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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Lista de Livros: Os donos do poder – Raymundo Faoro

Seleção de Doney

Lista de Livros: Os donos do poder – Raymundo Faoro

Editora: Globo

ISBN: 978-85-2503-339-0

Opinião: bom

Páginas: 913

     “A história, uma vez aberta ao dinamismo, não contempla atos gratuitos e inconsequentes – ela devora, segundo uma ideia que seria cara a Hegel, homens e instituições.”

*

      “O Estado (no segundo reinado), desta forma elevado a uma posição prevalente, ganha poder, internamente, contra as instituições e classes particularistas, e, externamente, se estrutura como nação em confronto com outras nações. Do seu seio, mediante esse estímulo, floresce o absolutismo, consagrado na razão de estado. Influxos recíprocos – Estado e comércio – geram o sistema mercantilista, próprio à expansão do aparelhamento estatal, condutor da economia e beneficiário da atividade comercial, preocupada, não raro, na ilusão monetária. Ele permitiu, justificando-a racionalmente, a política de transporte do tráfico africano, asiático e americano, que supôs, sem a fixação de fontes produtoras nacionais, que o Estado seria rico se fluísse, no país, muito dinheiro, em boas e sonantes moedas. 

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Média: 3.4 (5 votos)

Lista de Livros: Carta sobre a tolerância – John Locke

Lista de Livros: Carta sobre a tolerância – John Locke

Editora: Edições 70

ISBN: 978-972-44-1674-8

Tradução: João da Silva Gama

Opinião: bom

Páginas: 152

Raymond Polin – Prefácio Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Guerra sem fim – Joe Haldeman

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Lista de Livros: Guerra sem fim – Joe Haldeman

Editora: Landscape

ISBN: 978-85-775-081-8

Opinião: bom

Páginas: 304

       “As criaturas eram tão altas quanto os humanos, mas mais largas na cintura. Eram recobertas por uma pele de cor verde-escura, quase preta... viam-se ondulações brancas onde o laser a chamuscara. Pareciam ter três pernas e um braço. O único ornamento em suas cabeças peludas era uma boca, um orifício preto e úmido preenchido com dentes negros e lisos. Eram realmente repulsivas, mas sua pior característica não era algo que as diferia dos seres humanos, mas uma similaridade...”

*

        “Nos poucos momentos em que fiquei acordado após, finalmente, me deitar, o pensamento de que a próxima vez que eu fechasse os olhos pudesse ser a última veio à minha mente. E, em parte por conta da ressaca da droga, mas sobretudo por causa dos horrores do dia anterior, eu me dei conta de que não estava nem aí.”

*

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Média: 5 (2 votos)

Lista de Livros – A busca do graal: O herege, de Bernard Cornwell

Seleção de Doney

Lista de Livros – A busca do graal: O herege, de Bernard Cornwell

Editora: Record

ISBN: 978-85-0106-867-5

Opinião: bom

Páginas: 392

     “Ele atirava sem pensar. Sem mirar. Aquilo era a sua vida, sua perícia e seu orgulho. Pegar um arco, mais alto do que um homem, feito de teixo, e usá-lo para disparar flechas de freixo, com penas de ganso na extremidade e armadas com ponta de estilete. Como o grande arco era puxado até a orelha, de nada adiantava tentar mirar com o olho. Eram anos de prática que permitiam saber aonde iriam suas flechas, e Thomas as disparava em ritmo alucinado, uma flecha a cada três ou quatro segundos, e as penas brancas cortavam o ar em direção ao outro lado do pântano, e as compridas pontas de aço atravessavam cotas de malha e couro e penetravam em barrigas, peitos e coxas franceses. Elas atingiam o alvo com o som de um machado de açougueiro caindo sobre carne, e faziam com que os cavalarianos parassem. Os dois que lideravam o grupo estavam morrendo, um terceiro estava com uma flecha no alto da coxa, e os homens que vinham atrás não podiam passar pelos feridos que estavam na frente porque a trilha era estreita demais, e por isso Thomas começou a atirar contra os soldados desmontados. A força do impacto de uma flecha era suficiente para jogar um homem para trás. Se um francês erguia um escudo para proteger a parte superior do corpo, Thomas mandava uma flecha nas pernas, e se o arco dele estava velho, ainda era perverso.

