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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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A loira que sabia demais, por Jota A. Botelho

Tippi Hedren (dir/esq) e a bela ilustração de Daniel Mitchell (centro).



A loira que sabia demais

por Jota A. Botelho

No filme "Os Pássaros" (The Birds, 1963) com o ataque de tantas aves como canários, bombos, gaivotas, corvos e outros, havia um gavião de nome Alfred, Alfred Hitchcock, é o que denuncia a atriz Tippi Hedren, protagonista do filme do mestre do suspense, que se sentiu ultrajada com o assédio sexual do diretor e resolveu também abrir o bico e partir para o ataque. Em consideração à reputação de ambos, mas sobretudo à de um dos maiores cineasta da história do cinema, vamos tentar apurar este caso espinhoso mais de perto, tão em voga nos dias atuais. 

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Recordações da Doce Vida, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho

A atriz Anita Ekberg, falecida em 11 de janeiro de 2015, em Roma, aos 83 anos de idade, recorda do seu grande sucesso cinematográfico quando ela ficou mundialmente conhecida e famosa por seu papel como Sylvia no filme La Dolce Vita, a obra-prima do cineasta Federico Fellini, de 1960, palma de ouro no Festival de Cannes do mesmo ano. O filme foi um grande sucesso de público e de crítica, cuja cena do banho noturno na Fontana di Trevi se tornou um dos momentos mais icônicos da história do cinema. Nesta cena Anita Ekberg nos mostra toda a sua sensualidade como se flutuasse sobre as águas da fonte entre suas cascatas, trajando um enorme echarpe branco encobrindo um vestido de noite longo e negro com um decote bastante generoso, contrastando com a branquíssima cor de sua pele e sobre os olhares fascinados do paparazzi interpretado por Marcello Mastroianni. Aliás, a cena toda é um chiaroscuro felliniano pontuada pela suavidade da bela música de Nino Rota.


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O homem triste que cantava alegre, por Jota A. Botelho



Ignácio Jacinto Villa Fernandez (1911-1971), foi um fenômeno artístico singular, que passaria para a história da música cubana e internacional como Bola de Nieve, levando Andrés Segovia a dizer que "quando ouvimos Bola, parece que estamos testemunhando o nascimento conjunto da palavra e a música que ele expressa". Assim, nesta abertura, mostraremos este homem triste que cantava alegre acompanhado numa homenagem da nossa excelente cantora Fabiana Cozza a este grande pianista, cantor e compositor que fez enorme sucesso desde o México, passando pela América Latina e a Europa, chegando até a China de Mao Tse-Tung.


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A celebração da morte no México, por Jota A. Botelho

A gravura La Catrina, de Guadalupe Posada, e o mural 'Sueño de una tarde dominical
en la Alameda Central
' (1947), pintado por Diego Rivera. 


 

A celebração da morte no México

por Jota A. Botelho

Considerados um povo triste como nós os brasileiros, mas para os mexicanos, o Dia de Finados é um dia de festa, que é comemorado com muitas comidas, bebidas, músicas e danças. E quem não pode faltar nessa festa é a Cavalera Garbancera, ou La Catrina, nome atribuído a Diego Rivera, e criada pelo gravurista, ilustrador e caricaturista José Guadalupe Posada (1852 - 1913) ainda nos primeiros anos do século XX. José Guadalupe Posada disse que a morte é democrática já que afinal de contas todas as pessoas ricas e pobres, brancas e negras, acabam virando uma caveira.

A História da Calavera Catrina - Símbolo do Dia dos Mortos no México



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O olhar de Sophia, por Jota A. Botelho


As duas atrizes na festa em Beverly Hills, Hollywood, 1957.
 

O olhar de Sophia, por Jota A. Botelho

Em 1957 a jovem e morena estrela ascendente Sophia Loren chega a Hollywood, e numa festa promovida pelo estúdio Paramount ela encontra a nova pretensão do Star System de criar uma impossível rival para Marilyn Monroe, a loura Jayne Mansfield, ela então observa o seu generoso decote e o seu olhar parece reprovador. Mas terá sido isso que a atriz italiana sentiu naquele momento? Sessenta anos depois, a grande diva do cinema italiano nos explica o motivo daquele olhar, cuja fotografia se tornou um ícone do cinema.



