O choque de realidade sofrido pelos jornalistas demitidos, por Marcelo Migliaccio

Do Conexão Jornalismo

A demissão de jornalistas e o choque de realidade – por Marcelo Migliaccio

Um dia após o passaralho de dezenas (talvez centenas) de jornalistas na Redação do Grupo Globo, o tema ainda reverbera forte nas redes sociais e entre jornalistas. Repórter com larga experiência em vários jornais do país, Marcelo Migliaccio faz uma análise dura, porém realista, do quanto a perda do emprego provoca em significativa parcela do universo profissional que, não raro, confunde o cargo, o posto alcançado, a ascensão profissional, com a própria personalidade. O choque de realidade que espera alguns daqueles que perderam seus empregos, e ingenuamente se deixaram confundir, pode parecer duro, mas se transformará necessariamente em um grande aprendizado. Leia o artigo.

Por Marcelo Migliaccio

A demissão é um choque de realidade. Você passa centenas, milhares de manhãs, tardes, noites e até madrugadas enfurnado numa redação tensa e claustrofóbica. Perde os melhores momentos da infância de seus filhos equilibrando-se sobre um tapete que seus amigos virtuais puxam dissimuladamente, dando-lhe tapinhas nas costas toda segunda-feira e perguntando como foi o fim de semana.

Não importava pra você se o jornal em que você trabalhava apoiou dois golpes de estado e só desistiu na última hora de liderar o terceiro porque ia pegar muito mal. Sentindo-se parte daquela família, você relativizava toda a sacanagem. O que queria mesmo era poder entrar num shopping sábado à tarde e posar de classe dominante. Sim, você era o rei do supermercado, carteira cheia, empáfia, carrinho abarrotado. Venci, você pensava, com cuidado para o seu orgulho besta não dar na vista. 
Parecia até que era dono de alguma coisa além da sua força de trabalho. Sim, você confundiu tudo: uma coisa é o patrão, o dono da parada, a outra é você, o empregado, peça descartável como aquele faxineiro que coloca papel higiênico nos banheiros da redação. A culpa não é sua, qualquer um ficaria inebriado. Sei, seus textos são ótimos, nesses anos você fez isso e aquilo, entrevistou grandes astros, ministros, até presidentes. Mas isso tudo e nada para o manda-chuva é a mesma coisa. Seu belo currículo não resistiu à tesoura de um tecnocrata e Prêmio Esso não tem valor em nenhuma padaria da cidade.

Leia também:  Bolsonaro foi responsável por 58% dos ataques recebidos pela imprensa em 2019

Você ontem caiu das nuvens (bem, é melhor do que cair do segundo andar). Pelos seus anos de dedicação e suor, recebeu um rotundo pontapé no traseiro. Agora, ninguém vai mais convidar o “Fulano do Jornal Tal” para um almoço grátis. Porque o convidado na verdade era o Jornal Tal e não o Fulano. Entradas para teatro e cinema? Esqueça. Daqui em diante, ou você paga o ingresso ou fica na calçada da infâmia.

Não, amigo, você não é classe dominante, mesmo que tenha defendido os ideais dos seus patrões com unhas e dentes e a maior convicção do mundo. Suas ideias neoliberais talvez não façam mais sentido a partir de hoje. Será preciso encarar os vizinhos sem aquele poderoso crachá no peito. É hora de engolir o orgulho. Tem um gosto meio amargo, mas você consegue.

Marcelo Migliaccio é jornalista com passagens nos principais jornais do país

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89 comentários

  1. Como? Entradas gratuitas para

    Como? Entradas gratuitas para teatro e cinema? É isso mesmo? O jornal e ele se mereciam. Só que o jornal foi o primeiro a dar o pontapé. O texto é um atestado da falta de ética, do início ao fim. 

  2. A verdade é que esse pessoal

    A verdade é que esse pessoal contribuiu muito e muito pela disseminação do sentimento de pessimismo que se assomou e se espalhou pelo pais. A crise é principalmente internacional. A brasileira foi sendo – à exaustão – paulatinamente, construída pela imprensa associada aos políticos do quanto pior melhor, do “sangrar” o governo, o país e tudo apenas pelo poder. 

  3. É isso aí

    E os que estão lá, quando acordam? Quando deixam de ser bandidos a serviço do patrão bandido? As vezes vejo as manchetes do jornal estado de minas e me escandalizo de que quem faz aquilo não é o dono do jornal, seria natural, mas um jornalista, um profissinal com muitos recursos mas entregue ao que de pior existe. Triste.

    Não precisam nem receber a ordem “esconda a denúncia contra o aécio” porque já o fazem naturalmente. Dá para entender? E são jornalista. Acreditem: eles acreditam no que fazem. Viraram lixo.

     

    • Exatamente pela mesma razão

      Exatamente pela mesma razão pela qual, por exemplo, motoristas se arriscam no trânsito: “não vai acontecer comigo”. O motorista que comete imprudências no trânsito, faz porque acha que acidentes acontecem com os outros e não com ele.

