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Ah, se tivéssemos mais tinhorões..., por Carlos Motta

Ah, se tivéssemos mais tinhorões...

por Carlos Motta

O Brasil é um dos alvos preferidos do soft power americano, esse jeitinho que os irmãos do norte encontraram para dominar o mundo sem a necessidade de gastar bilhões de dólares em armamentos e arriscar a vida de seus cidadãos em guerras sangrentas - se bem que eles não pensem duas vezes em fazer uso dessa alternativa quando não há outro jeito.

O soft power engloba uma série de ações nas quais os americanos se tornaram mestres. Elas vão desde o financiamento de entidades assistenciais à produção - e exportação - de produtos artísticos, filmes e música, principalmente. 

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Martinho da Vila e os bons velhinhos, por Carlos Motta

Martinho da Vila e os bons velhinhos, por Carlos Motta

Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila, é o mais novo artista popular brasileiro a romper, em plena atividade, a barreira dos 80 anos de vida - chegou a essa idade na segunda-feira de carnaval, 12 de fevereiro.

Martinho, cerca de 50 discos gravados e 12 livros publicados, é mais que um sambista, é um autêntico faz-tudo da música popular: compôs imortais sambas-enredos, levou ao grande público os partidos-altos, cantou sambas-canções, jongos, ritmos regionais e até mesmo africanos. É, enfim, um dos mais importantes criadores da MPB de todos os tempos.

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Marchinhas, a alma do Carnaval, por Carlos Motta

Marchinhas, a alma do Carnaval

por Carlos Motta

As marchinhas, que me perdoem o samba, o samba-enredo, o frevo, o axé e que tais, são a alma do Carnaval brasileiro. 

Os maiores compositores populares do Brasil têm marchinhas em seu currículo. Alguns deles, como Lamartine Babo e Braguinha (o João de Barro), ficaram conhecidos pelas suas marchinhas, embora tenham feito também lindos sambas.

No caso do gênio Noel Rosa aconteceu o contrário: ele ficou conhecido pelos seus sambas, mas também compôs marchinhas imortais.

A relação a seguir aponta 23 marchinhas das mais tocadas até hoje no Carnaval - e três marchas-rancho, a irmã dolente, preguiçosa, da marchinha.

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O artista, o golpe e a esperança, por Carlos Motta

O artista, o golpe e a esperança

por Carlos Motta

O violonista, compositor, arranjador e cantor Cláudio Jorge está na estrada há bastante tempo. No início de sua carreira acompanhou bambas como Ismael Silva e Cartola, e de lá para cá não parou: instrumentista muito requisitado, participou de vários shows no Brasil e exterior, além de atuar em inúmeras sessões de gravações nos discos de artistas como Sivuca, Martinho da Vila, Ney Matogrosso, Leny Andrade, Roberto Ribeiro, Clementina de Jesus, Alcione, Leila Pinheiro, Fátima Guedes, João Donato, Lecy Brandão, Carlos Lyra, Beth Carvalho, Ivan Lins, grupo Fundo de Quintal e João Nogueira - entre outros do mesmo quilate. 

Compositor afiado e inspirado, suas músicas foram gravadas por intérpretes do primeiro time. Emílio Santiago, Ângela Maria, Joana, Alaíde Costa, Zeca Pagodinho, Elza Soares, Roberto Ribeiro, Zezé Mota, Jorge Aragão, Martinho da Vila, Joel Nascimento, Sivuca e Luiz Carlos da Vila são alguns deles.

Entre seus parceiros estão, nada mais, nada menos, que Cartola, João Nogueira, Aldir Blanc, Nei Lopes, Hermínio Bello de Carvalho, Ivor Lancellotti, Délcio Carvalho, Luiz Carlos da Vila, Mauro Diniz, Wilson das Neves, Arlindo Cruz e Martinho da Vila. 

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Casa própria, maloca, favela, por Carlos Motta

Casa própria, maloca, favela, por Carlos Motta

O brasileiro somente agora está se informando sobre o indecente auxílio-moradia que os nossos juízes recebem - um dos vários penduricalhos que inventaram para furar o teto salarial da categoria. 

Por mais que tentem justificar essa aberração ética, o fato é que nenhum juiz não tem onde morar, ao contrário de milhões de concidadãos.

A falta de moradia é um tema constante na música brasileira, e já produziu algumas peças que se tornaram clássicas.

