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O novo esporte que alucina as multidões

De uns tempos para cá o futebol deixou de ser o esporte mais popular do Brasil.

Ainda tem, é claro, muitos torcedores fanáticos, capazes de fazer as maiores loucuras.

Conheci, no velho Estadão, um corintiano que, provocado por mim, que lhe perguntei o que faria se abrisse o jornal de manhã e lesse uma manchete dizendo que o Corinthians tinha acabado, respondeu, curto e grosso: Leia mais »

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As esquecidas lições de história, por Carlos Motta

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Imagem: Reprodução

Por Carlos Motta

A Polônia vai destruir todos os monumentos "soviéticos", ou seja, os que glorificam o Exército Vermelho, que botou os nazistas para correr de lá.

A Polônia, é bom lembrar, teve um regime comunista, satélite dos soviéticos, depois da Segunda Guerra Mundial, que, como os outros do Leste Europeu, sucumbiu lá pelos anos 90 do século passado.

Hoje o país é capitalista, membro da Otan, alinhado aos Estados Unidos, e seu governo é francamente antirrusso. 

Verdade seja dita, poloneses e russos nunca se deram muito bem.

Talvez isso explique essa medida extrema de botar no chão os monumentos que exaltam as tropas soviéticas.

Mas se a gente for pensar um pouco, o que a Polônia está fazendo é simplesmente fraudar a história, apagar um episódio importante de sua vida.

Coisa feia, coisa que, a bem da verdade, quase todo mundo faz - a história não é sempre escrita pelos vencedores?

Quase da mesma forma que a Polônia, o Brasil não faz nenhuma questão de lembrar que há poucas décadas uma ditadura militar prendeu, torturou e matou um monte de gente que se opunha a ela. 

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O rosto destes tempos de ódio, por Carlos Motta

O rosto destes tempos de ódio

por Carlos Motta

Tanto fizeram, tanto encheram a cabeça dos brasileiros de idiotices, criando um monstro vermelho culpado por todos os males do mundo, que o que antes parecia impossível cada vez mais surge como uma apavorante realidade - um Brasil governado por um fascista declarado, misto de general de opereta e Bonaparte de hospício, o notório deputado Bolsonaro.

Há pouco a falar sobre o que o ídolo dos bombados, viúvas da ditadura, lutadores de MMA e descerebrados em geral, pensa sobre questões políticas ou morais - a cada entrevista que dá, a cada discurso que faz, ele vomita suas frases de ódio e preconceito contra tudo o que tangencia os valores civilizatórios responsáveis pelo progresso da humanidade.

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Ovos, escrachos, e a indiferença, por Carlos Motta

Ovos, escrachos, e a indiferença

por Carlos Motta

A semana passada foi de lascar, cheia de acontecimentos trágicos que, fosse o Brasil uma nação desenvolvida, com um povo minimamente educado e consciente de sua cidadania, hoje as ruas estariam cheias de barricadas, com molotovs cuspindo um fogaréu glorioso, e a multidão, enfurecida, faria valer os seus direitos na marra.

Como, porém, somos uma república de bananas, o máximo que se vê de indignação contra a quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto e destrói, sem nenhuma piedade, o pouco de democracia que havia por aqui, é uma ou outra manifestação nas ruas, e muito blá-blá-blá - ou seja, nada que incomode os golpistas.

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O Dr. Mesóclise e o revelador bife de filé-mignon, por Carlos Motta

O Dr. Mesóclise e o revelador bife de filé-mignon

por Carlos Motta

A notícia se espalhou com a velocidade da luz e surpreendeu a todos mais que a revelação da receita da famoso bolo de fubá de dona Vivi: o Dr. Mesóclise estava sendo processado por um sujeito, morador novo da cidade, sob a acusação de desviar para seu uso parte da carne que o açougue Faca de Ouro doava, semanalmente, para a Casa de Repouso Vida Feliz, o lar dos velhinhos - carne de primeira, filé-mignon, a mais nobre.

