Imposto de Renda: o alto berro dos 20%, por Diogo Costa

FALÁCIAS SOBRE O IMPOSTO DE RENDA – O Imposto de Renda Pessoa Física tinha apenas duas faixas de pagamento até 2008, com alíquotas de 15 e 27%. A partir de 2009 foram instituídas quatro faixas, com alíquotas de 7,5, 15, 22,5 e 27%.

Ou seja, a mudança feita em 2009 aumentou a progressividade do imposto e aliviou o valor de cobrança para um importante contingente de trabalhadores que hoje estão na primeira faixa de contribuição. Antes esses trabalhadores pagavam 15% e hoje paga a metade disso (7,5%).

Quem recebe salário ou renda inferior a R$ 1.868,22 está isento de pagar o Imposto de Renda (já tem a correção de 4,5%, que ocorre desde 2007).

O valor de R$ 1.868,22 equivale a 2,37 salários mínimos.

Atualmente cerca de 70% dos trabalhadores brasileiros recebem renda ou salário de até 02 salários mínimos. Logo, estão isentos de pagar Imposto de Renda.

Tenho, portanto, inúmeras restrições a esse discurso raivoso que existe contra o já referido imposto. Na maioria das vezes esse discurso é fruto de ignorância pura e simples. Mas em outras, nada mais é do que o berro do andar de cima, que paga pouco Imposto de Renda (deduz várias coisas) e que jamais aceitará pagar mais, como seria o correto.

Na verdade a imensa maioria dos trabalhadores brasileiros está isenta do pagamento deste tributo e os que estão na atual primeira faixa (salário ou renda de até R$ 2.799,86, equivalente a 3,55 salários mínimos) pagam, como vimos, metade do que pagavam antes de 2009.

Isto sem falar na infindável lista de deduções que estão regulamentadas em lei (planos de saúde, escola privada, etc).

O que é preciso é aumentar ainda mais o número de faixas existentes, passando de 04 para 06 ou 08 (com alíquotas variando entre 7,5 e 35 ou 40%).

Assim seria possível aumentar a progressividade do imposto sem prejudicar a grande maioria da classe trabalhadora, que hoje já é isenta, além da importante parcela que está na primeira faixa e que paga hoje a metade (7,5%) do que pagava antes de 2009 (15%).

Os que estão na primeira faixa, de 2,37 até 3,55 salários mínimos, são aproximadamente 10% dos trabalhadores brasileiros.

Convenhamos, dizer que o Imposto de Renda está ”garroteando” a população é uma falácia sem fim.

Se 70% dos trabalhadores estão isentos, e se os que estão na primeira faixa de contribuição pagam hoje a metade do que pagavam antes de 2009, que raio de garrote é este?

Que raio de garrote é este que isenta ou que cobra a metade do Imposto de Renda, em relação ao modelo vigente até 2008, de aproximadamente 80% dos trabalhadores brasileiros?

Tem é que aumentar o valor da alíquota para quem ganha os salários mais elevados, acima de 5.000, de 10.000 e de 15.000 reais, como é feito nos países europeus.

Seria cômico, se não fosse trágico, ver parte da esquerda, a pretexto de “aliviar” a carga tributária, cerrando fileiras e fazendo coro com as injustas demandas dos 20% de cidadãos que estão hoje no topo da pirâmide social.

O alto berro dos 20%, como vemos, não tem razão de ser. Aliás, é mera demanda, reacionária, embalada num papel de presente pretensamente progressista.

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78 comentários

  1. O problema do pobre não é o

    O problema do pobre não é o imposto de renda, mas sim os outros impostos, que não aliviam principalmente os menores salários.

    Proporcionalmente, os menores salários pagam mais impostos (como um todo), pois possuem menos mecanismos para escapar deles.

    Mais faixas, num crscendo, como proposto no post poderia ajudar a equilibrar a situação, mas precisamos de mais impostos na faixa de cima, no chamado 1%.

  2. Concordo somente em parte com

    Concordo somente em parte com o texto. Uma família de 4 pessoas (marido, mulher e dois filhos). Em que só o homem trabalha e ganha 4 mil reais está MUITO longe de ser considerada rica, elite ou algo que o valha, e pagar 27,5 % da sua renda ( retirada do seu bem estar) é na minhá opiniao um abuso.

    O problema é que essa turma foi cooptada, através da manipulacão midiática, pelo andar lá de cima, que ( este sim) paga pouco, proporcionalmente. Para a turma dos 4, 5 mil pagar menos, a turma dos 100, 200 teria que pagar MUITO mais, mas através da mídia eles não deixam. A turma dos 4-5 , ao invés de culpar a turma dos 100-200 e etc culpa a turma de baixo ( bolsas, etc) e o governo. O problema está ai.

  3. O Diogo anda trabalhando demais ultimamente…

    Coitado do Diogo! Anda assoberbado! Cada vez mais aparece por aqui para “justificar” medidas impopulares de um Governo que se esperava que faria tudo pelo social…

    • Não entendeu nada do que leu

      Sugiro que você releia o artigo do Diogo.

      O estabelecimento de alíquotas diferenciadas, para aliviar a carga tributária aos trabalhadores, foi feito no governo do PT. Vocâ chama isto de “medidas impopulares de um governo que faria tudo pelo social”?

      O esclarecimento que o Diogo faz é importante para mostrar mais uma vez que a velha mídia de guerra (sempre ela) repercute apenas as opiniões da elite financeira, como sempre faz. Não tem nada a ver com justificar nada.

      • Ahhh, o governismo

        O governismo realmente é cego. Como é a paixão. Cega.

        Apesar de ter criado tabelas diferenciadas, a correção do IR pelo governo “de esquerda” e “trabalhista” do PT esteve aquém da inflação.

        Não adianta criar novos degraus se os tetos são anualmente defasados em relação a inflação oficial. Alivia, mas não soluciona.

        Recomendo a leitura do artigo de Jânio de Freitas desta semana, onde ele detalha exatamente o resultado do veto a correção da tabela do IR.

        O problema é realmente tentar justificar o injustificável. Ahhh, o governismo….

         

    • E a tarefa do Diogo fica

      E a tarefa do Diogo fica ainda mais dificil, quando as pessoas tem preguiça de olhar com cuidado para ver quais medidas são impopulares e quais não são. Botar aumento da selic e essa do IR no mesmo saco (de maldades), por exemplo, é jogar a favor da confusão

      • Perdão, colega!

        Perdão, colega!

        Jogamos do mesmo lado, mas não corrigir a tabela do IRPF na mesma proporporção da inflação é aumentar os impostos pagos em todas as faixas e incluir novos pagadores. Lembrar o que Lula fez no passado não resolve o problema de hoje.

        É verdade que o Estado Social precisa ser viável economicamente. O errado é acabar com os déficits em cima dos que ganham menos.

        Se querem acabar com a inflação é muito fácil! Basta desempregar a população, reduzir os seus salários e tornar inviável o parcelamento das prestações das compras a prazo dos que ganham pouco..

        O povo não comprando vai sobrar produtos e os preços vão despencar. Acabaram com a inflação!  Mas… A que custo?????

  4. Não tenho a menor simpatia

    Não tenho a menor simpatia pela classe média, a mais reacionária de todas. Portanto, pode aumentar o IR à vontade, inclusive o meu.

  5. E os reajustes?

    Desses 20% quem teve  um reajuste salarial inferior aos 6,5% (acredito que praticamente todos) em 2014 acabou tendo uma perda salarial.

    Deu pra entender agora? Não tente defender o indefensável meu caro, prejudicar 20% da população não deveria estar nos planos de alguém que se diz ao lado dos trabalhadores.

    Criminalizar 20% da população não resolve. Deveria criar uma alíquota acima dos 20SM (em alguns momentos eu estaria incluído e não acharia ruim) , uns 30% e uns 32% acima dos 30SM só com isso acredito que já daria um bom aumento de receita.  Pegar grana de quem 1800 é fácil quero ver cair em cima de quem 1800000.

    E como diz o PHA só paga IR quem não consegue esconder a grana.

  6. Puxa , 70% dos trabalhadores
    Puxa , 70% dos trabalhadores tem salários de até 2 mínimos. Não imaginava que a situação fosse tão ruim. Ainda bem que o nivel de emprego é alto.

    • Ja foi muito PIOR! …ou… melhorou muito…

      Certo Nira ?…

      De 1995 a 98 o sal. minimo era +- Us$ 100

      De 2000 a 2003 foi de +- $80,00

      Em 2010 chegou a Us$ 291,00 !!

      (((OBS: nao consigo anexar planilha do computador aqui….. Como fazer ?)))

       

      • Gente, é meio cansativo. O

        Gente, é meio cansativo. O fato de saber que foi pior não impede que se enxerguem os problemas que ainda existem. Ou quem está na m… deve ficar feliz porque no império havia a escravidão ?

    • E quando o salário mínimo não

      E quando o salário mínimo não chegava a 100 dolares? E o subemprego, sem carteira assinada, impunha salários menores que o mínimo? Isso na era FHC.