      Da mesma forma, “eu sou indispensável”, até a hora em que não é mais. Mas daí já é tarde.

  4.  
    O texto vale para

     

    O texto vale para praticamente toda a classe média brasileira, serve até para a classe média novata.

    • Na mosca!
      Algumas pessoas e

      Na mosca!

      Algumas pessoas e eu fizemos isso na eleição de Dilma, já estavamos p….. da vida, chegamos a considerar tudo perdido, ao ver amigos que trabalhavam totalmente ligados ao Estado, com esse discurssinho descarado da Mídia. Fomos para cima confrontando suas vidas, foi ai que deu certo com vários.

      Não tenho sague de barata para agüentar ver f…….que viviam amontoados 03 geracões em uma casa, muitas vezes 3 famílias, com a maoria dos adultos desempregada. Era assim que vivia a nossa classe media antes de Lula. Agora arrotam as baboseiras do PSDB, como vitoriosos.

      Espero que PSDB os deixe usufruir bem suas COMPETÊNCIAS, porque eu, mesmo que esteja tão f…… qto eles estarão, não  terei pena em esfregar-lhes na cara.

  5. Agora serão blogueiros pró-Dilma?

    Bom, no PIG eles defendem a ideologia do patrão em troca de um bom salário. E agora? Se o governo pagar bem, eles passarão a defendê-lo???

  6. O FDP do PiG já substitui você.

    Esqueceu de dizer que com a invenção do FDP do PiG, um estagiário irá substituí-lo com facilidade, ganhando muito menos. Este é o problema de não ser profissional, qualquer um pode substituí-lo.

    http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/05/15/genial-fluxograma-para-uma-pauta-no-pig/

    http://jornalggn.com.br/fora-pauta/fdp-do-pig-continuacao-por-gabriel-carvalho

    http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/06/09/quem-vai-musicar-essa-letra/

     

  7. Arrasou…

    Nossa…arrasou!!!!  Há muito que eu não lia um texto tão verdadeiro.

    O autor não precisou entupir o artigo com um monte de laudas para expressar o seu sentimento. Em poucas palavras disse tudo o que eu gostaria também de dizer.

    Parabéns, Marcelo Migliaccio. 

     

     

  8. Faz parte…

    … puxar saco, sempre acaba desse jeito; e não vem com esse que o patrão mandou! todo mal-carater, acaba na merda, quero ver agora dizer que é jornalista, e encontrar outro emprego, mesmo tendo vagas.

  9. A queda

    Enquanto isso, comemorem, aplaudam, tenham espasmos políticos partidários com o afundamento do Titapig.As centenas de profissionais demitidos da “velha mídia” conseguirão emprego na “nova mídia”? O país será melhor sem a imprensa tradicional? A ver.

  10. Idiotas, uni-vos!

    Uma pessoa que não sabe seu lugar no mundo, para mim, é apenas um idiota.

    São a maioria…como o texto exemplifica.

    Fica a pergunta, se não o fossem, seriam contratados lá no início ou O Patrão só contrata idiotas que sabem escrever?

     

    O texto alivia a barra dos idiotas por serem idiotas no momento em que eles se dão conta de que são mesmo idiotas.

    Se não se dão conta, é porque além de idiotas, são burros!

     

    • Perfeito!
      Athos, nem sempre concordo com vc, mas isso aqui “O texto alivia a barra dos idiotas por serem idiotas no momento em que eles se dão conta de que são mesmo idiotas. Se não se dão conta, é porque além de idiotas, são burros!” arrancou aplausos aqui em casa. Não desejo a demissão a ninguém mas “Agora, ninguém vai mais convidar o “Fulano do Jornal Tal” para um almoço grátis. Porque o convidado na verdade era o Jornal Tal e não o Fulano. Entradas para teatro e cinema? Esqueça. Daqui em diante, ou você paga o ingresso ou fica na calçada da infâmia.” tornou dificil me solidarizar com a situação dos jornalistas.

  11. Toda unanimidade é burra.

    Toda unanimidade é burra. Lamento por todos que não conheço, mas em especial por Geoges Vidor. Foi um dos dispensados.

    Gostava de ouvir o Geoges Vidor na GloboNews. Georges Vidor era o “único” analista de Economia que tinha um viés menos pessimista, menos patronal. Procurava notícias boas.

    Foi “saindo” aos poucos da grade, tal qual minha audiência. Substituído por uma jovialidade imbecil.

    • Conta Corrente

      O comentarista da gravata borboleta. Nossa! E o Guto Abranches saiu antes dele, não sei se demitido.

    • Concordo totalmente contigo.

      Concordo totalmente contigo. O Ovidor para mim também era a única voz sensata na análise econômica. A medida em que ele se afastava eu também deixava de assistir a tanta ignorância partidaria dos demais analistas.