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Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Cadê os operários? – Sérgio Lessa

Lista de Livros: Cadê os operários? – Sérgio Lessa

Editora: Instituto Lukács

ISBN: 978-85-6599-918-2

Opinião: muito bom

Páginas: 96

       “Na aparência, mas apenas nela, é como se houvéssemos retornado àqueles momentos da Revolução Francesa ou das Revoluções de 1848-52 (lembram-se de que a história acontece duas vezes, a primeira como tragédia e a segunda como farsa?), nos quais o que predominava na política nem eram os bravos e autênticos representantes das classes reacionárias, nem os legítimos e heroicos representantes dos trabalhadores, mas sim o “pântano”. Ou seja, aqueles reacionários medíocres o suficiente para não terem sido exterminados quando do avanço da revolução e aqueles medíocres representantes dos trabalhadores, tão inofensivos que a reação nem sequer se deu ao trabalho de liquidá-los. Levando-se em conta uma brutal diminuição da escala, pois de Revoluções involuímos para eleições, os “no poder”, hoje, nem são autênticos burgueses (pois destes são servidores) nem são trabalhadores (pois destes são traidores).”

*

        “O capital monopolista possui uma capacidade de investimento, de manipulação dos mercados, e um poder de pressão sobre o Estado incomparável com qualquer fortuna burguesa anterior; os cartéis e monopólios passam, virtualmente, a controlar a política econômica e a política externa dos Estados nacionais. Agora, “os negócios do conjunto da burguesia” têm possibilidade de empregar o “comitê encarregado” de administrá-los (o Estado) de modo muito mais imediato que no capitalismo concorrencial. Crescem tanto a intervenção do Estado na economia quanto o emprego do poderio militar nacional para decidir a concorrência internacional entre os grandes cartéis e monopólios − a concorrência entre os grandes capitais tende a se converter em disputas bélicas entre países. Da Partilhada África Negra (a divisão do continente africano subsaariano entre as potências europeias na virada do século 19 para o século 20 às duas Grandes Guerras; da Coreia e Vietnã ao Iraque e Afeganistão, a política externa dos Estados sempre é impulsionada pelos monopólios e cartéis. É o Imperialismo (Lenin).”
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Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Pequena Abelha – Chris Cleave

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Lista de LivrosPequena Abelha – Chris Cleave

Editora: Intrínseca

ISBN: 978-85-98078-93-9

Opinião: regular

Páginas: 272

     “Nas pernas escuras da moça havia muitas cicatrizes brancas pequeninas. E pensei: Será que essas cicatrizes estão no seu corpo inteiro, como as luas e estrelas no seu vestido? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi”.”

*
      “Queria chegar lá o mais depressa possível, porque àquela altura as multidões em Londres estavam começando a me assustar. Na minha aldeia, nunca víamos mais de cinquenta pessoas num lugar só. Se alguém visse mais do que isso, significava que a pessoa tinha morrido e ido para a cidade dos espíritos. É para lá que os mortos vão, para uma cidade, para viverem juntos aos milhares porque não precisam de espaço para cultivarem seus campos de mandioca. Quando você morre, não precisa de mandioca, só de companhia.”

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Média: 4 (4 votos)

Lista de Livros: Revelações por minuto – Marcelo Leite de Moraes

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Lista de Livros: Revelações por minuto – Marcelo Leite de Moraes

Editora: Companhia Editora Nacional

ISBN: 978-85-04-01161-6

Opinião: bom

Páginas: 448

“Paulo Ricardo sempre foi chamado pelos dois nomes, mesmo no meio familiar. Certa vez, seu Waldeck foi chamado ao colégio porque a professora estava desconfiada de que o menino estivesse ficando surdo. Após terem conversado, o pai e a professora foram ao encontro do menino no pátio da escola e ela o chamou: “Paulo, Paulo!”. Nada, o menino não atendia. Seu Waldeck perguntou: “É por isso que a senhora acha que ele está surdo?”. Tendo a resposta positiva, seu Waldeck se voltou para o filho, que estava de costas, e chamou: “Paulo Ricardo!”. O menino imediatamente atendeu. Então o pai explicou que ele não atendia pelo nome de Paulo, e sim de Paulo Ricardo.”

