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No olho do furacão, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Então... estou calmo. Estranhamente calmo.

Não é como a calmaria que sucede a violenta tempestade. É a calma típica do deprimido, da quem sente a impotência. É mais como a tranquilidade transitória de quem está no olho do furacão e sabe que, breve, muito breve, será atingido pela fúria indomada dos ventos. Há um aperto indistinto no coração, aquele que nos acomete quando estamos plenamente cientes da inevitabilidade do que virá e, justamente por sua natureza inevitável, nada, absolutamente nada podemos fazer em relação ao futuro. Woddy Allen, jocosamente, se dizia bastante preocupado com o futuro, já que é lá que pretende passar o resto de sua vida. Eu também, Woody, eu também, juntamente com minha família e todas as pessoas que amo. Como chegamos a esse ponto? De que forma deixamos escapar essa oportunidade única de nos livrarmos dessa pecha pejorativa de país do futuro, de país em vias de desenvolvimento? Quase chegamos lá e... de repente, voltamos aos anos 1990. Por que?

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Sinuca de bico

do blog do Marcio Valley

Os adeptos do jogo de sinuquinha sabem bem o que é uma sinuca de bico. É quando a bola branca se encontra posicionada de tal forma que impede que a bola do jogo seja atingida diretamente. Nesse caso, o jogador tem que utilizar a tabela, ou seja, atingir sua bola em dois ou mais toques. É sempre uma situação difícil de sair, mas não impossível, dependendo muito da habilidade do jogador. Jogadores pouco habilidosos tendem a perder a jogada, enquanto jogadores experientes conseguem usar bem a tabela e sair da dificuldade.

Fica a indagação: Dilma é uma jogadora habilidosa? Conseguirá usar a tabela e sair da dificuldade do processo de impeachment?

O tempo dirá, mas os primeiros sinais são de que sim, ela aparenta ser habilidosa.

Essa conclusão é extraída de seus 

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Golpe de hoje, esperança do amanhã, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

O desenho do golpe esperado ocorreu: o processo de impeachment vai prosseguir no Senado.

O partido que lidera o golpe, o PMDB forneceu um total de 59 votos favoráveis ao golpe e dois contra. O PMDB do Rio colaborou com nove votos a favor do processo e dois contra. Um massacre.

O "líder do governo", Leonardo Picciani encenou, de modo pouco convincente, o papel de homem fiel ao governo do qual é líder, votando contra o impeachment, logo após ter orientado seus liderados a votar a favor.

No dia 08 de dezembro de 2015, em texto publicado no blog, esse resultado foi previsto, inclusive em relação ao desembarque maciço do PMDB.

O texto não foi bem aceito, muito provavelmente, e de modo compreensível, porque não era o momento para pessimismos, ainda que fundados em realidade patente e cristalina (talvez ainda não seja). Eis o link: http://marciovalley.blogspot.com.br/2015/12/o-impeachment-passara-dilma-... e o trecho que previa o comportamento do PMDB no golpe:

"(PSDB e PMDB) Estarão juntos, sem dúvida alguma, no impeachment da Dilma.

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EUA: por trás dos golpes, as garras, por Márcio Valley

do blog do Marcio Valley

John Adams foi o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos, tendo George Washington como presidente, e seu segundo presidente, governando no período de 1797 a 1801. Iluminista e republicano, está inserido num contexto histórico que representa o início do fim de uma longa tradição, cujo berço é Grécia clássica e seu filho dileto é o senado romano, na qual o pensamento filosófico e a arte da oratória ainda eram fortes na política. Tempos nos quais não havia esperança para um candidato a político alienado da razão, das verdades e das condições históricas de sua própria época, como hoje parece ser apanágio necessário de parcela considerável dos políticos brasileiros.

Adams disse uma obviedade que, proferida pela boca de um pensador que experimentou o poder, ganha densidade: “Existem duas maneiras de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada, a outra é pela dívida.”

E disse outra que merece profunda e necessária reflexão pelos brasileiros, que estamos numa grave turbulência democrática: "Democracia nunca dura muito e logo se desperdiça, exaure, e mata a si mesma. Nunca houve até agora uma democracia que não tenha cometido suicídio."

As palavras chave aqui são espada, dívida e escravidão.

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Coisas, marcas e pessoas, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Morre a atriz Yoná Magalhães, aos oitenta anos.

Não posso me afirmar um grande fã de sua carreira, que na verdade conheço pouco, mais dos tempos de criança, quando ainda assitia novelas em função do apreço dos meus pais por esse tipo de entretenimento. Naquele tempo as casas em geral somente tinham uma televisão, o que já era um luxo para poucos. Então, não havia escolha, quando o pai chegava a gente assistia o que ele queria.

Contudo, o sentimento de perda é real, pois o nome da Yoná é um dos muitos que me acompanharam por toda a vida, como Tonia Carreiro, Rede Globo, Silvio Santos e tantos outros. Esses últimos ainda continuam a existir como constituintes, células externas, da pessoa que sou, de minha própria existência.