    • Toda unanimidade é burra

      eu também, luciano gm.

      o georges vidor destoava da manada que atuava na globonews, onde às vezes dava uma espiada.

      um cabra civilizado.

    • Pena !

      Também lamento a saída do Vidor , um dos poucos que não era adepto do “discurso único” na GN. Lá, se ouvir um, ouviu todos. Colocaram duas moças no lugar, sem carisma e com aquele azedume habitual do canal. Quem diria, mas cada vez dou menos audiência para os telejornais. Pena!

       

  12. Grandes jornalistas que saem

    Grandes jornalistas que saem da redação com a pauta pronta, depois de anos de estudo. Depois do ponta pé vem com Mea Culpa.

  13. Depois de servirem à Casa Grande, agora são bucha jogada fora…

    Depois de servirem à Casa Grande, agora são bucha jogada fora…e agora, José

    Muitos de vcs foram paus mandados deste forte aparato midiático-penal que, graças ao trabalho de vcs, petiistas foram pegos  prá Cristo, lá estavam vcs atiçando a malta, entendo, vcs cumpriam ordens do patrão ..tomara que pelo menos vcs se perguntem se terá valido a pena ter servido de forma tão cega e covarde a estes escravistas…,vai ai uma música para atiçar a reflexão..,,e agora, José…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=1L9mZIxgaq0%5D

     

     

     

  14. Uns passarinho, outros

    Uns passarinho, outros passarão, alguns passaralho, achei que era patrão, me mandaram pra casa …lho (calma gente) jogar baralho.

  15. O texto eh superbo.  E adorei

    O texto eh superbo.  E adorei mais ainda a introducao aos brasileiros do cartunista da Ukrania, Vladimir Kazanevisky.  Ele eh estupendo!

  16. Gostei do texto

    Marcelo, gostei do texto, é realista e honesto. Quem já passou por isso sabe como é.

    Mas nada disso vale a pena, se apos conseguir um novo posto, volta tudo ao “normal”. “eu so o bom eu sou o gostoso”

    Em tempo, não acredito que todo o jornalista que trabalha na Globo necessariamente defenda o ponto de vista do patrão.

    O que ñão quer dizer que tenha que se comportar como um rebelde.

    • Uai, por que o PT ia mandar

      Uai, por que o PT ia mandar demitir um bando de zé ruela que não influenciam em nada? Não faz sentido. Se fosse uma Miriam Leitão, um Merdal, um Rola Bosta, aí até poderia ser. Os coxinhas são esquisitos.

  17. o chicote do rabo

    não sei porquê, mas lendo esse texto lembrei um provérbio que os antigos diziam: a língua é o chicote do rabo.

  18. “Não, amigo, você não é

    “Não, amigo, você não é classe dominante, mesmo que tenha defendido os ideais dos seus patrões com unhas e dentes e a maior convicção do mundo. Suas ideias neoliberais talvez não façam mais sentido a partir de hoje.”

    Talvez esse estúpido e sensato alerta sirva também para quem exerce outras profissões…

  19. “Pimentorum anurem outrem,

    “Pimentorum anurem outrem, refrescus est”…Diria Sófhodes em carta à Confúsio.

    Em resposta, meu sábio oriental imaginário responderia: chutar cachorro morto é fácil, meu amigo Sófhodes…mas considerando as mordidas hidrofóbicas pretéritas, dê umas bicudas por mim….

     

    • Caro Rodrigo,
      acredito que o

      Caro Rodrigo,

      acredito que o Sóphodes em sua carta a confúsio(?) teria sido:”piperis in anum eius demittit aliorum est refrigerium”. rsrsrs

  20. Todos os desempregados têm a minha solidariedade

    Senhores, não devemos tripudiar em cima das pessoas desempregadas. O desespero é muito grande, independente do valor do salário. Essas pessoas, eu sei, foram vítimas de uma visão particular de mundo e, provavelmente são, em parte, responsáveis pela disseminação do ódio que rachou em duas metades o Brasil, com uma delas criminalizando o PT por tudo de ruim que está acontecendo no país. E esse processo vai continuar, sejam quais foram as pessoas que continuarem trabalhando no PIG. Quem manda no Brasil é a famiglia Marinho e, pouquíssimas pessoas, dentre as quais o Azenha, PHA e o próprio Nassif,  têm condições e  coragem para desafiá-la. E nem todo empregado do PIG tem a postura de um Caco Barcellos, de um Janio de Freitas.

    Mas sabem porque eu não tenho coragem de ironizar a situação dos desempregados? Porque eu já fiquei desempregado duas vezes em minha vida e me lembro do meu desespero. Eu só espero que essas pessoas reflitam a respeito do mal que elas causaram ao povo brasileiro e mudem de comportamento antes que o Brasil se acabe. Porque, caso contrário, ocorrerão milhões de demissões em um futuro próximo. 