      O capitalismo no Brasil era tão selvagem, que agora, de fato, quem ganha 1500 Reais (entorno de 600 dolares) se acha na classe média

  7. Maior alíquota é de 27,5%,

    Maior alíquota é de 27,5%, não? – Lei 9.887 – 7/12/1999

    Que eu lembre, era 25% e o fhc, provisoriamente, para ajudar a pagar o FMI, aumentou para 27,5%, não foi?

    • Sim, mas até 1995 existia uma

      Sim, mas até 1995 existia uma outra alíquota, de 35%, apenas para quem ganhava mais de 14 mil reais (equivalente hoje a uns 45 mil reais).

  8. Falácia ou ignorância

    Fico com a segunda opção, neste berro que vem das profundezas da militância governista mais raivosa contra os trabalhadores brasileiros.

    Dizer que os 20% de assalariados que conseguem ganhar mais de dois salários mínimos, valor que é um salário que não cumpre sequer a previsão constitucional, só pode ser ignorância.

    Então um trabalhador que após 20 ou 30 anos de trabalho consegue receber um salário de R$ 4000 reais, pouco mais de U$ 1500, está no topo da pirâmide social e tem que pagar 27,5 de imposto ?

    Você tem que sair desse buraco em que você está enfiado Diogo.

     

    • fazendo as contas

       

      Quem ganha R$ 4.000,00 não paga 27,5% de IRRF.

      Lembrar que até R$ 1.868,22 ele é isento, na faixa seguinte paga 7,5% e assim sucessivamente até chegar na alíquota de 27,5% para quem ganha a partir de R$ 4.664,68.

      Ou seja, quem recebe R$ 4.000,00 está na alíquota de R$ 22,5%, mas deduz R$ 630,09 e paga R$ 269,91 de IRRF, o que representa 6,75% do seu rendimento.

       

       

    • Exatamente. Este Diogo é

      Exatamente. Este Diogo é fanático na militância. Perdeu completamente o senso crítico. Além disto pagar 40 por cento, faixa em que estaria, eu até pagaria.num país que me desse retorno, a mim é aos brasileiros que pagam manos, em termos de direitos básicos. Eu estou chegando à conclusão que a grande sorte do PT é a extrema incompetência da oposição. Quem dera houvesse opção melhor …. Pensando seriamente em engrossar a turma dos nulos e brancos.

      • Sem ironias.
         
        Esse discurso

        Sem ironias.

         

        Esse discurso parece o seguinte: só acho justo pagar um imposto de x por cento num país que me forneça bons serviços.

         

        Como se fosse uma loja de shopping, e o Estado fosse obrigado pelo CDC.

         

        Onde termina essa linha de raciocínio? Aliás, leva a algum lugar? Alguma mobilização de real mudança?

         

        Parece só um discurso rebelde infantil mimado que não sai do lugar.

  9. Na isenção do dividendo ele nem se lembra…..
    Muito cômoda a posição do articulista ao “passar ao largo” da verdadeira” jaboticaba” em matéria de Imposto de Renda: A isenção do dividendo.

    Imagine o leitor que alguém que teve a felicidade de herdar alguns milhões em ações do banco do brasil pode passar a vida toda sem nem saber o que significa imposto de renda. Justamente o imposto criado para se tributar a renda.

    • Dividendo

      E o dividendo, consequência do lucro, é uma das verdadeiras rendas. E o imposto sobre o lucro das aplicações financeiras é muito menor do que sobre o salário. Este absurdo não é de hoje, mas desde Lula deveria ter sido corrigido. Isentas também são as remessas de lucro para o exterior. Uma gracinha, sobretudo  quando quem está remetendo são os donos estrangeiros das concessões de serviço público. Dão muito lucro porque não investem, o serviço piora a cada dia e nós pagamos o pato. E aumenta o déficit externo do Brasil em conta correente.

       

  10. Distorção

    Concordo plenamente, Diogo, que o andar de cima, no Brasil, tem uma contribuição percentual ridícula em impostos. Deveria haver, sim, alíquotas mais altas para quem ganha muito, a começar dos ministros dos tribunais superiores, deputados e senadores. Discordo quanto ao andar de baixo. Quem recebe R$ 1.869,0 por mês nem se pode dizer que tem renda para efeito de impostos. E já contribui com mais da metade desse salário com os outros impostos injustíssimos sobre o consumo de subsistência. E a correção anual de apenas 4,5% é, além de uma distorção em relação à inflação real, uma verdadeira extorsão, tanto mais grave quanto menos ganha o cidadão.

    • .

      Mas o texto fala justamente disso: àqueles que tem salário ou renda de até R$ 1.868,22, equivalente a 2,37 salários mínimos, e que são hoje aproximadamente 70% dos trabalhadores brasileiros, são isentos de pagar o imposto de renda.

       

      Os trabalhadores cuja renda ou salário se situa entre R$ 1.868,22 e R$ 2.799,86 (equivalente a 3,55 salários mínimos), que são aproximadamente 10% dos trabalhadores brasileiros, pagam hoje, a título de imposto de renda, 7,5% (metade dos 15% que pagavam até o ano de 2008).

       

      Ou seja, para 80% dos trabalhadores brasileiros o imposto de renda ou não é pago, mediante isenção (70%), ou é pago num valor que é a metade (7,5%) do que era até 2008 (15%), caso dos 10% da primeira faixa de contribuição. 

      • Continuando

        Concordo, Diogo, que os percentuais de incidência melhoraram muito a partir de 2008. Palmas para Lula. Se fosse com Dilma isso aconteceria? Mas aquela melhora foi “diluida” com os reajustes da tabela, em todos os anos, abaixo da inflação real. Há outros caminhos de se arrecadarem impostos, sem penalizar os que ganham pouco. Dilma deveria esquecer os neoliberais que convidou e ter um papinho com Obama, por exemplo.

        • Alguém aqui deve estar

          Alguém aqui deve estar sonegando muito imposto para defender  esse assalto com tanto entusiamo, porque para mim que pago meu imposto todo mês, não é nada fácil. Bando de bajuladores do governo.

  11. Deixa eu ver se entendi…

    O cara faz um texto onde:

    – Mostra os fatos;

    – Explica os fatos;

    – Mostra o problema;

    – Apresenta a solução.

    Mas a crítica ao texto é que ele é militante e eu não concordo com os fatos (?).

    Impressionante.

  12. diogo explica.
    já eu opino

    diogo explica.

    já eu opino que o imposto sobre fortunas e para

    os mais abastados, deve ser muito maior.

    é evidente.

    na maioria dos países desenvolvidos é asism.

    só aqui, não é. 

  13. Até parlamentares do próprio

    Até parlamentares do próprio PT criticaram o veto à correção da tabela. Somente aqui mesmo para fazer uma defesa dessa.

    Deduções? Vá ver o quanto se pode deduzir com gastos de saúde, educação, etc. É uma mixaria. 

    O autor do texto cita países que adotam alíquotas de até 40%. Existe uma “pequena” diferença do retorno que a população de tais lugares recebe do governo. 

    Mas pela ótica do autor do texto, as críticas são injustas. Afinal, a maioria dos brasileiros recebem até 2 salários mínimos (que fortuna!!!) e, portanto, não pagam o tributo.

    Eu me divirto com o contorcionismo de certas pessoas para defenderem medidas criticadas dentro do próprio governo…haha

     

     

     

     

    • A “ninharia” do desconto p/ Educaç é > do q o Gov paga p/ aluno

      de escola pública… O que é um absurdo. E o que o Governo deixa de ganhar com o desconto por planos de saúde daria para melhorar o SUS. 

  14. Ativismo exacerbado cega!!!
    Ativismo exacerbado cega!!! Dizer que quem ganha 3500 reais (nessa faixa funcionário publico, pe de chão de fabrica;) é o top do top é brincadeira. Gostaria que o autor apresentasse dados oficiais para provar a sua tese. Se 70% estão nessa faixa, nao haveria crescimento econômico ate 2010. Ou sera que tem muito dinheiro vindo da informalidade ou pior da ilegalidade circulando por ai?

  15. Pois é, Diogo, matou a cobra

    Pois é, Diogo, matou a cobra e mostrou o pau. O que é preciso é acabar com esses diversionismos e ir na questão central. Não haverá sistema tributária justo no país senão diminuir os impostos sobre consumo e aumentar os sobre a renda. O resto é esperneio de classe média, principalmente aqueles que ganham muito mais que 2 salários.

    Cadê o imposto sobre grandes heranças? Sobre fortuna? Os Marinho estão na lista da Forbes, mesmo a Globo perdendo audiência a olhos vistos

    • E tem mais!

      Caro Juliano Santos, me esqueci de colocar no texto a questão de forma ainda mais didática. Faço agora:

       

      1) Um trabalhador que hoje recebe 03 salários mínimos pagaria, pelas regras anteriores a 2008, 15% de imposto de renda. Hoje paga a metade disso: 7,5%;

      2) Um trabalhador que hoje recebe 04 salários mínimos pagaria, pelas regras anteriores a 2008, 27,5% de imposto de renda. Hoje paga quase a metade disso: 15%;

      3) Um trabalhador que hoje recebe 05 salários mínimos pagaria, pelas regras anteriores a 2008, 27,5% de imposto de renda. Hoje paga um valor menor, de 22,5%.

