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O material pedagógico da série Mulheres na História da África, da Unesco, por Matê da Luz

O material pedagógico da série Mulheres na História da África, da Unesco

por Matê da Luz

A gente costuma observar e absorver os microuniversos, também chamados de bolhas, que nos cercam. Isso é absolutamente normal e entendo como uma meta em constante movimento o desejo de expandir esses círculos. Frustrar e deixar de caminhar é perigoso e, por este motivo, aconselho sempre a ter na mira a rotina. 

Aqui em Ubatuba, cidade pra onde me mudei há um ano, o bafafá está em torno do blackface praticado e premiado pela Fundart, a Fundação de Arte e Cultura da cidade. Diálogos propostos, discussões emocionadas, personificações desnecessárias e nenhuma definição ainda que seja equivalente ao conforto justo e digno de todos os envolvidos, especialmente a comunidade negra, sempre aparece alguém que levanta a lebre do "mas eu não sabia disso". 

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Carta de Repúdio ao black face no Festival de Marchinhas de Ubatuba

Enviado por Matê da Luz

Carta de Repúdio ao black face no Festival de Marchinhas de Ubatuba

O Coletivo Afrobrasilidades – Articulação Negra de Ubatuba – vem por meio desta carta apresentar sua indignação e repúdio ao black face apresentado pelos artistas Julio Mendes e Claudia Gil durante o Festival de Marchinhas Carnavalescas de 2018. A apresentação de duas músicas, pela dupla, inscritas no evento contou com essa “performance” historicamente opressora e racista e, como se não bastasse, o corpo de jurados do festival  premiou  uma delas como melhor fantasia dentre as demais apresentadas.

Diante de tal situação, que mais uma vez coloca o negro enquanto ser ridicularizado, como elemento à margem da sociedade, carregado de chacota, estereótipos e demais estigmas de um país que viveu séculos de escravidão, nós, ativistas desse movimento negro, nos colocamos perante a Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba – FundArt e à esses artistas para evidenciar que tal ato é violento.

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Bolsa-juiz X bolsa-família: um palpite pequeno num oceano de acontecimentos graves, por Matê da Luz

Bolsa-juiz X bolsa-família: um palpite pequeno num oceano de acontecimentos graves

por Matê da Luz

Sobre a matéria que saiu no Diário do Centro do Mundo, que trata da questão do bolsa-juíz em comparação ao bolsa-família.

A gente se revolta com o mundo ao redor. Tudo bem, tem que se revoltar mesmo. Mas quantas novas escolhas individuais cada um de nós faz, rotineiramente, pra desfrutar de uma vida que cabe (no orçamento, nos desejos, nos sonhos)?

Não falo sobre conformismo, mas sobre aceitar e entender limites, ter o suficiente pra ser feliz, o que aos meus olhos é sinônimo de compartilhar.

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Tentando fazer as pazes com o carnaval, por Matê da Luz

Foto Revista Fórum

Tentando fazer as pazes com o carnaval

por Matê da Luz

Essa época do ano sempre foi esquisita pra mim. Procurei e construí alguma argumentação que justificasse, tanto interna quanto externamente, tamanho desconforto: “são as energias”; “as pessoas ficam muito loucas, sem limite”; “não gosto da muvuca das multidões”; “deve ser algo ancestral”. Tudo isso somado ao fato de ter uma filha adolescente que ama o carnaval, inclusive prepara agenda para não perder um só bloquinho.

Superlativa que sou, multiplique o relato por mil vezes o sentimento no peito. Ai...

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Livia Mattos, a deusa da sanfona, por Matê da Luz

Foto Cisco Vasques

Livia Mattos, a deusa da sanfona

por Matê da Luz

Cantora, compositora, sanfoneira e artista de circo, além de belíssima presença em palco, Lívia Mattos acaba de lançar seu primeiro disco autoral, Vinha da Ida. Sugiro que clique no link para ler e continuar escutando. 

Vinha da Ida, que me sugere movimento, segue embalando minhas tardes de trabalho e passeios ciclísticos por aqui e acolá, e Os Olhos de Tereza, que dizem sim e de jeito nenhum, têm me mantido com o coração aquecido, além da alma leve nestes tempos sombrios. Cada música vale a sensação, o cuidado na escuta, a cadência da cinturinha que não consegue ficar parada enquanto ela toca e canta. Bem acompanhada, Lívia imprime o baião alegre, daqueles que dão vontade de tirar o sapatinho e sair arrastando os pés.  Leia mais »

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Paraísos cada vez mais efêmeros, as cidades e os nossos interiores, por Matê da Luz

Paraísos cada vez mais efêmeros, as cidades e os nossos interiores

por Matê da Luz

A escolha por uma vida mais simples não tem a ver com dinheiro, mas com conceitos mais profundos de escassez e abundância.

