontem, dois diretores de redação procederam a uma autocrítica tardia dos abusos cometidos na Lava Jato. Admitiram que foram a reboque dos vazamentos, que assassinaram reputações de inocentes e que não cumpriram o papel de filtros da informação.

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Os ataques injustos a Janot, por Luis Nassif

Enquanto foi fonte e o alvo era o PT, todos os pecados eram perdoados para Rodrigo Janot, o ex-Procurador Geral da República, inclusive o de ajudar a colocar no poder uma organização criminosa.

Quando ainda era fonte e os alvos se diversificaram, o Estadão passou a criticá-lo nos editoriais, mas os repórteres a dar espaço para os vazamentos.

Janot, o superpoderoso, permitiu-se até manobras baixas contra sua adversária Raquel Dodge, em uma armação no Conselho Superior do Ministério Público, para apresentá-la como adversária da Lava Jato, da qual foram cúmplices todos os jornalistas receptadores das informações vazadas.

Agora que Janot é ex, todos os ataques são permitidos.

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O obscuro controle sobre a mídia no Brasil, por Patrícia Cornils

Além de muito concentrada, propriedade sobre meios de comunicação está oculta. Há agora um esforço sistemático para abrir a caixa preta. Vale conhecê-lo

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no Outras Palavras

O obscuro controle sobre a mídia no Brasil

por Patrícia Cornils

Quem são os donos das tevês, das rádios, dos jornais e dos sites pelos quais nos informamos? Quem, em última instância, controla uma fatia importante das notícias que chegam até os brasileiros e brasileiras? Para responder a esta pergunta, a Repórteres Sem Fronteiras realiza, desde 2015, um projeto chamado Media Ownership Monitor (MOM), ou Monitoramento da Propriedade da Mídia. A partir de dados de audiência, a pesquisa mapeia quais são os principais veículos impressos, online, rádios e tevês do país. Busca as empresas que os controlam. E quem são os donos dessas empresas, que outros negócios possuem, que relações políticas têm. No Brasil, a pesquisa foi feita pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

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Os holofotes do Estadão miram presidente do TRF-4

Jornal GGN – O cerco da grande mídia continua firme e forte. Desta vez, o Estadão jogou holofotes no presidente do TRF-4, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. E colocou na pauta do domingo um gostinho de sentença anunciada de Lula em segunda instância.

O poder dos holofotes é grande. Poucos conseguem manter a necessária distância para se tornarem, efetivamente, representantes de um poder no Brasil. Vide atuação do Judiciário até aqui: juiz de piso Sérgio Moro, procuradores federais da força tarefa da Lava Jato. Aponte um que conseguiu manter a compostura do cargo e da função longe do brilho falso da mídia.

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Em defesa da Venezuela, por Boaventura Sousa Santos

no Publico.pt

Em defesa da Venezuela

Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela.

por Boaventura Sousa Santos

A Venezuela vive um dos momentos mais críticos da sua história. Acompanho crítica e solidariamente a revolução bolivariana desde o início. As conquistas sociais das últimas duas décadas são indiscutíveis. Para o provar basta consultar o relatório da ONU de 2016 sobre a evolução do índice de desenvolvimento humano. Diz o relatório: “O índice de desenvolvimento humano (IDH) da Venezuela em 2015 foi de 0.767 — o que colocou o país na categoria de elevado desenvolvimento humano —, posicionando-o em 71.º de entre 188 países e territórios. Tal classificação é partilhada com a Turquia.” De 1990 a 2015, o IDH da Venezuela aumentou de 0.634 para 0.767, um aumento de 20.9%. Entre 1990 e 2015, a esperança de vida ao nascer subiu 4,6 anos, o período médio de escolaridade aumentou 4,8 anos e os anos de escolaridade média geral aumentaram 3,8 anos. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita aumentou cerca de 5,4% entre 1990 e 2015. De notar que estes progressos foram obtidos em democracia, apenas momentaneamente interrompida pela tentativa de golpe de Estado em 2002 protagonizada pela oposição com o apoio ativo dos EUA.

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