    Continuemos nossa batalha em favor do processo civilizatório, mas sem gozações com os desempregados.

     

  21. Uma perguntinha a estes jornalistas.

    Que jornalista não sabe: que a roubalheira é parte da fortuna dos seus patrões; que seus patrões prestigiaram o golpe e as torturas; que a corrupção do psdb foi muito maior e era ( ainda é) impune; que houve e está havendo condenações grotescas e escandalosas porque eles pressinaram para que elas se dêem; que o pt é só mais um tipo de vítima escolhida junto com preto, pobre ou puta; que seus jornais escondem e surrupiam boas notícias e forjam as más; que o cunha não é santo; que nunca fizeram jornalismo, etc, etc.

    Que jornalista não sabe quem é o responsável pelas milhões de mortes no mundo árabe; que eles jornalistas são cúmplices destes crimes já que os venderam aos bobos (lembram a beleza da das notícias das fantásticas e magníficas bombas “inteligentes” que iam matar “só” o tirano do iraque?); que as milhares de crianças sem escola e morrendo nas guerras cívis fabricadas com a importante matéria prima de suas “notícias” são vítimas deles jornalistas; que o “mercado”  que eles adoram como seu deus é a maior das corrupções, e de uma corrupção absoluta e assassina.

    E tudo isso rotulando com risos sarcasticos a quem não apoia nem bate palma como eles de, por exemplo, “comunistas” (ou petralhas”). Que jornalista não sabe grande parte da verdade?

    Minha admiração pelos poucos, muito poucos, que se salvam, a maioria nos blogs “sujos”.

     

  22. Não consigo ter pena

    Desculpem não consigo ter compaixão por quem considera peça descartável (e inferior) o faxineiro que coloca papel higiênico no banheiro, que serve afinal para limpar, e vive de sujar com o mesmo material que o papel higiênico limpa, a mente alheia em troca de se sentir superior.

    Desculpem não consigo ter compaixão por quem se considera superior, classe dominante, que tenha nesse país injusto, orgulho de ter dinheiro, e ainda se ache melhor por isso.

    Do que tive e tenho, que me permite alguns confortos, que desejo como direito para todos, sou grato por ter, mas confesso, tenho vergonha.

    Vergonha por ver seres humanos despossuídos, sem oportunidade de ter uma vida digna,  numa sociedade injusta, cheia de chacais e hienas e com uma pequena burguesia ególatra e oportunista, capaz de gestos asquerosos.

    Daí minha falta de compaixão, que é tão pouca com relação a jornalistas desse tipo, como em relação a essa pequena burguesia.

    Por mim, eles e seus patrões e toda essa malta burguesa podem ir para onde, do alto de suas finas formações educacionais e culturais obtidas em caras escolas privadas, costumam mandar a presidente da república, a representante maior do Brasil eleita pelo povo.

    Ou podem ter o destino que uma faixa quase non-sense, portada pelo escroque herdeiro de um falhido jornal paulista numa dessas manifestações partidárias fascistas, desejava para a Venezuela.

     

    • Faço minhas, todas as suas
      Faço minhas, todas as suas palavras. Pago até royaltes, se preciso for. Gracias!!!

    • Assino onde?

      Temos Jornalistas ótimos, pena que se destacam na mídia os piores, de tal forma que conseguiram fazer o povo pegar aversão de jornais. Expulsos de manifestações populares da direita, da esquerda e do centro (se houverem) devido aos desvios explícitos e escancarados de conduta. Concordo contigo e assino embaixo.

       

       

  23. Reclamam de que ?

      Agora irão poder trabalhar com o que sempre quiseram, pois durante anos exaltaram em seus textos, colunas, sabios conselhos, as maravilhas da flexibilização do trabalho ( desde que fosse o dos outros ), o empreendedorismo, alta dos juros, e demais pensamentos, atos e mandamentos ,exarados por seus Patrões, acreditando que o “crachá” com o nominho escrito, lhe igualava em posição e até poder, com o Patrão.

       Como agora são ingratos ao Patrão !!!!!, ele está dando a vcs. a chance de crescerem na profissão, de levarem para a realidade, todos seus anteriores canones, é só ler o que vcs. escreveram durante estes anos, vcs. deveriam, em vez de reclamar, agradecer esta oportunidade.

       Os melhores, mais articulados, com bons serviços prestados, nem devem se preocupar, sempre existirá alguem disposto a pagar alguma lingua, ou alugar uma “pena” ( teclado ).

  24. Jornais fazem o que o Governo não faz

    Jornais são empresas que precisam dar lucro para remunerar os acionistas. Se estão em dificuldade, apertam o cinto, racionalizam, demitem. Qual o problema? Não podem aumentar o preço do exemplar, dobrar o valor dos anúncios, reduzir a comissão dos donos de banca, etc. Não são tão poderosos como o Governo que estoura o caixa e enfia a mão no bolso do contribuinte. Há eleitores que aplaudem. Há leitores que deixam de comprar jornal. Simples assim.