Adoniran Barbosa, por exemplo, aborda o problema em três músicas. A primeira delas, "Saudosa Maloca", de 1951, é uma das suas composições mais famosas e tocadas, seja por profissionais, seja por amadores, em todos os cantos do país. Mato Grosso e Joca, personagens do drama narrado por Adoniran, se tornaram figuras folclóricas.

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O retrato do velho, de novo no mesmo lugar, por Carlos Motta

O retrato do velho, de novo no mesmo lugar

por Carlos Motta

Sucesso no Carnaval de 1951, a marchinha "Retrato do Velho", de Haroldo Lobo e Marino Pinto, na voz de Francisco Alves, parece que foi feita para a folia deste ano.

Afinal, tem muita gente saudosa do tempo em que havia pleno emprego no país, o crediário era barato e farto, o preço da gasolina e do gás de cozinha estava praticamente congelado, a educação superior não era um sonho impossível, assim como a casa própria - o futuro parecia, enfim, ter chegado aos brasileiros, e ele era doce.

O velho de então era Getúlio Vargas, que iria voltar à presidência, já ocupada por ele de 1930 a 1945, depois de vencer a eleição de 1950.

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A canção do subdesenvolvido, por Carlos Motta

A canção do subdesenvolvido

por Carlos Motta

Carlos Lyra é um dos expoentes da Bossa Nova. Cantou, como os seus companheiros, a flor e o amor, mas foi além: quis aproximar o movimento dos jovens da classe média das raízes do samba e apresentou-os a alguns dos mais representativos artistas do gênero. Fez também músicas de forte conotação social e política.

No longínquo ano de 1961 musicou a peça teatral "Um Americano em Brasília", de Chico de Assis e Nelson Lins e Barros. É dela a sensacional "Canção do Subdesenvolvido", parceria com Chico de Assis, que também integrou o disco "O Povo Canta", lançado para ajudar na arrecadação de verbas para a construção do teatro do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1963

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Mais fortes são os poderes do povo!, por Carlos Motta

Mais fortes são os poderes do povo!

por Carlos Motta

Cinquenta e quatro anos atrás, em 1964, ano da "Gloriosa", era lançado "Deus e o Diabo na Terra do Sol", do baiano Glauber Rocha. Os críticos consideram o filme um marco do chamado "cinema novo", movimento que renovou a cinematografia nacional.

O filme trata da injustiça, da exploração do homem pelo homem, da luta de classes, da desigualdade social e de como os poderosos usam a violência para resolver os seus problemas. Nada de novo. Os temas são perenes, estão no ar desde o surgimento do homo sapiens - ou mesmo antes disso.

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Uma obra repleta de obras-primas, por Carlos Motta

Uma obra repleta de obras-primas

por Carlos Motta

No sábado, 3 de fevereiro, a partir das 13 horas, a Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37, Centro, Rio de Janeiro) vai abrigar o lançamento de "O Espírito Afro-Latino na Poesia de Nei Lopes", de Mirian de Carvalho, e o relançamento de "O Samba, na Realidade: a Utopia da Ascensão Social do Sambista", o primeiro dos 37 livros que o compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas publicou. 

"O Espírito Afro-Latino..." foi classificado em 2º lugar (Prêmio Vianna Moog) no Concurso Literário Nacional e Internacional da União Brasileira de Escritores. Mirian de Carvalho, doutora em filosofia, diz que para produzir o seu ensaio, releu várias vezes "Poétnica", livro de poemas escritos por ele no período de 1966 a 2013. Ela concluiu que as poesias de Nei Lopes configuram-se uma epopeia - "uma epopeia afro-latina a irmanar aqueles dois continentes" - África e América. 

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Canção Para Inglês Ver: como o genial Lalá reagiu à invasão americana, por Carlos Motta

Canção Para Inglês Ver: como o genial Lalá reagiu à  invasão americana

por Carlos Motta

Lamartine Babo, o Lalá, é um dos gigantes da música popular brasileira. O carioca morto aos 59 anos, em 1963, ficou conhecido por ter composto dezenas de deliciosas marchinhas de carnaval, que fazem sucesso até hoje, mas sua obra é muito maior: ele compôs sambas (Serra da Boa Esperança/esperança que encerra/no coração do Brasil/um punhado de terra..."), valsas ("eu sonhei que tu estava tão linda/numa noite de raro esplendor..."), e até uma opereta - embora não tocasse nenhum instrumento.