       

      Por isso é que eu disse que as demandas dos 20%, que recebem os mais altos salários, são injustas e reacionárias. O que é preciso é aumentar o número de faixas de contribuição, fazendo pagar mais quem recebe maiores salários. 

       

      Note que mesmo para os berradores dos 20%, que insistem em não ver o que é óbvio, a mudança feita em 2009 foi amplamente benéfica!

       

      Ou será que eles gostariam de acabar com as faixas intermediárias de 15 e de 22,5% e voltar a pagar os 27,5% de imposto de renda que pagavam até 2008?

      • Na verdade quem recebia 3

        Na verdade quem recebia 3 salários mínimos em 2008 era isento de imposto de renda. O salário mínimo era de 415 reais, e 3 salários mínimos correspondiam a 1.245 reais. Só havia tributação acima de R$ 1.372,81.

        Em 1996 quem recebia até 900 reais era isento de Imposto de Renda. Essa renda equivaleria hoje a uma renda de cerca de 3 mil reais. Essa história de que hoje se paga menos IR é uma falácia. Só ver o quanto a carga tributária aumenta a cada ano.

  16. O Servidor Publico é que paga de fato

    A Receita anualmente vem mudando a Legislação, e os decontos relatados na postagem acima em determinados casos não existem ! 

    Ex: 1 – O contribuinte paga Pensão Judicial e mantem os filhos no seu plano de saúde não tem direito a dedução a não ser que seja determinado pela Justiça, por uma questão de humanidade e proteção aos filhos não adianta pagar por que não deduz.

    Educação – Embora o Contribuinte apresente recibos dos valores reais pago a Escola a Faculdade não pode deduzir por que a Receita estipula  limite de dedução.

    O revoltante são os Cartões Coorporativos, a isenção a Presidente, Governadores, Deputados, Senadores e Ministros, e ainda tem regalias que um servidor comum não tem como Ajuda de Custo, Ajuda Paletó,carro, Verbas de Gabinete e ainda tem que contribuir com 27,5% para a farra desses púrias e dos corruptos

  17. Quem ganha muito mais que 2
    Quem ganha muito mais que 2 salários mínimos,por exemplo: 4 salários mínimos realmente deve ser taxado cada vez mais e ficar caladinho, pois formam a nata da sociedade capitalista… Enquanto isso o verdadeiro andar de cima dá risada em Davos, regado a bons vinhos, bela paisagem… Quero ver e taxar grandes fortunas, especuladores imobiliários, do sistema financeiro… Mexer com a meiuca é fácil… Acho q estou virando coxinha!!

    • Absoluta e rigorosamente nada a ver

      Quem ganha hoje 04 salários mínimos paga 15 por cento a título de imposto de renda. Antes da reforma de 2008, ao invés de pagar 15 por cento pagaria quase o dobro: 27,5 por cento. 

       

      Ou seja, quem ganha 04 salários mínimos hoje paga quase a metade (15 por cento) do que pagava até 2008 (27,5 por cento). 

      • Percentual

        Metade exclusivamente em percentual. Seria ótimo se a tabela houvesse sido reajustada pela inflação real, o IPCA. Se os salários são reajustados pelo IPCA e a tabela do IRPF é reajustada por um percentual bem abaixo, a vantagem concedida em 2008 por Lula já se diluiu um bocado nesses últimos 6 anos. Lembro que estou me referindo a quem ganha pouco. Quem ganha muito, por exemplo, quem ganha igual ou mais do que ministros dos tribunais superiores, deputados e senadores está pagando é muito pouco. Nem correção deveria ter, já quem se não lhe aumenta a alíquota.

      • Isso não é verdade. O salário

        Isso não é verdade. O salário mínimo em 2008 era de 415 reais. Quem ganhava 4 salários mínimos (1660 reais) entrava na alíquota de 15%, e pagava 43 reais de imposto de renda.

        Quem ganha 4 salários mínimos hoje (3152 reais) também entra na alíquota de 15%, e paga 122 reais de imposto de renda. Repare que o salário do cara não chegou a dobrar, mas o imposto quase triplicou.

        • .

          O que eu disse, e que está nítido e cristalino, é que alguém que HOJE receba 04 salários mínimos, se mantidas as regras antigas, anteriores a 2009, pagaria HOJE 27,5% de imposto de renda e não os 15% que paga HOJE de acordo com a mudança feita em 2009. 

          • É muita cara de pau comparar

            É muita cara de pau comparar Brasil com EUA e Europa para justificar que ninguém pode reclamar do IR, como se aqui no Brasil tudo funcionasse. Nos EUA e Europa as coisas funcionam. Quem defende IR no mínimo deve estar sonegando pra achar tão normal. Em um país de ladrões como este, onde eu pago meu imposto todo mês religiosamente, descontado em folha e não consigo sequer colocar meu filho em uma escola pública por1ue nenhuma presta e não consigo sequer marcar uma consulta com um médico porque não tem vaga, ainda vem um bando de safados como os daqui em defender mais imposto. É muita cara de pau.

  18. Rico é menos taxado no Brasil do que na maioria do G20

    Há um estudo recente da PricewaterhouseCoopers provando que os ricos brasileiros são um dos que menos pagam imposto sobre a renda entre os países do G20:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140313_impostos_ricos_ms

    Com as informações rudimentares que tenho sobre o assunto, entendo que o Brasil optou por tributar mais produtos e serviços, que a renda. Enquanto que nos EUA é o contrário: o imposto sobre a renda é maior que o que incide sobre o consumo.

    O controle social sobre o imposto de renda é infinitamente maior lá que aqui, há muitos anos. Só lembrando que Al Capone foi preso por sonegar imposto de renda.

    No Japão, os impostos sobre os ricos também são altíssimos. Há um acordo social que impõe altas taxas para os super ricos, de modo que em 4 gerações a riqueza acumulada pela 1ª geração é redistribuída por toda a sociedade (fonte: http://goo.gl/VEfGYN). Parece-me que nos EUA há um mecanismo parecido, que estimula a filantropia das donos de grandes fortunas.

     

     

  19. Aumentar IR não significa progressividade

    Diogo, o problema da regressividade não será resolvido apenas com mudanças no IR.

    Seria excelente se os mais abastados pagassem mais IR, mas o aumento de arrecadação obtido com novas alíquotas do IR só teria efeito progressivo se fosse compensado com queda de impostos pagos pelos mais pobres (IPI, ICMS, PIS/COFINS, etc…).

    Sem essa compensação, estaríamos apenas aumentando a carga tributária sem tornar o sistema mais justo.

    Defendo a fusão dos IVAs federais (CIDE, PIS/COFINS, IPI, etc…) em um imposto único não-cumulativo. Em um primeiro momento, a alíquota do imposto seria estabelecida em patamar que possibilite a mesma arrecadação obtida com os impostos atuais. Em seguida, poderiamos começar a aumentar IR, implementar IGF, CPMF, etc., sempre compensando com queda do IVA federal.

    Isso seria o embrião um sistema tributário progressivo e mais simples.

     

     

     

  20. A festa dos 10%

    Pago IR desde o início dos anos 80. Lembro de que haviam mais deduções e com maior peso. O valor sobre dependentes, prorcionalmente, era muito maior do que o praticado hoje. Aluguéis eram dedutíveis, fato que nos obrigava a dizer a quem pagávamos. A mudança deve ter sido festejada pelos rentistas que agora sonegam renda. Com os impostos indiretos tungando os 70%, mais os diretos pegando pesado nos 20%, sobram os 10%, ou muito menos, que estão dando risadas. 

  21. Eu sou burro

    Uma anta, não sou capaz de entender que realmente o assalariado deve desembolsar cada vez mais dinheiro pra financiar as farras de dilmas, lulas, geraldos, fernandinhos, suas corjas, seus patrocinadores e etc.

  22. A correção automática da

    A correção automática da tabela pelo IPCA ou algum outro  índice inflacionário é o mínimo que um governo decente deveria fazer. Ora, se a tabela não acompanha a inflação significa que ano após ano os contribuintes estão pagando mais imposto, sem nenhuma contrapartida.

     

  23. Proposta.
    Os que aqui comentaram (contra ou a favor) poderiam dizer se possim plano de saúde, pagam escola particular, moram em residências sem nenhum aparato de segurança, se transitam à noite tranquilamente, etc.

