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Cinco hipóteses para a Intervenção Militar no Rio, por Ion de Andrade

Cinco hipóteses para a Intervenção Militar no Rio

por Ion de Andrade

O tabuleiro da política nacional após o golpe e após a maldição do pré-sal é extremamente complexo. O Rio de Janeiro é a um só tempo a sede da Rede Globo, a sede operacional do Pré-Sal e a cidade potencialmente mais explosiva do Brasil pois ali as assimetrias sociais se assentam sobre uma geografia onde as periferias cercam as elites.

Sem mais delongas, penso haver cinco hipóteses válidas para explicar a intervenção militar no Rio de Janeiro. Os próximos dias serão decisivos para irmos entendendo o que ocorreu com mais profundidade.

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O desfile histórico da Escola Paraíso do Tuiuti, por Ion de Andrade

Por Ion de Andrade

Paraíso de Gigantes

O desfile histórico da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti

Por muito que estejamos produzindo na criação de uma consciência crítica nacional e democrática através dos nossos artigos, entrevistas, conferências, abaixo assinados, ou o que seja, o desfile da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti popularizou de forma extraordinariamente maior aquilo que a história selará como conceito final do que está em curso. A diferença entre o efeito do desfile e a soma de tudo o que fizemos até aqui é, a meu ver, comparável ao que seria um copo d’água num tonel.

No cortejo todos os ingredientes estavam presentes, desde a nossa escravidão insepulta e sempre presente, até o capital financeiro, a manipulação da mídia e da Fiesp, e o Poder vampiresco que se nutre do sangue do povo.

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Essa crise partidária que nos mata, por Ion de Andrade

Vamos reconhecer que iniciativas partidárias funcionaram como oxigenadores da política devolvendo iniciativa ao campo democrático para além do bombardeio midiático cotidiano e para além da “luta parlamentar”, onde perdemos


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(Foto Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Por Ion de Andrade

Para além de toda a profundidade da crise democrática que atravessamos, uma deveria merecer da esquerda uma atenção redobrada: a profunda crise partidária no nosso campo que nos imobiliza para qualquer iniciativa fora da conjuntura e fora do parlamento.

Diversos artigos já se debruçaram sobre a redução dos partidos do campo progressista à sua ação parlamentar. A consequência da fragilidade de uma formulação partidária sistêmica para a saída da presente crise de hegemonia vem colocando sob stress os movimentos sociais, sindicatos, categorias profissionais, blogs, grupos e associações os mais diversos que se sentem obrigados a formular e a tomar uma iniciativa estratégica de cunho partidário, para a qual por maior que seja o empenho e a boa vontade, não têm como desempenhar plenamente.

São claros exemplos dessa crise as importantes iniciativas do MST ou do MTST de proposição de saídas de curto, médio e longo prazos, desenhos de sociedade e frentes políticas numa elaboração a que se obrigaram face à completa falência propositiva dos organismos partidários. Recentemente e com razão o blog “O Cafezinho” se propôs a criar um grupo de think tanks de esquerda para abastecer a sociedade de inteligência política, mercadoria em falta nos dias que correm.
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O "Pobre de direita" é o bode expiatório perfeito, por Ion de Andrade

O "Pobre de direita" é o bode expiatório perfeito

por Ion de Andrade

Tradicionalmente a esquerda política se entende como portadora da visão política do povo e entende que a eventual não adesão ideológica desse povo  aos valores políticos que o beneficiariam como decorrente de uma alienação política que provem da própria dominação. Já dizia Marx que as ideias dominantes numa sociedade são as ideias da classe dominante, razão porque o voto dos oprimidos, pela própria razão de que são oprimidos é comumente um voto conservador. A “alienação política” é parte integrante do problema que deve ser solucionado.

Historicamente a esquerda se entende, portanto, como força emancipadora, cuja missão é justamente a de enfrentar a dominação política da direita e de contribuir para a emancipação do povo, entendido aliás como o protagonista das transformações sociais.

Teoricamente um golpe de Estado, como o atual, é a ocasião incontornável para a compreensão de fenômenos difíceis de serem percebidos em tempos de normalidade política, fenômenos que, no entanto, poderão ter contribuído para viabilizá-lo, razão porque a “autocrítica” não é nenhum tipo moderno de haraquiri e sim um componente importante do processo de aprendizagem política, cujo principal benefício é o de evitar que o erro cometido se repita.

