Índice que apura tendência de oferta de emprego cai 3,4% em setembro

Jornal GGN – O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), que apura a tendência de oferta de empregos em todo o país, fechou o mês de setembro em queda de 3,4% na comparação com o total registrado em agosto, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador chegou 62 pontos, o menor nível da série desde que a pesquisa foi iniciada, em outubro de 2012, o que aponta continuidade da tendência de piora do mercado de trabalho nos próximos meses: quanto menor a pontuação em relação a 100, maior é a tendência de queda da oferta de emprego.

De acordo com os dados divulgados, os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os que medem a situação atual dos negócios para os próximos seis meses em dois setores: no de serviços, com queda de 5,6%, e na indústria, com variações de -4,1%. Os dados mostram que percepção de negócios do empresário está se deteriorando, o que provoca demissões. Em razão disso, segundo a FGV, o trabalhador de menor renda está sendo o mais afetado, já que o maior contingente de trabalhadores atua na área de serviços, e, em menor escala, na indústria.

“O IAEmp de setembro piorou em todas as dimensões captadas pelas sondagens, tanto da indústria e dos serviços como do lado do consumidor, indicando que a deterioração da economia é generalizada e, portanto, a piora do emprego deve perdurar nos próximos meses”, afirma Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV/IBRE.

A FGV apurou também variação do Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que voltou a subir em setembro (3,5%), depois de recuar 1,4% em agosto. O ICD, que mostra que o desemprego deve voltar a subir nos próximos meses, se baseia na percepção dos consumidores (e não das empresas) em relação ao mercado de trabalho.

As classes que mais contribuíram para o crescimento do ICD em setembro foram as seguintes: de um lado, os consumidores com renda até R$ 2.100,00, cujo índice variou 3,2%; do outro, a dos que possuem renda superior a R$ 9.600,00, com variação de 5%. Ainda segundo Moura, “o ICD, confirma que o desemprego deve continuar sua escalada em setembro, com a piora da percepção do mercado de trabalho em todas as faixas de renda, com destaque para aqueles situados nas faixas de renda mais baixa e mais elevada”.

 

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