Compôs também hinos para os 11 clubes que disputavam, na sua época, o campeonato carioca, um mais bonito que o outro, uma façanha que por si só já o colocaria entre os gênios da MPB.

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A sabedoria popular e o desprezo ao delator, por Carlos Motta

A sabedoria popular e o desprezo ao delator

por Carlos Motta

Bezerra da Silva foi um dos mais originais artistas do país. Sua morte, no dia 17 de janeiro de 2005, há exatos 13 anos, portanto, silenciou a voz que cantava os excluídos, os marginalizados de toda espécie, os moradores das periferias, os valores morais e os hábitos dessa massa de despossuídos que forma o Brasil real. 

A obra desse recifense que chegou no Rio de Janeiro com 15 anos de idade, clandestino em um navio, e que, antes de mergulhar na vida artística trabalhou como ajudante de pedreiro e pintor de paredes, é singular, um verdadeiro tratado sociológico sobre, principalmente, os moradores das favelas.

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O Época de Ouro se renova para continuar o mesmo: um patrimônio artístico, por Carlos Motta

O Época de Ouro se renova para continuar o mesmo: um patrimônio artístico

por Carlos Motta

O Época de Ouro deixou de ser, há muito tempo, um grupo musical: é hoje um patrimônio artístico da humanidade.

Se estivesse atuando num país de verdade, não seria o conjunto que se apresentaria de terno e gravata em seus recitais, mas sim a plateia, que se obrigaria a usar esse traje em reverência à excepcional qualidade da música a ela oferecida.

O fato é que não existiria mais chorinho no Brasil - e no mundo todo - se não fosse o Época de Ouro. E se existisse, ele estaria confinado a guetos minúsculos e escondidos, com executantes centenários, guardiões de segredos musicais tão complexos como a mais bem guardada fórmula do mais obscuro alquimista.

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"Freguês", um livro que dá cara aos invisíveis e nome aos anônimos, por Carlos Motta

"Freguês", um livro que dá cara aos invisíveis e nome aos anônimos

por Carlos Motta

Pedro Fávaro Jr. é jornalista desde 1975. Mas conheço o Pedrinho muito antes de ele beber a cachaça que transforma pessoas normais em masoquistas esquisitões que passam dias e noites à procura de um bom lide, à caça de um furo ou do melhor título para a matéria que deveria, obviamente, ganhar o Prêmio Esso - esse Oscar da imprensa brasileira que não existe mais...

Conheço o Pedrinho desde criança, quando nós dois usávamos calças curtas na Jundiaí que ainda, volta e meia, é personagem de meus sonhos. 

Pedrinho já fez muita coisa nesta vida: trabalhou em rádio em sua cidade natal, criou a Imprensa Oficial do Município quando seu pai foi prefeito, lançou o jornal católico "O Verbo", entre outras publicações, foi editor do "Diário do Povo" e do "Correio Popular", os dois de Campinas, trabalhou como repórter, redator e editor no Grupo Estado - ficou por mais de 20 anos na Agência Estado. 

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Gostosa, maliciosa, essa é a marchinha de carnaval, por Carlos Motta

Gostosa, maliciosa, essa é a marchinha de carnaval

por Carlos Motta

Entra ano, sai ano, quando chega o carnaval, fica a dúvida entre os organizadores dos blocos e chefes de orquestras e bandinhas: que músicas tocar nestes tempos do politicamente correto?

Para evitar confusão, alguns hits consagrados no passado, como "Cabeleira do Zezé" e "Maria Sapatão", ambos de José Roberto Kelly, um dos mais prolíficos compositores de marchinhas carnavalescas, já foram banidos do repertório da quase totalidade dos blocos.

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E o "mito" virou marchinha de carnaval..., por Carlos Motta

E o "mito" virou marchinha de carnaval...

por Carlos Motta

As marchinhas de carnaval, que dominaram completamente a folia entre as décadas de 30 e 60 do século passado, usaram e abusaram do humor e da crítica social, principalmente a de costumes.

Muitas delas, como "Cabeleira do Zezé" (João Roberto Kelly e Roberto Faissal) e "Maria Sapatão" (João Roberto Kelly), não passariam, se lançadas hoje, no teste do politicamente correto - a turma que aplica esse vestibular é tão rígida que chegou a condenar o verdadeiro hino do carnaval brasileiro que é "O Teu Cabelo Não Nega" (Lamartine Babo e Irmãos Valença).

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