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O Novo, a Frente e um Programa: o que se espera para o pós 24 de janeiro de 2018?, por Giovana Paiva

Foto Roberto Parizotto/CUT

Enviado por Ion de Andrade

O Novo, a Frente e um Programa: o que se espera para o pós 24 de janeiro de 2018?

por Giovana Paiva 

Não devemos desanimar, mas também não podemos deixar de achar esse momento muito confuso.

Inicialmente, havemos de constatar que não temos mais um projeto ou referências de modelos de sociedade. Faz tempo que o muro de Berlim caiu, as máscaras de algumas sociedades também caíram e estamos por aí, tentando construir um novo, que não se sabe o que é. Por outro lado, as pessoas continuam à mercê de bombardeios diários de informações que desqualificam a política, os partidos e os políticos. 

Como enfrentar isso? A própria circunstância do golpe nos leva a sinalizar com uma possibilidade de saída... Só temos Lula! Se Lula for candidato, ganha; se for preso, se torna herói; e se morrer, se torna mártir. Temos a principal liderança da esquerda mundial!

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O recurso de hoje é o da História, por Ion de Andrade

O recurso de hoje é o da História

por Ion de Andrade

Os desembargadores do TRF4 já sabem que quando adentrarem nas salas do Tribunal, serão juízes de Lula e réus da História, que tem ali também um recurso a ser julgado.

A História também já tem um veredito firmado sobre o caso. Não fosse assim a mídia internacional não estaria presente, os juristas não teriam se mobilizado nacional e internacionalmente, os diversos ex-presidentes de república de países estrangeiros não teriam prestado solidariedade irrestrita a Lula, nem os grandes nomes de todas as áreas estariam mobilizados. Sobretudo, não fosse assim o povo brasileiro não teria acorrido de todo o país para estar presente. Claramente a sentença da História é pela absolvição de Lula e foi ela, soberana, quem convocou a todos, pois o que se desenrola em Porto Alegre é a entrada do Brasil na História Universal, como entrou a Índia com Gandhi. O recurso da História, que com o seu veredito negado atrai multidões, só está sendo julgado no TRF4 porque o Juiz Sérgio Moro resolveu condenar Lula. 

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Febre Amarela e Ministro candidato: país acéfalo?, por Ion de Andrade

Febre Amarela e Ministro candidato: país acéfalo?

por Ion de Andrade

A autoridade sanitária no Brasil é o Ministério da Saúde, não a OMS!

A inclusão pela OMS de todo Estado de São Paulo como área de risco para a Febre Amarela é, do ponto de vista da Saúde Pública, a mais grave derrota nacional de que se tenha notícia. O Brasil é um desses países onde as condições de saúde, de saída precaríssimas, evoluíram para melhor ao longo de todo o século XX, quando passou a ser tratada como de interesse governamental, influenciada pela bacteriologia de Pasteur trazida até nós por Oswaldo Cruz em fins do século XIX fato que ganhou maior relevo com a Reforma Sanitária e com o SUS. Diga-se porém, que comparativamente, durante os distantes anos 60 e 70 quando governou a ditadura, a fronteira de doenças como a Malária e a Febre Amarela recuou continuamente. Então esse fato notório não tem paralelo na história do Brasil desde a bacteriologia de Pasteur.

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Lava Jato, História e descida aos infernos, por Ion de Andrade

 Lava Jato, História e descida aos infernos

por Ion de Andrade

Quando começou a ganhar significado, a Lava Jato assumiu o discurso de que iria passar o país a limpo e dar cabo da corrupção. Apoiada pela mídia e por vazamentos sensacionais a operação ganhou, num país efetivamente muito marcado pela corrupção, uma popularidade inédita, alcançando cifras para além de 90% de aprovação.

Esse verdadeiro patrimônio de credibilidades e esperanças de milhões brasileiros deveria ter produzido por parte dos seus protagonistas um cuidado redobrado no sentido de que tais expectativas não fossem frustradas, o que geraria um efeito perverso de descrédito no país e em suas instituições. Seria o mínimo a esperar, em termos de respeito ao povo brasileiro e às instituições, que a Lava Jato, dada a importância que ela própria se deu, devolvesse aos brasileiros um Estado menos vulnerável aos males de uma corrupção endêmica que desde sempre o assolou. Uma obrigação, considerando os custos estratosféricos da própria operação, os milhares de empregos perdidos e a quebra de setores estratégicos da economia nacional, além dos efeitos colaterais relativos à desnacionalização do pré-sal, dentre outras incontáveis mazelas produzidas por um governo que é também um legado seu.

