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Ivan Marx

Janot coloca sob suspeita a Câmara contra a Corrupção do MPF, por Luís Nassif

Há meses, se sabia que Miller recebera uma proposta para trabalhar na Trench, Rossi & Watanabe. Na própria Procuradoria Geral da República a decisão foi encarada como uma traição ao Ministério Público Federal.

Mal formalizou sua saída do MPF, Miller participou do acordo de leniência da JBS, como advogado do grupo.

Agora, o PGR Rodrigo Janot pretende criminalizar a atuação de Miller. E, com a sutileza de um macaco em loja de louças, cria um problema enorme para o próprio MPF. Acompanhe o raciocínio.

Jogando nas duas pontas, como procurador, antes, e como advogado, depois, que crimes Miller pode ter cometido?

Opção 1 - Acesso a informações privilegiadas, não é crime. Ao advogado de defesa é facultado o acesso a todas as provas e acusações contra o réu. Pode-se condenar moralmente Miller, mas até aí não tem sinal de crime. Essa condição impede apenas o juiz de julgar, não um ex-procurador de mudar de lado e defender o réu processado. Trata-se de questão ética, mas não criminal. Leia mais »

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Nassif: Xadrez das caçadas do rinoceronte por Sérgio Moro

Cena 1 – as caçadas de Pedrinho e de Sérgio Moro

A história é de Monteiro Lobato no seu clássico “As Caçadas de Pedrinho”.

O rinoceronte foge do circo e se embrenha no mato. Cria-se um pânico geral e é montada uma força tarefa para caçar o rinoceronte. Em pouco tempo, a força tem centenas de homens nas mais variadas funções. Instala centrais telefônicas, de telégrafo para seus membros de comunicarem.

Por fim, descobrem o rinoceronte vivendo placidamente no sítio do Pica Pau Amarelo. Toca então negociar com a dona do sítio, dona Benta, com a intermediação da boneca Emília.

Decidem deixar o bicho por lá, mas com a condição de se manter o caso sob sigilo. Se soubessem que o rinoceronte estava em paz, o governo teria que desmontar toda a força tarefa criada. Leia mais »

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Depois de Moro, é a vez de Janot ser exposto por delação sem prova contra Lula

Foto: Lula Marques/Agência PT

Jornal GGN - Depois de Sergio Moro ter sido exposto por usar delação sem provas para condenar o ex- tesoureiro do PT João Vaccari Neto, é a vez do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter o trabalho de sua equipe especializada em Lava Jato questionado. Isso porque a PGR teria firmado um acordo de cooperação frágil com Delcídio do Amaral, apenas porque o ex-senador citou Lula.

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Ivan Marx: "Contra o chefe da organização criminosa (Lula), não esperem provas"

Para procurador que ratificou a denúncia de Janot contra Lula, "Delcídio do Amaral não exercia a chefia do esquema criminoso. E, pelo menos nessa atividade de obstruir as investigações, Delcídio aponta Lula como sendo o chefe. (...) A narrativa de Delcídio se demonstrou clara, plausível"

Jornal GGN - Ao ratificar e aditar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Lula e mais seis na Lava Jato, o procurador Ivan Marx escreveu que a delação de Delcídio do Amaral é "confiável", e que contra o ex-presidente petista não há de se esperar prova material de que tenha ordenado a compra do silêncio do delator Nestor Cerveró, porque um "chefe de organização criminosa" sempre está na "penumbra".

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Anastasia entrega hoje relatório do impeachment de Dilma

Jornal GGN - A comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff retoma os trabalhos nesta terça (2), às 12h, com a apresentação do relatório final de Antonio Anastasia (PSDB). Durante a reunião, deve ser feita apenas a leitura do documento, ficando a discussão e a votação para quinta (4). O PT, PDT, PCdoB e Rede, no entanto, devem apresentar votos em separado.

O relatório de Anastasia admite que existem elementos suficientes para que Dilma vá a julgamento. A previsão é de que sejam apresentados dois votos em separado, ou seja, com conclusões diferentes das apresentadas pelo relator.

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