  24. Você acha mesmo que um

    Você acha mesmo que um salário de R$ 5 mil tem que pagar R$ 2 mil de IR? Acho que seu conceito de “rico” tá meio baixo. Entendo que a maioria não ganha isso, mas esse deveria ser o objetivo do governo! A maioria deveria ter um salário decente. Concordo que “rico” não paga imposto no Brasil…. mas quem ganha R$ 5 mil é “rico”, é”elite”? Tem dó…

  25. Nova alíquota incide sobre a diferença que ultrapassa cada faixa

    Acho que merece destacar que a nova alíquota incide sobre a diferença que ultrapassa cada faixa. Um exemplo (não sei se as alíquotas estão atualizadas):

    Primeira faixa: 1.499,15; alíquota: 0%; Imposto = R$ 0,00.
    Segunda faixa:  2.246,75 – 1.499,16  = 747,59; alíquota: 7,5%; Imposto = R$ 56,07.
    Terceira faixa:  2.995,70 – 2.246,76  = 748,94; alíquota: 15%; Imposto = R$ 112,34.
    Quarta faixa: 3.743,19 –  2.995,71  = 747,48; alíquota: 22,5%; Imposto = R$ 168,18.
    Quinta faixa: 6.800,00 –3.743,19 = 3.056,81; alíquota: 27,5%;  Imposto = R$ 840,62.
    Total do imposto devido: R$ 1177,21.
    Mais razoável do que se tivesse de recolher 27,5% de R$ 6.800,00, que seriam: R$ 1870,00. Fonte: http://www.faj.br/f.aspx?id=265

  26. Visando uma melhor análise

    Visando uma melhor análise sobre a ‘Carga Tributária do Brasil’, tema tão ‘envenenado’ por preconceitos, falsos ideologismos, distorções e omissões de informações por parte dos tradicionais ‘formadores de opinião’, e seus diversos interesses financeiros diretos, e/ou indiretos de quem os financia, vão aí abaixo alguns gráficos que mostram claramente as seguintes conclusões para começar:

    – carga tributária brasileira atual está dentro da média mundial da OCDE, ou seja 35%, e bem abaixo das economias européias, por exemplo.

    – carga tributária per capita brasileira, que está em torno de 4.000 dólares por pessoa, ainda é muito baixa para que possamos financiar serviços públicos de porte, e assim compensarmos nosso secular atraso social e estrutural, em relação a outros países já desenvolvidos, chegando a ser de 3 a 5 vezes menor que alguns, aos quais o Brasil e seus respectivos governos, em todos os níveis e épocas, é injustamente comparado, e seus governos cobrados em termos de oferta de serviços públicos, como Educação, Saúde e Segurança, tanto em quantidade como em qualidade.

    – nossa carga tributária incide principalmente sobre o consumo, 50%, pouco sobre a renda, 27%,  e praticamente nada sobre a propriedade, 3%, mostrando um sistema tributário distorcido e que se garante antecipadamente na arrecadação fiscal, já que o sistema judicial ineficiente e lento não lhe permite arriscar outro tipo de priorização.

    – alíquota máxima atual sobre o imposto de renda é baixa, 27,5%, em relação a outros grandes países, e que na sua maioria varia a mesma entre 30% e 57%, ao contrário do que muita gente no Brasil pensa e alardea, ficando presos ainda ao velho e falso dilema: “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”

    – carga tributária brasileira é muito regressiva, chegando ao absurdo de quem ganha até 02 salários mínimos contribui com quase 50% de sua renda, contra 26% de quem ganha mais de 20 SM´s, graças ao enfoque na arrecadação antecipada sobre o consumo. Outro número que desmente preconceitos altamente enrustidos na classe média brasileira, e que erroneamente acha que sustenta sozinha o país. É exatamente o contrário: quem sustenta o Estado Brasileiro, e todas suas políticas sociais, são principalmente os impostos pagos pelos mais pobres.

    Sem uma ‘Reforma Tributária’ séria e que priorize fortes alterações em alguns destes principais pilares do atual sistema brasileiro de arrecadação fiscal dificilmente saíremos do impasse atual, e que atrasa muito nosso desenvolvimento econômico e social.

     

          Fonte: https://brasilfatosedados.wordpress.com/ 

    • Parabéns Márcio de

      Parabéns Márcio de Carvalho!

      Vc escreveu tudo, ou quase tudo, o que é necessário saber antes de se entrar em uma discussão sobre impostos.

    • Obrigado

      Parabéns e obrigado, Márcio, por nos ter brindado com um resumo completo da distribuição da nossa carga tributária. Só confirma que é preciso, urgentemente, que a carga tributária passe a ser diretamente proporcional à renda e não como é hoje. Infelizmente, com a desastrosa conversão e submissão do governo Dilma ao neoliberalismo, isto não acontecerá tão cedo. E como este governo será um fracasso (se não voltar atrás),  a oposição (pior) facilmente o substituirá em 2018. Justiça fiscal, portanto, continuará um sonho por muitos anos; ou décadas.  

  27. Eu acho um absurdo essas

    Eu acho um absurdo essas aliquotas do imposto de renda. As aliquotas deveriam ser progressivas e as faixas comtempladas com restituição tambem deveriam ser progressivas.

     

     

    Alíquotas de imposto de Renda

                  Faixas de Renda atingidas pelo imposto      Porcentagem de restituição permitida do imposto

    0%         Até 3.000,00 reais            

    5%         De 3.001,00 reais até 7.000,00 reais             100%

    10%       De 7.001,00 reais até 12.000,00 reais           75%

    15%       De 12.001,00 reais até 18.000,00 reais         50%

    20%       De 18.001,00 reais até 25.000,00 reais         25%

    25%       De 25.001,00 reais até 33.000,00 reais         0%

     

  28. Fazer Malabarismos com os Numeros

    Já que estamos falando de IR e ainda fizeram um comparação com o Salario Minimo vamos ver a evolução desta relação

    Ano                                   SM                            Isenção                            Relação

    2008 –                               415                               1372,81                         3,31

    2009 –                               465                               1434,59                         3,09

    2010 –                               510                               1499,16                         2,94

    2011 –                               545                               1566,61                         2,87

    2012 –                               622                                1637,11                        2,63

    2013 –                               678                                 1710,78                       2,52

    2014 –                               724                                  1787,77                      2,47

    2015 –                               788                                  1.868,22                     2,37

     

    Como se ve no periodo citado, a relação caiu em 1 SM, o governo vem ano a ano se apropriando cada vez mais dos recursos dos trabalhadores assalariados.

    Como prova disso em 2009 foram entregues 25.772.355 Declarações de IR para uma receita total de R$ 66 Bilhões, ja em 2013 foram entregues 25.617.525 (numero bem proximo de 2009) para uma receita de 106,26 Bilhões.

    A elite como gostam de comentar aqui, nem liga para isso, pois eles recebem rendimentos de capital (Lucros, Dividendos) isentos de IR fugindo desta tributação. Para ter uma ideia disso em 2009 o total de Rendimentos Isentos R$363 Bi em 2013 562 bi, aumento de 200 Bi.

            

  29. E eu,  uma ingênua,

    E eu,  uma ingênua, acreditava que o imposto que causava a grande inflação brasileira, e a desgraça do povo e do pais, era a CPMF. Por isso ela foi derrubada! e eu disse OBA ! estamos salvos. A CIDE caiu e OBA novamente. Depois veio o momento do culpado ser a Folha de Pagamentos e muitas desonerações aconteceram em indústrias, etc. E eu OBA !  Desta vez vamos, com ou sem Ademar. E nao é que nada mudou ! Prá onde foram parar tudo isto ? Só pode ser na Suiça, Cayman, Ilhas Virgens, etc. Aqui não !

  30. Talvez seja a hora de ouvir os 20%

    Talvez porque os 20%  ou diria eu os 5% assalariados melhor remunerados  (veja que empresários com pró-labore de um salário mínimo e retirada de lucro de milhões estão formalmente nos 70%, pois suas retiradas são isentas de IR…talvez valha a pena ao blogueiro começar a pesquisar sobre isto e defender também a secretária do empresário, que ganha entre R$2000,00 e R$ 3.000,00 e é tributada),  são os que não recebem absolutamente nenhuma contrapartida do poder público. Pagam por planos de saúde cada vez piores, pois a ANS é uma fraude. Pagam para colocar seus filhos em escolas privadas, pois o governo, ao invés de melhorar a qualidade no ensino apenas cria cotas (sou favorável às cotas, desde  que viessem vinculadas a metas de  melhoria na educação básica, pois o modelo atual, que joga para a universidade a responsabilidade de reconstruir a base educacional dos estudantes é uma falácia…teremos apenas analfabetos bacharéis). Pagam por um porteiro ou câmeras  de segurança nos condomínios de classe média pois não temos segurança pública e vivemos num país onde bandido com algum recurso não fica muito na cadeia (o que incentiva ainda mais a criminalidade)…Talvez seja a hora, caro blogueiro, de ouvir os 20% pois, se não existe almoço grátis, eles provavelmente pagam a conta deste  almoço…

  31. CONVENÇÃO PARTICIPATIVA DE CONSENSO!

    O ideal seria fazer como nos países mais democráticos do mundo, convocar um grande debate público e oficial sobre o assunto:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/312667208868948/?type=3&theater

    A partir daí, decidir quanto seria razoável uma pessoa ganhar por mês; e quanto um valor seria abusurdo. Diante desses números, deveríamos criar uma tabela progressiva, que fosse até uns 70%, complementando o imposto de renda com um imposto sobre heranças mais justo. Enquanto aqui tal imposto é de no máximo 8%, em países como a holanda ele chega a ser de 40%, e na Alemanha atinge 50%. Porque uma sociedade deve estimular a criação de fortunas, não sua manutenção.  É preciso compreender, que o imposto de renda não atinge as empresas, e sua capacidade de investimento, pois as resevas em caixa das empresas não são tributadas. Um imposto assim, apenas tornaria mais justa a contribuição para se manter o Estado. Já que quem pode mais, tem o dever de contribuir com uma parte maior. Quando vemos alguém que ganha 40 mil por mês, pagando 27% de impostos; e outro que ganha 400 mil, pagando os mesmos 27%; é óbvio que aí está evidenciada uma grande injustiça, que favorece aos mais ricos, justamente quem financia a campanha dos políticos. Por isso, mudar essa situação, passa pela necessidade de acabar com os financiamentos privados de campanha, e também de conquistar o direito do próprio povo propor, convocar e votar plebiscitos.