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Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra!, por Ion de Andrade

Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra!

por Ion de Andrade

Diz Sun Tzu n’A Arte da Guerra: “Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a vitória.”

Se tivermos frieza vamos ver que essa frase descreve à perfeição o que acontece com Lula hoje.

Como eu disse no artigo “A derrota estratégica do complexo jurídico-midiático” a Lava Jato pode até condenar e prender Lula, mas não estará prendendo um bandido cujos crimes tenham sido comprovados, ou um personagem derrotado pela maciça e continuada campanha de agressão à sua honra e à da sua família. Não! Essa batalha, a mais importante afinal, Lula venceu e visivelmente nada há que possa ser feito contra isso, pois se trata de um fenômeno geológico.

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A derrota estratégica do complexo jurídico-midiático, por Ion de Andrade

Foto: Ricardo Stuckert

Por Ion de Andrade

Preparando-se para condenar e talvez prender Lula, o complexo jurídico-midiático estará selando uma derrota estratégica que se repercutirá nos anos futuros de forma ainda mais retumbante do que o Peronismo para os argentinos ou o Gaullismo para os franceses.

A inviabilização de Lula é a inauguração e não pós mortem, como costuma ser o caso pela perda do grande líder, do Lulismo; um inesgotável e vitorioso movimento que ecoará através dos tempos.

Mas por que se trata de uma derrota acachapante para o esquema que pretendia sepultar a esquerda brasileira? Porque o objetivo estratégico não era e nunca foi o de arruinar o Lula pessoa física e de cassar o seu CPF, mas o de não deixar pedra sobre pedra sobre o Lula líder, de enxovalhar o seu legado, a sua honra e a dos seus. Esse objetivo estratégico pelo qual a grande mídia se empenhou por vários anos JAMAIS será alcançado. O que pode a Globo agora que os seus feitiços já não funcionam mais? Implorar e de joelhos num editorial que Lula seja preso. E o que há de novo nisso? A derrota de ter que explicitar o que quer de forma direta, demonstrando que as suas forças se esvaíram.

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O golpe desenhará seus limites, por Ion de Andrade

O golpe desenhará seus limites

por Ion de Andrade

Como qualquer fato histórico o golpe terá tido um começo um meio e um fim. No futuro os historiadores poderão mapear o momento em que começou a declinar em definitivo com o ressurgimento irresistível da democracia.

Porém mais importante do que essa análise retrospectiva da história, a ser feita no futuro, é a leitura do presente, porque da percepção dos contextos evolutivos do movimento golpista e de quando começará a adernar, e vai, poderemos contribuir para apressar o seu fim.

É evidente que há flutuações conjunturais capazes de simular um declínio que pode vir a ser revertido depois, porém é importante estarmos atentos para a exaustão histórica do fenômeno, o que a produz no contexto mais imediato e de que forma podemos interferir para apressar a seu declínio.

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Irreversibilidade da pena abrandada para os que queiram depor sobre delação, por Ion de Andrade

Por Ion de Andrade

Irreversibilidade da pena abrandada para os que, como Tacla Durán, queiram depor sobre a delação premiada

Apesar das evidências trazidas por Tacla Durán de ilícitos que talvez tornem a Lava Jato maior crime de lesa pátria de toda a história do Brasil, o complexo jurídico-midiático que a sustenta resolveu fazer ouvidos moucos, o que significa que a sua solidariedade para com a operação independe de qualquer variável. O silêncio sobre o seu depoimento na grande mídia foi completo.

Ora, considerando a força real de que dispõe a mídia e o Poder Judiciário, isso significa que, apesar de parecer agonizar em praça pública, a Lava Jato continua de pé, operante e vai seguir adiante rumo ao seu objetivo estratégico maior que é o de ferir de morte a candidatura Lula.

