Febraban quer CPMF com alíquotas decrescentes

Jornal GGN – Através de nota, a Federação Brasileira do Bancos (Febraban) disse que entende que as medidas anunciadas pelo governo refletem o compromisso em buscar o equlíbrio, mas afirma que a CPMF deveria ter “alíquotas declinantes ano a ano”, com o objetivo de reduzir os efeitos da taxação sobre a intermediação financeira.

A entidade se mostrou favorável ao retorno do tributo, dizendo que a contribuição sobre movimentações financeiras facilita ao reequilíbrio das contas públicas, considerando que ela tem um impacto menor na inflação e mais rapidez na implantação comparada com outros impostos. 

Por outro lado, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Firjan, criticou o pacote de medidas anunciado pelo governo, dizendo que ele não ataca a causa dos desequilíbrios fiscais “que vem deteriorando a confiança das empresas e das famílias do país”. Para a Federação, o aumento de impostos em um momento de recessão vai agravar o problema fiscal.

Do O Globo

 
Firjan diz que medidas do governo não atacam a causa do problema
 
RIO — Após o anúncio do corte de R$ 26 bilhões em gastos e medidas para aumentar as receitas (como a recriação da CMPF) feito pelo governo, a de Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) emitiu nota afirmando que “entende que as medidas anunciadas refletem o compromisso do governo em promover o equilíbrio fiscal”. Segundo a entidade, no entanto, “o caráter temporário deste tributo deveria ser combinado com alíquotas declinantes ano a ano para reduzir os efeitos distorcidos da taxação sobre intermediação financeira”.

Apesar do retorno da CPMF provocar reações contrárias na sociedade, a entidade se posicionou favorável a criação do tributo. “(A Febrabran) avalia que a contribuição sobre movimentações financeiras, tendo em vista sua ampla cobertura, menor impacto inflacionário, simplicidade e maior rapidez de implantação em relação a outros tributos, facilita o reequilíbrio das contas públicas, enquanto o governo elabora medidas estruturais de adequação das despesas”, diz trecho da nota.

Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) disse que “as medidas não atacam a causa do problema”.

“O pacote de medidas anunciado hoje pelo governo apresenta o pecado capital de sempre: não ataca a causa dos desequilíbrios fiscais que vêm deteriorando a confiança das empresas e das famílias do país. Os problemas do Brasil são estruturais. Há anos gasta-se mais do que se arrecada, criando-se mais impostos para cobrir o buraco das contas públicas. Este é o ponto: não há mais espaço para novos aumentos da carga tributária. Aliás, elevar impostos em um momento de grave recessão como o que estamos vivendo aprofundará o problema fiscal, simplesmente porque ninguém, nem pessoas nem empresas, tem atualmente condições de pagar mais tributos. Prova disso é que a arrecadação está em queda a despeito dos inúmeros aumentos de alíquotas anunciados recentemente”, diz a entidade.

“Como se não bastasse a ampla bateria de mais impostos, o governo anunciou que vai abocanhar quase um terço do orçamento do Sistema S, uma medida que ameaça inviabilizar o SENAI, o SESI e outras instituições fundamentais à formação de trabalhadores qualificados e, portanto, ao desenvolvimento do país”, continua a nota assinada pelo presidente da federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

A Firjan defende “um ajuste fiscal com visão de longo prazo, baseado em metas anuais de redução de gastos correntes, programa ousado de venda de ativos em lugar do aumento de impostos e a adoção de uma regra segundo a qual as despesas não podem crescer mais do que o PIB’.

Para Paulo Skaf, que preside a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) , o governo vai penalizar a sociedade. Segundo ele, a entidade vai “reagir fortemente” às medidas, acompanhando as votações:

— O governo não cortou na carne nada. Foi feito apenas mudança das fontes: o que era do Tesouro passou para emendas parlamentares. E a sociedade vai pagar o pato mais uma vez.

Skaf afirmou que o governo tomou medidas que não são “de interesse do país” ao optar pela volta da CPMF e pelo aumento no imposto sobre ganho de capital. Também presidente do Sesi e Senai em São Paulo, Skaf reclamou da proposta de mudanças na tributação do Sistema S:

— Vão pegar aquilo que funciona, que é o Sistema S, e colocar na mão do governo, que não funciona.