      • Vc ñ é obrigado a comprar, se ñ gosta ou ñ sabe ler

        Claro que não. Se comportam de acordo com a demanda de leitores e anunciantes quer compram e anunciam de livre e expontânea vontade. Quando dão lucro pagam INSS, PIS, Cofins, FGTS, IOF, ISS, Imposto Sindical, Imposto de Renda, Contribuição Social e até propinas para ilustrar a biografia de parlamentares vagabundos. Mas essa propina é com Nota Fiscal de Serviço sujeita a tributação…portanto legal…limpinha como as contribuições a partidos políticos.

        • Afff duplo. Afinal de contas,

          Afff duplo. Afinal de contas, eles não mamam nadica em publicidade estatal inútil, não sonegam nadica de impostos, não ganham nem um centavo do dinheiro do contribuinte vendendo pacotes de assinaturas para governos tucanos, nunca se beneficiaram de empréstimos do BNDES com juros subsidiados, nunca ganharam terrenos públicos de prefeituras, isenção de IPTU, ITBI, nunca tiveram isenção de imposto sobre papel.

          • Publicidade estatal inutil?

            Se o Governo ou estatais anunciam, o jornal fatura e paga impostos sobre esse faturamento. Se a publicidade é inutil é porque o Goveno  é burro e perdulário ou o diretor da estatal é um vagabundo nomeado por idiotas.

          • aff triplo

            Você quer que o governo atinga a maior parte das pessoas de que forma? Internet? Nos rincões do Brasil onde nem Lan House tem ainda? 

            Uma coisa é uma empresa ter que fazer isso dada à crise. Outra é uma empresa como a Globo, que praticamente vive de anúncio governamental pra sobreviver. O texto é curto e exemplar. Muita gente acordou pra vida e lembrou que o chefe não liga pra eles.

          • Jornais

              Caro leitor

                  Não acredite nas mal traçadas linhas do Sr, Pereira, cuja critica é esdruxula, pois os jornais têm imunidade constitucional  de ICMS e  IPI etc. São financiados por governos por intermédio de propagandas e agrados  aos jornalistas. Os jornalistas são useiros e vezeiros em exaltar o livre mercado e a concorrência, O artigo merece críticas mais bem fundamentadas que aquelas do Sr, Pereira.

             

          • O diretor do jornal também

            O diretor do jornal também é um vagabundo nomeado por idiotas.

            Mas isso não vem ao caso. Como contribuintes temos o direito de não querer que os recursos públicos sejam investidos fazendo propaganda em uma mída obsoleta e falida.

            Simples assim.

        • Não servem para nada

          Sei ler, gosto de ler e leio muito.

          Não compro jornais porque é um produto obsoleto, de péssima qualidade e sem credibilidade.

          Os jornais são empresas como qualquer outras, se o consumidor não quer o produto ela não vende e termina por fechar as portas.

          Só não tem sentido o governo ajudar empresas falidas com produtos ruins e inúteis. Aí não.

          De resto, sinceramente os jornais não servem mais para nada.

        • Pereira LF e o espaço da bajulação

          Esse LF Pereira é tão ruim que nem o Estadão publica seus comentários. Bobo, obsoleto, bajulador e direitista convicto. Jurei não xingar ninguém, não é elegante, caio no seu nível, mas há horas em que não dá pra segurar, explode coração, digo, fígado.

  25. Empresa não é entidade beneficiente

    Se o Marcelo Migliaccio fundar um jornal ele vai ter que contratar faxineiro, editor, reporter, gráfico, comprador, vendedor e mais um montão de gente. Vai pagar trocentos impostos e, se tiver lucro, terá o prolabore que quiser e vai pagar imposto de renda para o governo. Se faltar anunciantes, assinantes e compradores de banca ele vai demitir gente para equilibrar as contas. Igualzinho o patrão malvado que o demitiu alguma vez na vida. Fechando as portas ele perderá seu ganha pão, o governo perderá arrecadação e os empregados comprarão um jornal que tenha anuncio de empregos.

    • Mero detalhe

      Você esqueceu-se apenas do principal, Pereira: jornais devem informar, promover debates, ajudar as pessoas da sociedade em que trabalham a formar opiniões. Jornais e propaganda comercial têm algo em comum: são meios de comunicação de massa. mas deveriam ser opostos quanto às suas formulações: agências de proaganda exprimem certezas, jornais deveriam “cutucar” as inteligências e sensibilidades de seus leitores. Vai ver é por confundirem essas duas atividades que empresas como a Globo estão cada vez menos… menos o que? Menos jornais e mais agências de propaganda.

      (Ou será que a razão social de uma organização é menos improtante do que ganhar dinheiro?)

    • Ninguém vai procurar emprego no jornal. Menos ainda anunciar.

