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sergio moro juiz de piso

Todos sabem sobre Lula, por Henrique Fontana

Foto Pedro Ladeira - Folha

Todos sabem sobre Lula

por Henrique Fontana

A sociedade brasileira acompanha com certa apreensão e expectativa o desfecho de uma história de arbitrariedades naturalizadas ao longo dos últimos anos. Com frequência ouvimos pelo Brasil perguntarem, “será que ‘eles’ vão deixar o Lula concorrer ou vão condená-lo, prendê-lo?” Todos sabem que o que pesa sobre Lula é uma decisão política e não jurídica, coordenada pelos mesmos atores que comandaram o impeachment fraudulento da presidenta Dilma Rousseff.

Todos sabem, em um evidente jogo que mistura silêncios, omissões, dissimulações, manipulações e medidas de exceção, que o destino de Lula não depende de provas ou de crimes, mas da estratégia que elites conservadoras traçam em luxuosos escritórios da avenida Paulista. A supressão do Estado Democrático de Direito, e do devido processo legal, à revelia da Constituição Federal e sob o silêncio do Supremo Tribunal Federal, em todo é revelado pela estranha celeridade do julgamento do processo de Lula, marcado em prazo recorde para o período de férias, pré-carnaval, com menos de um terço do tempo médio dos processos julgados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O mesmo tribunal, vejam, que está há 12 anos analisando o recurso do senador do PSDB, Eduardo Azeredo, condenado em primeira instância.

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Exclusivo: Tacla Durán x Sergio Moro - Zucolotto apaga os rastros

Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, um vídeo de Joaquim de Carvalho, analisando declarações de Tacla Durán, na CPMI, que envolvem o primeiro amigo de Moro, Zucolotto e suas ações como advogado de ligação. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.
 
 
Jornal GGN - Na série especial "A indústria da delação premiada", uma parceria entre Jornal GGN e DCM", Joaquim de Carvalho aborda o depoimento de Rodrigo Tacla Durán na CPMI do Congresso. O advogado, que Sergio Moro quer esquecer que existe, dá as coordenadas para a Comissão da atuação de Zucolotto, primeiro amigo do juiz de piso. 
 
Tacla Durán, na CPMI, relatou episódios envolvendo Zucolotto, situações graves que merecem uma investigação cuidadosa, pois que configuram crime. 
 
Joaquim relata parte de sua conversa com Tacla Durán, em Madri, que dá corpo às declarações na CPMI.
 
Veja o vídeo a seguir.
 

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O incansável lobby de Rosângela Moro a favor de APAEs

 
Jornal GGN - O tema é controverso e a figura que encabeça o lobby mais ainda: Rosângela Wolff Moro, mulher do juiz de piso Sergio Moro. Ela luta pela aprovação do PL 22/2017, que cria um 'fundo de reserva' nas parcerias entre administração pública e organizações da sociedade civil. Segundo consta, o fundo seria utilizado 'para atender a situações emergenciais, imprevistas ou imprevisíveis'. 
 
O projeto foi protocolado a pedido de representantes das APAEs e, entre eles, Rosângela Moro, que é a procuradora jurídica da Fenapaes (Federação Nacional das Associações). Segundo esses atores, os atrasos nos repasses prejudicam a saúde financeira das instituições. O lobby valeu e a matéria está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça.

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Os Reitores e a Petrobrás, por José Augusto Ribeiro

Os Reitores e a Petrobrás

por José Augusto Ribeiro

Foi pelo blog do Nassif – não pela grande mídia dos jornais e da TVs - que tomei conhecimento do triste episódio da condução coercitiva do Reitor Jaime Arturo Rodrigues, da Vice-Reitora Sandra Goulart de Almeida e de outros professores da Universidade Federal de Minas Gerais.  Não é pela grande mídia, é  pelo blog do Nassif e por outros blogs – principalmente Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e Leonardo Attuch, do 247 – que tomo conhecimento dos protestos contra essa brutalidade.