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O que sustentará a nossa democracia no longo prazo?, por Ion de Andrade

O que sustentará a nossa democracia no longo prazo?

por Ion de Andrade

I. Elementos históricos

Terminada a segunda guerra mundial, o Partido Comunista Italiano, (PCI) sob a liderança de Palmiro Togiatti, posicionou a democracia no centro da sua estratégia.  A ideia era dotar a Itália de um regime democrático estável capaz de ser continuamente aperfeiçoado por meio de uma ação antifascista de longo prazo. O partido entendia que o fascismo não era um fenômeno superficial ou momentâneo na Itália, mas estrutural, razão porque o seu enfrentamento não se resumiria à adoção de um Estado democrático por meio de uma constituinte, mas exigiria uma luta longa para estirpar tudo o quanto pudesse alimentar a possibilidade de retorno. (Ver: Do stalinismo à democracia – Palmiro Togliatti e a construção da via italiana ao socialismo, Marco Mondaini, Ed.Contraponto)

O PCI, é verdade, exauriu-se, consumiu-se como uma vela, na tarefa de democratizar a vida política italiana e desapareceu, possivelmente quando alcançou a missão estratégica que havia dado a si mesmo de estirpar o fascismo da vida política italiana.

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A Rússia, a China, o Oriente Médio e nós, por Ion de Andrade

Foto: Agência Lusa

A nova hegemonia russo-chinesa que vai sendo desenhada no Oriente Médio só não será implantada se nos confrontarmos a uma guerra estratégica entre as grandes potências.

De forma muito resumida, a virada do enfrentamento Rússia/OTAN na Europa se deu precisamente pelo fato de que Moscou advertiu a organização de que faria ataques preventivos com armamento nuclear tático em qualquer nova instalação militar que pudesse ser entendida por Moscou como uma ameaça estratégica contra a Rússia. É evidente que isso significaria guerra total, razão porque os russos fizeram concomitantemente a isso, diversos exercícios de simulação de ataques nucleares com a sua população civil. Os russos também advertiram o ocidente que, devido à experiência que acumularam na história, não consentiriam em mais nenhuma guerra tática em solo russo.

Em suma,a determinação estratégica devolveu aos russos nova iniciativa tática no teatro Ocidental.

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O descarrilamento do mercado de trabalho médico, por Ion de Andrade

O descarrilamento do mercado de trabalho médico

por Ion de Andrade

As medidas recentes de congelamento da criação de novos cursos ou de novas vagas para os cursos de medicina são na realidade uma manobra de pânico que decorre da constatação (aritmética) de que o mercado de trabalho médico vai desabar.

A lógica socialmente responsável da formação profissional seria a de formá-los em número suficiente para atender as necessidades médico-assistenciais à luz da expansão da rede assistencial do SUS com sustentabilidade fiscal e financeira.

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Vídeos

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Documentos

Por que a Mídia oculta "A Privataria Tucana"?

Quem acha que a grande imprensa está ocultando a verdade apenas em solidariedade a Serra?

De fato a grande mídia só se solidariza com ela mesma. Ao ver Serra ferido de morte já teria deixado passar notícias, pois seria uma ótima oportunidade de parecer isenta, mas não... Por que?!!! De alguma forma os fatos estão mais unidos do que supõe a nossa vã filosofia. Fala-se do "Abraço do afogado", mas parece que tanto Serra quanto a grande mídia estão se afogando. Novamente, POR QUE continuam abraçados?

Esta é a intrigante questão que faz sobreviver o silêncio da mídia à véspera da CPI! O que temem tanto?!!!

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O Preço do Silêncio

Encontrei um interessante texto da Professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Jornalista e Advogada, Veruska Sayonara de Góis intitulado “DIREITO CONSTITUCIONAL À INFORMAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE GARANTIAS POSSÍVEIS” cujo resumo segue abaixo:
“Informação é direito constitucional que se desdobra nas prerrogativas
fundamentais de informar, de informar-se e de ser informado. O direito de informar
relaciona-se com o fazer jornalístico, enquanto o direito de ser informado é premissa difusa da sociedade de obter informes. O trabalho investiga as garantias ao direito de ser informado, especialmente as processuais. Através de pesquisa bibliográfica, verifica-se um conjunto de garantias consubstanciadas em procedimentos como direito de resposta, ação ordinária, mandado de segurança, e ação civil pública, esta com objeto de obrigação de fazer, firmando a tutela específica do direito de ser informado.”
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Áudio

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