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Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava, por Carlos Motta

Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava

por Carlos Motta

Num país sério as músicas de Eduardo Gudin tocariam no rádio dia e noite, de tão boas que são.

Mas este é o Brasil, uma colônia cultural americana, depósito do lixo da indústria de entretenimento, um dos alvos prioritários do soft power do grande irmão do norte.

A música de Gudin faz bem para os ouvidos, para o cérebro e para o coração.

Não tem contraindicações.

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O povo também quer comer o biscoito fino da cultura, por Carlos Motta

O povo também quer comer o biscoito fino da cultura

por Carlos Motta

O Brasil é um país de terceiro mundo com qualidade musical de primeiro mundo, diz a jornalista Maria Amélia Rocha Lopes. "Mas vivemos tempos nefastos. Lemos pouco, vemos muita televisão. O dinheiro é curto e, se for preciso cortar no orçamento familiar, será no destinado à cultura. Não estamos conseguindo ampliar o acesso a uma vida cultural intensa, formadora, que amplie horizontes", acrescenta. 

Maria Amélia faz, porém, uma ressalva importante: a população também gosta do biscoito fino. "Basta ver a frequência aos espetáculos ao ar livre, gratuitos. Ou aos shows de espaços como o Sesc, por exemplo, que vende ingressos a preços populares e oferece grande qualidade." 

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Viemos dizer bem alto que a injustiça dói, por Carlos Motta

por Carlos Motta

Uma das músicas mais tocadas e cantadas no carnaval pernambucano é "Madeira que Cupim não Rói", do mestre Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa, nascido em Surubim, 28 de outubro de 1904 e falecido no Recife, 31 de dezembro de 1997). 

É uma marcha-frevo de melodia simples, mas emocionante, como várias composições de Capiba.

Não sei por que, mas toda vez que a escuto, as comportas de alguma parte de meu cérebro se rompem e as lágrimas insistem em escorrer dos meus olhos.

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Carlos Motta: A esperança permanece, equilibrista

Arte: Camila Camargo 

A esperança permanece, equilibrista

por Carlos Motta

Há músicas e músicas.

Há músicas que de tanto tocar no rádio acabam esquecidas: doces demais, enjoam. 

Há músicas que permanecem na memória coletiva porque representam um sentimento, uma época, um ideal.

É o caso de "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, no ano de 1966, junto com "A Banda", de Chico Buarque, e de "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores", do mesmo Vandré, que ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, promovido pela Rede Globo de Televisão.

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A esperança permanece, equilibrista

Há músicas e músicas.

Há músicas que de tanto tocar no rádio acabam esquecidas: doces demais, enjoam. 

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O eterno Itamar, completo, uma pechincha para este Natal, por Carlos Motta

O eterno Itamar, completo, uma pechincha para este Natal

por Carlos Motta

Com o Natal, data de maior apelo comercial do ano, chegando, surgem as inevitáveis dicas de presentes, um vale-tudo enlouquecedor.

Para não ficar atrás nessa competição, deixo a minha sugestão, verdadeiro tesouro por uma pechincha: a famosa "Caixa Preta", obra completa do incrível Itamar Assumpção, pela metade do preço na loja do Sesc - de R$ 150 por R$ 75!

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A voz do Brasil, por Carlos Motta

Por Carlos Motta

Dois de dezembro é o Dia Nacional do Samba, data que surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luís Monteiro da Costa, para homenagear o grande Ary Barroso - o autor de "Na Baixa do Sapateiro", tremendo sucesso, não conhecia a Bahia, e foi a Salvador, pela primeira vez, nessa data.

Se até hoje ainda há alguma dúvida sobre onde o samba nasceu, ninguém discorda do fato de que foi no Rio de Janeiro que ele ganhou a forma com que, com as inevitáveis mudanças, se tornou o ritmo musical mais popular do Brasil - e o cartão de visita artístico com que este imenso país se apresenta ao mundo.

Cem anos depois da gravação de "Pelo Telefone" (Donga e Mauro de Almeida), considerado o primeiro registro fonográfico com a designação do gênero "samba", pode-se dizer que ele hoje é muito mais que um ritmo musical - é o maior fator de união nacional.

 

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Onde estão os novos Dom e Ravel para exaltar o Brasil Novo?, por Carlos Motta

Onde estão os novos Dom e Ravel para exaltar o Brasil Novo?

por Carlos Motta

Da mesma maneira que muitos artistas lutaram com as armas que tinham contra a ditadura militar, outros fizeram de conta que tudo estava normal no Brasil, e alguns poucos se colocaram ostensivamente ao lado do regime.

O caso mais emblemático é o da dupla Dom e Ravel, que compôs e cantou a ufanista marchinha "Eu Te Amo, Meu Brasil", que tocava sem parar em todas as emissoras de rádio e televisão nos anos 70 do século passado.

Alguns de seus versos são o suprassumo da patriotada mais canalha: "Mulher que nasce aqui/Tem muito mais amor.../O céu do meu Brasil tem mais estrelas/O sol do meu país mais esplendor.../Eu vou ficar aqui/Porque existe amor.../Ninguém segura a juventude do Brasil..."

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Para desafinar o coro dos contentes, por Carlos Motta

Foto Glaukes Bernardes

Para desafinar o coro dos contentes

por Carlos Motta

Houve um tempo em que os músicos brasileiros ousavam, criavam, iam além das fórmulas estabelecidas e fáceis - arriscavam tudo, nome, carreira, em troca da liberdade para se indignar, de se expressar em meio à névoa cinza que obscurecia o Brasil de então.

