Cientistas anunciam colisão de partículas similar ao Big Bang

Por Diego Martins Torres

Viva a Física!

Finalmente o LHC conseguiu realizar a tão sonhada colisão de feixes de prótons reproduzindo o Big Bang.

Vamos esperar para mais detalhes a respeito dos resultados. Saber se as partículas previstas na teoria realmente apareceram.

Do Terra

Cientistas anunciam colisão de partículas similar ao Big Bang

Cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo (o LHC) informaram nesta terça-feira que conseguiram desencadear choques de prótons geradores de uma energia recorde, com o objetivo de recriar condições similares às do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

“Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV (tera eletron volts)”, disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), de Genebra, ao anunciar o experimento.

Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC) marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz.

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, o plano é continuar operando continuamente por 18 a 24 meses, com uma curta pausa técnica no final de 2010, disse o CERN.

De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25% do universo mas cuja existência nunca foi comprovada.

Astrônomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.

“Se conseguirmos detectar e entender a matéria escura, nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme”, disse Heuer em coletiva de imprensa no início do mês.

Com agências internacionais

http://diegomtorres.wordpress.com/2010/03/30/viva-a-fisica/

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