Sim, porque tudo que tangencia a nossa vida torna-se, ela própria, um pedaço do que somos. E vejo, cada vez mais, alguns desses pedaços indo embora. Casas da Banha, Tv Tupi, Chacrinha, Cazuza, Michael Jackson, datilografia, telefone discado...

Tudo coisas, marcas e pessoas que, em algum momento, foram comuns aos meus sentidos. Eu os via, os ouvia, os tocava, enfim, os sentia. Onde estão? Foram-se, atropelados pelo tempo, pela modernidade, pelas doenças, pela incessante necessidade de novidades, enfim, pela inexorável finitude da existência. Quanto às coisas, e jamais pensei que diria isso um dia, estou ficando cansado da obrigatoriedade da renovação, do culto extremado à inovação.

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Delfim Netto e o capitalismo inovador, por Márcio Valley

Por Márcio Valley

Bastante interessante esse pequeno artigo de Delfim Netto, publicado no GGN e cujo link disponibilizo aqui, sobre as condições sociológicas históricas que dão azo à formação do capitalismo. Destaco a parte em que ele pontifica que o capitalismo é apenas um momento no processo histórico, não podendo ser classificado, nem como natural, nem como eterno. Que ótimo que isso seja dito por um intelectual conservador, não é mesmo? Delfim corrobora o que costumo dizer: a honestidade intelectual dá sabor e veracidade à palavra, escrita ou falada, que, assim, clama por ser consumida. Nada mais detestável do que um texto sofista e tendencioso.

Tendo a concordar com Delfim com relação ao que Marx pensaria sobre o capitalismo atual, que provavelmente o entusiasmaria, embora mantendo a crítica da imoralidade e da injustiça que o permeia.

Não cabe negar que a situação da miséria e das condições de trabalho, hoje, aí incluído o ganho de renda e melhoria das condições higiênicas do ambiente de trabalho, é bastante superior ao testemunhado por ele em final do século XIX. Claro que tal melhoria levou mais tempo - um século - para alcançar uma parcela algo significativa e ainda não suficiente da população mundial do que seria desejável, já que sabemos que a concentração da riqueza é de tal magnitude que menos de um porcento da população mundial detém mais da metade da riqueza material e que existem bolsões gigantescos da mais degradante miséria em vários cantos do planeta, alguns totalmente esquecidos pelo restante da humanidade. Ainda assim não se pode negar ser um ganho considerável se cotejado com a experiência histórica dos séculos anteriores, no qual a miséria era a regra.

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A faxineira e o delegado, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Imagine a seguinte situação absolutamente hipotética: você chega na sua mesa de trabalho e descobre que um colega comeu um bombom de sua caixa. O que você faria?

Se você for uma pessoa equilibrada e altruísta, você terá colocado a caixa de bombons à vista justamente porque queria que os colegas os consumissem.

Se você for só equilibrado, mas não altruísta, sorrirá pela sapequice do colega e não ficará demasiadamente aborrecido.

Se for um pouco exigente demais, irá no máximo considerar que houve um certo abuso e ficar chateado.

Se for um ranzinza cricri, irá se queixar diretamente com o colega.

Se além de ranzinza, for egoísta, irá se queixar ao chefe e pedir que ele admoeste o colega de trabalho.

Se for um celerado, um ególatra ou um completo retardado mental, você irá a uma delegacia policial registrar queixa pelo crime de furto.

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A república dos parvos ou por que a crise política não acaba?, por Marcio Valley

Por Marcio Valley

Por que a crise política se eterniza, por que não acaba?

É a pergunta que me tenho feito insistentemente ante a percepção de que o Brasil, ao contrário do que tentam fazer crer, não se encontra em situação econômica pior do que a que já esteve na maior parte de sua história. Só acredita nisso quem tem menos de cinquenta anos e não vivenciou a crise que parecia infindável e que durou do início da década de 1960 até o final da década de 1990, portanto por cerca de quarenta anos. Até quando contava cerca de quarenta anos de idade, cheguei a acreditar que jamais viveria num país com uma certa estabilidade financeira e com uma boa oferta de trabalho e renda para sua população. Afinal, sou do tempo em que, praticamente em todas as ruas do Centro do Rio de Janeiro, da porta de cada prédio jorrava, como uma enorme língua, imensa fila de pessoas candidatando-se a uma mísera vaga de emprego. Fui parte dessas línguas em várias oportunidades e arrepiava-me a ideia de ter que retornar à saliva de uma delas.

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O deputado e o motorista, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Lamentável a violência ocorrida no episódio no qual o deputado Takayama (PSC-PR), de 67 anos, acabou levando um soco do motorista do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) nas vias de acesso ao Congresso Nacional.

Não é possível defender ou justificar qualquer violência, muito menos quando verificada a desproporcionalidade física entre os envolvidos. O deputado, afinal, é um idoso.

Porém, as imagens captadas pelo sistema de segurança da Polícia Legislativa do Congresso são inquestionáveis. Os vídeos, que foram divulgados, claramente comprovam que: (a) não houve manobra de risco acentuado por parte do motorista quando dirigindo; (b) o deputado inicia a agressão ao desferir um tapa ou um soco no motorista, que somente então revida.