    O QUE DEVEMOS DAR É UM BASTA NAS ISENÇÕES DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA E IMOBILIÁRIA!

    O governo promoveu uma grande DESONERAÇÃO de impostos na economia, como forma de enfrentar a crise e preservar empregos. Por isso vivemos hoje numa economia com pleno emprego! Essa desoneração, principalmente para contratação de funcionários, era uma necessidade histórica, que o Brasil conseguiu superar. Agora precisaremos de um ajuste fiscal, com aumento de impostos em outros setores. A questão é: ONDE AUMENTAR OS IMPOSTOS?

    Perdemos mais de 80 bilhões com as desonerações:

    http://www.jornalggn.com.br/noticia/arrecadacao-nao-deve-apresentar-avanco-real-em-2014

    QUEM DEVE PAGAR MAIS IMPOSTO AGORA É O SETOR ESPECULADOR, NÃO O PRODUTIVO!

    A sociedade precisa participar desse debate, para que o peso da máquina pública não caia sobre seus ombros, como sempre. Precisamos estudar, estudar, e estudar…

    O que você acha que os políticos e os especuladores estão fazendo nesse momento? Eles estão estudando, debatendo, planejando, mobilizando-se, e agindo, para que quem se ferre, continue sendo os que têm preguiça de estudar, debater o problema, e se mobilizar. Afinal, quem é que sempre puxa a carroça?

    Trabalhadores e empresários precisam se unir nessa discussão, pois têm interesses iguais. Se a indústria e o comércio receberem aumento de impostos, os produtos ficam mais caros. Se a renda do trabalhador receber essa carga tributária maior, ele diminuirá seu consumo, fazendo com que a indústria e o comércio vendam menos! Quem deve pagar mais impostos são os especuladores, essa classe energúmena, que precisamos conhecer a fundo.

    CONHEÇA A ESPECULAÇÃO!

    Os especuladores, sejam financeiros ou imobiliários, assemelham-se a vermes, que sugam os nutrientes de um organismo, sem nada contribuir para seu funcionamento. Eles equivalem à antiga nobreza feudal, uma classe parasitária, que explorava o povo, sem contribuir em absolutamente nada para o desenvolvimento do país.

    Vivemos uma verdadeira guerra político-econômica no mundo, onde confrontam-se o setor produtivo e a especulação, ou DITADURA DO MERCADO, se preferirem. Não somos contra o mercado, que vem a ser muito útil na economia; o que não podemos permitir é que sua irracionalidade governe o país.

    O mercado é igual um cavalo de carroça com viseiras, que só consegue ver o lucro imediato. Por isso permitiram desmatar 70% das áreas de preservação no complexo Cantareira em São Paulo, além de grande parte da Amazônia; e agora estão enfrentando uma crise de abastecimento d’àgua sem precedentes; que deve estar apenas começando; e pode trazer uma recessão violenta e duradoura, na medida em que os alimentos ficarem mais caros, e não sobrar dinheiro para comprar outros bens. Tudo em nome do lucro imediato, da valorização das ações, da “racionalidade” do mercado. Saibam mais sobre os motivos da seca:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/535066293295704/?type=3&theater

    “RACIONALIDADE” DO MERCADO = ABERRAÇÃO INTELECTUAL!

    Um país não pode ser governado por pessoas ambiciosas, que só se preocupam consigo mesmas. Quem não negocia sua influência, para ficar rico? Tanto políticos, quanto especuladores, estão pouco se lixando para o país e o futuro, quando surgem oportunidades para ficarem multi milionários. Uma pessoa normalmente leva cerca de pelo menos 40 anos, para poder ter uma chance dessas, e isso durará por mais uns 30 anos. Ou seja, a corrupção pensa num curto espaço de tempo, enquanto o país precisa ser governado em função de séculos.

    Quando os interesses pessoais são colocados acima dos interesses do país, reduzimos a administração para esse período de tempo subjetivo, e fechamos os olhos (cavalo de carroça com viseiras) para aquilo que mais interessa, o futuro das próximas gerações. As dificuldades que vivemos hoje, são frutos principalmente do que foi feito de 50 anos pra lá; e não tanto por culpa do que está sendo feito agora!

    O estudo abaixo traz importantes dados sobre a distribuição de renda e arrecadação de impostos no Brasil:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/brasil-debate-absurda-concentracao-de-renda-09-dos-brasileiros-detem-60-da-riqueza.html

    Se analisarmos o porquê de tudo isso; podemos citar nossa colonização para exploração, habituando-nos a escoar nossas riquezas para o exterior, em vez de aproveitá-las; a vinda maciça de criminosos ao brasil no período colonial, fomentando a cultura da corrupção; a deficiência no sistema de ensino associada à manipulação da mídia, provocando o desinteresse do povo pela política; a falta de personalidade e questionamento das elites intermediárias, transformando-as em cavalo de carroça das elites superiores, etc; que são diversos fatores, os quais, agregados uns aos outros, explicam porque temos uma das sociedades mais corruptas do mundo. Entretanto, não adianta chorar o leite derramado. O que temos de mais urgente, é compreender como tudo isso se processa.

    É óbvio, que a política vem a ser a ferramenta dessas elites privilegiadas; mas precisamos entender, como é possível retirar tanto de tantos, e entregar a tão poucos. O assunto é extenso, e não pretendo esgotá-lo aqui, mas a manipulação da mídia atua não apenas fomentando essa cultura da corrupção, como os demais fatores. Ela também faz parte da própria corrupção, sendo um de seus elementos. Na medida em que omitem informações, como essas:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/503107126491621/?type=3&theater

    Acabam escondendo de todos, o outro lado da moeda. Ou seja, impedem que os brasileiros de todas as classes reflitam, sobre o que seríamos, se as decisões políticas não ficassem apenas por conta dos políticos. Na medida em que toleram a corrupção por parte de quem representa essas elites privilegiadas, acabam justificando a impunidade, e encobrindo a corrupção do próprio judiciário. Se pararmos para pensar, tudo fica muito óbvio! Pois se o poder econômico pode agir, no sentido de eleger os políticos com financiamentos privados de campanha, é claro que uma vez chegando lá, esses políticos atuariam em benefício de quem lhes deu dinheiro. Por isso os impostos são cobrados principalmente sobre a produção e consumo, como aponta o estudo acima; e a especulação financeira, a especulação imobiliária (propriedade), e o setor exportador (dominado por multinacionais), ficam praticamente isentos de impostos, como demonstra esse nosso estudo.

    MAS COMO ACABAR COM ISSO?

    Ah, essa é a grande questão! Precisamos deixar de acreditar em papai noel, saci pererê, rede globo, revista veja, partido honesto, político perfeito, etc. Achar que um político vai dar jeito no país, é algo tão ingênuo, que beira a imbecilidade! Primeiro, porque não existem santos; e segundo, porque todo o Congresso Nacional precisaria ser santo também. Ou seja, só existe uma forma eficaz e duradora, de impedir que os políticos sejam seduzidos pelo poder econômico:

    O POVO DEVE TER DIREITO DE PARTICIPAR DAS DECISÕES POLÍTICAS!

    Vejam, e comprovem como funciona no exterior:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/503107126491621/?type=3&theater

    Nos Estados Unidos os políticos só podem aumentar impostos convocando plebiscitos:

    http://ballotpedia.org/California_Constitution

    Art 13 C, seção 2, C:

    “Qualquer imposição de imposto em geral, estendido, ou aumentado, sem a aprovação do eleitor, por qualquer governo local de 1 de Janeiro de 1995, em diante e antes da data de vigência deste artigo, deverão continuar a ser imposta, somente se aprovado por maioria de votos dos eleitores, que decidirão em uma eleição sobre a questão da imposição”

    Veja o que fariam com um assunto desses na parte mais rica da Europa:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/312667208868948/?type=3&theater

    Agora você já sabe o que exigir em seus cartazes, quando houver protestos; ou mesmo quando postar na internet, e conversar com seus amigos. Precisasamos de:

    MAIS DEMOCRACIA

    DIREITO DE CASSAR OS POLÍTICOS

    DIREITO DE CONVOCAR PLEBISCITOS

    Por que vocês acham, que os impostos dos países desenvolvidos incidem muito mais sobre a renda, principalmente na medida em que ela se eleva? Você acha justo tributar mais a produção e o emprego? Por que a especulação financeira e imobiliária é praticamente ISENTA DE IMPOSTOS?

    COMO ISSO ACONTECE?

    É simples! Antes de qualquer coisa, eles precisam imbecilizar o povo, principalmente com um péssimo sistema de ensino, inclusive universitário. Somente assim, as pessoas chegam ao ponto de acreditar em coisas como o saci, o papai noel, a rede globo, a revista veja, etc.