*

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Média: 3 (4 votos)

Lista de Livros: A busca do Graal – O Andarilho, de Bernard Cornwell

Seleção de Doney

Lista de Livros: A busca do Graal – O Andarilho, de Bernard Cornwell

Editora: Record

ISBN: 978-85-0106-677-0

Opinião: regular

Páginas: 464

     “A Inquisição, tal como a ordem de frades dominicanos, era dedicada à erradicação da heresia, e para isso empregava fogo e sofrimento. Eles não podiam derramar sangue, porque isso era contra a lei de Deus, mas qualquer sofrimento provocado sem derramamento de sangue era permitido, e a Inquisição sabia bem que o fogo cauterizava o sangramento e que a tortura não perfurava a pele de um herege e que grandes pesos colocados sobre o peito de um homem não rompiam veia alguma. Em porões fedendo a fogo, medo, urina e fumaça, numa escuridão cortada pela chama de um fogo e pelos gritos dos hereges, a Inquisição caçava os inimigos de Deus e, pela aplicação da dor sem sangue, levava suas almas à bendita unidade com Cristo.”

*

      “A Thomas parecia que homens e mulheres passavam metade da vida brigando e metade amando, e a intensidade da primeira alimentava a paixão da segunda.”

*

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Média: 5 (1 voto)

Sobre o julgamento de Lula - por Luciana Hidalgo (Facebook)

         Com a proximidade do julgamento de Lula e sua liderança nas pesquisas de intenções de votos, voltam os xingamentos de praxe ao ex-presidente por parte de “comentaristas políticos”, estes que um dia até estudaram e acreditaram que eram filósofos, historiadores etc., mas hoje em nada diferem de um Ratinho no sensacionalismo e na leviandade dos comentários. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte III) – Sigmund Freud

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte III) – Sigmund Freud

Editora: Imago

ISBN: 978-85-3120-974-1

Opinião: muito bom

Páginas: 278

       “O Herói da tragédia deve sofrer; até hoje isso continua sendo a essência da tragédia. Tem de conduzir o fardo daquilo que era conhecido como ‘culpa trágica’; o fundamento dessa culpa é fácil de descobrir, porque, à luz de nossa vida cotidiana, muitas vezes não há culpa alguma. Via de regra, reside na rebelião contra alguma autoridade divina ou humana e o Coro acompanhava o Herói com sentimentos de comiseração, procurava retê-lo, adverti-lo e moderá-lo, pranteando-o quando encontrara o que se sentia ser a punição merecida por seu ousado empreendimento.

       Mas por que tinha de sofrer o Herói da tragédia? E qual era o significado de sua ‘culpa trágica’? Tinha de sofrer porque era o pai primevo, o Herói da grande tragédia primitiva que estava sendo reencenada com uma distorção tendenciosa, e a culpa trágica era a que tinha sobre si próprio, a fim de aliviar da sua o Coro. A cena no palco provinha da cena histórica através de um processo de deformação sistemática – um produto de refinada hipocrisia, poder-se-ia mesmo dizer. Na realidade remota, haviam sido verdadeiramente os membros do Coro que tinham causado o sofrimento do Herói; agora, entretanto, desmanchavam-se em comiseração e lamentações e era o próprio Herói o responsável por seus próprios sofrimentos. O crime que fora jogado sobre seus ombros, a presunção e a rebeldia contra uma grande autoridade era precisamente o crime pelo qual os membros do Coro, o conjunto de irmãos, eram responsáveis. E assim o Herói trágico tornou-se, ainda que talvez contra a sua vontade, o redentor do Coro.
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Média: 3.6 (5 votos)