Além disso, aparentemente as lesões derivaram mais da forma com que se deu a queda do deputado, do que propriamente do soco que recebeu.

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É hora de Gilmar Mendes devolver processo, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Passadas as marchas pró e contra o governo, é hora de nós, brasileiros e brasileiras, nos juntarmos para, sem coloração partidária, sem ressentimentos e sem rivalidades mesquinhas, promovermos ações políticas coletivas que estejam acima de qualquer suspeita de ambos os lados.

Tanto nas passeatas do dia 13, como nas do dia 15, era imenso o número de pessoas portando cartazes e faixas contra a corrupção. Trata-se, pois, de uma agenda política de todos os brasileiros. Que tal representantes de ambos os lados da disputa política, como, por exemplo, Lobão e Stédile ou FHC e Lula, demonstrarem que não se limitam à retórica emocional dos palanques? Que estão dispostos a abraçar uma causa objetiva e concreta que possui amplas possibilidades de produzir algum efeito positivo em nossa política?

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Cena do Sarau no Rio

Sarau no Rio, em 15 de março de 2015,com o jornalista Luis Nassif (ao lado do violonista), seus amigos seresteiros e comentaristas do blog. Marcio Valley, atrás da câmera, filmou esse momento bacana, em que, juntos, o povo cantava a música, Foi Um Rio que Passou em Minha Vida, de Paulinho da Viola. Divirtam-se.

Vídeos

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Sucesso nas manifestações pró-governo. Agora é esperar o dia

Autor: 

do blog do Marcio Valley

As manifestações de hoje (13/03), a favor da Petrobras, pela reforma política e contra o desvario do impeachment foram bem sucedidas. Nas 22 capitais em que foram realizadas, foi considerável o afluxo de manifestantes. Milhares de cidadãos atenderam ao chamado da CUT.

Um mar vermelho tomou conta das capitais. Vermelho da CUT, mas também do PT. Incontáveis cartazes defendiam a Presidente Dilma. Outros tantos exigiam uma reforma política decente.

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Afinal, "coxinha" é um palavrão?; por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Não há dúvida de que, em qualquer setor do conhecimento e da práxis humana, a polifonia sempre será saudável. Isso se aplica também, principalmente e não poderia ser diferente, à política, pois a existência de visões múltiplas sobre a melhor maneira de organizar a sociedade permite que a escolha recaia sobre aquela que se revele mais adequada.

Como diz o velho e sábio ditado, várias cabeças pensam melhor do que uma.

Esse processo, claro, envolve a discordância dos defensores do projeto perdedor. Tal oposição é normal e aceitável na democracia, desde que não extrapole o âmbito da razão e não ser arvore na pretensão de derrubar, por vias oblíquas, o que democraticamente foi decidido. A racionalidade é o caminho, sempre.

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O sistema político-econômico que se avizinha, por Marcio Valley

Por Marcio Valley

Do blog do Marcio Valley

Historicamente, nada é imutável e nada é insubstituível. Não fosse assim, a própria noção de história, entendida como a sucessão de eventos no tempo, seria seriamente comprometida e a previsão de Fukuyama não faria sentido algum. Por outro lado, em geral todas as mudanças são lentas e graduais, mantendo-se durante muito tempo pontos de intercessão entre os modelos antigo e moderno. Leia mais »

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O inimigo comum imaginário criado pelo diabo que não existe

Autor: 

Charge de Ivan Cabral

do blog do Marcio Valley

Há uma máxima, atribuída ao poeta francês Charles Baudelaire, segundo a qual o maior truque realizado pelo diabo foi convencer a todos de sua própria inexistência. Grande esperteza. O diabo sabe que o povo estará pronto para adotar uma atitude passiva e se acomodar quando restar convencido de que determinado mal é fruto de lenda urbana, de teorias da conspiração ou da histeria de poucos. Nada como a inação popular para quem deseja o poder. Em terra de apáticos, o mal ativo será rei.

O diabo, porém, é ainda mais maligno. Não satisfeito em, num passe de alquimia, transmutar uma existência concreta, a sua própria, em delírio de poucos para, com isso, se tornar invisível, a liberdade da invisibilidade lhe proporciona realizar outra façanha alquímica extraordinária: metamorfosear uma inexistência, o éter, em medo coletivo palpável. Isso porque o diabo sabe que a melhor maneira de conquistar, manter e ampliar o seu poder é através da criação de um inimigo comum que, unindo o povo num propósito, direcione a energia coletiva para o objetivo desejado pelo mal.

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Vídeos

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Áudio

Conversa no botequim da política


2:28 minutos (3.38 MB)

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A propósito do carnaval, julgamento de Lula, eleições e democracia, uma paródia do grande clássico da MPB "Conversa de botequim", de Noel Rosa.

Letra e interpretação minhas.

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Marcha da democracia


1:47 minutos (2.44 MB)

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A propósito de carnaval, julgamento de Lula e eleições, uma paródia da marchinha de carnaval "Marcha da Cueca".

Letra e interpretação minha.

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