São poucos os paraísos que sobrevivem ao atual modelo econômico, social e cultural - as grandes cidades caminham há mais tempo para o colapso, mas os cantos mágicos do mundo, estes onde as ofertas de luxo em sua mais bela complexidade podiam ser desfrutados de maneira mais homogênea, já estão "chegando lá". 

É cada vez mais urgente repensar os modelos de gestão dos espaços coletivos (também conhecidos como cidades) - ou você acha que vai conseguir blindar, literalmente, todos os seus ambientes antes de ser individualmente impactado; e, para isso, ao meu ver, é extremamente necessário cuidar dos paraísos particulares, os íntimos, nossos lugares de paz e calmaria, aquele onde moram nossas decisões únicas que, claro, deixam rastros positivos ou negativos no mundo. 

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Iemanjá, a dona de todas as cabeças, por Matê da Luz

Foto Marina Silva

Iemanjá, a dona de todas as cabeças

por Matê da Luz

A Orixa mais sincrética do xirê, Iemanjá é celebrada hoje. Ao logo do dia quero compartilhar ensinamentos, itãs (contos) e impressões sobre os filhos dessa mãe que muitos insistem em descrever somente amorosa e acolhedora mas, assim como as ondas, é movimento puro e tensão.

O candomblé, que é religião oral, transmite conhecimento especialmente em forma de contos, estes que acabam por traduzir e contextualizar as características e potências das forças da natureza para que nós, os reles mortais (ironia, gente, cadê o bom humor?), possamos aprender, aprender e aprender.

Aqui, um dos itãs que mostra um pouco mais desta faceta de Iemanjá. Leia mais »

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Pablo Vittar: vocês vão ter que engolir a diversidade, por Matê da Luz

Pablo Vittar: vocês vão ter que engolir a diversidade

por Matê da Luz

Pablo Vittar, a cantora drag-queen que vem dando o que falar, acaba de lançar um clipe com o pop sertanejo Lucas Lucco. Sertanejo, todos sabemos, é um dos ritmos mais predominantemente machistas do país e, então, o encontro vem causando comoção do grupo conservador nas redes sociais, especialmente no YouTube, onde o clipe sustenta mais de 8 milhões de acessos. Um sucesso que, assim como Pablo, o grupo seleto dos que desejam manter escondidos os diferentes, vai ter que engolir. 

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O triste conto da mulher que cala, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Desde criança observara o silêncio das mulheres daquela casa. Lembrando bem, o silêncio das mulheres não estava presente somente ali: era notoriamente perceptível que a enorme maioria das mulheres parecia estar com algo parado na garganta, como se desejasse cuspir palavras que, inconscientemente, sabia que não deveria.

Na adolescência houve um movimento familiar em torno de uma certa acareação, mas a memória é traiçoeira e, então, escondeu detalhes para se proteger. Ela, a memória. A mulher continuava se sentindo parte integrante do presente grupo de mulheres que não falam. E, desta forma, familiarizou-se com aquele contexto.

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Limitar e interagir, metas fundamentais para 2018, por Matê da Luz

Limitar e interagir, metas fundamentais para 2018

por Matê da Luz

Eu, sempre esponja, acreditava que era dicotômico aplicar ambas as atividades: limitar e interagir. Hoje, quase 40 anos depois de existir nesse mundo aqui, que há de ser de aprendizado, posso afirmar que aprendi por A+B que não, limitar e interagir pode ser uma das receitas mais saudáveis para viver bem em diversas esferas. 

Limitar: falar não, compreender minhas aptidões a serem desenvolvidas, conhecer aquelas operacionalidades para as quais não possuo a mínima tendência; saber onde doem as tensões, saber pra onde quero ir, recordar de onde vim. Cortar relações me fazendo de avoada, sem muita explicação, apenas porque não sou obrigada a sustentar relacionamento algum - algumas premissas para qualificar as interações que fazem parte das resoluções mais relevantes deste ano que mal começou. 

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Danuza, Deneuve e porque talvez seja mais fácil deixar pra lá, por Matê da Luz

Danuza, Deneuve e porque talvez seja mais fácil deixar pra lá do que assimilar que o mundo precisa mudar

por Matê da Luz

O Brasil registra oito casos de femicídio por dia. Oito mulheres mortas porque são mulheres - e não em assaltos, acidentes ou acasos. Assassinatos porque são mulheres. Espancamentos, agressões, violências bárbaras - porque são mulheres. 