A  condução do Reitor da UFMG foi tão silenciada na grande mídia quanto as circunstâncias do suicídio do também Reitor Luís Carlos Cancellier, da Universidade de Santa Catarina. No caso de Cancellier, houve grande alarido quando  se contou e mostrou na TV o espetáculo  da verdadeira operação de guerra planejada e executada para desmontar o que apresentaram como um grande esquema criminoso e afinal não pariu nem um rato. Depois do suicídio, silêncio. No caso da UFMG, idem, silêncio desde o início.

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Sérgio Moro, um juiz de piso pequeno e pouco afeito a contestações, por Eugênio Aragão

Sérgio Moro, um juiz de piso pequeno e pouco afeito a contestações

por Eugênio José Guilherme de Aragão

Disse o Sérgio Moro de sempre, diante de um comentário do ex-presidente Lula sobre os desmandos da justiça, que não debateria “publicamente com pessoas condenadas por crimes”.

É a cara dele. Acha-se no direito de tecer comentários sobre tudo e sobre todos, projetando-se indevidamente numa arena que não pode ser sua como magistrado, a política. Mas, quando é confrontado politicamente, coloca o rabo entre as pernas e se escuda brandindo uma autoridade de que carece, pois argumentos não tem. Só sabe repetir sua insossa ladainha moralista de “combate à corrupção”. Gosta de falar sem ser contrariado, de preferência de seu pódio majestático de juiz de província na sala de audiências. Lá ele corta a palavra, censura, ameaça e admoesta.

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Lava Jato manipula perícia do sistema Odebrecht, apresentando apenas 2 HDs

A informação de que o Ministério Público Federal (MPF) pediu, finalmente, a perícia no sistema Drousys da Odebrecht (que registrava todas as operação do Departamentyo de Operações Estruturadas) contém duas omissões:

Y 1. O pedido só foi feito depois que a CPI da JBS deu todas as informações relevantes sobre o sistema.

2. A perícia será feita em cima de dois HDs e um pen drive, que seriam os equipamentos enviados pela Justiça Suíça.

Só um completo jejuno em informática imaginaria que um sistema complexo como o Drousys, que registrou milhares de transações, movimento bilhões de dólares, caberia em dois HDs e um pen drive. O sistema completo tinha vários servidores. É impossível que o conteúdo coubesse em dois HDs e um pen drive.

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Exclusivo: Lava Jato simulou acordo de delação com Tacla Durán usando conta inativa de paraíso fiscal

Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, os principais documentos que consubstanciam as denúncias do advogado Tacla Duran contra a indústria da delação premiada. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.

As acusações do advogado Tacla Duran contra a Lava Jato se fundamentam em três documentos

O primeiro, no print das telas do celular, com a suposta conversa com o advogado Carlos Zucolotto Junior, melhor amigo de Sérgio Moro e sócio de Rosângela Moro em escritório de advocacia. Leia mais »

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O que Tacla Durán disse na CPMI que precisa ser aprofundado, por Joaquim de Carvalho

Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, uma análise de Joaquim de Carvalho do depoimento de Tacla Durán à CPMI da JBS. O depoimento durou 4 horas e o alcance das declarações uma bomba no coração da Lava Jato. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.

O que Tacla Durán disse na CPI que precisa ser aprofundado

por Joaquim de Carvalho

O depoimento do advogado Rodrigo Tacla Durán à CPMI da J&F durou três horas e 54 minutos, entre a manhã e o início da tarde de hoje. Durante pelo menos quatro horas, seu nome foi um dos assuntos mais comentados do Twitter, segundo o ranking da rede social, o Trends Topics. Mas, para quem acompanha o noticiário nacional pela velha mídia, é como se esse depoimento não tivesse existido.

Tacla Durán prestou serviços a duas empreiteiras investigadas pela Lava Jato, a UTC e a Odebrecht, mas não houve veículo da grande imprensa interessado em registrar o que ele disse. Por quê? Porque Tacla Durán nada contra a corrente e contesta a narrativa predominante de que Sergio Moro e os procuradores da república da Lava Jato são heróis, na batalha contra a corrupção.