      Ninguém mais compra jornal, é um produto obsoleto.

      Ninguém anuncia vagas de empregos no jornal, ninguém procura empregos no jornal, ninguém precisa de jornal.

      Quem tem um produto obsoleto que ainda se mantém por força do hábito de alguns e caca vez menos, deveria procurar dar alguma relevância ao seu produto, o que no caso do jornal seria uma análise mais aprofundada das notícias, com profissionalismo e credibilidade. Assim possivelmente adiassem sua morte inevitável e conseguisse ocupar algum nicho específico.

      Em vez disso os jornais perderam o profissionalismo, mandaram a ética jornalística às favas, abdicaram de fazer jornalismo em prol do ativismo político (de direita) e perderam totalmente a credibilidade publicando mentiras, distorções e escondendo fatos importantes. Tentam ainda manipular a opinião pública quando deveriam pensar em se manter nos negócios. Destruíram o produto que tinham agindo como se os leitores não tivessem alternativas quando na verdade os jornais tornaram-se a alternativa e uma alternativa obsoleta.

      Legal você colocar as coisas desse jeito. Jornal não é uma empresa beneficente, não é uma arte, não é uma missão, é um negócio que visa lucro. Um negócio falido com um produto obsoleto e de péssima qualidade. Qualidade queé alm de péssima só vem piorando. Então não tem porquê ter saudosismo ou pena.

      Os jornais vão à falência inexoravelmente e estão acelerando ainda mais esse processo. Por mim, já vão tarde.

      E que o diabo os carregue.

      • O que, dissestes é a pura

        O que, dissestes é a pura verdade. Sempre li jornais, porém, há, mais ou menos, uns 03(três) meses, abandonei este velho hábito. Penso  que, iguais a mim, muitos estão indo para este mesmo caminho, uma vez que, estão perdendo a credibilidade. É muito triste, porém, é a realidade.

    • E mais

      Será que a mesma lógica pode ser aplicada às empresas de Saúde e de Educação? E a responsabilidade que essas empresas adquiriram quando infiltraram interesses privatistas no estado para promover o sucateamento da Saúde e da Educação públicos? E a responsabilidade por promoverem dificuldades para o estabelecimento desses serviços públicos hoje em dia? Tremendo karma adquiriram os administradores privados, hein? As empresas privadas podem até negar, fazer cara de paisagem, sair assoviando, mas é natural que as pessoas tenham a percepção de que se for apenas para ganhar dinheiro… ora, que os privatistas arrumem atividade de menor responsabilidade social.

    • Sabe, eu quase fiquei com

      Sabe, eu quase fiquei com pena dos irmãos Marinho: ter que contratar (e pagar!) faxineiros, vendedor, editor, repórter, gráfico e ainda pagar Imposto de Renda sobre o lucro, olha é demais, viu? Já pensou se eles tiverem que fechar as portas e perder o seu ganha-pão? Os bilhõezinhos que eles têm não dão nem para alugar um apê em Madureira.

      É por isso que eles são tão pobrinhos que não conseguem nem pagar aquele imposto que eles deviam pela compra dos direitos da Copa, e tiveram que montar todo aquele esquema de empresas no exterior, e coisa e tal. E tem aquele outro jornal também cujo dono entrou numa Frias e acabou tendo que mandar o dinheiro para uma conta no HSBC suíço antes que o governo, esse malvadão, resolvesse cobrar imposto sobre o suado dinheirinho.

      Tenho que concordar com você: as coisas vão mal, o dindim tá curto, despede cara, bota na rua esses vagabundos que só querem receber dinheiro e trabalhar pouco. Afinal eles enriqueceram durante o contrato de trabalho, e agora poderão, tranquilamente, viver de rendas.

      Por fim, você sabia que o Brasil é um dos únicos países do mundo em que o lucro da empresa que vai pra mão do dono não tem imposto de renda? Só a empresa – pessoa jurídica – é que paga imposto.

  26. “Tem um gosto meio amargo,

    “Tem um gosto meio amargo, mas você consegue”.

    O difícil é ACHAR quem QUEIRA os LAMBE-BOTAS.

  27. sem querer desanimar o entusiasmo dos que ficaram…

    jornais velhos até brisas leves levam

    já a televisão, só mesmo o furacão que se aproxima, um que vocês ajudaram a plantar

    pensem no seguinte:

    quando o profissional deixa de ser o que o cidadão lê e passa a ser o que o cidadão vê na tv, é o fim

  28. mas, muito triste sim, reconheço…

    meu desejo é que todos se recuperem, que sigam profissionalmente numa boa e por condições de trabalho melhores

    desejo muito sucesso para todos, estejam onde estiverem, livres do pensamento único

    que tudo isso passe o mais brevemente possível para o bem de todos

  29. Tentaram quebrar o país

    Ora é do conhecimento de todos que as empresas de comunicação fizeram imenso e irresponsável esforço para quebrar a economia do país apenas para tirar o PT do poder. Se o problema destas empresas era com o PT apenas, não deviam ter envolvido a economia no meio disto; é como usar uma marreta para matar uma mosca numa loja de porcelana.