A CNI afirmou que “não concorda com o aumento de carga tributária e defende reformas estruturais, como as da previdência, trabalhista e tributária”. A Associação Comercial de São Paulo e a Federação das Associações Comerciais do Estado de SP criticaram a volta da CPMF. Segundo o presidente das entidades, Alencar Burti, o aumento de imposto “vai drenar dinheiro das empresas e dos consumidores, agravar a recessão e afetar negativamente na arrecadação”.

 

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9 comentários

  1. Só faltava essa:
     A Febraban

    Só faltava essa:

     A Febraban discordar do Bradesco.

        Eu não entendo nada de economia.

      Mas ”leio” expressão facial;– que é uma das minhas especialidades.

       Esse cara de bolacha está mais pra fabricante de biscoito do que ministro da economia.

     Sem chance, com ele no governo.

  2. Nota da Firjan

    A nota da Firjan apresenta coisas novas e coisas boas, mas as boas não são novas e as novas não são boas. Entre boas estão a crítica ao pacote fiscal, que realmente deixa muito a desejar.  Não se fala na criação de um imposto sobre a renda (para substituir o atual imposto sobre salários), nem se toca na questão dos juros etc.  Mas, entre as “novas” vem a sugestão de um “programa ousado de vendas de ativos” – que não ousa falar na entrega da Petrobras Para mim, os Estados Unidos têm todo o direito de defender seus interesses em qualquer parte do mundo , e, se eu fosse americano, também defenderia.  Muitos brasileiros, como os redatores da nota, não percebem que, para imitar os americanos, não devemos defender os interesses deles, mas os nossos.

  3. Ferrou para o pobre!

    Se a CPMF passar, o pobre vai pagar dobrado, pois as empresas de todos os segmentos vão repassar a CPMF para os preços ao consumidor de mercadorias e serviços.

     

    E o peão, vai passar pra quem?

     

    É sentar na calçada e chorar…

     

  4. É melhor esse dinheiro do

    É melhor esse dinheiro do sistema S para aliviar nas contas do que ficar na caixa preta e pra sustentar a autopromoção do Skaf e as eleições eternas do Eduardo Eugênio. Por sinal, acho que a CPI do Sistema S seria muito melhor do que as CPIs para achacar e encobrir do Eduardo Cunha.

    A CPMF é um bom imposto, mas acho que o modelo de cobrança poderia envolver a progressividade das movimentações. Acredito que ele não passará por causa da inviabilidade política. Regulamentar o IGF é muito melhor e mais fácil politicamente, pois é um imposto que precisa só de maioria absoluta, ao invés de maioria qualificada. Se acontecer o milagre de passar, o ideal seria cobrar uma vez por mês, bem como uma progressividade no valor de movimentações em que grandes movimentações pagariam mais.

    Eu sou adepto de que o governo deve atravessar as linhas de menor resistência. Num momento de baixa popularidade, é preciso focar em temas que talvez não sejam os melhores, mas sejam os mais viáveis para formar maiorias na sociedade, além da classe política.

  5. CPMF


    A nova CPMF vem cobrir o déficit da previdência (deficit fantasma), quando o Ministro Levy fala nos ultimos deficit da previdência o deste ano é de 88 bilhões, mas ainda estamos no mês de setembro eles já tem escriturado o deficit do ano?

    Naõ é fantasma? O do ano que vem vae ser de 118 bilhões, são caça fantasma? Já tem o deficit de 2016?.

    Se for criado ele não poderá ser destinado a outro orgão a não ser o INSS e como receita, não como transferência.

    O CONFINS – 230 bilhões e a CSLL – 53 bilhões, são tributos da seguridade social, são trasferido para que orgãos?Para pagar o LOAS e EPUR, foi transferido 24 bilhões (ano de 2014) e para pagar o indevido  Beneficio rural assistencial, lançado no fluxo como beneficios previdenciários e coberto com parte do CONFIS 30 bilhões.

    Meu caro jornalista o senhor leu o CD: “O Golpe do Deficit”?

     

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