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imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

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“Clara Estrela”, filme sobre Clara Nunes, uma intérprete do Brasil

“Clara Estrela”, filme sobre Clara Nunes, uma intérprete do Brasil

Por Roberto Bitencourt da Silva

Nesses primeiros dias de fevereiro, o Curta, canal televisivo por assinatura, agraciou o público com a exibição de um belíssimo documentário: “Clara Estrela”. Trata-se de filme que retrata a vida e a obra de Clara Nunes, apoiando-se em imagens de época e entrevistas concedidas pela grande cantora, sobretudo na década de 1970. Uma justíssima e oportuna homenagem a um ícone da música brasileira, que faleceu em 1983, muito jovem, aos 40 anos de idade.

“Clara Estrela” é uma produção cinematográfica dirigida por Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir e que conta com a narração da atriz Dira Paes. O longa foi lançado no Festival do Rio no ano passado e, segundo comunicado da webpágina do filme no Facebook, a produção encontra-se envolvida com negociações para a distribuição nos cinemas.

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Crônica da Emancipação Nacional, por Roberto Bitencourt da Silva

Crônica da Emancipação Nacional

por Roberto Bitencourt da Silva

Meus amigos, minhas amigas, eu acredito no Povo Trabalhador Brasileiro. Entre outros atributos, em seu engenho criativo. Por isso, entendo que a despeito das portas hoje fechadas, das áridas condições subjetivas, sobretudo políticas e culturais, o socialismo é a nossa opção exclusiva para romper com a dependência financeira e tecnológica externa, superar as grotescas relações de desigualdade e de espoliação sobre a nossa gente.

O socialismo – articulado com o nacionalismo e um anti-imperialismo solidário aos povos que também perseguem o exercício de suas soberanias nacionais – é a nossa alternativa potencial e mais vigorosa para retirar o País da ignominiosa condição em vigor, flagrantemente neocolonial e que tende a se acentuar, se não houver mudança de rumos. Sem burguesias internas dotadas de um mínimo de interesses, compromissos e projetos de Nação – um fenômeno de longa data, mas que se intensificou nas últimas décadas –, não há sociedade portadora de dignidade nacional e soberania popular nos marcos do capitalismo dependente e subordinado ao grande capital internacional, às potências imperialistas e às burguesias e oligarquias domésticas corruptas, parasitárias e vende-pátria.

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A necessária superação do eurocentrismo nas esquerdas, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

A necessária superação do eurocentrismo nas esquerdas

Um debate dos anos 1980

Dias atrás publiquei artigo que abordava sérias limitações das esquerdas no presente, no tocante à incapacidade de ação política efetiva e às suas categorias de percepção prevalecentes. Chamava atenção, sobretudo, para o foco eleitoral e a ênfase conferida às instituições da democracia representativa.

Prometi dar continuidade ao assunto, a partir da mobilização de debate realizado nos anos 1980, entre alguns importantes intelectuais brasileiros, sintonizados com uma cosmovisão de esquerda, mais propriamente marxista. Como diz a sabedoria popular, “promessa é dívida”, então sigamos com o tema. O objetivo é sublinhar o eurocentrismo que atravessa a perspectiva das nossas esquerdas, em especial partidárias, que embota a capacidade de análise e intervenção sobre a realidade brasileira.

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Lula, Evo, Maduro, as esquerdas brasileiras e as questões democrática e nacional, por Roberto Bitencourt da Silva

Lula, Evo, Maduro, as esquerdas brasileiras e as questões democrática e nacional

por Roberto Bitencourt da Silva

Evo Morales e Nicolás Maduro, dois destacados líderes sul-americanos de esquerda, muito ativos no Twitter, manifestaram solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente venezuelano afirmou que “o povo” do seu país “abraça Lula. Desta injustiça miserável sairás mais forte. América Latina e o Caribe levantam suas vozes por Lula!”. Quanto ao chefe de Estado boliviano, Evo Morales, sublinhou que, “sentenciado injustamente, o irmão Lula da Silva é vítima de uma conspiração que busca impedir que seja candidato e ganhe as eleições com o apoio do povo ao qual dedicou toda sua vida. Força irmão Lula”.

Como dezenas, talvez algumas centenas, de milhões de brasileiros e demais latino-americanos, Evo e Maduro nutrem grandes simpatias por Lula. É claro, também se encontram muito preocupados com a conversão de um gigante regional, como o Brasil, em território hiperneocolonizado pelas potências capitalistas, sobretudo o "grande irmão" do Norte. Conversão de um país dotado de enormes possibilidades humanas, políticas, econômicas, civilizatórias, igualmente estratégico para a autonomia regional, em mero joguete nas mãos do grande capital internacional e do imperialismo estadunidense. Os problemas daí decorrentes para Venezuela, Bolívia e outras nações coirmãs, não são pequenos.