    Agora o PT não caiu, mas a economia quebrou sim, então eles colhem o que plantaram com afinco. Conseguiram o seu objetivo, que se deem por satisfeitos, e por mais que pensassem que as empresas que trabalhavam estariam imunes a crise que eles mesmos ajudaram a criar, não estavam.

    Quantos milhões de trabalhadores demitidos por contas dos excessos da Lava Jato. Multas de bilhões a empresas que são pilares da economia. Não podiam ter prendido só os petistas e dar o assunto por encerrado? Será que os jornalistas pensaram neste milhões de desempregados, quando viram a Globo dar uma medalha à um juiz que promovia tudo isto?

    Só a Lava Jato derrubou 1% do PIB deste ano.

    Os meios de comunicação só pensaram em si mesmos, então agora chegou a hora de provarem de seu próprio veneno. Sinto muitissimo pelos jornalistas, mas escolheram o time errado para jogar.

  30. Será

    que essas centenas de demissões farão com que os que ficaram mudem, ou pelo menos amenizem, o discurso atual que só fala em krize krize krize, apagão, colapso no abastecimento de água (no Brasil, não em São Paulo), kaos governamental, impitimá e “Corrupção petista”?

    Duvide ó dó, não mudarão, continuarão vivendo no mundo Matrix deles onde a perfeição é o caos que eles mesmos apregoam  e onde “personalidades do ano” como Moro e Aécio são adorados como completas santidades.

    Mais alguns terão o pescoço cortado, mesmo assim ainda teremos notícias muitas da boçalidade dos sobreviventes, notadamente de estrelas como Bonner e Mirian Leitão.

     

  31. Quantas familias esses

    Quantas familias esses “jornalistas”, escravos do patrão, ajudaram a destruir? Muitas. O veneno voltando-se contra  quem não se envergonhava por envenenar, por destruir dignidades de famílias inteiras.

  32. Este post tem o qual objetivo?

    Será que estou lendo um mea culpa? Ou é alguém que só esperou os fatos acontecerem para ironizar os lambe-sacos? Ter emprego é necessário. Vender a sua convicção não. Mas, como diz o texto: Será que a convicção dos demitidos se codunava com a do empresário? Eles acreditavam naquilo que escreviam e falavam? Senti que o comentarista faz uma irônica observação, se pondo no lugar de jornalistas que se viam como importantes no esquema da empresa e que agora são descartados pois não servem mais e ganham muito. Na verdade se mantinham porque ganham muito. Isto lhes dava uma importância, pois , além de tudo , tinham benesses por serem funcionários de uma grande empresa jornalística. O comentarista conta a história do jornalista coxinha, que cai na real. Me lembro destes tipinhos quando , traidos por FHC no seu segundo mandato, elegeram o Lula, igual aquela mulher que traída pelo marido , dá para o seu desafeto e agora se arrependem ao descobrir que o PT não foi feito para eles. Porém , agradecemos profundamente a colaboração movida a raiva e , como o PT não caiu, vão ter que aguentar.

  33. choque de realidade

    Sendo sunscinto e espartano:

    Senhores demitidos. Enquanto é tempo juntem-se, aliem-se e montem uma emissora de TV nem que seja na internet,mas que DIGA A VERDADE. Que seja IMPARCiAL. Que comente sem medo os desmandos da nossa POLÍTICA, DO NOSSO CONGRESSO E DA JUSTIÇA, PRINCIPALMENTE. 

    Façam isso logo pq é o momento apropriado. A GLOBO está caindo. A outra tv forte é a Record e NÃO é imparcial. Tende a ser evangélica por sua própria natureza, portanto defende interesses de uma minoria.  O SBT não decola pq o SS é honesto. Até demais e pecou deixando uma meia dúzia de funcionários atucanar ele. Os donos da Band todos já sabem. Então EXISTE UM NICHO GRANDE. FIQUEM ESPERTOS.

     

  34. Notícia velha.

    Notícia velha. Em 2000, prestei vestibular. Conselho do meu pai: não faça jornalismo. Esse curso era minha primeira opção. E mais: era a carreira que meu pai – meu herói – seguiu, o curso que frequentou, em fins dos anos 70 e começo dos anos 80. “Por que, papai?”. Disse o velho: “Porque a coisa mudou muito. O mundo mudou. E o jornalismo está numa crise ferrenha. E, em época de crise num setor, adivinha para quem sobra?”

    Meu pai é meu pai… Não fiz jornalismo. E estou, muito provavelmente, melhor do que se houvesse seguido a carreira do meu amado velho pai. Pelo menos emprego eu tenho – enquanto muitos colegas do meu pai perderam a vaga.