    A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA

    Depois disso fica fácil! A especulação financeira ataca, subornando a mídia e setores do governo, para aumentarem os juros. Isso numa economia como a nossa, que tem riquezas sobrando para serem produzidas, recursos sobrando nos bancos para serem emprestados, e o consumo não chega nem a 20% da Europa e EUA! Olha, tem que molhar a mão de muita gente mesmo, pra se aumentar os juros no Brasil; onde o consumo está tão baixo. Por isso eles têm exigido um banco central independente, pra facilitar o trambique. Coisas que são teorizadas lá pras bandas de Harvard, para nos enfiar goela abaixo suas “ordens”. Qual o problema disso? Ora, mas eles são tão elegantes, contam com tantos puxa sacos… Quem poderia contestá-los

    Hoje o governo paga uma taxa de juros anual em torno de 11%, para uma inflação por volta de 6%. Ou seja, quem empresta ao governo, ganha cerca de 5% por ano, e ainda tem que descontar os impostos; algo razoável, embora ainda elevado frente ao que se pratica nos países desenvolvidos. Mas no passado, enquanto tínhamos cerca de 9% ao ano de inflação, pagávamos de juros aos bancos em torno de 19%. Ou seja, ganhavam 10%, o dobro do que ganham hoje. 

    Só que o problema dos juros não são restritos ao que o governo paga. É preciso acompanhar as taxas do crédito ao consumidor, do cheque especial, dos cartões de crédito, etc; onde encontramos uma verdadeira agiotagem instituída, praticando taxas abusivas, que superam dezenas de vezes o que é praticado nos países desenvolvidos, inibindo o consumo, e prejudicando a indústria e o comércio.

    A especulação financeira também ataca negociando com ações. Eles desembarcam em determinado país com um saco de alguns bilhões de dólares, e compram ações de uma empresa ou outra. Isso faz com que suas ações subam de preço, por causa da procura desses papeis. Quando estão valorizados ao máximo, o especulador vende tudo o que tem. Aí entra a lei da oferta novamente, como muitos papeis foram vendidos, eles passam a sobrar no mercado. Com a oferta maior que a procura, o preço das ações dessas empresas despencam, e por vezes as levam à falência; mas nessa altura da falcatrua, o especulador já vendeu todas as suas ações pelo melhor preço,..

    A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

    Essa é uma das mais antigas práticas de parasitismo econômico, com raízes no início da civilização; mas que se fortificaram na idade média, no sistema feudalista; onde quem tinha terras, escravizava o povo, pelo fato de não haver a alternativa de novas áreas para serem exploradas. Os EUA ultrapassaram economicamente a Europa em pouco tempo após sua independência, porque, em parte, deram prioridade à indústria e ao sistema de ensino; mas, principalmente, porque havia terras novas para se explorar. Ou seja, quem quisesse construir uma casa para sua família, bastava ir mais para o oeste, que as terras não tinham dono! Economizando na compra do terreno, sobrava dinheiro no bolso do trabalhador, que podia consumir muito acima dos padrões europeus, transformando sua indústria e comércio numa verdadeira locomotiva. Quem tem alguma dúvida, leia o livro

    “A HISTÓRIA DA ECONOMIA AMERICANA”

    Editora Record

    É incontestável, são os americanos falando deles mesmos, e dos motivos de seu sucesso! Seguir os passos dos americanos e europeus, significa fazer o que eles fizeram no passado, não o que fazem agora, como pregam os entreguistas. Países europeus, como a Alemanha de hoje, chegam a garantir por lei o direito de moradia a seus habitantes, que quando não conseguem pagar o aluguel, recebem ajuda do governo. E cada centavo que o governo dá de auxílio ao povo, retorna para sua indústria e comércio. Aliás, a elite político-econômica americana foi das primeiras a perceber, que produzir (INDÚSTRIA, MERCADO SAUDÁVEL DE AÇÕES) dá muito mais dinheiro, que especular e explorar a miséria dos outros…

    A especulação imobiliária age territorialmente, como um vírus invadindo um organismo. Eles têm dinheiro sobrando, são pessoas ricas e influentes, com raízes em nossa “elite agrária colonial”. Compram terras ao lado da área urbana das cidades, onde ainda não tem iluminação, água e esgoto públicos. Essas áreas são compradas por um preço baixíssimo, muitas vezes por apenas alguns milésimos do valor de um terreno na zona urbana. O problema é que essas terras não são compradas para a agricultura, mas sim para a especulação. E só são vendidas, quando não tem mais terrenos à venda na parte urbana, elevando centenas de vezes o preço do imóvel rural, que compensará agora ser transformado em urbano.

    E, adivinhe!

    AS ÁREAS RURAIS PARA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA NÃO PAGAM IMPOSTO ALGUM!

    É isso mesmo! Volte lá em cima, na foto desse link, e reflita sobre quem é o burro, que arca com toda aquela carga tributária. Se não conseguir descobrir, olhe no espelho. Não tenha dúvida, somos todos nós, que não fazemos parte da elite agrária. Veja o link abaixo e comprove:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9393.htm#anexo

    Não é falha na visão! Propriedades rurais abaixo de 50 hectares (ha) são isentas de imposto. Ora, mas 50 ha são meio milhão de metros quadrados. Dá pra fazer meia dúzia de bairros inteiros de loteamentos! Ou seja, se o sujeito tem uma grana razoável sobrando, a lei permite que ele compre terras em volta das cidades, grudadas aos locais urbanizados, numa área superior a um bairro inteiro; e deixe a área criando mato, até que não tenha mais terrenos urbanos pra se vender; tudo isso SEM PAGAR IMPOSTOS!

    Ora, mas que espécie de país é esse, que permite e estimula um verdadeiro CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR? Que espécie de empresários temos, que pagam a campanha política de ladrões, para manter esse trambique, que acaba com seu próprio mercado consumidor?

    O QUE PODE SER FEITO CONTRA A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA E IMOBILIÁRIA

    CONTRA A ESPECULAÇÃO FINANCEIRA

    O ideal é que fosse feito uma CONFERÊNCIA PARTICIPATIVA DE CONSENSO sobre o assunto, como no link postado atrás, da mesma forma como se faz na parte mais rica da Europa. Por isso devemos exigir a CONSTITUINTE EXCLUSIVA PARA O SISTEMA POLÍTICO, que terá ampla participação do povo, e não deixa de ser uma conferência participativa. Através dela, poderemos propor que esse tipo de debate público, oficial, aberto, transmitido pelas TVs, e amplamente divulgado na mídia, seja introduzido em nossa legislação, por iniciativa dos políticos, e também do povo, através da convocação de plebiscito.

    O debate é necessário, para se chegar a um consenso do que vem a ser normal, para se ganhar cobrando juros, ou investindo em ações. Ele também pode ser feito ao nível do Congresso Nacional. Porém, só com muita indignação e protestos populares focados, conseguiríamos aprovar algo nesse sentido. A partir daí, devemos estabelecer um teto para essas transações, e criar o

    IMPOSTO SOBRE ESPECULAÇÃO FINANCEIRA!

    Esse imposto deveria ter uma alíquota até 99,9%. Por exemplo, se estabelecêssemos que o razoável seria lucrar em um ano o equivalente a 10% do capital investido em ações; e o absurdo seria lucrar nesse período um montante acima de 30% do capital investido. O que ultrapassasse essa marca de 10% começaria a ser tributado com uma alíquota de 5%, digamos; até 99,9%, para que o lucro real não excedesse a talvez 35%. Achamos conveniente, que haja essa margem, para que o retorno dos investimentos não fique congelado ou tabelado, mas apenas seja tributado com justiça. O mesmo deve ser feito em relação aos juros, que igualmente não podem ficar tabelados…

    CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

    Podemos e devemos reservar as áreas próximas da cidade para agricultura destinada ao município. Essas áreas não precisam ser muito grandes, basta reservar para isso uma distância de 1.000 metros a partir da área urbana. Dentro dessa faixa , o que pertencer à prefeitura, deverá ser entregue em comodato, para todos que queiram, poder plantar lavouras como feijão, batata, hortaliças, etc. O que pertencer a particulares, independente do tamanho, deverá ter o imóvel avaliado pelo preço do metro quadrado dos terrenos urbanos mais próximos, e recolhido a título de ITR um valor equivalente a 10% do IPTU do município. Imóveis rurais que estiverem entre dois bairros, devem pagar ITR equivalente a 20% do IPTU municipal.

    Por que países, como o Japão, têm milhares de pequenas propriedades rurais, produzindo para o consumo local, em volta de suas cidades? A segurança alimentar é indispensável para a saúde de nossas empresas. Porque se o trabalhador gastar mais com alimentos, a indústria e o comércio serão prejudicados.

    Com uma única canetada dessas, conseguiríamos:

    1) Que o preço dos terrenos despencassem. Porque os especuladores começariam a vender suas propriedades, para não ter que pagar o imposto.

    2) Criar milhares de pequenos proprietários, que explorariam a área de alguma forma, e não se incomodariam em pagar esse imposto, que ainda é extremamente baixo, elevando nossa arrecadação.