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Capitalismo dependente e guerra às classes populares, por Roberto Bitencourt da Silva

Capitalismo dependente e guerra às classes populares

por Roberto Bitencourt da Silva

Nesse domingo (21/01), o popular jornal Meia Hora, que integra importante grupo de comunicação do Rio de Janeiro, O Dia, veiculou polêmica e reacionária manchete de capa. Com letras garrafais, a manchete intitulada “Piscinas suspeitas na Maré” estampava foto com crianças divertindo-se em piscinas na rua de uma favela, no escaldante verão carioca. Alegava que “o tráfico” as “teria colocado”.

Entre setores ciosos com o respeito aos direitos humanos, à prática do jornalismo responsável, entre moradores e organismos coletivos de comunicação das favelas no Rio, as reações, natural e compreensivelmente, foram bastante críticas. A Agência de Notícias das Favelas repercutiu o caso, fez ácidos questionamentos à tendenciosidade do enquadramento jornalístico e divulgou evento de protesto a ser promovido no dia 28/01, chamado “Piscinaço no Meia Hora”.

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O “atraso” e a “modernidade” são duas faces complementares do capitalismo mundial, por Roberto Bitencourt da Silva

O “atraso” e a “modernidade” são duas faces complementares do capitalismo mundial

por Roberto Bitencourt da Silva

Nos últimos dias tem reverberado nas redes sociais uma importante demanda apresentada na Alemanha, por entidade sindical do setor metalúrgico. Essa entidade é descrita pelo noticiário como bastante influente no cenário político e sindical do país.

A reivindicação trabalhista corresponde a uma redução da jornada de trabalho, de 35 horas para 28 horas semanais, sem diminuição dos salários. A tônica das abordagens em nossas redes sociais orienta-se pelo destaque dado ao "atraso" do Brasil e de suas elites no poder, que retiram nossos direitos trabalhistas e criam dificuldades mesmo para o combate a trabalhos análogos à escravidão.

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O debate entre os pré-candidatos do Psol à Presidência, por Roberto Bitencourt da Silva

Na sequência das imagens, Hamilton Assis, Nildo Ouriques e Plinio de Arruda Sampaio Jr.

O debate entre os pré-candidatos do Psol à Presidência 

Por Roberto Bitencourt da Silva*

Na noite dessa sexta-feira (22/12), o Psol promoveu, pela internet, um debate público de ideias entre três dos seus pré-candidatos à Presidência da República.

Mediado pela ex-deputada federal Luciana Genro, o debate contou com a participação do pedagogo Hamilton Assis, baiano, ex-dirigente da CUT e ativista do movimento negro; do economista Nildo Ouriques, catarinense e professor da UFSC; e de Plínio de Arruda Sampaio Jr., paulista, também economista e professor da Unicamp.

A exposição de ideias e de diagnósticos dos problemas brasileiros transcorreu em nível elevado. Basicamente, todos os candidatos consideram a necessidade de que o partido ofereça não apenas uma alternativa eleitoral à esquerda, como também uma estreita interlocução com a população brasileira, sobretudo as classes populares, para além do calendário da eleição, de modo a prover uma visão de Brasil dotada de conteúdo programático.

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Muitos setores “progressistas” também desprezam o Povo Brasileiro, por Roberto Bitencourt da Silva

Muitos setores “progressistas” também desprezam o Povo Brasileiro

por Roberto Bitencourt da Silva

Há poucos dias publiquei artigo que fazia observações sobre o descompasso entre o perfil de atuação dos dirigentes das principais centrais sindicais brasileiras e os graves desafios do momento, que afetam diretamente as condições de trabalho e vida da classe trabalhadora e os destinos do País.

Assinalei, sobretudo, o caráter desmobilizador e apassivador destas centrais, que controlam cerca de 78% do sindicalismo brasileiro. Um desses organismos é detentor de flagrante natureza patronal e integrante da base de apoio ao governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) – me refiro à Força Sindical. Demais centrais hegemônicas, portadoras de vínculos estreitos com segmentos partidários da esquerda institucionalizada e sistêmica: PT, PDT e PC do B.

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A criação da antiga lei do 13º salário é ainda educativa para os trabalhadores, por Roberto Bitencourt da Silva

A criação da antiga lei do 13º salário é ainda educativa para os trabalhadores

por Roberto Bitencourt da Silva

Chega o mês de dezembro, hora de os trabalhadores com vínculo empregatício formal receberem o seu 13º salário. O comércio e o fiapo de indústria ainda existente tendem a aquecer, por conta da elevação da capacidade de consumo da classe trabalhadora.

A princípio, muitos ficam felizes. Contudo, em especial, as frações do grande ao micro empresariado manifestam descontentamento em pagar o benefício aos seus empregados. Vistas curtas, sobretudo do micro ao médio capital, almejam consumidores para seus produtos e serviços, sem a contrapartida da dilatação do poder de compra na sociedade.