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte II) – Sigmund Freud

Seleção de Doney

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte II) – Sigmund Freud

Editora: Imago

ISBN: 978-85-3120-974-1

Opinião: muito bom

Páginas: 278

       “Na fase animista, os homens atribuem a onipotência a si mesmos. Na fase religiosa, transferem-na para os deuses, mas eles próprios não desistem dela totalmente, porque se reservam o poder de influenciar os deuses através de uma variedade de maneiras, de acordo com os seus desejos. A visão científica do universo já não dá lugar à onipotência humana; os homens reconheceram a sua pequenez e submeteram-se resignadamente à morte e às outras necessidades na natureza. Não obstante, um pouco da crença primitiva na onipotência ainda sobrevive na fé dos homens no poder da mente humana, que entra em luta com as leis da realidade.

       Se acompanharmos retrospectivamente o desenvolvimento das tendências libidinais, tal como as encontramos no indivíduo, desde suas formas adultas até os seus começos na infância, surge uma importante distinção, que descrevi em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Manifestações dos instintos sexuais podem ser observadas desde os começos, mas, de saída, elas ainda não são dirigidas para qualquer objeto externo. Os componentes instintivos separados da sexualidade atuam independentemente uns dos outros, a fim de obter prazer e encontrar satisfação no próprio corpo do sujeito. Essa fase é conhecida como a do autoerotismo, sendo sucedida por outra, na qual um objeto é escolhido.

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Média: 3.7 (3 votos)

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte I) – Sigmund Freud

Seleção de Doney

Lista de Livros: Totem e Tabu e outros trabalhos (Parte I) – Sigmund Freud

Editora: Imago

ISBN: 978-85-3120-974-1

Opinião: muito bom

Páginas: 278

       “Mas o horror ao incesto demonstrado por esses povos não se satisfaz com a criação das instituições que descrevi e que parecem dirigir-se principalmente ao incesto grupal. Temos de acrescentar-lhes um certo número de ‘costumes’ que regulam as relações dos indivíduos com os seus parentes próximos, em nosso sentido do termo, costumes que são literalmente forçados com severidade religiosa e cujo intuito mal pode ser posto em dúvida. Esses costumes ou proibições costumeiras foram denominados de ‘evitações’. Estendem-se muito além das raças totêmicas da Austrália, porém mais uma vez devo pedir aos meus leitores para se contentarem com um extrato fragmentário, tirado do copioso material existente.

       Na Melanésia, proibições restritivas desse tipo regulam as relações do menino com a mãe e irmãs. Assim, por exemplo, na Ilha dos Leprosos, uma das Novas Hébridas, quando um menino chega a uma certa idade, deixa de morar em casa e se aloja na ‘casa comum’, onde passa a comer e dormir regularmente. Pode ainda ir à casa do pai pedir comida, mas, se alguma irmã estiver em casa, terá de ir embora antes de comer. Se nenhuma irmã lá estiver, poderá sentar-se perto da porta e comer. Se, por acaso, um irmão e uma irmã, se encontrarem ao ar livre, ela terá de fugir correndo ou esconder-se. Se um menino souber que certas pegadas na estrada são de sua irmã, não as seguirá, como ela também não seguirá as dele. Na realidade, nem sequer pronuncia o nome dela e uma palavra comum, se fizer parte desse nome. Esta evitação começa com as cerimônias da puberdade e se mantém durante toda a vida. A reserva entre o filho e a mãe aumenta à medida que o menino cresce, sendo muito maior da parte dela que da dele. Se a mãe lhe traz comida, não a entrega diretamente, coloca-a no chão para que ele a apanhe. No diálogo não o trata por tu, usa as formas mais cerimoniosas do plural.

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Média: 3 (2 votos)

Lista de Livros: Em torno de Marx – Leandro Konder

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Lista de Livros: Em torno de Marx – Leandro Konder

Editora: Boitempo

ISBN: 978-85-7559-167-3

Opinião: bom

Páginas: 136

                 “O passado pode nos ajudar, enriquecendo nosso quadro de referências. Mas pode também nos atrapalhar, induzindo-nos a preservar ideias já superadas.”