Convém explicar que o Dr. Mesóclise é o o mais ilustre cidadão de Banana Verde, farol ético e moral para as gerações presentes e futuras, receptáculo de extensivos conhecimentos exclusivos e gerais, conjugador emérito de verbos e excepcional colocador de pronomes.

Em resumo, um cidadão acima de qualquer suspeita. 

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A terra dos "doutores", por Carlos Motta

A terra dos "doutores"

por Carlos Motta

A sentença que condena o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão é uma peça tão absurda que faz a gente refletir sobre como algumas pessoas atingem posições de relevância na sociedade.

São os nossos "doutores".

O Brasil deve ser o país com mais "doutores" em todo o planeta.

Em toda rua de toda cidade há um "doutor" em alguma função: fisioterapia, odontologia, direito, medicina, ciências sociais...

É tanta sabedoria que chega a dar vergonha a nós, cidadãos ordinários, que escolhemos profissões tão abjetas que nunca, mas nunca mesmo, nos darão a possibilidade de sermos tratados como "doutores".

E os nossos "doutores" são cada vez mais jovens.

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Uma elite sem cérebro, um país sem futuro

A aprovação da tal "reforma trabalhista" pelo Congresso e a condenação do ex-presidente Lula num dos sabe-se-lá quantos processos abertos contra ele para impedi-lo de concorrer na eleição presidencial  - se houver - de 2018, acabaram por provar, inequivocamente, o quanto a chamada "elite" brasileira é desprovida das famosas "pequeninas células cinzentas" tão prezadas pelo famoso e imortal detetive Hercule Poirot.

Se não, vejamos. Leia mais »

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Capital e trabalho, finalmente de mãos dadas

Todas as vezes que o pessoal do sindicato dos jornalistas ia visitar as redações onde trabalhei mais tempo em São Paulo, Estadão e Valor Econômico, para explicar como andava a campanha salarial, ou informar sobre o seu resultado, ouvia de alguns coleguinhas sempre as mesmas queixas: Leia mais »

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O presidente desaparecido, por Carlos Motta

​O presidente desaparecido

por Carlos Motta

Outro dia ouvi, numa fila de banco, um sujeito insinuar a outro que o país tem presidente.

Com a maior educação possível, entrei na conversa:

- Desculpe a intromissão, mas acho que o senhor está enganado. Eu me considero uma pessoa bem informada, e pelo que sei, não temos presidente há um bom tempo.

Esse meu vizinho de fila fez uma cara de surpresa:

- Como assim? - perguntou - Eu também vejo as notícias na televisão. O presidente é um tal de Temer, falam dele toda hora...

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Mas afinal, quem elegeu esse bando?, por Carlos Motta

Mas afinal, quem elegeu esse bando?

por Carlos Motta

Tem horas em que vejo pensando com os meus botões: mas, afinal, por que existe tanta gente indignada com os deputados, com os senadores, com o governador, com presidente da República, ou mesmo com o prefeito e os vereadores de sua cidade?

Está certo que, descontando as exceções, os parlamentares e os chefes de Executivo do Brasil são, com a maior boa vontade que possamos ter, deploráveis.

Num chute bem dado, é possível dizer que 90% deles são semialfabetizados, defendem seus próprios interesses, não fazem distinção entre o público e o privado, foram eleitos sem respeitar a legislação eleitoral, e usam o cargo como mero balcão de negócios - são corruptos, ou picaretas, como queiram.

Mas, insisto com os meus botões, quem votou nessa súcia, ou seja, quem botou essa corja nas câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, governos estaduais ou nas prefeituras?

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A estranha lei do Brasil Novo, por Carlos Motta

​A estranha lei do Brasil Novo

por Carlos Motta

Está cada vez mais perigoso viver no Brasil. 

E nem é por causa da violência urbana, porque a essa, o brasileiro já se acostumou há muito tempo.

O perigo agora mora ao nosso lado, pode partir de um vizinho, de um colega de trabalho, de qualquer pessoa que, por um motivo ou outro, não goste de nós.