Dar-lhe voz é contribuir para destruir mitos e, com isso, desmascarar a farsa da operação, que até aqui produziu como resultado mais expressivo o golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

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Exclusivo: Janot juntou extratos bancários falsos na denúncia contra Temer, por Joaquim de Carvalho

Nova postagem da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM. Outras matérias da série podem ser vistas aqui.

Exclusivo: Janot juntou extratos bancários falsos na denúncia contra Temer

por Joaquim de Carvalho

Há muitas maneiras de demonstrar que Michel Temer comandava um esquema de corrupção a partir do controle que tem sobre a Câmara dos Deputados — as fotos de dinheiro no apartamento de Geddel Vieira Lima e as imagens de Rodrigo Rocha Loures carregando mala com propina são eloquentes.

Mas, na denúncia criminal de 245 páginas apresentada por Rodrigo Janot, uma das provas juntadas não resiste a uma perícia.

São dois extratos bancários do Meinl Bank, que aparecem nas páginas 75 e 77 da denúncia apresentada por Janot, com a transferência de 3,3 milhões de dólares, que supostamente seriam destinados ao esquema de Michel Temer, por conta de contratos com a Petrobras.

No primeiro extrato, aparece uma transferência de 1 milhão de dólares da offshore Trident para a espanhola GVTEL, de Rodrigo Tacla Durán, em setembro de 2011. Trident era uma das offshores usadas pela Odebrecht através da movimentação bancária do Meinl.

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A inconcebível condenação do ex-presidente Lula e por um MP menos punitivista, por Afrânio Silva Jardim

do Empório do Direito

A inconcebível condenação do ex-presidente Lula e por um Ministério Público menos punitivista. Três reflexões em forma de crônicas

por Afrânio Silva Jardim

1) A CONDENAÇÃO DO EX-PRESIDENTE LULA É TECNICAMENTE INSUSTENTÁVEL. 

Não deixemos que o tempo nos faça esquecer. Não deixemos que o tempo nos torne resignados. Não deixemos que o tempo nos atropele. 

Depois de diversas atividades acadêmicas e de algumas viagens pelo país, retornei à leitura dos trabalhos doutrinários e teóricos que compõem o excelente livro “Comentários a uma sentença anunciada. O processo Lula”. 

Já estou no final e ainda não enfartei!!! 

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Em protesto contra Moro, procuradores se retiram de evento

Jornal GGN – No Congresso Nacional de procuradores municipais, Sergio Moro, juiz de piso em Curitiba, era a estrela. Mas não agradou. Um grupo de procuradores municipais se recusou a participar do evento, nesta terça, dia 21, na cidade da Lava Jato. Quando ele foi confirmado, 72 procuradores municipais assinaram nota para manifestar sua insatisfação. O presidente da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM) não tomou nenhuma providência. Procuradores se levantaram e saíram do evento.

O grupo que saiu do evento era formado por 25 procuradores dentre os tantos que não endossaram o convite da Associação. Eles pretendiam um protesto silencioso, mas com faixas. Como as faixas foram confiscadas, o protesto foi um pouco mais barulhento. Sem faixas, a voz do descontentamento se fez ouvir. No meio dos aplausos, foi possível ouvir vaias e gritos de ‘vergonha’, quando o juiz de piso era mencionado.

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Exclusivo: O caso João Santana e o advogado irmão do procurador, por Luis Nassif

Na oitava postagem da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, a dissecação das delações premiadas de João Santana e Mônica Moura apoiadas por advogados ligados à Lava Jato, que são exemplos de uma atuação marcada pela dúvida. As outras matérias da série podem ser vistas aqui.

Na Lava Jato, a indústria da delação premiada consagrou um novo tipo de especialidade advocatícia, muito bem remunerada, tendo algumas características bastante específicas: o advogado vale tanto quanto pesam suas relações pessoais junto à força tarefa da Lava Jato.