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        “A ação transformadora tem de ser rigorosa, precisa, oportuna. Para isso, a práxis necessita da teoria. E nem toda teoria é boa. Grandes construções teóricas já sofreram derrotas consideráveis em batalhas travadas contra ideias improvisadas e frágeis. Por quê? Porque os combates históricos são decididos no plano da atuação das forças materiais.

       Os conceitos, as imagens, as opções podem promover o enraizamento de convicções nos indivíduos, a paixão pode arrebatá-los; mas, quando se põem em movimento, eles são inapelavelmente indivíduos de carne e osso, corpos ciosos de sua corporeidade.”

*

        “O pensamento de Marx precisa aproveitar as contribuições desses teóricos batalhadores, sem dúvida, pois são elas que o mantêm vivo; mas, para ser coerente com sua concepção da história, para ressurgir com toda a sua força no campo de batalha, ele precisa encontrar nos movimentos sociais seu “exército”, seus “portadores materiais”, aos quais ele leva sua perspectiva revolucionária. E tratar de desenvolvê-la em sintonia com a experiência que aqueles homens estão vivendo. É o encontro da ação com a teoria – aquilo que Marx chamou de práxis.

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Média: 4.3 (6 votos)

Lista de Livros: A revolução brasílica – Fernando Diégues

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Lista de LivrosA revolução brasílica – o projeto político e a estratégia da independência, de Fernando Diégues

Editora: Objetiva

ISBN: 978-85-7302-613-9

Opinião: bom

Páginas: 311

“Não é segredo para ninguém – são muitos os exemplos na História – que o resultado final de uma estratégia quase nunca corresponde exatamente àquele para o qual ela fora concebida. Esse desvio pode ter várias causas. Pode ter origem em uma estratégia baseada no conhecimento parcial ou impreciso da situação; alicerçada, talvez, em pressupostos pouco realistas, derivados de apreciações subjetivas, de um voluntarismo indiferente ao peso muitas vezes irredutível das pressões, do antagonismo e das resistências a que anteriormente me referi. Pode também ser provocado por eventos geradores de mudanças inesperadas, sobretudo se favoráveis ao adversário, na situação para a qual a estratégia havia sido inicialmente imaginada. Tais elementos de incerteza tendem a projetar-se e a refletir-se nas próprias formas de ação que, em conjunto, dão sentido a uma estratégia.”

*

“Atingir objetivos (políticos) não é tão fácil quanto desejá-los. A pertinência da escolha é sempre algo imponderável. Por isso ela se prende, no fundo, por mais que se pretenda atribuir-lhe um caráter racional, a uma visão intuitiva, cuja sintonia à realidade e consequente contribuição para a eficácia da ação só a experiência e a sensibilidade políticas podem até certo ponto garantir.”

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Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Notícias do Império – Fernando del Paso

Seleção de Doney

Lista de Livros: Notícias do Império – Fernando del Paso

Editora: Record

ISBN: 978-85-0105-384-8

Opinião: muito bom

Páginas: 660

     “Mas estranho que o senhor considere os ingleses europeus. Em mais de um sentido, a Inglaterra não é a Europa. Digamos que podemos considerar os ingleses europeus quando nos convém e como bárbaros, vikings ou o que quiser quando for mais adequado para nossos interesses. Afinal, eles, e ninguém mais, são os culpados de que haja na América vinte milhões de ianques, os novos vândalos da história, que querem roubar todo o continente, a começar pelo nome, do qual já se apossaram.” 

*

      “O chanceler austríaco Klemens Lothar Metternich, apelidado de Grande Inquisidor da Europa, e a quem, graças à sua insistência e bom gosto, se deve a invenção do bolo de chocolate vienense Sachertorte, afirmava que o café devia ser quente como o amor, doce como o pecado e negro como o inferno.” 

*

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Média: 5 (1 voto)

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O Imperialismo e o Terrorismo

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