É que, desde que o STF participou, com grande entusiasmo, da farsa intitulada Mensalão, quando uma ministra condenou um réu sem prova cabal, sob a justificativa de que a "literatura jurídica" permitia, e esse engodo denominado Operação Lava Jato passou a usar a tortura psicológica do encarceramento sem condenação e a palavra de delatores como verdade, o país é refém de uma ditadura judicial.

Nessa nova ordem ditada por juízes, promotores, procuradores e toda a meganhagem, um dos princípios basilares do direito foi invertido: agora, como nos tempos da Inquisição, o delatado tem de provar que é inocente, e as provas do crime foram substituídas pelas convicções dos acusadores.

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Livreiros e comerciantes

A julgar pelos dois únicos livreiros que conheci, essa é uma profissão de inestimável valor pelo tanto de bem que faz à sociedade.

Na provinciana Jundiaí dos anos 70 do século passado bati longos papos com o Cláudio Trevisan, que foi à cidade montar a Livraria Don Quixote, durante anos a única opção que tínhamos para comprar livros decentes. Leia mais »

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A falta que faz ao Brasil o João Sem Medo, por Carlos Motta

​A falta que faz ao Brasil o João Sem Medo

por Carlos Motta

O brasileiro João Alves Jobim Saldanha, nascido há exatos 100 anos em Alegrete, no Rio Grande do Sul, está sendo homenageado país afora pela sua importância para o futebol e o jornalismo - os mais velhos certamente não se esqueceram da seleção que montou, base daquela que, sob a direção de Zagallo, sagrou-se tricampeã mundial, em 1970, no México, e de suas crônicas e comentários em jornais, emissoras de rádio e de televisão.

O pessoal dessa geração provavelmente conhece muitas histórias que cercam a trajetória de vida desse brasileiro, que recebeu de um de seus mais famosos amigos, o também jornalista, igualmente fanático por futebol, Nelson Rodrigues, o epíteto de "sem medo".

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Graciliano Ramos e a Justiça, por Carlos Motta

​Graciliano Ramos e a Justiça, por Carlos Motta

O escritor brasileiro de quem mais gosto é Graciliano Ramos. Devo ter lido tudo que publicou. "São Bernardo", "Angústia", "Insônia", "infância", "Linhas Tortas", "Memórias do Cárcere", "Vidas Secas"... 

Que obra maravilhosa!

E que figura humana era o "Velho Graça", um homem de princípios, severo, com uma força moral arrebatadora, e que, em sua vida, foi vítima de uma grande injustiça - a sua prisão, sem motivos que a justificassem - e de uma infância com episódios de crueldade sádica por parte do pai, um homem bruto e violento.

Em seu conto "Um Cinturão", de seu livro de memórias "Infância", Graciliano revela como foi o seu primeiro contato com a Justiça.

A sua leitura vale como um manual sobre como, um século depois do ocorrido, as relações sociais no Brasil pouco se alteraram.

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As férias no Brasil Novo, por Carlos Motta

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Carlos Motta

Lá pelo fim dos anos 60, começo dos 70, do século passado, na modorrenta Jundiaí, cidade no meio do caminho entre São Paulo e Campinas, eu e minha irmã estudávamos na melhor escola particular de inglês que existia por lá, o Yázigi. 

Certo dia fomos informados que, nas férias de julho, a escola pretendia levar uma turma para passar duas semanas nos Estados Unidos, acho que em Miami, já naquela época sonho de consumo da classe média brasileira. 

Oferecia condições de pagamento facilitadas, era uma oportunidade e tanto para nós dois fazermos uma viagem da qual, certamente, nos lembraríamos pelo resto de nossas vidas.

Mas o capitão Accioly e a dona Vilma, nossos pais, frustraram os planos de passar férias nos States - uma viagem dessas estava além do orçamento da família.

Em troca, para compensar a nossa frustração, sugeriram que fôssemos visitar nossos parentes em Maceió.

Essa sim, foi uma viagem inesquecível, dois dias de ida, dois de volta, no melhor ônibus leito da época, com ar-condicionado, poltronas de veludo, um luxo só. 

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