    3) Que várias áreas de terra fossem devolvidas às prefeituras, por não haver interesse dos proprietários em mantê-las, pagando impostos.

    4) Economizar recursos formidáveis para as prefeituras, que com o comodato poderiam receber o pagamento em alimentos e utilizá-los na merenda escolar.

    5) Dinamizar assustadoramente o mercado interno, fortalecendo nossas empresas. Na medida em que sobraria mais dinheiro no bolso do trabalhador, para consumir.

    6) Acabar com os conflitos sociais no campo e nas cidades, reduzindo drasticamente a criminalidade. Na medida em que todos conseguiriam comprar um pedaço pequeno de área rural por cerca de 5 mil reais ou até menos, pra fazer sua moradia e manter sua subsistência.

    IMPOSTO CONTRA A COLONIZAÇÃO!

    Essa sem dúvida é outra atividade que deveria ser tributada, mas recebe isenção de impostos. Mandamos nossas melhores riquezas para o exterior, e ficamos em troca com um punhado de papel, que eles chamam de dólar. Num país que tem reservas em dólar, pra pagar todas as dívidas contraídas nessa moeda, isso chega a ser uma aberração. Aliás, países como os EUA, que tem praticamente tudo o que precisam lá dentro, exportam menos de 5% de sua produção, normalmente coisas obsoletas, que já não vendem mais em seu comércio. Por que será que os EUA fazem isso? Por que será que na Rússia, multinacional é proibida de exportar? Precisamos cobrar

    IMPOSTO SOBRE EXPORTAÇÃO DAS MULTINACIONAIS!

    O Brasil pode ter recursos estratégicos, que realmente justifiquem uma empresa se instalar aqui, e ainda poder exportar de volta para seu país e outros lugares. Só que devemos analisar a diferença salarial existente entre seus funcionários aqui no país, e os funcionários de seus concorrentes onde os produtos serão vendidos, cobrando um imposto que compense totalmente essa diferença. Esse imposto deveria ser convertido em aumento do nosso salário mínimo, funcionalismo, e aposentadorias. O que fazemos é o contrário, e assim como isentamos a especulação financeira e imobiliária, a

    EXPORTAÇÃO DE MULTINACIONAL É COMPLETAMENTE ISENTA DE IMPOSTOS NO BRASIL!

    E quem acaba pagando o imposto são os bananas! Tem automóvel produzido aqui, que o imposto é tão alto, que chega a custar mais que o dobro do que é vendido nos EUA, mesmo sendo produzido no Brasil e exportado pra lá. Ou seja, o imposto que não é cobrado deles, é cobrado da gente. Afinal, alguns trouxas precisam sustentar o Estado…

    AH, MAS SE DIMINUIR A EXPORTAÇÃO FALTA EMPREGOS!

    Depende! E é por isso que as coisas não podem acontecer da noite pro dia. Tem que ser um processo gradual, acompanhado com um aumento constante da renda e do consumo interno. Porque se o poder aquisitivo do nosso povo aumentar, nós mesmos teremos condições de consumir tudo o que hoje é exportado. E o que sobrar, se for exportado por multinacionais, deve sim pagar impostos, até por uma questão de ter vergonha na cara. Infelizmente, numa operação que nunca vimos antes, de desespero e apelação da mídia tão intensa; os conservadores se fortaleceram nas últimas eleições, e esse trabalho será ainda mais difícil. 

    Como o aumento do salário mínimo, aposentadorias, e funcionalismo, são um poderoso meio de levação da renda, e não provocam inflação, desde que haja dinheiro em caixa para se pagar os aumentos, e recursos disponíveis para se emprestar com baixos juros para as empresas aumentarem a produção; o aumento de impostos é indispensável para garantir essa sobra de caixa ao governo, e devem ser feitos nesses setores que são isentos, e estão prejudicando nossa economia, a especulação financeira e imobiliária, e a exportação de multinacionais, 

    AH MAS OS AMERICANOS NÃO TRIBUTAM EXPORTAÇÕES DE MULTINACIONAIS!

    Os EUA tem o maior mercado consumidor e o maior poder aquisitivo do mundo, e não precisam tributar exportações de multinacionais. A Gerdau, por exemplo, é uma multinacional brasileira, que opera nos EUA. Alguém pode imaginar ela produzindo aço por lá, e exportando de volta pro Brasil com os altíssimos custos dos EUA? Mas garanto que no futuro, se isso ocorresse, eles tributariam, ou até mesmo seria proibido. 

    Da mesma forma, jamais imaginamos que os EUA estatizariam bancos. Por isso o Sr. Fernando Henrique Cardoso, o FHC, um dos maiores traidores (ou otários) que o Brasil já conheceu, deixou a ENGESA, nossa fábrica de blindados, ir à falência; mas não a estatizou. Já pensaram que vexame seria à doutrina neoliberal? Isso seria inadmissível. O que seus herois americanos pensariam da gente? Só que quando importantes empresas americanas ameaçaram quebrar, os EUA preferiram estatizá-las. Responda agora: Quem são os bananas da história mundial?

    Na época da ditadura, que de forma proposital e irresponsável endividou o Brasil, isso era até “justificável”, porque precisávamos dos dólares, pra pagar a dívida externa; e realmente era necessário exportar a qualquer custo. Como atualmente temos reservas internacionais, para pagar todos os compromissos contraídos em dólar, essa prática hoje chega a ser criminosa. Uma demonstração de que temos uma economia muito incompetente, extremamente corrupta, ou gente endividada até o pescoço com o dinheiro desses grupos internacionais exportadores. Pessoas que receberam grana pra campanha política, e se deram bem; em parte, porque nosso povo com melhores condições sociais é incapaz de estudar, debater a questão, participar, e contribuir para as melhores propostas políticas durante as eleições; seja dando dinheiro, ou prestando serviços de militância.

    CONSIDERAÇÕES SOBRE AS EMPRESAS ESTRANGEIRAS

    Esse não deve ser um ponto final, mas o início de um debate. No fundo, é muito complicado mexer numa cadeia produtiva, mesmo composta por multinacionais, como a da indústria automobilística, química, farmacêutica, etc; que geram muitos empregos no país. Entretanto, é de extrema importância debater o problema abertamente, para cairmos na real, e não sermos mais uma vez enrolados. Porque a mídia paga já está empurrando goela abaixo no povo, o mesmo que acontecia na época da ditadura e do FHC, aplicar uma recessão, num país que tem deficiência de consumo; que, ao contrário, precisa aumentar sua renda, oferta de crédito, e desonerar a produção e o consumo de bens; para ampliar o mercado interno. 

    Não podemos esquecer das pressões sobre nossa economia, que habilmente são impostas pelo próprio capital imperialista internacional, para garantir sua atuação, através de nossa dependência. Podemos ficar muito vulneráveis nas contas externas, e no saldo de dólares. Entretanto, mesmo com todos os incentivos e regalias; quando querem, nossas contas acabam no vermelho. O que nos leva a refletir se estamos no caminho certo. Se não levarmos em conta os esforços que eles devem fazer nesse sentido, jamais combateremos os verdadeiros motivos de nosso subdesenvolvimento.

    Se não houvessem outras atividades, que não o consumo e a produção, para serem tributadas, e ajudar na elevação das aposentadorias, funcionalismo, e salário mínimo, tudo bem. Mas enquanto coisas como a especulação financeira e imobiliária forem isentas de imposto, querer tributar ainda mais qualquer outro setor da economia, ou é um atentado à inteligência, ou a mais cínica prática de corrupção. A própria exportação de multinacionais deveria ser minimamente tributada, para que pelo menos os preços daqui e de lá fossem equivalentes. Sem esquecer do fantástico avanço desses povos, e sua contribuição para o progresso do mundo inteiro. 

    NÃO ADIANTA PÔR A CULPA NO GOVERNO!

    Vale lembrar, que esses grupos econômicos especuladores e exportadores, de interesse oposto a 90% dos brasileiros, são muito organizados, financiam e influem na política brasileira, pagando campanha de deputados e senadores, que são quem realmente exercem o poder no país. Quando chegam lá, votam apenas no que seus patrões mandam. A própria Presidenta fica à mercê da nomeação de gente indicada por eles, porque seu partido não tem nem 1/7 dos integrantes do Congresso, e ficaria impossível governar o Brasil sem esses acordos. 

    O atual governo não é perfeito, mas tem servido de moderador, para atenuar essas distorções; e teve tanto êxito, que provocou o ódio dos conservadores. E se tiver sucesso em convocar uma Constituinte para a reforma do sistema político, poderá dar à sociedade uma maior participação nesse debate. O povo será uma força extra, contra os poderosos grupos exportadores, que querem nos manter como colônia.

    DE QUEM É A CULPA?