Aos meus olhos, é simples demais entender porque precisamos do feminismo, e não "deste" ou "daquele" feminismo, mas do feminismo único e universal que tem por principal objetivo a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros, que hoje já são mais diversos do que homem/mulher. Aos meus olhos e para o meu coração, quem questiona algum ponto disso está tão enraizadamente contaminado pela normativa de que "mulher gosta mesmo de reclamar", "mulher é assim mesmo", "mulher isso", "mulher aquilo", sempre preenchendo a lacuna com adjetivos e histórias que nos diminuem que, enfim, não consegue praticar a empatia pelas outras mulheres e minorias. 

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Tratamento natural: onde termina a eficácia e começa o exagero?, por Matê da Luz

Tratamento natural: onde termina a eficácia e começa o exagero?

por Matê da Luz

Assisti, preocupada, a um embate num fórum sobre tratamentos holísticos versus tratamentos convencionais. O que mais me espantou, confesso, foi a insistência do terapeuta holístico em afirmar que é possível cuidar de alguém que possui psicose diagnosticada com florais. 

Sou absolutamente crente e propago pelos quatro cantos os tratamentos holísticos, naturais, veja bem. Atendo como terapeuta floral e prescrevo banhos fitoterápicos, além de usar o baralho cigano e as runas para ajudar a orientar aqueles que me procuram para aliviar e amparar a caminhada. Mas daí a negligenciar o alcance da esfera que estes tratamentos englobam... minha maior preocupação, diga-se de passagem, e aqui cabe a supervisão de um grande amigo psiquiatra a quem recorro quando o discurso do atendido não encaixa nem aqui nem ali. Duas vezes, aliás, orientei que a pessoa o procurasse, porque de fato encontraria mais eficácia no tratamento alopático. 

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A enorme estima do homem-hétero-convencional, por Matê da Luz

A enorme estima do homem-hétero-convencional

por Matê da Luz

Alguns dirão que é recalque, outros que sou bandeirista de um feminismo de textões no Facebook - não importa. Importa, sim, ter encontrado em mim estima suficiente pra colocar limites nunca dantes navegados, rompendo relações porque-eu-não-sou-obrigada. No próximo texto vou falar sobre o tamanho do espaço que abrimos na vida quando nos damos conta de falar NÃO, obrigada, eu não quero isso e NEM PRECISA DE JUSTIFICATIVA. 

É, eu sei. A gente não é ensinado ou orientado a conhecer nossos limites, ao contrário: especialmente às mulheres, a noção de "rompa a barreira", "supere-se", "seja mais", enfim, essa coisa de ser elástica a ponto de perder seu próprio referencial - perceba o perigo da coisa toda! - é receitada por pessoas no convívio íntimo, profissional, coletivo, redes sociais etc... 

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Sequestro relâmpago? Até quando a Uber vai ficar em silêncio?, por Matê da Luz

Enviado por Matê da Luz

Por Carolina Anselmo, no Facebook

21 de Dezembro de 2017

Aê manas, postando pra avisar que é real oficial essas paradas que tá acontecendo com o Uber.

Hoje pedi um carro, tava na Av. Paulista, esperando ele chegar, quando chegou outro carro e perguntou "Carolina?"

Era obviamente outro carro, outra placa, mas achei muito estranho ele falar meu nome. Aí comecei a entrar e perguntei "Ricardo?" (burra, ainda falei o nome do motorista).
Ele confirmou rapidão que sim, e já adiantou "o carro tá cadastrado errado, fica tranquila".

Eu tava meio atrapalhada, confusa, mas fui entrando. Aí por (muita) sorte, vi o carro certo parando atrás.

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Luis Perequê e as delícias do santo, por Matê da Luz

Luis Perequê e as delícias do santo

por Matê da Luz

Uma das coisas mais maravilhosas que aconteceram no meu ano foi o encontro com o santo, mais especificamente com os Orixás. Ali de dentro da casa de candomblé aprendi a observar o mundo com diferentes prismas: hora como abyan, a novata que nada sabe sobre os afazeres e obrigações dentro da família, hora como uma mulher que beira os 40, cheia de vícios, manias e hábitos, alguns deles grudados que nem chiclete na cabeça e no modus operandi da vida. Estar ali cercada de gente diferente, com funções diferentes, com obrigações e cargos diferentes, com orixas e características diferentes me maravilhou de verdade, mas sabe o que foi mais incrível? A constatação banal - e fundamental - de que os grupos possuem formações similares em todo e qualquer contexto.

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