Pesquisa Seade/Dieese aponta desemprego estável em 11%

Jornal GGN – A taxa de desemprego em abril atingiu 11,1% da População Economicamente Ativa (PEA) no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O resultado ficou praticamente estável em relação ao registrado em março, quando a variação foi de 11%.

Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto variou de 8,8% para 9,0% e a de desemprego oculto de 2,2% para 2,1%. A taxa de participação permaneceu estável em 59,8%. O total estimado de desempregados chegou a 2,324 milhões – 30 mil a mais do que na apuração passada.

Isoladamente, foram constatados avanços do desemprego em apenas duas das seis regiões metropolitanas que integram a pesquisa: Recife, passando de 12,8% para 13,3% e Belo Horizonte, de 8,3% para 8,7%. Em São Paulo, a taxa atingiu 11,6% ante 11,5%; em Porto Alegre, 6,1% ante 6%; e em Fortaleza, 7,6% ante 7,9%. Em Salvador, a taxa não sofreu alteração, ficando em 17,7%.

O levantamento indica que, na média, ocorreram mais cortes de trabalhadores do que a criação de vagas com a eliminação de 6 mil postos de trabalho. Paralelamente, 24 mil pessoas passaram a disputar um emprego, gerando um acréscimo de 30 mil pessoas à procura de uma chance no mercado de trabalho.

Dos quatro setores de atividades analisados, dois ampliaram as contratações: a indústria de transformação criou 39 mil postos, 1,4% acima do verificado em março, e em serviços, o saldo de abril foi positivo com 77 mil admissões – 0,7% a mais do que no mês anterior.

No comércio e na reparação de veículos automotores e motocicletas houve queda de 2,5% com a dispensa de 91 mil trabalhadores e na construção recuo de 1,7% com o corte de 26 mil pessoas empregadas.

De abril de 2013 a abril deste ano, o nível de ocupação cresceu 1,6% com a criação de 284 mil ocupações. Nos últimos 12 meses, a região de Salvador foi a que mais ampliou o número de vagas (5,6%), seguido por Fortaleza (4%), Recife (1,7%) e São Paulo (1,7%). Nas demais regiões metropolitanas, os postos encolheram: Belo Horizonte (-1,7%) e Porto Alegre (-0,9%).

Por posição na ocupação, o número de assalariados diminuiu 0,5%. No setor privado, retraiu-se o assalariamento com carteira de trabalho assinada (-1,0%) e cresceu o sem carteira (0,7%). Ampliaram-se os contingentes de autônomos (1,7%) e dos classificados nas demais posições (0,6%) e variou ligeiramente o de empregados domésticos (-0,3%)

A pesquisa aponta ainda uma pequena melhora nos rendimentos. Em março, os assalariados ganhavam, em média, R$ 1,738, valor 0,8% maior do que em fevereiro. Os ocupados tiveram uma recuperação de 0,7%, com ganho médio de R$ 1,715.

A maior elevação de rendimento dos ocupados ocorreu em Belo Horizonte, com reajuste de 1,5% e valor de R$ 1.905, seguido de Porto Alegre (com 1,2% e R$ 1.856) e São Paulo (com 0,8% e R$ 1.914). Já em Salvador, o valor ficou praticamente inalterado com correção de apenas 0,3% e valor de R$ 1.193. Nas duas localidades restantes ocorreram quedas: Fortaleza (-1,3% e R$ 1.149) e Recife (-0,9% e R$ 1.194).

 

 

 

 

Com informações da Agência Brasil

1 Comentário

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Raí

- 2014-05-28 23:07:12

Resumo destes números.

Sem muito economês, vamos resumir  estes inúmeros números(perdão pela redundancia) em realidade ? 

Em nenhum país plenamente desenvolvido, esta taxa de desemprego alcançou tais números,e sempre oscilou entre  20 e 25% da população economicamente ativa, e que está à procura de emprego.

Já nos países em desenvolvimento, a taxa de desemprego oficial, sempre esteve em tôrno de 15%, porem este número omitia aqueles que não acreditando na realidade do sistema, sequer entravam nas estatísticas oficiais que contabilizavam os desempregados, e que portantoeram pouco confiáveis.

Já no Brasil atual, embora 4,9% ainda seja uma taxa alta, ela é resultado da necessidade de profissionais capacitados por que oferece vagas, e a falta desta capacitação profissional de muitos dos nossos desempregados, porem esta realidade, está mudando, com a educação que está sendo oferecida pelo Estado, para as novas gerações.l 

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