TV GGN 20hs: a revolta das vacinas e o poder de Bolsonaro

E mais: o desafio imprudente de Doria; confira o comentário de Luis Nassif sobre a política e economia do Brasil nesta quarta-feira, 21 de outubro

A revolta das vacinas e o poder de Bolsonaro é um dos temas da TV GGN 20 horas desta quarta-feira (21/10). Confira este e outros destaques a seguir:

Os dados da covid-19 no Brasil ainda não foram atualizados, uma vez que o Ministério da Saúde não divulgou as últimas informações até o momento.

Estados Unidos, Brasil e índia puxam os dados de óbitos no mundo e, nos últimos sete dias, a média móvel em países como França, Espanha, Reino Unido e Alemanha mostra um crescimento expressivo.

Sobre a guerra das vacinas, não tem bonzinho: Fiocruz e Butantan estão desenvolvendo vacinas contra a covid-19 em parceria com estrangeiros.

“O Bolsonaro só vê em termos políticos: ele vê a Fiocruz como esquerdistas”

Ministério da Saúde não havia previsto verba para a Sinovac e, após reunião dos governadores com o ministro Pazuello, foi admitida a possibilidade de compra das vacinas após todos os testes.

“Nós estamos tratando com uma besta-fera. Bolsonaro é um tosco, tosco. E o que o Doria faz quando admite a vacina? Ele sai e vai fazer uma comemoração”

“Se fosse uma pessoa responsável, ele não ia celebrar a vitória. E ele celebrou a vitória, enaltecendo o Pazuello em detrimento do Bolsonaro. Sabendo que você tem um presidente que não entende vidas”

“Com essa tentativa do Doria de capitalizar em cima do bom senso, vem a besta-fera do Bolsonaro e desautoriza o Pazuello. E quando você pega as cobras criadas, percebe-se a imbecilidade institucionalizada”

“(Bolsonaro) enfraqueceu o Pazuello. O que houve foi um compromisso de compra se a vacina saísse antes das outras”

“Com essa comemoração toda, o Bolsonaro entendeu que o Pazuello prometeu dinheiro para a vacina e deu-se esse quiprocó todo (…) Pazuello foi pra casa, e ele deve estar com bolsonarite, uma doença ainda mais perniciosa do que a covid”

“E você entra no ponto central: como que fica o país nas mãos dessa pessoa? Hoje, nós tivemos mais uma cena explícita de preconceitos contra os chineses”

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“Uma análise dos dados da balança comercial entre Brasil e China: a China responde por 70% do saldo comercial brasileiro”.

“O papel que a China tem no desenvolvimento brasileiro hoje é o mesmo papel que os EUA tiveram na terceira década do século XIX, que permitiu ao Brasil uma enorme janela de oportunidades jogada fora pelo Rui Barbosa”.

“Nos anos 40, a mesma coisa: a sede por matérias-primas deu um baita poder de barganha para o Brasil. Então, é um grande momento poder se utilizar os poderes da China”.

“E o que vem? Preconceito com relação a vacina. Não tem cabimento um negócio desses. Uma vacina que está sendo desenvolvida em conjunto com o Instituto Butantan, uma vacina sino-brasileira.

“Daí entra a questão do 5G, dizendo que o Brasil não vai adquirir o 5G, o Mourão diz que vai, ele diz ‘eu que mando aqui’. Esse é o Brasil. O Brasil que já foi a sexta maior economia do mundo, nas mãos de uma pessoa que fala ‘eu faço, eu que mando’. Um imbecil completo”

“Como que o Supremo deixa? Como que o Congresso deixa o país nessas mãos em um momento relevante que você tem hoje, de se preparar para uma outra etapa…Nós já perdemos uma etapa nos anos 90 com aquela política de câmbio e de juros do Plano Real, que matou toda a possibilidade do Brasil”

“Depois, no governo Lula, você teve um grande salto em várias áreas mas você teve uma política de câmbio e de juros que segurou o desenvolvimento industrial.

E agora você tem um momento crucial, em que a revolução tecnológica avança substancialmente, nas mãos de um sujeito que fala que não vai comprar produto da China porque ela é comunista”.

“E quando você vê os Estados Unidos, o que ele tá oferecendo? E você vê o que é um país atrasado como o Brasil: os EUA estão oferendo através do EximBank US$ 1 bilhão, que pode chegar até mais, para financiar as empresas brasileiras para adquirir equipamentos americanos ou que não sejam chineses”

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“Esse é o papel tradicional de qualquer país potência industrial. A China também faz isso (…) O Brasil, quando ele fez isso com as empreiteiras, o que o MPF de Brasília fez? Colocou 40 pessoas do BNDES em condução coercitiva, com a Globo filmando, humilhando os técnicos por terem concedido financiamento para exportação”

“Até hoje repetem que ‘é dinheiro para Cuba’, ‘dinheiro para a Venezuela’. Não! Era dinheiro para a aquisição de produtos brasileiros, como os americanos estão fazendo agora. E agora os americanos impõem uma sobretaxa na exportação de alumínio brasileiro”

“E você tem o Pazuello, que leva um tempo para pegar embocadura, e quando começa a se acertar com os governadores – um ponto central, pois a compra que precisava ser feita pelo Ministério da Saúde não foi feita e foi cada um por si”

“Os governadores atuando de forma responsável sincronizada e responsável, com um ministro da Saúde que mostrou bom senso mas que foi atropelado pois o Doria saúda o Pazuello sabendo que o ciúme do Bolsonaro com relação aos seus ministros é fatal”

“O Doria conseguiu mais uma demonstração de que o Bolsonaro é incompatível com a governança, a custa de atrasar um programa de vacinas (…)”

“Essa história do americano oferecer financiamento é algo que existe desde meados do século passado (…) A Embraer conseguiu começar a exportar quando o BNDES passou a oferecer financiamento e taxas compatíveis com as taxas internacionais”

“O que esses procuradores que criminalizaram o Petrobras vão fazer? (…) É aquela ignorância sólida que marca o subdesenvolvimento de um país”

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Vinícius Dino é o novo comentarista semanal do GGN, abordando a reforma administrativa e o que está ocorrendo com relação ao tema

“Todo o trabalho feito para se ampliar o foco da Lava-Jato após a queda de Lula e Dilma foi em vão (…) Agora, pergunta-se todo esse tipo de informações, se essa discussão racional sobre a estabilidade, e do poder arbitrário do presidente para extinguir órgãos, faz parte das discussões da mídia”

“Como você pega editoriais do Globo defendendo essa reforma administrativa que abole o concurso público, que traz de volta a República Velha! O Brasil, a Nação começou a se formar quando se criou o concurso público – tem abusos? Tem abusos, mas eles são minoria”

“Foram os funcionários públicos que ajudaram a construir esse país. Você pega os grandes grupos que se formaram nos anos 30/40/50, foram com funcionários do Banco do Brasil, do Itamaraty. Você tem que fazer a reforma administrativa e buscar eficácia respeitando as características do setor público”

“No caso do poder público, quem é o dono da empresa? É o presidente. Se ele pode contratar e despedir à vontade, o que vai acontecer? Aparelhamento. Então, os jornais repetem a crítica ao aparelhamento e defendem uma proposta que permite o amplo aparelhamento do setor público”.

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