Homens receberam 17% mais do que mulheres em 2017, diz relatório

Da ABr

Com evolução de 2,1%, a remuneração média dos trabalhadores brasileiros subiu para R$ 2.973, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada hoje (28) pelo Ministério do Trabalho. O salário dos cerca de 46 milhões trabalhadores com empregos formais no setor público e privado, porém, mantém a discrepância de anos anteriores na divisão por gênero. 

Embora apresente um crescimento maior do que o dos homens, o salário médio feminino fechou o ano passado em R$ 2.708, enquanto o dos homens ficou em R$ 3.181. Os números representam, respectivamente, variação positiva de 1,8% e 2,6% na comparação com 2016. De acordo com o Ministério do Trabalho, em 2017 a remuneração média das mulheres era 85,1% o valor da remuneração masculina, em média.

Em outras palavras, o salário dos homens encerrou o ano passado 17,46% acima do das mulheres, representados pelos R$ 473,16 a mais pagos, em média, aos trabalhadores do sexo masculino. Os dados indicam que o rendimento está caminhando para uma menor desigualdade entre os gêneros, porém a passos lentos. Em 2016, a remuneração básica recebida pelas mulheres correspondia a 84,3% do salário dos homens. Em 2015, o valor da remuneração feminina era 83,4% o da masculina e, em 2014, 82,39%.

Divulgada anualmente para elaborar estatísticas sobre o perfil dos trabalhadores, a Rais contém informações sobre criação de empregos formais, classificação das vagas de trabalho por setor econômico, região do país e divisão em categorias como sexo, faixa etária e escolaridade. Para a remuneração, o Ministério do Trabalho já divulga dados corrigidos pela inflação relativa a dezembro de 2017.

De uma forma global, os números que foram a público nesta sexta-feira (28) indicam uma lenta recuperação no número de empregos formais, pois foram criadas 221 mil novas vagas em 2017, após perda de 3,5 milhões no estoque de vínculos trabalhistas nos dois anos anteriores. Hoje também foi divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), segundo a qual o Brasil tem 12,7 milhões de pessoas desocupadas.

 

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1 comentário

  1. E vai resolver isto com uma canetada?

    Este tipo de pauta, não pode ser resolvido com uma canetada, pelo simples motivo que com uma taxa de desemprego de 13%, nem os homens estão ganhando o que deviam, e ninguém é louco de reclamar, por que se perder o emprego, não encontra outro nunca mais. E com a reforma trabalhista, não tem choro nem nada, para funcionário insatisfeito. 

    Tem funcionários homens que não recebem aumento há 8 anos, outros que trabalham sem horas extras, sem décimo terceiro, sem registro, e muito mais. O que dizer então das mulheres. No capitalismo, dificilmente se resolve algo com canetadas em época de alto desemprego. 

    A saída é aumentar a produtividade, pois em países onde a produtividade é alta, como por exmplo o Japão, o salário mínimo é de 10 mil reais por mês, e as mulheres ganham 20 % a menos que os homens, só que ninguém reclama, porque o salário é tão alto que dá e sobra para viver, e guardar. A prova disto é que muitos brasileiros incluindo mulheres tentam ir trabalhar no Japão. 

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