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Como disseminar o ódio, por Jota A. Botelho



Don’t Be A Sucker (Não Seja Um Otário) é um curta-metragem antinazista produzido pelo Departamento de Guerra Norte-Americano em 1943 e relançado em 1947, e que voltou a adquirir importância em 2017 após os violentos protestos da extrema-direita na cidadezinha de Charlosttesville, no Estado da Virgínia, e que viralizou na internet segundo mostra o vídeo postado pela BBC Brasil abaixo. 



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A educação contra a barbárie, por Jota A. Botellho

A educação contra a barbárie

por Jota A. Botellho

Aos nossos imprescindíveis professores, numa singela homenagem ao Dia do Professor, estabelecido e comemorado sempre no dia 15 de outubro de todos os anos, trazemos aqui a história da professora judia da Alemanha de Hitler que se atreveu a desafiar o ódio e a intolerância contida na abominável perseguição do regime nazista aos judeus, sobretudo às crianças, jovens e adolescentes em idade escolar. Antes, abrimos o nosso post com as imagens filmadas pelo cinegrafista norte-americano Julien Bryan da escola fundada pela professora Leonore Goldschmidt (foto acima), em 1935, nos arredores de Berlim, a capital do deus Moloch nazista.



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A Revoada dos Galinhas Verdes, por Jota A. Botelho

A Revoada dos Galinhas Verdes, por Jota A. Botelho

Para quem pensa que a esquerda brasileira nunca se uniu está redondamente enganado. Neste caso, mostra o quanto ainda a nossa história é bastante desconhecida para muitos. A prova está no que aconteceu em 7 de outubro de 1934, em São Paulo, há 83 anos atrás. Lá ocorreu uma das batalhas mais memoráveis da esquerda brasileira: "A Batalha da Praça da Sé" ou "A Revoada dos Galinhas Verdes", assim conhecidos os membros da Ação Integralista Brasileira (AIB) de Plínio Salgado. Essa batalha inseriu o país na principal disputa mundial dos anos 30, entre a esquerda de diversas tendências e a direita nazifascista. O pau quebrou com tiros, mortes e feridos de ambos os lados.



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Todas as vozes, todas, por Jota A. Botelho


Todas as vozes, todas, por Jota A. Botelho

Um dos símbolos mais representativos de luta e resistência, juntamente com muitos outros, do movimento da música social de nosso continente, Mercedes Sosa foi uma das vozes mais importantes da América Latina. Nascida na província argentina de Tucumán, em 1935, veio a falecer em Buenos Aires no ano de 2009. O documentário a seguir, do cineasta Rodrigo H. Vila faz uma excursão biográfica e uma amostra para conhecermos em profundidade a vida desta grande artista e cantora que nos deixou um legado indelével na memória dos povos latino-americanos.



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A velha trova cubana, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho

Mais uma maravilha cubana que nos surpreende e emociona assim como aconteceu com o aparecimento do Buena Vista Social Club, o encanto destes cinco músicos veteranos dessa bela ilha caribenha, com a sua riquíssima história musical, que descubro ao acaso, tal como um caçador de pérolas nas Antilhas, este quinteto precioso La Vieja Trova Santiaguera, formado em 1994, embora tenha passado a partir de então por algumas modificações, mas o seu repertório, a sua sonoridade e o seu ritmo dispensam maiores comentários. É melhor aprecia-los pelos seus enormes talentos e criatividades, faz bem ao espírito e a alma. Foi com um grande prazer criar estes vídeos a partir de trechos de uma excursão deles pela Espanha e de um Concerto realizado em Santa Lucía, em 2001.



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Dois roqueiros no Velho Oeste

Resgate de Jota A. Botelho


O Gordo & O Magro dançando Let's Twist Again (Chubby Checker)

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Nada como uma boa cachacinha

Dane Vasic e Daut Tihic: após quase se matarem no campo de batalha, ex-soldados se reencontraram numa mesa de bar

Sugestão de Jota A. Botelho

"Mas eu matei você!"