Tudo isso se deveu à falta de regulação do instrumento, que acabou conferindo um poder excepcional ao juiz Sérgio Moro e aos procuradores, sem nenhuma contrapartida em accountability.

Aliás, a Lava Jato tem obrigado – meritoriamente – as empresas condenadas a aceitar regras de compliance. Mas a própria operação não passaria em nenhum teste de transparência.

Juiz e procuradores definem o que é relevante ou não na delação, para ter direito à redução de pena e de multa, à liberação de recursos bloqueados e até a fazer vista grossa a contas mantidas no exterior. E, qualquer tentativa de submeter esse poder a um mínimo de controle é tratada com alarido e como tentativa de atrapalhar a luta contra a corrupção.

De repente, advogados sem nenhuma experiência na área penal tornaram-se requisitados e pagos a preço de ouro. E sendo regiamente remunerados por acordos fechados com seus conhecidos da Lava Jato.

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A tragédia do reitor e a de todos nós, por Reginaldo Moraes

Não nos iludamos, esse não é um confronto judicial, é um confronto político. Como se pode cortar as asas desses torturadores de novo tipo, esse Doi-Codi da ‘democracia’? Uma outra ‘redemocratização’ é necessária (Foto Charles Guerra/RBS)

do Brasil Debate

A tragédia do reitor e a de todos nós

por Reginaldo Moraes

Em meados de 2013, um ano antes do deslanche da Lava Jato, o assim chamado juiz Moro julgou outro processo, ou melhor, um outro evento político mal-travestido de judicial, a operação Agro-Fantasma. Sob alegação de irregularidades no Programa de Aquisição Alimentar, um grande numero de agricultores familiares foram presos. Mas foram declarados inocentes agora, em 2017. Fez-se a justiça, dirão alguns. Será? Afinal, com esses 4 anos de martírio, o processo mambembe destruiu a vida deles e sabotou o próprio programa.

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As delações premiadas, por GGN e DCM

Esta reportagem é a primeira da série financiada através de um crowdfunding feito em parceria entre o Jornal GGN e o DCM. Outras virão. Obrigado pelo apoio. Fique ligado.

Exclusivo: Livro de Tacla Duran revela os subterrâneos da delação premiada na Lava Jato

O instituto da delação premiada é recente na história do direito penal brasileiro. E passou a ser utilizado exaustivamente na Operação Lava Jato.

Como deuses ex-machina, procuradores e juiz passaram a ter poder total sobre o futuro dos réus. O poder de fixar penas, de abrandá-las, de impor multas pesadíssimas ou irrisórias, de confiscar dinheiro ou de liberá-los, segundo critérios pessoais, indevassáveis. E contando com o apoio maciço da mídia tradicional.

Em torno do tema corrupção, criou-se uma indústria riquíssima para a advocacia, seja nos trabalhos mais sofisticados de compliance nas empresas ou no trabalho mais tosco de orientar uma delação. Especialmente em uma operação em que um mero diretor da Petrobras tinha acumulado contas de mais de uma centena de milhões de dólares no exterior.

Nesse universo pouco transparente, o vazamento do livro que está sendo escrito por Rodrigo Tacla Duran foi uma bomba. Nele, Duran denunciava uma proposta que lhe teria sido feita por advogado estreitamente ligado ao juiz Sergio Moro.

No primeiro capítulo da série, traremos um resumo do livro de Tacla Duran, com a ressalva de que se trata de uma visão parcial dele, em sua própria defesa.

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Moro não aceita que acusação sobre recibos seja rebatida

Jornal GGN – Depois da resposta do Hospital Sírio Libanês, de que o advogado Roberto Teixeira não visitou Glaucos quando de sua internação, o juiz de piso Sergio Moro extrapolou de sua função de juiz julgador e se transformou em investigador, já que não houve provocação do Ministério Público.

O desmentido em questão é sua reação diante do ofício do hospital em resposta ao que disse o candidato a delator. Moro não se conforma, e bate fora do martelo da Justiça.

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