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Keppel Fels

No governo FHC era só uma "propininha" na Petrobras, indica Folha de S. Paulo

 

Jornal GGN - Lava Jato vai deixando 2017 sem que nenhum jornal da grande mídia tenha coragem de expor a blindagem que a força-tarefa de Curitiba, especialmente, impôs ao tucanato e seus aliados. Prova disso é a reportagem da Folha desta quarta (27) sobre um acordo do Keppel Fels com autoridades dos EUA, Cingapura e Brasil, no qual o estaleiro admitiu que pagou propina a executivos da Petrobras ainda no governo FHC, mas sem detalhes.

Folha aproveitou os primeiros parágrafos (os mais importantes, dentro das regras do jornalismo) não para dizer que esta não é a primeira vez que há denúncias de "suborno" no governo tucano sem notícia de investigação, nem para problematizar o fato de que, mais uma vez, não houve interesse em aprofundar as acusações no acordo. Não. O jornal se preocupou em fazer uma distinção entre quem roubou mais e quem roubou menos, frisando que o pixuleco sob FHC era um trocado, uma mixaria, propininha, valor muito inferior ao que o estaleiro afirma ter pago durante os governos do PT.

Para fixar bem na memória do leitor, Folha fez esta anotação não uma, mas duas vezes: 

 

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Dilma refuta acusações em delação publicada pelo O Globo

 
Jornal GGN - Por meio de nota, a assessoria da presidente Dilma Rousseff rebateu acusações contidas reportagem do O Globo, afirmando que elas são "mentirosas e levianas". Na matéria "Delator diz que pagou US$ 4,5 milhões em caixa 2 para campanha de Dilma", o jornal diz que Zwi Skornicki, representante do estaleiro Keppel Fels, contou em sua delação premiada que João Vaccari Neto teria pedido US$ 4,5 milhões para a campanha de reeleição de Dilma, em 2014. 
 
Dilma refuta a insunuação de que teria conhecimento do pedido. A nota diz que é "público e notório" que o tesoureiro da campanha de 2014 foi Edinho Silva, ex-ministro, que era quem tratava da arrecadação da campanha. Ainda afirma que todas as doações foram legais e que estão na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Leia mais abaixo:
 
Nota à imprensa
 
A respeito da reportagem "Delator diz que pagou US$ 4,5 milhões em caixa 2 para campanha de Dilma", publicada pelo 'Globo On Line', na noite desta quarta-feira, 8 de junho, a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff esclarece:
 
São mentirosas e levianas as acusações lançadas, mais uma vez com base em delações vazadas seletivamente e publicadas pelo jornal 'O Globo', tratando de doações para a campanha da reeleição. Mais uma vez, o jornal sequer teve a dignidade de procurar esta assessoria para esclarecimentos.

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Lava Jato poupou as estrangeiras, por Janio de Freitas

Da Folha de S. Paulo

Jatos desiguais

Por Janio de Freitas

Uma busca preliminar no que sucedeu desde a "Operação Juízo Final", criada há um ano para a prisão de dirigentes de empreiteiras, faz mais do que surpreender. E, dadas as indagações que suscita, clama por uma reflexão sobre as características não difundidas da Lava Jato e seus efeitos presentes e futuros.

Menos de uma semana depois daquela decisão que elevou o juiz Sergio Moro às culminâncias do prestígio, dava-se outro fato determinante na Lava Jato. Ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco assinava, em 19 de novembro, o acordo de delação premiada. Sua advogada era Beatriz Catta Preta, que mais tarde abandonaria os seus clientes, invocando ameaças recebidas. Ela e um batalhão de 14 procuradores e delegados da Polícia Federal assinaram o acordo.

Catta Preta já conduzira acordo semelhante para Julio Camargo. Sem vínculo com a Petrobras, esse lobista chegou a uma posição de destaque no noticiário da Lava Jato a partir da confissão de que ganhou muito dinheiro fazendo, em transações com dirigentes da estatal, a intermediação para as contratações da coreana Samsung e da japonesa Mitsui.

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