    Devemos agradecer esse buraco em que nos metemos principalmente aos grupos conservadores, que ganham fortunas em propinas; e à propaganda maciça da mídia paga, que norteia suas ações e discursos. Revistas como a Veja e outros meios de comunicação, são traidores do país, submissos aos grupos exportadores e da especulação. Eles manipulam gente ignorante, que não tem capacidade nem de debater o que defende, para agir contra seus próprios interesses. Pois, por exemplo, se essas mercadorias, que não precisam ser exportadas, ficassem no país, ou seu preço despencaria (automóveis, eletroeletrônicos, etc), ou a renda do brasileiro deveria ser elevada, para poder consumi-las. Porque ninguém ficaria com seu capital parado, quando pudesse produzir e vender. Multinacional não pode ter espaço na legislação, para nos transformar numa colônia. Elas devem se contentar em explorar um mercado saudável, onde a renda não seja artificialmente reduzida, através de verdadeiras falcatruas. 

    O IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE HERANÇA

    Esse é de lascar! Enquanto o teto estabelecido para tal tributo no Brasil, cujo estabelecimento cabe ao senado, não passa de 8%, em países como a Inglaterra eles chega a 80%. Depois não sabem explicar como os países desenvolvidos têm dinheiro para manter boas escolas, hospitais, e demais serviços públicos. Esse imposto é estadual. No estado de São Paulo, por exemplo, e´cobrado apenas 4%. Ou seja, mesmo com todas as subavaliações e trambiques; quando um milionário herda uma herança, ele paga apenas 4% de imposto. 20 vezes menos que na Inglaterra, berço do neoliberalismo.

    Como podemos ver, existem vários motivos para não aceitarmos coisas, como a volta da CPMF. A CPMF tributa o trabalhador e as empresas, que são os que levam o país nas costas. Se, por exemplo, um imposto justo sobre a transmissão de herança fosse cobrado, possibilitando a elevação das rendas pagas pelo governo (salário mínimo, aposentados, funcionalismo), o consumo aumentaria, e as empresas lucrariam mais. Ou seja, todos os cidadãos normais ficariam satisfeitos. Exceto, aqueles que são incompetentes, e precisam se escorar em legislações da idade medieval, para manter seus privilégios…

    IMPOSTOS SOBRE OS MICROEMPRESÁRIOS!

    O governo poderia dar dois presentes aos microempresários. Primeiro, reconhecer que o simples não é um favor do governo, mas sim uma obrigação com quem mais emprega neste país. Chega a ser repulssivo, ver inúmeras microempresas fechando, porque tiveram problemas com nossa justiça podre e corrupta ou dificuldades financeiras, e foram excluídas do simples, sendo obrigadas a pagar imposto dentro do lucro presumido, uma forma muito mais onerosa de recolher impostos. Por acaso nossas grandes empresas são destruídas dessa forma, quando se vêem em dificuldades, devendo, além de pagar os juros e a absurda e imoral multa de 20%, também ter que migrar para um sistema que lhe cobre muito mais impostos, caso queira permanecer funcionando? Senhores governantes,

    A EXCLUSÃO DE EMPRESAS DO SIMPLES É UMA ABERRAÇÃO IMORAL!

    Segundo, quem mais emprega no país, as microempresas, não podem ter tamanha injustiça por parte do governo, que não atualiza anualmente as faixas de contribuição do simples. As grandes empresas pagam imposto sobre o lucro. Ou seja, o imposto sobe na medida em que faturam mais. Se ocorre inflação, os preços são reajustados, e, embora tenham seus impostos elevados, seus lucros também são maiores. Na microempresa não, pois o imposto é cobrado sobre o faturamento bruto. Aumentou o faturamento, aumentam os impostos; e existem faixas de contribuição, a apartir de determinados faturamentos a porcentagem (alíquota) do imposto sobre o faturamento vai aumentando. Ou seja, quando ocorre a inflação, e os preços são reajustados, o microempresário acaba sendo penalizado, porque vai pular de uma faixa para outra, e terá que pagar um porcentual maior de imposto.

    Isso ocorre, porque, ao contrário do imposto de renda das pessoas físicas, que tem sua tabela reajustada todo ano, a tabela de alíquotas do simples fica anos sem reajuste. Ou seja, jogam ano após ano reajustes equivalentes à inflação nas costas dos microempresários. Por exemplo, se até 20 mil por mês ele paga hipoteticamente 7%, e está dentro dessa faixa, quando reajustar seus preços devido à inflação, passará para mais de 20 mil, devendo pagar 8%. Ou seja, esse valor de 20 mil deveria ser atualizado anualmente, para que a microempresa permanecesse na mesma faixa dos 7%, e só passasse para a seguinte, se tivesse um aumento real de faturamento. Porque dessa forma, acaba comprometida sua capacidade de investimento, e os preços são repassados duas vezes ao consumidor, uma por culpa da inflação, e outra por culpa da defasagem na tabela do simples. E quem não consegue fazer esse repasse, acaba tendo que fechar; ou reduz seus investimentos. Vejam:

    http://www.contabeis.com.br/noticias/17141/simples-nacional/

    Srs. governantes, vocês

    ESTÃO ESTORQUINDO AS MICROEMPRESAS!

    Não seria tão revoltante, se todos pagassem impostos justos nesse país, mas quando vemos setores como a especulação financeira, a especulação imobiliária, e o exportador (dominado por multinacionais), completamente isentos de impostos; leva-nos a refletir, sobre quem são os donos do Brasil. 

    AOS DESVAIRADOS!

    Quanto aos grupos que lutam pela volta da ditadura, por um absurdo impeachment logo após uma eleição, contra o inexistente perigo comunista, e outras bandeiras conservadorismo; mas que não recebem milhões e milhões de dólares de propina no exterior; esses são a massa de manobra dos conservadores, os inocentes úteis, que lhes servem de capacho, são espoliados de todas as formas, não recebem nem 20% do que um europeu ou americano receberia no mesmo serviço, e ainda lambem a mão de quem lhes chicoteia. Uns devem ter medo de perder a merreca que ganham, pra viver puxando o saco deles; enquanto outros devem ter problemas mentais, e se sentir melhor ao juntar suas insignificâncias com as elites conservadoras colonialistas, enganando a si mesmos, e fingindo fazer parte delas… 

    LINKS RELACIONADOS:

    Excelente estudo sobre quem paga mais impostos no Brasil:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/quem-paga-imposto-brasil-familias-com-ate-dois-salarios-minimos-arcam-com-489-total.html

    França aprova imposto sobre grandes fortunas, já existente em diversos países desenvolvidos:

    http://pensadoranonimo.com.br/aprovado-na-franca-imposto-de-75-sobre-grandes-fortunas/ 

    Economista francês fala em imposto global sobre grandes fortunas, até para o próprio bem do sistema capitalista.

    http://www.viomundo.com.br/politica/piketty-e-um-erro-pensar-que-o-brasil-fez-demais-na-area-social-e-agora-precisa-de-mais-mercado.html 

    Sobre as multinacionais:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/546704845465182/?type=3&theater

    Economistas fazem manifesto por inclusão social:

    http://correiodobrasil.com.br/ultimas/belluzzo-assina-manifesto-de-economistas-pela-inclusao-social/743114/ 

    Os banqueiros tem a fatia mais gorda do orçamento! Mas será que eles se negam a estudar, a se mobilizar, e lutar por seus interesses, como nós?

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1519211748336651&set=p.1519211748336651&type=1&theater

    Como nossa economia é sabotada pela especulação financeira internacional:

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2015/01/04/argentina-denuncia-ataque-financeiro-contra-sua-economia-e-contra-o-brasil.htm 

    Quem ganha até dois salários mínimos, perde mais de 60% da renda com impostos:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/injustica-fiscal-quem-ganha-ate-dois-salarios-minimos-deixa-539-da-renda-com-o-tesouro.html 

    Economista Belluzzo denuncia como sabotaram nossa economia através do câmbio, para justificar uma recessão. Não é de admirar, pois assim poderão mandar mais mercadorias ao exterior, tornando-os mais ricos, e a gente mais pobre:

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/belluzzo-critica-ajuste-fiscal-e-diz-que-brasil-caminha-para-a-recessao/747564/

      • Se juntar todos os links dá um livro!

        Infelizmente, o assunto é complexo, e não tem como resumir. A gente já procura colocar links para tornar o texto menor; normalmente quem lê o começo, já tem uma boa ideia. E depois termina de ler com mais tempo, como faz com qualquer texto mais extenso.

  32. Imposto de Renda
    Falta: Aumentar a honestidade, “enxugar” e reduzir os salarios da maquina publica. Resumindo: administrar o País como se fosse a nossa casa ou uma empresa, com metas, austeridade e responsabilidade.

  33. Comparação esdrúxula

    Fico realmente assustado quando as pessoas têm a cara-de-pau de comparar o Brasil com países europeus, culpando os tais 20%. Como se aqui nós tivéssemos todo o retorno que oe europeus têm dos seus impostos, em saúde, educação, transportes e segurança. É realmente constrangedor.

    Ademais, o autor do artigo se esquece que um sujeito que ganha R$ 2.000,00, e já cai na faixa do imposto, paga muito mais, por conta dos inúmeros impostos embutidos nos produtos (até nos alimentos!) que ele consome e em tudo que ele precisará pagar para viver: escola, segurança, transporte, etc.

    Finalmente, a Presidente poderia sim resgatar sua confiança se aliviasse os impostos da classe média e passasse a tributar sim o lucro e as heranças no Brasil. Ao não fazer isso, ela não passa de uma Robin Hood às avessas.

     

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