Décadas depois de quase se matarem no campo de batalha, dois antigos soldados da Guerra da Bósnia se reencontram e acabam se tornando sócios  

por Deutsche Welle - publicado 26/08/2017 - via Carta Capital - Fotos: Marinko Sekulic / DW 

Em outubro de 1992, no front de guerra de Skelani, perto de Srebrenica, dois soldados se encontram durante um combate. O bósnio muçulmano Daut Tihic é mais rápido e atira no inimigo sérvio, derrubando-o.
Anos mais tarde, no outono de 2006, quando a guerra na Bósnia Herzegovina já tinha há muito acabado, Daut bebia com amigos em sua aldeia natal, Skelani, quando viu um homem de rosto familiar entrando no bar.

O desconhecido o cumprimentou e se sentou em outra mesa. Daut não acreditava. "Este é o homem que matei" gritou para seus amigos, antes de se levantar, ir até o homem e dizer: "Eu matei você!"

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Paris, os loucos anos vinte, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho



Um parêntese de liberdade, um momento mágico entre as duas guerras mundiais, os felizes anos 20 que só durou uma década, numa época que Paris viveu uma intensidade criativa e uma efervescência nunca visto antes. A noite temática da RTV Espanhola investiga esta história da capital francesa no documentário Paris, os loucos anos vinte, onde se vendiam sonhos todos os dias e noites pela Cidade Luz, e que Hemingway a descreveu na sua obra Paris é uma Festa

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O trabalho sem cidadania, por Boaventura Sousa Santos

Por Jota A. Botelho

Entrevista com o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos sobre a crise do trabalho no mundo do capitalismo neoliberal onde sua relação perde toda a cidadania. Será o fim do Contrato Social firmado desde o século XVII

Segundo o prof. Boaventura o capitalismo neoliberal é um capitalismo global que mostra toda a sua vocação antissocial globalizante e, portanto, sobrepondo aos Estados Nacionais. Como a proteção social ainda hoje é ancorada nos Estados Nacionais, na medida que ele sobrepõe a estes Estados, ele irá fazer um ataque aos direitos sociais e econômicos, sobretudo aos direitos laborais. 

E, por outro lado, ele vai promover um outro discurso - os dos direitos humanos - como sendo um discurso progressista, mas para quem está atento isso acarretará a substituição do discurso dos direitos da cidadania por este discurso, que embora válidos, mas não tem a mesma eficácia, a mesma densidade política, não tem os meios de coesão e aplicação que tem os direitos da cidadania, mudando assim completamente a lógica anterior com a hegemonia deste discurso, que provocará uma deteriorização dos direitos de cidadania. Obviamente, ainda segundo o prof. Boaventura, o objetivo desta forma de capitalismo neoliberal é transformar o trabalho num fator de produção e nada mais. 

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Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho



Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho

por Jota A. Botelho

O documentário "Nelson Cavaquinho", realizado pelo diretor Leon Hirszman e lançado em 1969, faz um breve retrato de Nelson Cavaquinho e da periferia do Rio de Janeiro a partir de sua casa em Bangu, resgatando parte da obra deste lendário músico de forma pungente e arrebatadora, onde é captado toda a miséria ao redor, como se ela fosse o húmus para a poesia embriagadora e embelezadora ungida pela  indiferença do grande compositor e poeta, que tocava um violão único e inimitável, sustentada pelo seu humanismo nas afirmações contidas em duas de suas canções presentes no documentário: "do pó vieste e para o pó irás/ nesse planeta tudo se desfaz /... porque o teu castigo chegará também /...guarda a tua riqueza /que eu ficarei com a pobreza/ eu me considero rico em ser pobre/... tu também és um que vieste do pó...", pois ele sabe que irá partir um dia: "vou partir/não sei se voltarei... partirei para bem longe/ não precisas te preocupar..."Leia mais »

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