Recado do Nassif: Lava Jato e o fim da hipocrisia

Estamos no início do vazamento do dossiê Intercept. Como Raquel Dodge, desafeto de Janot, vai atuar? Como as revelações se desenrolam sobre o caso Lula? Como se comporta Cármen Lúcia na turma que julga a liberdade do ex-presidente?

 

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5 comentários

  1. Semana dos marcos indicativos e dos encontros…
    semana de reconhecer ou não o risco de se conviver com criminosos perfeitos

    para não reconhecerem, necessariamente terão que inverter tudo o que sabemos sobre crimes

    Será a máquina a se compatibilizar com a imperfeição humana, o que no nazismo chamaram de o perigo que nos moveu?

  2. Vi tanta paródia que não resisti.
    Chico, divindade, desculpe pelo uso da sua arte como papel higiênico de um país cagão.

    Sobe o som – paródia em construção; poderá ser modificada a cada vazamento patriótico, rs.
    Aberto a criação colaborativa.

    “Destruição”
    O – Amou daquela vez como se fosse a última
    P – Armou inúmera vez como se guerra púnica

    O – Beijou sua mulher como se fosse a última
    P – Negou ser parcial como se fosse lídimo

    O – E cada filho seu como se fosse o único
    P – E o brinde com Aécio fosse um ato lúdico

    O – E atravessou a rua com seu passo tímido
    P – Amarelou a rua com seu pathos cínico

    O – Subiu a construção como se fosse máquina
    P – Ruiu democracia numa noite trágica

    O – Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
    P – Botou no seu altar Temer e sua cáfila

    O – Tijolo com tijolo num desenho mágico
    P – Gedel e genitora em apês, prova fática

    O – Seus olhos embotados de cimento e lágrima
    P – O país desbotado em lamento e cólera

    O – Sentou pra descansar como se fosse sábado
    P – Pra se tornar ministro, assinou prisão ilícita

    O – Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
    P – Medrou de melindrar o privateiro príncipe

    O – Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
    P – Mandou e desmandou no pastor fake lúbrico

    O – Dançou e gargalhou como se ouvisse música
    P – Prendeu e manobrou, com STF esquálido

    O – E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
    P – E tropeçou no Telegram sua trama de Tântalo

    O – E flutuou no ar como se fosse um pássaro
    P – E se espalhou no ar insofismável escândalo

    O – E se acabou no chão feito um pacote flácido
    P – Não se acabou ainda, tem apoio globélico

    O – Agonizou no meio do passeio público
    P – Antagoniza em público em voz monocórdica

    O – Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
    P – Sobrou pro hacker russo, retórica ilógica

    O – Amou daquela vez como se fosse o último
    P – Armou, virou refém de sua própria máscara

    O – Beijou sua mulher como se fosse a única
    P – Onde anda sua conge, hackearam Rosângela

    O – E cada filho seu como se fosse o pródigo
    P – E cada falha sua exposta em praça pública

    O – E atravessou a rua com seu passo bêbado
    P – Já pôs na lama a fama de herói da república

    O – Subiu a construção como se fosse sólido
    P – Está preso pelo rabo em sua própria máquina

    O – Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
    P – De delação vazada de maneira incógnita

    O – Tijolo com tijolo num desenho lógico
    P – Perjúrio no Senado, o destino é irônico

    O – Seus olhos embotados de cimento e tráfego
    P – Seus podres publicados por Glenn, cidadão Autêntico

    O – Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
    P – Do país a que tu serve como um bosta anêmico

    O – Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
    P – Come ovo, caga caviar, do inglês erra a gramática

    O – Bebeu e soluçou como se fosse máquina
    P – Usou e abusou, sem noção de ridículo

    O – Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
    P – Vazou e foi vazado, quer música no fantástico?

    O – E tropeçou no céu como se ouvisse música
    P – Caiu na sua armadilha, atestado de estúpido

    O – E flutuou no ar como se fosse sábado
    P – Nova piada mundial, e ainda se acha o máximo

    O – E se acabou no chão feito um pacote tímido
    P – Tripudia de nosso flagelo, é parça globélico

    O – Agonizou no meio do passeio náufrago
    P – Uma hora se entrega, contra o auditório

    O – Morreu na contramão atrapalhando o público
    P – Morrerá nas mãos a que serviu, sociopata agônico

    O – Amou daquela vez como se fosse máquina
    P – Arma mais uma vez como se ainda incólume

    O – Beijou sua mulher como se fosse lógico
    P – No final será delatado por sua própria cônjuge

    O – Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
    P – Que fugirá com Zucolotto, quente noite de sábado

    O – Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
    P – Deixando conta zerada e conge no patíbulo

    O – E flutuou no ar como se fosse um príncipe
    P – A ver um powerpoint da sua fuga, sádica

    O – E se acabou no chão feito um pacote bêbado
    P – Se acabará enfim sua trajetória adúltera

    O – Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
    P – Morrerá esquecido lavando o chão da Globélica

    O – Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
    P – Por um pirão pra comer, por um tostão pra seguir

    O – A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
    P – A indústria da delação que destruiu um país

    O – Por me deixar respirar, por me deixar existir
    P – Por nos tirar dignidade, e na mentira insistir

    O – Deus lhe pague
    P – Deus lhe acabe

    O – Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
    P – Pela cachaça com o Fagner que a gente teve que assistir

    O – Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
    P – Pelo vinho com o Karnal, que a gente teve que discutir

    O – Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
    P – Pelos degraus de soberania que a gente ainda vai cair

    O – Deus lhe pague
    P – Deus lhe acabe

    O – Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
    P – Pela conge tiwitteira a espicaçar e sorrir

    O – E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
    P – E pelas toscas figuras que ajudou a erigir

    O – E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
    P – E pela incapaz toupeira que desgoverna o país

    O – Deus lhe pague
    P – Deus lhe apague
    Da nossa História ”

    CONSTRUÇÃO CHICO BUARQUE
    https://www.youtube.com/watch?v=gj3r31FgeJc

    Sampa/SP, 24/06/2019 – 15:24

    2
    1
    • “O – Agonizou no meio do passeio náufrago
      P – Uma hora se entrega, contra o auditório”
      LEIA-SE, E CANTE-SE

      “O – Agonizou no meio do passeio náufrago
      P – Uma hora se entrega, contra o auditório ABÚLICO”

      E onde “hackearam Rosângela”, uma interrogação cai bem, rs.

      Sampa/SP, 24/06/2019 – 16:16

      1
      1
  3. o meu comentário acima obviamente se refere a bela
    paráfrase da canção construção do chico
    feita/apresentada pela cristiane, muito legal…

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