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A dependência brasileira e o imperialismo em números, por Roberto Bitencourt da Silva

A dependência brasileira e o imperialismo em números

por Roberto Bitencourt da Silva

Em função do golpe de Estado judicial-midiático-parlamentar, ainda em curso, desferido originalmente contra a soberania do voto popular, uma antiga categoria política voltou a circular no debate público nacional, particularmente à esquerda e entre setores progressistas: o imperialismo.

Convenhamos, trata-se de uma palavra que havia sido colocada de lado, concebida como expressão de um fenômeno anacrônico, incompatível com o mundo “globalizado” e com a “democracia” brasileira, que muitos se jactavam como estabelecida e em processo de avanço cultural e institucional. O imperialismo havia sido esquecido. Algo démodé. Mesmo entre amplas frações das esquerdas.

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Nildo Ouriques falou sobre a “necessária Revolução Brasileira” na UERJ, por Roberto Bitencourt da Silva

Da esquerda para a direita: Aurélio Fernandes, Nildo Ouriques e Bicalho.
Foto: Roberto Bitencourt da Silva.

Nildo Ouriques falou sobre a “necessária Revolução Brasileira” na UERJ

por Roberto Bitencourt da Silva

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, economista e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Nildo Domingos Ouriques, esteve nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, para atender compromissos de sua campanha à indicação partidária.

Na agenda, ocorreu evento na UERJ, que foi marcado por uma instigante conferência proferida pelo professor, assim como por um diálogo profícuo com estudantes, professores e ativistas do PSOL e de demais círculos políticos não partidários de esquerda.

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Morreu Moniz Bandeira, um grande pensador brasileiro, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto: Arquivo Pessoal

Por Roberto Bitencourt da Silva

O Brasil acaba de perder uma das suas melhores cabeças pensantes. O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira faleceu nessa sexta-feira, na Alemanha, país onde residia há anos.

Nascido em Salvador/BA, no ano de 1935, durante a juventude dos decênios de 1950 e 1960 atuou no jornalismo e foi assessor legislativo do deputado federal e presidente da célebre Frente Parlamentar Nacionalista, o trabalhista Sergio Magalhães.

Depois do golpe civil-militar de 1964, acompanhou o igualmente trabalhista Leonel Brizola no exílio uruguaio, envolvido na costura das guerrilhas de conteúdo nacionalista, anti-imperialista e socialista. Moniz Bandeira chegou a ser preso na ditadura, no início da década de 1970. 

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A “Revolução Brasileira” de Nildo Ouriques, por Roberto Bitencourt da Silva

Imagem extraída do Youtube 

A “Revolução Brasileira” de Nildo Ouriques: entrevista com o pré-candidato à Presidência pelo Psol

"Temer é um governo sem qualquer apoio popular e, por isso mesmo, decisivo para a burguesia e suas frações (bancária, industrial, comercial e latifundiária). Ele terminará seus dias na cadeia, muito provavelmente, mas realiza o trabalho que a burguesia quer lubrificado com alta corrupção".

por Roberto Bitencourt da Silva

Economista, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, importante pensador brasileiro que tem contribuído bastante para o debate público nos últimos anos, Nildo Ouriques é pré-candidato pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) à Presidência da República.

Esse catarinense nascido na cidade de Joaçaba, de 58 anos de idade, engenhoso e aguerrido intelectual norteado por ideais nacionalistas, anti-imperialistas e de esquerda, lançou a sua pré-candidatura tem poucos meses. Desde então, Nildo tem circulado pelo País, em contato com estudantes, professores, ativistas e militantes de movimentos sociais e demais organismos populares e de esquerda.

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Um necessário compromisso da oposição: revogar as medidas de Temer, por Roberto Bitencourt da Silva

Um necessário compromisso da oposição: revogar as medidas de Temer

por Roberto Bitencourt da Silva

Diferentes nomes têm sido ventilados como potenciais candidatos à presidência da República.

Deixando de lado dúvidas sobre a efetiva realização das eleições (o horizonte é nebuloso), uma iniciativa de imediato deveria ser tomada por todas as possíveis candidaturas e seus partidos, que fazem oposição ao abjeto governo golpista capitaneado por Michel Temer (PMDB): a manifestação de um posicionamento claro, franco e incisivo, em relação às medidas antipopulares e antinacionais adotadas pelo governo de turno.

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Os servidores públicos precisam acionar os organismos internacionais, por Roberto Bitencourt da Silva

Os servidores públicos precisam acionar os organismos internacionais

por Roberto Bitencourt da Silva

Nessa quinta-feira (19/10), no Rio de Janeiro, foi lançada na UERJ a Frente Nacional em Defesa das Instituições Públicas do Ensino Superior. A Frente envolve diferentes entidades representativas dos estudantes, professores e técnico-administrativos universitários, assim como algumas centrais sindicais.

Trata-se de uma iniciativa muito importante que visa articular os agentes sociais diretamente envolvidos ou simpáticos às causas do ensino superior público no País. Os enormes cortes orçamentários em investimentos e custeio, os ataques desferidos por diferentes entes da Federação às universidades, são demasiadamente preocupantes e angustiantes.

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