Não foram compreendidos na época, ainda não são compreendidos tantos anos depois, ainda carregam nas costas o pesado rótulo de "malditos", como se fossem aberrações que vagam no mundo dos perfeitos e dos "normais".

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A voz dos invisíveis, por Carlos Motta

 
A voz dos invisíveis
 
por Carlos Motta
 
E lá se vão 35 anos da morte de um dos mais originais artistas populares do Brasil, o inconfundível Adoniran Barbosa, nascido João Rubinato na cidade paulista de Valinhos em 6 de agosto de 1910 e falecido em 23 de novembro de 1982 na capital paulista.
 
Muitos, mas muito mesmo, falaram e dissecaram a obra de Adoniran, ressaltando a revolução linguística de suas letras, que incorporaram, como nenhum outro, a maneira de se expressar do povo, essas pessoas comuns, batalhadoras do dia a dia, heróis anônimos da sobrevivência.
Adoniram, porém, fez mais: ao pôr em evidência em suas músicas o sujeito ordinário, esse ser quase invisível que, na verdade, é o grande protagonista histórico desta sofrida nação, ele acabou revelando todas as mazelas, toda a injustiça e desigualdade que amarram o país no atraso, ignorância e subdesenvolvimento.

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Itiberê, 50 anos na estrada da música universal, por Carlos Motta

Itiberê, 50 anos na estrada da música universal

por Carlos Motta

Cinquenta anos atrás, Itiberê Zwarg começou a tocar contrabaixo no grupo de Hermeto Pascoal. A banda do "Campeão", como o genial multi-instrumentista alagoano é conhecido pelos amigos, mudou de formação várias vezes. Itiberê, porém, continua nela até hoje, ao mesmo tempo que desenvolve seu trabalho de compositor, arranjador, professor e líder de seu septeto e da Itiberê Orquestra Família, formada por alunos das oficinas de música que ministra pelo Brasil afora - uma prova de sua coerência artística.

Itiberê faz a música que gosta, essa que foi batizada por Hermeto de "música universal", que é, como explica o baixista, nada mais, nada menos, que "a síntese de todas as manifestações musicais que existem".

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Edvaldo Santana e a receita para adonirar o blues, por Carlos Motta

Edvaldo Santana e a receita para adonirar o blues

por Carlos Motta

O Brasil é um país tão rico musicalmente que se dá ao luxo de esconder da maioria das pessoas um artista como Edvaldo Santana, que há mais de 40 anos vem fazendo um trabalho único pela sua originalidade, criatividade, coerência, liberdade e coragem - muita coragem.

Edvaldo, filho de nordestinos nascido e criado no bairro de São Miguel Paulista, periferia de São Paulo, é uma verdadeira antena musical: nos oito discos que lançou ele canta de tudo, samba, reggae, funk, blues, rock, country, baião, choro...

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Léa Freire e a difícil arte de se viver dos sonhos, por Carlos Motta

Léa Freire e a difícil arte de se viver dos sonhos

por Carlos Motta

A flautista e compositora Léa Freire, uma das grandes batalhadoras da música instrumental brasileira, não mede as palavras quando fala sobre o apoio que o Estado dá aos artistas do país: "Seria bom ter uma política cultural que revisse a Lei Rouanet, que criasse programas de incentivo ao artista como os que existem na Europa e Estados Unidos, que pagasse direito autoral, que conectasse seus muitos órgãos, que não fosse somente um cabide de empregos, que fosse fiscalizado... Enfim, falta fazer tudo", diz. E complementa com uma observação que dá o que pensar: "O Sesc [entidade mantida por empresários do comércio, serviços e turismo, que atua nas áreas da educação, saúde, lazer, cultura e assistência] parece fazer muito mais pela cultura do que todo o aparato estatal."

A sua é uma opinião de respeito.

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Versos de luta, músicas de um país que sangra, por Carlos Motta

Foto de Guilherme Carvalho

Versos de luta, músicas de um país que sangra

por Carlos Motta

"Mordaça", um hino de resistência à ditadura militar que sufocava a nação, foi lançada no LP "O Importante é que Nossa Emoção Sobreviva", mesmo título do show que reuniu os dois autores da música - Eduardo Gudin, melodia, e Paulo César Pinheiro, letra, além da cantora Márcia.

Os versos do poeta Paulo César Pinheiro são magistrais:

Tudo o que mais nos uniu separou

Tudo o que tudo exigiu renegou

Da mesma forma que quis recusou

O que torna essa luta impossível e passiva

O mesmo alento que nos conduziu debandou

Tudo o que tudo assumiu desandou

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Um banquinho, uma voz, um violão, e a nossa suprema vergonha, por Carlos Motta

Um banquinho, uma voz, um violão, e a nossa suprema vergonha

por Carlos Motta

Escuto muita música. Desde os meus 12, 13 anos, ou seja, há mais de meio século.

Ouço quase tudo com quase nenhum preconceito - está bem, axé é demais, esse tal de sertanejo universitário é de lascar, aquele batidão que dizem que é funk, então é dose, e até fico sem palavras para expressar o que sinto pelo "rock" nacional da década de 80 e por essas cantoras de hoje com voz de menininhas de 7 anos.

Minha discoteca tem lá uns 1.500 LPs - alguém sabe o que é um "Long Play"? -, a maioria comprada no fim da década de 60 e na seguinte na saudosa Casa Carlos Gomes, em Jundiaí, onde o Paulinho Copelli me dizia, todo mês, "quanto você quer pagar agora", quando eu largava uma pilha de discos em sua mesa, para depois, ao escutar a minha resposta, marcar numa santa caderneta - alguém sabe o que é isso? - o que restava de minha dívida, interminável dívida.

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