    Meu pai? Está aposentado. Era jornalista – e sobreviveu. Pudera: tinha outro emprego. Público, daqueles em que se entra via concurso. Talvez por isso tenha me sugerido o curso de direito – “bom para concursos”. Que foi o que frequentei.

    Hoje sou funcionário público. Pelo menos o dinheiro do leite do menino eu recebo.

    (Não é um comentário lá muito bom, nada romântico, mas é o que temos para hoje…)

  35. Choque de realidade

    Pois Bem:

    Que com ferro fere, com ferro será ferido. Mas cair ensina a levantar, minha Mãe diz que a necessidade é a mãe da inteligência. E meu Pai sempre olhou estes delumbrados de classe-média e classificou-os de “automobilísticos”, por terem na figura de seu auto a expressão máxima de suas posses, realizações, aspirações… então, pois bem, lambuzem-se com seus textos coxinhas…

    Colocando-me sempre à disposiçâo, desde já, agradeço;

    João Teodoro.

  36. Precisa um pouco maia de
    Precisa um pouco maia de cuidado nessas generalizações. O passaralho atingiu excelentes profissionais, como a Flavia Oliveira e seu marido Aydano Motta. Embora d’O Glob,o tenho certeza que seu trabalho, de primeiríssima, estava longe de representar o pensamento e projeto político dos donos do jornal .

    • Eita Cuba!

      Cuba???? Eita, comunistas no ar! Atenção todos! Comunistas no pedaço!!! Cuidado! É Homem de Ferro contra os chineses! Ainda bem! Homem de Ferro contra o Dínamo Escarlate! Cuba! Cuidado! Atenção! Perigo vermelho! E a Indonésia??? Acabou com os vermelhos! Vermelhos, perigo na certa! Homem de Ferro e esse gênio: um combate, outro alerta (ou lembra)!  Vermelhos, cuidado!! Ah tem também o Shang-Chi! o pai dele era chinês comuna! o Fu Manchu! A genialidade está para esse gênio, assim como o kung fu está para o Shang-Chi e a armadura para o Iron Man! Eita, gênio! Atenção! Perigo Will Robinson! Vermelhos e Cuba!

  37. Miglicio e a demissão de jornalistas do Glupo Grobo.

    Nassif, não gostei nem pouco do texto do Marcelo Migliácio, não por ser mal escrito, já que seu autor tem mais do que competência para a arte da notícia e da crítica. Ao ler, lamentei não a ironia sobre um montão de jornalistas, porque não me pareceu tal. Senti que o artigo visava apenas um único jornalista sobre o qual Migliáccio tripudiou, sem citar o nome. Pareceu-me um clássico chute em cachorro morto. No mais, tenho dito sem nada dizer…

  38. Demissão previsível

    Primeira lição de jornalismo que recebi de um lúcido professor quando na faculdade no século passado: patrão é patrão; jornalista é jornalista; não confunda seu trabalho com as convicções do patrão; notícia é notícia agrade a ele ou não; quando ele impuser condições para o exercício livre de sua profissão procure outro emprego pois ele vai demiti-lo. Hoje, os jornalistas viraram sabujos. Então nenhuma surpresa nessas demissões. Sabujo é tratado como tal pelo patrão. Não serve mais, joga fora.

  39. Esse texto reflete muito do

    Esse texto reflete muito do ego inflado e falta de humanidade reinante em muitas redações do País. Muito também dos jornalistas que não refletem sobre os pontos e atitudes dos locais onde trabalham, assumindo posturas miseráveis sem nenhum senso crítico. Minha posição sempre foi que: Se você não consegue analisar friamente o que ocorre à sua volta, e ponderar pros e contras e se posicionar contra o que é errado, você, ou é um funcionário zumbi, ou um tremendo puxa saco. E isso vale pra QUALQUER profissão

  40. Muito ressentimento

    Não conheço o Migliaccio, nem tenho qualquer animosidade contra ele. Mas difícil ler esse artigo e não ver nele um brutal ressentimento contra colegas bem sucedidos e uma perigosa e injusta generalização sobre jornalistas.

    Conheço vários que se desligaram das redações e seguiram presigiados pelas fontes e pelo público, a ponto de criarem seus próprios blogues ou partirem para inicativas independentes, sem deixar de receber convites e propostas _ que eram enviados, sim, para o jornal, mas que também buscavam a competência do/a repórter.

    Trabalhar em jornalão, saber seus pecados e assim mesmo batalhar na redação não é necessariamente minimizar os eventuais  passado. Pode ser também batalhar diariamente para exercer dignamente uma profissão em algum veículo de grande alcance, contribuindo para levar aos leitores desses veículos um material noticioso que, muitas vezes, nem sequer está de acordo com as opiniões do patrão. É possível colecionar exemplos disso, em qualquer edição de jornal da grande imprensa. 

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